Uma dieta musical

Seguem-se algumas notas gerais sobre a música e os estados alterados de consciência:

1. Ser sempre seletivo com a música que escutamos

Não devemos simplesmente aceitar o que é gerado pela televisão, pelo rádio ou pelos sistemas de som instalados em nossa casa, trabalho ou local de encontro social. Esse tipo de escolha torna-se cada vez mais difícil na sociedade moderna, mas não devemos temer ser inconvenientes caso seja preciso: se a música num restaurante ou numa loja estiver alta demais, é justo pedir aos funcionários que a abaixem. A maioria das pessoas simplesmente aceita a poluição musical, sem jamais pensar em controlá-la. É essencial não sucumbirmos a essa atitude.

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O Poder Oculto da Música

Pelo Centro de estudos espíritas Paulo Apóstolo, de Mirassol – CEEPA

A harmonia coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa.
(Rossini, a Allan Kardec)

Visto que nos encontramos neste estado degradado de imperfeição moral, será melhor sermos práticos, harmonizarmos nossa música e, pelo mesmo processo, começarmos a compor uma nova e melhor forma de arte. Uma arte de acentuada sublimidade poderá, por si só, levar-nos de volta aos céus.
(Bach)

Sinto-me obrigado a deixar transbordar de todos os lados as ondas de harmonia provenientes do foco da inspiração. Procuro acompanhá-las e delas me apodero apaixonadamente; de novo me escapam e desaparecem entre a multidão de distrações que me cercam. Daí a pouco, torno a apreender com ardor a inspiração; arrebatado, vou multiplicando todas as modulações, e venho por fim a me apropriar do primeiro pensamento musical. Tenho necessidade de viver só comigo mesmo. Sinto que Deus e os anjos estão mais próximos de mim, na minha arte, do que os outros. Entro em comunhão com eles, e sem temor. A música é o único acesso espiritual nas esferas superiores da inteligência.”
(Beethoven)

O presente estudo pretende refletir sobre a influência que a música, assim como as artes em geral, exerce sobre o comportamento espiritual do ser humano.

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Candomblé, Oratório para orquestra e coro

Fruto de meses frequentando um terreiro em Salvador, a obra “Oratório Candomblé”, para coro misto, coro infantil, seis solistas vocais, conjunto de percussão afro-brasileira e orquestra sinfônica, foi escrita em 1958 pelo compositor brasileiro José Siqueira.

Peça ousada e irreverente que une ritual afro-brasileiro com os conhecimentos musicais de compositores modernos como Stravinsky, é baseada em cantos de Candomblé que o maestro colhera na Bahia, desenvolvendo então sua visão musical do ritual.

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Gustav Holst e “Os Planetas”

Gustav Holst (Cheltenham, 21 de setembro de 1874 – Londres, 25 de maio de 1934) foi um músico brilhante, totalmente dedicado ao ensino e à composição. Nasceu sob o signo de virgem, conheceu novos mundos, abordou suas composições por um ângulo novo e inspirou-se nas mais diversas fontes literárias. Seu grande amor pela música e pela literatura são reflexos do seu mercúrio em libra.

Esta alusão ao mapa astral tem tudo a ver com a vida e a obra do compositor inglês. Ele mesmo era um entusiasta do assunto e chegou a confeccionar diversos mapas para seus amigos. Sua principal obra, Os Planetas, é resultado dos seus estudos místicos e astrológicos.
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Música: Ciência, Arte e Magia

EpisódioPiloto

Clique para assistir o vídeo (Melhor visualizado em 720p)

Saudações nas sete notas do pentagrama, enfim o episódio piloto do videocast Música & Magia!

O que realmente faz com que determinadas melodias nos despertem tantos sentimentos diferentes? Por que há melodias boas e outras não? O que faz uma boa melodia? Música é Magia? (mais…)

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Música e Magia

do blog Piano Musici

A Música é um instrumento da magia

A magia é um conjunto de práticas das quais o homem se vale para impor sua vontade à natureza e aos espíritos. A religião e a magia pressupõe a crença nos espíritos, mas num tipo de relação diferente. Na religião o homem dirige-se a um todo-poderoso, um ser superior e implora o seu auxílio. Os atos religiosos passam por sentimentos e intenções, dos quais são os símbolos. Na magia, pelo contrário, o homem não pede, ele comanda. Através de rituais, atitudes ou palavras, manipula os acontecimentos, impondo a sua vontade.

