O Poder Curativo da Música

Texto de Max Heindel

Vibração é vida manifestada, é a origem de todas as coisas que existem ou sempre existiram. Inércia, seu oposto, resulta em separação, desintegração e deterioração. Música e cor são ambas o produto de certos graus do poder vibratório. Graus vibratórios harmoniosos são saudáveis, criadores e construtivos; os discordantes são destrutivos, desintegrantes e suscetíveis de dissolução. Som é a origem da cor. Somente um som claro e melodioso pode produzir uma cor bela, atraente, inspiradora.

O espectro solar reflete sete cores distintas: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Existem sete sons produzidos no teclado do piano pelas teclas brancas de uma oitava . Dó corresponde ao vermelho, Ré ao laranja, Mi ao amarelo, Fá ao verde, Sol ao azul, Lá ao índigo, Si ao violeta. Quando uma oitava musical termina, outra começa e progride exatamente com duas vezes mais vibrações que as usadas na primeira oitava. Conseqüentemente, as mesmas notas são repetidas em uma escala mais delicada. O mesmo sucede com a escala das cores. Quando esta escala, visível ao olho comum, é completada no violeta, outra oitava das mais delicadas cores, invisíveis com duas vezes mais vibrações, terá início e progredirá de acordo com a mesma lei.

Áries exerce controle geral sobre a cabeça e os vários órgãos dentro da cabeça, e também sobre os olhos. Mas o nariz está sob a regência de Scorpio. Assim, uma doença de algum destes órgãos, exceto o nariz, será beneficiada por música tocada suavemente na escala de Réb maior. As doenças de Áries são dor-de-cabeça, nevralgia, coma e condições de transe, doenças do cérebro e hemorragias cerebrais. O tratamento para minimizar estas doenças é música tocada suavemente no tom de Réb maior.

Taurus rege o pescoço, a garganta, o pálato, a laringe, as amigdalas, a mandíbula inferior, os ouvidos, a região ocipital do cérebro, o atlas, as vértebras cervicais, as artérias carótidas, as veias jugulares e alguns vasos sanguíneos menores. Música tocada suavemente no tom de Mib maior é de grande benefício quando um destes órgãos começa a mostrar sinais de doença. As doenças de Taurus são bócio, difteria, crupe e apoplexia. Como cada signo sempre reage sobre o signo oposto, aflições em Taurus podem também produzir doenças venéreas, constipação ou menstruações irregulares.

Gemini rege os braços e as mãos, os ombros, os pulmões, a glândula timo, e também a caixa torácica superior. Qualquer doença em uma destas partes pode ser controlada por música tocada suavemente no tom de Fá# maior. As doenças de Gemini são pneumonia, doenças pulmonares, pleurisia, bronquite, asma e inflamação do pericárdio. Música tocada suavemente na nota-chave de Fá# maior é benéfica para neutralizar a atividade dessas doenças.

Câncer rege o esôfago, o estômago, o diafragma, o pâncreas, as mamas, os vasos lácteos, os lóbulos superiores do fígado e o duto torácico. As doenças são indigestão, flatulência, tosse, soluço, hidropisia, melancolia, hipocondria, histeria, cálculos na vesícula e icterícia. Doenças mencionadas sob a regência de Câncer são neutralizadas por música tocada suavemente em Sol# maior.

Leo rege o coração, a região dorsal, a região torácica da coluna, a medula espinhal e a aorta. As aflições de Leo são regurgitação, palpitação, desmaios, aneurisma, meningite, curvatura da espinha, arteriosclerose, angina pectoris, hiperemia, anemia e hidremia. Música tocada suavemente em Lá# maior traz alívio a estas doenças.

Virgo governa a região abdominal, os intestinos grosso e delgado, os lóbulos inferiores do fígado e o baço. Aflições de Virgo produzem peritonite, tênia, subnutrição, interferência na absorção do quilo, febre tifóide, cólera e apendicite. A melhor música para aliviar qualquer uma das aflições mencionadas é a de Dó natural e deve ser suavemente interpretada.

