Dabar (yod-heh-vav-heh)

Surgida no século II de nossa era, no povo de Israel, a Cabala se desenvolveu na Alta e Baixa Idade Média, em países cristãos como França e Espanha, particularmente neste último, onde no século XIII foi escrito nada menos que O Zohar, o grande livro cabalístico, brilhando na Itália durante o Renascimento sob sua forma cristianizada, e passando aos países do norte e centro da Europa, à Inglaterra, Polônia, etc., em distintas épocas, e onde ainda hoje se mantém viva, bem como em Jerusalém e muitas outras cidades do mundo moderno, entre judeus e não judeus. Isto quanto ao que se refere à Cabala histórica.

O termo dabar em hebraico significa ao mesmo tempo “palavra” e “coisa”. Nesse sentido, para os hebreus o nome de Deus, constituído pelas quatro letras sagradas, é impronunciável, por respeito a sua imanifestação, e porque o pronunciar de seu nome o revelaria em sua tremenda majestade e grandeza. Estas quatro letras são: Iod – letra a partir da qual surgiu todo o alfabeto hebreu, que é considerada um ponto e cujo valor numeral é dez; Hé – chamada a primeira Hé para distinguí-la da segunda que compõe o nome divino, de valor numeral cinco; Vau – de valor numeral seis; e Hé – a segunda, de idêntico valor cinco. A soma das letras do Nome Divino dá vinte e seis, e este número é de particular importância no esoterismo e na Cosmogonia cabalística. Abordaremos tão logo as letras do alfabeto hebreu. Estes elementos são muito importantes para determinadas operações. Não se trata aqui de dar um curso de hebraico, senão de nos familiarizarmos com os símbolos e valores cabalísticos. Se nossos leitores tivessem oportunidade de estudar hebraico, sugerir-lhes-íamos que o fizessem para aumentar as fronteiras das relações e sua ressonância em nosso trabalho hermético.

Este post tem 11 comentários

  1. Val Valiant Thor

    Quando não se mora em uma capital, sem professores e cursos, é possível aprender somente com livros?

    @MDD – É muito mais dificil… voce acaba “tendo” conhecimentos, e não “aprendendo” os conhecimentos… pense em kung-fu… voce pode aprender sozinho lendo livros e fazendo ginasticas sozinho? Mais cedo ou mais tarde voce vai precisar de uma orientação prática. Artes marciais e magia possuem muitos pontos em comum…

  2. IRR

    Val Valiant, va a uma Igreja Católica próxima, fale com algum cardeal, ou pode ir a uma Faculdade Católica e se informar dos cursos ministrados. Na faculdade católica aqui é ministrado uma vez por simestre o curso de hebraico para seminaristas e curiosos. Eu só não fiz até agora pq acho o valor muito caro.

  3. andressa

    Olá Marcelo, obrigada pela resposta sobre fé, e também sobre “simbologias” da magia. Então a moeda da sorte, por exemplo, seria como um rádio, funcionando como um portal para tipos diferentes de energia, que transforma a energia elétrica em… som?
    grande abraço

    @MDD – A analogia com o rádio é boa.

  4. Eduardo Marques

    Também quero saber o que o Val Valiant Thor perguntou.

  5. Padawan

    Tio, para um iniciante, o que seria interessante estudar primeiro em hebraico?

    Entendo que como qualquer idioma, demanda bastante tempo e dedicação se alguém quiser se tornar fluente, mas se quisermos apenas ter uma base para fazer as associações com alquimia, tarô, cabala, etc, seria recomendável começar estudando o que?

  6. RiYu Lv5

    Tio vc vai falar de Daath e Chorozon?

  7. RiYu

    Val Valiant Thor

    Na minha opinião é possível aprender e muito com a própria vida(além dos conhecimentos esotéricos).
    Às vezes voltamos os olhos para fora quando na verdade o que realmente importa está bem escondido dentro de nós mesmos.

  8. Val Valiant Thor

    Entendi a mensagem… Já tinha lido isso no post sobre “A corrupção da Magia”.

    Mas acho que você entendeu errado… Estava perguntando do HEBRAICO em particular.

    Mas foi bom ter tocado no assunto. Quanto a busca pelo conhecimento estou passando por um problema assim. Ando estudando bravamente já faz uns anos, mas sempre através de livros e artigos da internet. Mas sinto que preciso de mestre… Onde eu moro e meus círculo de relacionamentos não me dão oportunidade de encontrar um… a não ser minha avó, ex AMORC.

    Hoje descobri que na Ordem Demolay não posso entrar (maior de 21 anos), mas ando pensando em me ligar a AMORC, já que infelizmente (ou felizmente) não tenho contatos para adentrar na maçonaria.

  9. David Fernandes

    Del Debbio, também moro distante dos grandes centros, e passo por um problema parecido com o do Val Valiant. Queria saber de você se é possível encontrar um mestre no plano astral, uma vez que temos prática em viagens astrais. Você já ouviu falar de alguém orientado por algum ser deste plano?

    Lendo os livros de Bardon, percebo que podemos aprender magia com os seres que habitam os planos de cada um dos quatro elementos, mas são magias limitadas às possibilidades de cada elemento.

    Estou apostando minhas fichas nessa possibilidade.

  10. Val Valiant Thor

    Bom… minha primeira pergunta era somente sobre aprender o idioma hebraico.

    Entretanto, existe a vontade de buscar o conhecimento além da leitura e da própria experiência. Quem sabe, vindo de mestres…
    No meu caso, acredito que a AMORC seja uma boa solução.

  11. Guilherme

    Eu baixei o curso da Rosetta Stone de hebraico (torrent). Embora eu ainda não tenha praticado realmente o método, é um dos mais famosos do mundo.
    Acho que é a melhor opçao no seu caso para aprender outro idioma.

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