Música: Ciência, Arte e Magia

EpisódioPiloto

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Saudações nas sete notas do pentagrama, enfim o episódio piloto do videocast Música & Magia!

O que realmente faz com que determinadas melodias nos despertem tantos sentimentos diferentes? Por que há melodias boas e outras não? O que faz uma boa melodia? Música é Magia? (mais…)

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Música e Magia

do blog Piano Musici

A Música é um instrumento da magia

A magia é um conjunto de práticas das quais o homem se vale para impor sua vontade à natureza e aos espíritos. A religião e a magia pressupõe a crença nos espíritos, mas num tipo de relação diferente. Na religião o homem dirige-se a um todo-poderoso, um ser superior e implora o seu auxílio. Os atos religiosos passam por sentimentos e intenções, dos quais são os símbolos. Na magia, pelo contrário, o homem não pede, ele comanda. Através de rituais, atitudes ou palavras, manipula os acontecimentos, impondo a sua vontade.

Há na magia dois tipos de ritos: ritos manuais, que consistem em confeccionar imagens, fazer laços, nós, desenhar figuras, misturar ou queimar substâncias. E os ritos orais, que são os mais antigos. Sendo a voz instrumento natural, físico, com a qual o homem já nasce, o instinto é suficiente para seu uso. Os ritos manuais eram considerados ineficazes se não contassem com o apoio das fórmulas vocais. Dessa opinião compartilhava inclusive Platão. Os ritos orais começam com o canto. As fórmulas mágicas são passadas para frases e evoluem primeiramente cantadas, depois recitadas, mais tarde escritas sobre algum objeto que pode se transformar em talismã.

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O Poder Curativo da Música

Texto de Max Heindel

Vibração é vida manifestada, é a origem de todas as coisas que existem ou sempre existiram. Inércia, seu oposto, resulta em separação, desintegração e deterioração. Música e cor são ambas o produto de certos graus do poder vibratório. Graus vibratórios harmoniosos são saudáveis, criadores e construtivos; os discordantes são destrutivos, desintegrantes e suscetíveis de dissolução. Som é a origem da cor. Somente um som claro e melodioso pode produzir uma cor bela, atraente, inspiradora.

O espectro solar reflete sete cores distintas: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Existem sete sons produzidos no teclado do piano pelas teclas brancas de uma oitava . Dó corresponde ao vermelho, Ré ao laranja, Mi ao amarelo, Fá ao verde, Sol ao azul, Lá ao índigo, Si ao violeta. Quando uma oitava musical termina, outra começa e progride exatamente com duas vezes mais vibrações que as usadas na primeira oitava. Conseqüentemente, as mesmas notas são repetidas em uma escala mais delicada. O mesmo sucede com a escala das cores. Quando esta escala, visível ao olho comum, é completada no violeta, outra oitava das mais delicadas cores, invisíveis com duas vezes mais vibrações, terá início e progredirá de acordo com a mesma lei.

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Uma Sinfonia para a Divina Comédia


DanteInspirado diretamente na obra que empresta o nome para esta sinfonia, Franz Liszt pretende nos conduzir musicalmente numa viagem aos confins do Inferno dantesco. Se a Divina Comédia fosse um filme, esta seria a trilha sonora perfeita para representar a viagem onírica de Dante Alighieri aos círculos infernais, monte purgatório e paraíso.

No entanto, Richard Wagner o alertara que descrever o Paraíso não era tarefa para simples mortais. Convencido disso, Liszt decidiu não compor esta última parte, produzindo apenas uma “visão longínqua do Paraíso” a que ele chamou de “Magnificat”, o último trecho da obra. É como se nós, após enfrentarmos a dolorosa jornada do monte purgatório, tivéssemos um pequeno vislumbre do coro angélico.

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Ghost B.C. e o Diabo na Música

Por Malachi Azi Dahaka

Ghost BC

Ghost é uma banda sueca, formada em 2008, que conta até agora com dois CDs (Opus Eponymus e Infestissuman) e alguns EP´s.  O som da banda se destaca por remeter aos anos 80, e indo na contramão de outras bandas com temática “Satanista”, sendo bem suave e tranquilo, com vocais limpos e instrumental muitas vezes calmo.