Libra rege os rins, as supra-renais, a região lombar da espinha, o sistema vasomotor e a pele. As doenças de Libra são poliúria ou supressão da urina, inflamação dos uréteres que ligam os rins com a bexiga, doença de Bright, lumbago, eczema e outras doenças de pele. A música para o tratamento destas doenças deve ser tocada suavemente na tonalidade de Ré maior.

Scorpio rege a bexiga, a uretra, os órgãos genitais em geral, o reto e o colon descendente, a dobra sigmóide, a glândula próstata e os ossos nasais. As doenças de Scorpio são catarro nasal, adenóides, pólipos, doenças do útero e dos ovários, várias doenças venéreas, estrangulamento e aumento da glândula próstata, irregularidades da menstruação, leucorréia, hérnia, pedras e areias renais. A nota-chave de Scorpio é Mi maior. Música tocada suavemente neste tom dissolve as doenças de Scorpio.

Sagittarius rege os quadris, as coxas, o fêmur, o íleo, as regiões do cóccix e sacral da espinha, as artérias e veias ilíacas e nervos ciáticos. Música tocada suavemente na tonalidade de Fá# maior é o melhor tratamento para estas doenças.

Capricornus governa a pele, os joelhos e tem também uma ação reflexa sobre o estômago que é governado pelo signo oposto, Câncer. Música tocada suavemente na tonalidade do Sol# maior ajuda a curar doenças de Capricornus que são: eczema e outras doenças de pele, erisipela, lepra e perturbações digestivas.

Aquarius rege os tornozelos, as pernas desde os joelhos até os tornozelos, e também tem uma ação reflexa sobre seu signo oposto, Leo; daí aflições em Aquarius produzirem varizes, entorse de tornozelo, irregularidades da atividade do coração e hidropisia. A nota-chave de Aquarius é Lá maior. Música tocada suavemente neste tom alivia as doenças comuns de Aquarius.

Pisces governa os pés e os dedos. Exerce também um efeito reflexo sobre a região abdominal governada pelo signo oposto Virgo. Portanto, aflições neste signo indicam, além de problemas e deformações dos Pés, doenças dos intestinos e hidropisia, desejo por bebida e drogas que podem levar ao delirium-tremens. Música tocada suavemente em Si maior é o melhor lenitivo para as doenças mencionadas.

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Este post tem 7 comentários

  1. Zé da Silva

    Muito bom! Assunto pouco falado mas muito interessante. É a fina flôr do uso da música.

  2. anna

    Gratidão!! Muito boa a relação e coerentíssima!

  3. Nickname

    Oi Fábio, parabéns pelo post, tenho uma pergunta: qual a sua opinião sobre o Black Metal? Pode ter consequências ruins ouvir?
    @FDA – Certa vez postaram esse link nos comentários: Black Metal como Exercício Espiritual. Veja o que você acha 😉

    1. Nickname

      Obrigado pelo link, Fábio! Na verdade acredito que eu já havia visto há um tempo. Minha pergunta nem fica nas questões morais e sociais, mas sim vibratórias.

      Não quero entrar no ponto lírico mas sim musicalmente quais energias podem transmitir bandas como Dark Funeral, Murder Rape, Dimmu Borgir etc (pode editar o nome das bandas caso ache necessário).

      Já que a música pode curar – como diz o seu texto – penso que também pode destruir. Seria o caso?

      Já deixo claro que eu gosto bastante de Black Metal, musicalmente dizendo, poucas coisas me dão a energia que o Black Metal me passa, porém ouvi dizer muitas vezes (por pessoas renomadas, inclusive, no meio do ocultismo) de que algumas bandas de Black Metal podem sim incluir vibrações que afetam os chakras de maneira ruim.

      Queria que você falasse mais a respeito disso, sua opinião sobre o poder de destruição da música, já que falou sobre o poder da cura. Acredito que seria de boa valia já que provavelmente muita gente que lê o blog escuta Black Metal.

      Obrigado!

