A personalidade mágica e a prática.

Você dorme mal, acorda cedo, trabalha muito, se desgasta, come porcarias com pressa, navega na internet sem rumo, sem foco e sem atenção, chega em casa acabado e o Frater Prophecy quer que você acorde as 4 horas da manhã para rezar ? E o Marcelo Del Debbio quer que você fique fazendo exercícios de visualização ?

Como superar a inércia ? Como travar esse combate com a preguiça física, mental e espiritual ?

Existem várias formas, mas poucas tão eficazes e eficientes como uma personalidade mágica.
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A Cidade Celeste II


Também é importante advertir que a fundação das cidades, com seus templos e santuários, era um símbolo que expressava a constituição ou consolidação de uma doutrina tradicional, convertendo-se assim a cidade terrestre na própria expressão dos princípios cosmogônicos e metafísicos revelados por tal doutrina, pois esta sempre foi considerada como a emanação direta da Doutrina do céu, que não é outra que a própria Sabedoria Perene, Lei Eterna, ou Sanatana Dharma, contida na Tradição Primitiva, ou o que é o mesmo, no Centro Supremo. Este, embora em um princípio era acessível a todos os homens, tornou-se, por razões de ordem cíclica, oculto e inacessível para a grande maioria, Por isso que seja através da compreensão do sentido profundo e essencial do Ensino como se pode realmente estabelecer a comunicação com tal Centro, quer dizer, quando a “intenção” e a vontade de todo o ser se oriente para o Conhecimento, e se identifique e seja um com ele, promovendo assim uma verdadeira transformação interior casada com a realização de todas as possibilidades contidas no estado humano, à luz de cuja plenitude todas as coisas aparecem reintegradas na Unidade do Si mesmo, o qual está em relação com a frase evangélica: “Procurem e encontrarão, peçam e serão saciados, chamem e se lhes abrirá”. A essa transformação (precedida por numerosas mortes e nascimentos) refere-se a expressão hermética que sintetiza a consumação da Grande Obra: “espiritualizar os corpos e corporificar os espíritos”, ou “espiritualizar a matéria e materializar o espírito”, como se diz nas primeiras páginas deste Programa.
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O Compasso e o Esquadro


Ao falar da Arquitetura, indicamos a importância que tem a forma do cosmo físico como modelo no qual se inspiravam os antigos construtores para a edificação dos recintos sagrados e das moradias humanas. E entre os principais instrumentos utilizados para tal fim destacamos o compasso e o esquadro. Ambos são os símbolos respectivos do Céu e da Terra, e assim os contempla em diversas tradições, ou mais precisamente, iniciações, como o Hermetismo, a Maçonaria e o Taoísmo. O círculo ao qual desenha o compasso, ou seu substituto a corda, simboliza o Céu, porque este efetivamente tem forma circular ou abobadada, qualquer que seja o lugar terrestre de onde o observe. Por sua vez, o quadrado (ou retângulo), que traça o esquadro, simboliza a Terra, quadratura que lhe vem dada, entre outras coisas, pela “fixação” no espaço terrestre dos quatro pontos cardeais assinalados pelo sol em seu percurso diário. Além disso, a Terra sempre foi considerada como o símbolo da estabilidade, e a figura geométrica que melhor lhe corresponde é precisamente o quadrado, ou o cubo na tridimensionalidade.
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A Cidade Celeste

À mentalidade moderna resulta virtualmente impossível conceber a idéia de uma Cidade celeste, em contraste com a mentalidade, plenamente sacralizada, dos povos antigos e tradicionais, que não só creditavam sua existência, mas também…

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O Menor é o Mais Poderoso


Na via de realização pessoal que este manual propõe, a afirmação do título nos indica pôr especial atendimento a tudo aquilo que passa despercebido, mas que no entanto tem uma enorme importância quando se trata de conhecer a causa e a origem das coisas. Numerosas expressões tradicionais fincam pé na superioridade do poder do pequeno, sutil e invisível, sobre o visível, grosseiro e grande. “Semelhante é o Reino dos Céus a um grão de mostarda, que tomando-o um homem o semeou em seu campo (em si mesmo), o qual é a menor de todas as sementes, mas quando se desenvolveu é maior de todas as hortaliças e se faz uma árvore, de maneira que vêm as aves do céu (símbolo dos estados superiores) e aninham em seus ramos” (Mateus, XIII, 31-32).
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A Coroa