A banda é formada por Papa Emeritus (Atualmente pelo Papa Emeritus II – valendo lembrar “Emeritus”, do Latim “Aquele que foi eleito, que mereceu”) e pelos “Ghouls sem nome”, que se identificam apenas pelos símbolos alquímicos dos 5 elementos (incluindo o Éter).  Não, eles nunca disseram e nem pretendem dizer quem são. Isso, a meu ver, cria uma atmosfera ainda mais voltada ao Satanismo – não pelo “mistério” das identidades, mas pela ausência total de Ego. Todos sendo iguais e anônimos, destruindo o Ego e gerando uma coletividade que achei muito digna de determinadas correntes satanistas…

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Os Corvos de Wotan, parte final

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» Parte final da série sobre Odin ver parte 1 | ver parte 2 | ver parte 3

Bran estava caindo mais depressa do que nunca. As névoas cinzentas uivavam em seu redor enquanto mergulhava para a terra, embaixo. “O que você está me fazendo?” – [Bran] perguntou ao corvo, choroso. Estou lhe ensinando a voar.
“Não posso voar!”. Está voando agora mesmo. “Estou caindo!”. Todos os voos começam com uma queda, disse o corvo. Olhe para baixo. “Tenho medo…” OLHE PARA BAIXO!
Bran olhou para baixo e sentiu as entranhas se transformarem em água. O chão corria agora em sua direção. O mundo inteiro espalhava-se por baixo dele, uma tapeçaria de brancos, marrons e verdes. Via tudo com tanta clareza que, por um momento, se esqueceu de ter medo. Conseguia ver todo o reino e toda a gente que nele havia.
[…] Agora você sabe, sussurrou o corvo ao pousar em seu ombro. Agora você sabe por que deve viver.

(Trechos das páginas 120 e 121 de A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin. Publicado no Brasil pela Editora Leya).

Dentre as inúmeras e intrincadas histórias contadas por George R. R. Martin em seu épico As crônicas de gelo e fogo [1], a aventura de Bran, o menino aleijado que, não obstante, parece destinado a se tornar um grande xamã, está certamente entre as de maior importância para a trama geral. Ora, a imagem da própria família de Bran, os Stark de Winterfell, já nos remete a elementos nórdicos, mas será que Martin estudou apenas as descrições de experiências xamãnicas, ou ainda neste caso podemos falar em alguma influência do mito de Odin?

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Laboratório Alquímico

Saudações nas Sete Notas do Pentagrama,

A ilustração logo abaixo, foi extraída do livro Amphitheatrum Sapientiae Aeternae (1595) escrito e ilustrado pelo alquimista medieval Heinrich Khunrath, discípulo de Paracelso e possivelmente, aluno de John Dee. Nesta rica ilustração, Khunrath insere quatro instrumentos musicais no meio de um laboratório alquímico. 

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A Música

Sabe-se que antes de o fazer pelo ar, o som se propaga pelo éter; este quinto elemento ou quintessência Hermética é a origem dos quatro restantes. Por sua extrema rarificação imaterial, superior à do fogo, com o qual às vezes se identifica, o éter é o veículo por excelência da luz inteligível e do som inaudível, cuja natureza vibratória faz serem todos os elementos uma só e mesma coisa, antes de se diversificar através dos sentidos até o mundo exterior. Por sua extrema plasticidade, pureza, e receptividade absolutas, a Tradição também assimilou simbolicamente este elemento à água, à substância universal. Por isso a concha marinha, cuja forma nos lembra ao yoni feminino e à orelha humana, é o representante unânime (como as conchas de água benta dos templos cristãos) do poder purificador, produtivo e “generativo” deste supra-elemento divino.
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As Sete Consonâncias

Excelente texto enviado pelo músico Alvaro Coutinho

Astrologia e música são dois estudos que aparentam ser bem diferentes, afinal de contas, que relação há entre os astros celestiais e uma orquestra? Estranhamente, a correlação entre essas duas matérias sempre existiu, o que é de certa forma bem conveniente, ambas tratam de assuntos que sempre influenciaram o subconsciente do homem. A fascinação de uma pessoa ao olhar o céu estrelado pode se comparar a alguém escutando a Nona Sinfonia pela primeira vez.

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