      @FDA – Juro que eu comecei a te responder rsrsrs, mas o texto foi ficando tão longo que decidi transformá-lo num post, principalmente pelo que você disse na última frase, e é bem provável que essa dúvida atinja mais pessoas. Adianto que não tenho todas as respostas, vai ser apenas o meu ponto de vista sobre assunto. Abs.

      1. Nickname

        Opa, muito, muito obrigado mesmo pela atenção! Provavelmente vou sanar a dúvida que tenho a muito tempo a respeito disso (ou pelo menos ouvir uma opinião nova).

        Eu comecei a levar a sério mesmo isso de poder de destruição na música e influência negativa nos chakras a partir de um post do próprio MDD, porém não lembro se eu escrevi pessoalmente a ele pra ver se ele explicaria melhor isso.

        Como aparentemente é a sua especialidade, talvez você esclareça.

        O que o MDD disse foi o seguinte:

        “Existem algumas bandas verdadeiramente “satânicas” (no sentido de venerarem egrégoras misantrópicas), que embutem mantras e sigilos nas capas dos álbuns (mas não vou falar o nome delas por motivos óbvios de não fazer propaganda pra esse povo) e que apenas escutar algumas músicas destas bandas já afetam alguns chakras negativamente.”

        Fonte: http://www.deldebbio.com.br/2010/06/02/pr-belzebu-satanas-e-lucifer/

        No aguardo do seu post!

        Obrigado mais uma vez.

  4. marcia couto

    Fábio,

    Post muito interessante, obrigada! Para os leigos como eu, que não entendem de música no que diz respeito a ler partituras, entender essa questão de notas, etc., você poderia indicar algumas peças que ilustrem o texto acima? Existem obras que consigo identificar, como por exemplo, “Sinfonia n. 2 em ré maior op. 73”, mas a grande maioria não me dá nenhuma pista, rsrsrs. O que você sugere?

    Um abraço,

    Márcia

  5. Allan

    Opa, Tudo Bem?

    Gostei muito deste post. A muito fui convidado para dar uma palestra no meu Organismo Afiliado da AMORC/TOM aqui em Vitória/ES (minha cidade). O tema que pensei foi justamente a Magia da Música e eu estava com um branco enorme para começar a escrever e como escrever.

    O Blog Sinfonia Cósmica e o TdC como um todo é excelente, mas ainda assim não havia tido sequer uma inspiração de como fazer a coisa. E este post me abriu a mente e agora já consigo ter algumas idéias de como farei a palestra e conduzirei o meu trabalho. Se possível até citarei trechos dele, se o senhor me autorizar, é claro :).

    Outra coisa que gostaria era de dizer é que de fato a música é uma magia poderosíssima e sua cura opera muitas vezes sem nem que tenhamos nem idéia disso. Recentemente tive uma experiência pessoal que me provou o esplendor deste poder.

    Faço parte de um Coral e tivemos a oportunidade de cantar num hospital aqui da cidade para pacientes em tratamento de hemodiálise. Sempre apoiamos a idéia de fazer apresentações beneficentes e tivemos nossa primeira oportunidade em dezembro do ano passado.

    O Coro não pôde ir todo, mas fomos em um quarteto de vozes. Deu para ver olhos deles que o simples cantar das músicas de nosso repertório (algumas natalinas, outras populares, outras eruditas) deu não só aos pacientes, como também à equipe do hospital OUTRA cara, muito mais positiva e feliz. Até mesmo alguns daqueles pacientes mais rabugentos e turrões ficaram emocionados. Dava para sentir que a aura/atmosfera das salas ia mudando. Eles REAGIAM diante do problema. Muito bom mesmo. A sensação que ficou em nós mesmos também foi muito boa também. Simplesmente inacreditável!

    @FDA – Fico feliz que a coluna tenham lhe inspirado a fazer esse trabalho, fique à vontade em utilizar os textos. Ressalto que o texto deste post não é meu, mas do Max Heindel, fundador da Fraternidade Rosacruz (FRMH). Grande Abraço e obrigado por acompanhar nosso trabalho.

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