Há na magia dois tipos de ritos: ritos manuais, que consistem em confeccionar imagens, fazer laços, nós, desenhar figuras, misturar ou queimar substâncias. E os ritos orais, que são os mais antigos. Sendo a voz instrumento natural, físico, com a qual o homem já nasce, o instinto é suficiente para seu uso. Os ritos manuais eram considerados ineficazes se não contassem com o apoio das fórmulas vocais. Dessa opinião compartilhava inclusive Platão. Os ritos orais começam com o canto. As fórmulas mágicas são passadas para frases e evoluem primeiramente cantadas, depois recitadas, mais tarde escritas sobre algum objeto que pode se transformar em talismã.

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O Poder Curativo da Música

Texto de Max Heindel

Vibração é vida manifestada, é a origem de todas as coisas que existem ou sempre existiram. Inércia, seu oposto, resulta em separação, desintegração e deterioração. Música e cor são ambas o produto de certos graus do poder vibratório. Graus vibratórios harmoniosos são saudáveis, criadores e construtivos; os discordantes são destrutivos, desintegrantes e suscetíveis de dissolução. Som é a origem da cor. Somente um som claro e melodioso pode produzir uma cor bela, atraente, inspiradora.

O espectro solar reflete sete cores distintas: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Existem sete sons produzidos no teclado do piano pelas teclas brancas de uma oitava . Dó corresponde ao vermelho, Ré ao laranja, Mi ao amarelo, Fá ao verde, Sol ao azul, Lá ao índigo, Si ao violeta. Quando uma oitava musical termina, outra começa e progride exatamente com duas vezes mais vibrações que as usadas na primeira oitava. Conseqüentemente, as mesmas notas são repetidas em uma escala mais delicada. O mesmo sucede com a escala das cores. Quando esta escala, visível ao olho comum, é completada no violeta, outra oitava das mais delicadas cores, invisíveis com duas vezes mais vibrações, terá início e progredirá de acordo com a mesma lei.

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Uma Sinfonia para a Divina Comédia


DanteInspirado diretamente na obra que empresta o nome para esta sinfonia, Franz Liszt pretende nos conduzir musicalmente numa viagem aos confins do Inferno dantesco. Se a Divina Comédia fosse um filme, esta seria a trilha sonora perfeita para representar a viagem onírica de Dante Alighieri aos círculos infernais, monte purgatório e paraíso.

No entanto, Richard Wagner o alertara que descrever o Paraíso não era tarefa para simples mortais. Convencido disso, Liszt decidiu não compor esta última parte, produzindo apenas uma “visão longínqua do Paraíso” a que ele chamou de “Magnificat”, o último trecho da obra. É como se nós, após enfrentarmos a dolorosa jornada do monte purgatório, tivéssemos um pequeno vislumbre do coro angélico.

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Ghost B.C. e o Diabo na Música

Por Malachi Azi Dahaka

Ghost BC

Ghost é uma banda sueca, formada em 2008, que conta até agora com dois CDs (Opus Eponymus e Infestissuman) e alguns EP´s.  O som da banda se destaca por remeter aos anos 80, e indo na contramão de outras bandas com temática “Satanista”, sendo bem suave e tranquilo, com vocais limpos e instrumental muitas vezes calmo.

A banda é formada por Papa Emeritus (Atualmente pelo Papa Emeritus II – valendo lembrar “Emeritus”, do Latim “Aquele que foi eleito, que mereceu”) e pelos “Ghouls sem nome”, que se identificam apenas pelos símbolos alquímicos dos 5 elementos (incluindo o Éter).  Não, eles nunca disseram e nem pretendem dizer quem são. Isso, a meu ver, cria uma atmosfera ainda mais voltada ao Satanismo – não pelo “mistério” das identidades, mas pela ausência total de Ego. Todos sendo iguais e anônimos, destruindo o Ego e gerando uma coletividade que achei muito digna de determinadas correntes satanistas…

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