O Nível e o Prumo


O nível e o prumo ocupam um lugar eminente no momento de se pôr “mãos à obra” e de levantar os alicerces do labor construtivo. Com o nível se comprova que a base do edifício está completamente plana, evitando assim que possam existir desníveis e deformidades no terreno. Trata-se de que a obra se erga com sua base perfeitamente horizontal, e todas suas partes niveladas entre si, já que qualquer descuido neste sentido acabaria, tarde ou cedo, com o desabamento de toda a edificação. Por sua vez, o prumo desempenha um papel fundamental, pois graças a ele o edifício se eleva vertical e perpendicularmente. Desta forma, nível e prumo se relacionam com a horizontal (energia passiva) e com a vertical (energia ativa), e tudo o que já se disse de ambos os símbolos pode ser aplicado aos ensinos que derivam destes dois instrumentos. (ver Módulo I, N.º 34). A união do nível e do prumo configura por isso o símbolo da cruz, que resulta do cruzamento de um eixo vertical e de outro horizontal, os quais durante a construção do edifício vão criando sua estrutura.
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Os Pobres Cavaleiros de Cristo


No início de 1100, Hugo de Paynes e mais oito cavaleiros franceses, movidos pelo espírito de aventura tão comum aos nobres que buscavam nas Cruzadas, nos combates aos “infiéis” muçulmanos a glória dos atos de bravura e consagração, viajaram à Palestina. Eram os Soldados do Cristianismo, disputando a golpes de espada as relíquias sagradas que os fanáticos retinham e profanavam. Balduíno II reinava em Jerusalém, os acolheu, e lhes destinou um velho palácio junto ao planalto do Monte Moriah, onde as ruínas compostas de blocos de mármore e de granito, indicavam as ruínas de um Grande Templo.
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Antiga Ordem dos Jardineiros Livres

Recentemente o Irmão Bob Cooper, curador do Museu e Biblioteca da Grande Loja da Escócia publicou um excelente livro sobre Antiga Ordem dos Jardineiros Livres.
Ele dá uma noção de uma Fraternidade cujos emblemas e diplomas são semelhantes à da Maçonaria, embora não tão antiga como nossa maçonaria já existia há trezentos anos antes de entrar em um declínio dramático no início do século XX.
As insígnias da Ordem são muito semelhantes aos dos emblemas da nossa Ordem. Neste caso, o esquadro e compasso estão em forma regular, mas em vez da letra “G”, os emblemas dos Jardineiros têm uma faca de poda em aberto.
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A Miosótis e a Maçonaria

Texto do meu querido ir.’. Ruy Luiz Ramires.
No início de 1934, logo após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, ficou claro que a maçonaria alemã corria o risco de desaparecer.
E breve, a maçonaria alemã, que conhecera dias gloriosos e que tivera, em suas colunas, os mais ilustres filhos da pátria alemã, com Goethe, Schiller e Lessingn, veria esmagado o espírito da liberdade sob o pretexto de impor a ordem e uma supremacia racial.
Quanto retrocesso desde que Friedrich Wilhelm III, Rei da Prússia, em 1822, impediu que os esbirros reacionários da Santa Aliança de Metternich fechassem as Lojas Maçônicas, declarando peremptoriamente que poderia descrever os Franco-Maçons prussianos, com toda a honestidade, como sendo os melhores dentre os seus súditos… (1)
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Dia Internacional do Maçom

Nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro de 1.994, realizou-se em Washington, nos Estados Unidos, a Reunião Anual dos Grão-mestres das Grandes Lojas da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México).
Na ocasião, estiveram presentes como Obediências Coirmãs (Sister Jurisdictions), a Grande Loja Unida da Inglaterra, a Grande Loja Nacional Francesa, a Grande Loja Regular de Portugal, a Grande Loja Regular da Itália, O Grande Oriente da Itália, a Grande Loja Regular da Grécia, a Grande Loja das Filipinas, a Grande Loja do Irã, no exílio; além do Grande Oriente do Brasil, com uma delegação chefiada por seu Grão-Mestre Francisco Murilo Pinto, que ali estava como observador.
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Carta a um Maçom

Rio de Janeiro, 9 de julho de 1963.

Caro Dr. G.:

Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei.

Li, com maior prazer, a entrevista concedida ao Diário de Notícias, através da qual o Grande Oriente do Brasil manifesta à nação a sua intenção de, finalmente, fazer com que a Maçonaria venha a ocupar na vida brasileira o papel que lhe cabe e sempre lhe coube desde a Independência – que, como todos sabemos, foi feita por maçons.
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Arco Real ou Real Arco?

Em resumo e de forma simplista: Real Arco é EUA, e Arco Real é Reino Unido.

REAL ARCO possui 04 graus: Mestre de Marca, Past Master, Mui Excelente Mestre e Maçom do Real Arco. Eles são graus sequenciais concedidos em um Capítulo de Maçons do Real Arco, ou seja, você necessita ingressar no grau de Mestre de Marca, e galgar grau a grau até se tornar um Maçom do Real Arco.
ARCO REAL é apenas um grau, também conhecido como “Sagrado Arco Real”, concedido a Mestres Maçons e considerado pela GLUI como um “grau paralelo”. A Inglaterra também possui o grau de Mestre de Marca, também independente e considerado “paralelo”. Enfim, no sistema inglês você pode ser Maçom do Arco Real sem ser Mestre de Marca.
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Rosacruz, Maçonaria e Martinismo

Texto de G. O. Mebes, datado de 1911.

Não queremos impor a ninguém a crença de que tenha existido, efetivamente, uma Fraternidade fundada por Christian Rosenkreuz (1378 – 1484) e composta de um pequeno conjunto de místicos castos; queremos, apenas, afirmar o fato do aparecimento no astral de uma forma apresentando, nitidamente, os ideais e caminhos de aperfeiçoamento dos quais, bem mais tarde, tratou a famosa obra “FAMA FRATERNITATIS ROSAE CRUCIS”. Nela, esses ideais foram registrados em forma de um código; mas o despertar da Egrégora aconteceu numa época bem anterior.

Estudemos como se apresenta para nós a Egrégora da Rosa-Cruz inicial, segundo a obra acima citada e também conforme o “CONFESSIO FIDEI R+C”. É claramente visível que essa poderosa Egrégora atraiu a si os fluidos de três importantes e amplos fluxos da Verdade: o Gnosticismo, a Cabala e o Hermetismo da Escola Alquímica.

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