Numa primeira leitura, a coroa simboliza as virtudes mais elevadas que existem no homem, eis o motivo de cingi-la sobre a cabeça, a “cúspide” do microcosmo humano, isto é, naquela parte do mesmo que se corresponde com o Céu, cuja forma circular a coroa reproduz. Mas, precisamente por isso, a coroa também expressa o que está por “cima” ou “além” do Cosmo e do homem: a realidade do divino e do transcendente. Poder-se-ia dizer que no significado da coroa coincidem, pois, as qualidades mais nobres e superiores do ser humano e, ao mesmo tempo, aquilo que as transcende por constituir o arquétipo das mesmas. No caminho do Conhecimento, ou via iniciática, ditas qualidades se vão desenvolvendo depois de um longo processo de transmutação alquímica, durante o qual o aspirante a ele vai tomando gradualmente consciência da sacralidade de sua existência, ou de sua realidade no universal, até se identificar plenamente com esta.
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O Alfabeto Hebraico


Oferecemos a seguir as 22 letras do alfabeto hebraico para que o leitor vá se familiarizando com elas. Igualmente é demonstrado o valor numérico correspondente a cada letra. No hebraico antigo, as vogais não eram sinalizadas, nem pontuadas, como se faz no presente. Portanto, as palavras escritas só com consoantes podiam ser lidas de várias maneiras, ou com o auxílio de diferentes vogais, aumentando assim seu poder evocativo e semântico em múltiplas valorações e sentidos. As letras têm vinculações também com outros símbolos, muitos deles animais, e de diferente natureza e índole, o que se associa com o alfabeto, a palavra e a metafísica da linguagem.

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Simbolismo Animal II


É importante ademais destacar que quase todas as divindades zodiacais, não importa de que tradição, estão representadas com formas de animais, e recordaremos novamente que a palavra Zodíaco não quer dizer senão “roda dos animais”, ou “roda da vida”, o que está obviamente unido à idéia de movimento e de geração surgida do Ser universal, ou melhor, de sua energia criadora, que permanentemente se recria a si mesma, neste caso através das indefinidas formas animais. Isto concorda perfeitamente com a idéia, muito difundida entre as civilizações pré-colombianas de que o Cosmo, isto é a Vida universal, é um animal gigantesco, do qual todos fazemos parte integrante (tal é o caso também da serpente alquímica Ouroboros), e isso explicaria o porquê entre ditas culturas a Deidade criadora estar em bastantes ocasiões representada como um animal (como ocorre na tradição indiana, com o deus com forma de elefante Ganesha), ou bem caracterizada com as partes mais significativas de um animal, geralmente a cabeça, como é o caso, por exemplo, dos deuses assírio-babilônicos e do antigo Egito. Nas tradições Centro-americanas o deus Quetzalcoátl quer dizer “pássaro-serpente”, ou “serpente emplumada”, conjugando em sua natureza as energias aéreas que tendem para o céu (o vertical), e aquelas que reptan e se movem pela terra (o horizontal). A águia e a serpente são, efetivamente, os dois animais que melhor representam esse antagonismo e complementaridade entre o celeste urânico e o terrestre ctónico e telúrico.
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O Tarot


O Tarô, origem do jogo de naipes, é um oráculo, um livro sagrado escrito não em palavras senão em setenta e oito páginas ou lâminas desenhadas em cores, cada uma com suas múltiplas e precisas correspondências e profundos significados, que ao serem primeiro estudadas e depois “embaralhadas” ou colocadas de diferentes formas simbólicas, atuarão magicamente no interior do aprendiz, servindo como veículo despertador da consciência e computador da inteligência; ou seja, como suporte simbólico do conhecimento metafísico.
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O Rito

Em diversas ocasiões falamos do rito como um componente básico do conhecimento simbólico e, portanto, da própria vida, que na indefinida variedade de suas formas sempre passageiras é a permanente reiteração de uma…

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