A Corrupção da Magia – parte II


Continuando a segunda e última parte deste manifesto sobre a magia Moderna; semana que vem seguiremos com a programação normal.
Neste final de Semana, enquanto preparava o post da semana que vem, li a notícia de que uma falsa-vidente-picareta roubou 55 mil de um infeliz em Santa Catarina. Quando não são os religiosos, ateus, céticos e pesudo-céticos espinafrando e atacando o ocultismo, são os esquisotéricos, charlatões, Juscelinos da Luz e estelionatários queimando o filme… depois perguntam por quê os verdadeiros conhecimentos herméticos permanecem ocultos…

A Sexta Razão
A Destruição da Sucessão de Mestre e Discípulo
A sexta maior razão para o deplorável estado da magia moderna é a destruição de uma linha de sucessão entre o guru e chela, mestre e discípulo. Quanto mais pessoas lançaram vários livros contendo os Pequenos Mistérios, mais pessoas começaram a, lentamente, substituir o mestre pela estante. Eles colocam em suas cabeças que, desde que consigam ler muito, nunca precisarão de um professor. Não é preciso dizer que essa abordagem raramente encontra sucesso. Por razões que já foram clarificadas, a vasta maioria dos livros de hoje é quase inteiramente inútil para alguém que esteja procurando por um meio prático e eficiente de autoavanço. Seu conhecimento pode crescer, mas sua alma normalmente não.
Uma razão para essa substituição, que deveria agora ser óbvia ao leitor, é o fato de que as pessoas hoje simplesmente não gostam da ideia de um professor, de um guru. Um mentor é, às vezes, bem recebido, mas apenas sob a exigência de que o mentor não seja saudado com muita apreciação, e a de que ele possa ser facilmente afastado. O ego da maioria das pessoas as leva a odiar a ideia de serem subservientes a um verdadeiro professor, por até mesmo pouco tempo, para assegurarem sua evolução espiritual. Isso as faria sentir menos sagradas que o guru, o que, de fato, elas são, e isso machucaria demais os seus egos. Dessa forma, elas não tolerarão isso.
Isso tudo fez com que muitos autores de hoje não tenham recebido treinamento legítimo de um professor verdadeiro. O conhecimento que eles apresentam em seus livros é, simplesmente, a mesma informação reprocessada que qualquer um poderia armazenar com tempo suficiente numa biblioteca, e eles, portanto, não se tornaram melhores que seus predecessores uma centena de anos atrás, os quais pensavam ser adeptos simplesmente por causa de sua habilidade de compilar a informação disponível. Tais autores, assim, começaram uma tendência que infectará totalmente os autores do amanhã, e, dessa maneira, solidificará essa tendência infeliz e autodestrutiva. Eu rezo seriamente para que, no futuro, mais adeptos que tenham passado por treinamento real nas mãos de um professor treinado dêem um passo à frente e passem os ensinamentos de seus mestres para o mundo. Até se isso acontecesse, cada livro deveria dizer dentro de suas páginas o que eu estou precisamente para dizer: embora o conhecimento ajude e ilumine a mente, a iluminação da alma deve ser recebida de um bom professor.
Por que você não pode fazer tudo sozinho? Por que você não pode ser aquele “lobo solitário” sobre o qual você ouviu falar? Aquele lobo solitário e durão que nunca precisa da ajuda de ninguém? Supere você mesmo. Você não pode fazer isso sozinho porque você nem sabe o que fazer ou onde começar, e se você soubesse, você não entenderia como fazê-lo mesmo assim. Se você pode derrotar o seu ego o suficiente para admitir isso, então você pode ainda ter esperança para o Reino de Deus. Se não, então você está muito mais interessado em si mesmo do que em Deus. Um livro pode sugerir lugares para começar, pode fornecer fórmulas e técnicas práticas (embora poucos, muito poucos o fazem) e podem até suprir uma rotina de treinamento completa. Até se você tenha esses livros memorizados, a quem você se voltaria quando um obstáculo surgisse que você não pudesse superar intelectual ou espiritualmente? Se você, embora com treinamento rigoroso, não visse resultados, como adivinharia o porquê disso? De qual lugar você receberia a informação que nunca foi antes publicada? Além disso, você seria forçado a aceitar a legitimidade de qualquer sistema de treinamento ou séries de informação, baseado inteiramente sobre a sua própria crença. Quando você tem um bom professor que está lhe iniciando diretamente, numa linha de mestre e discípulo, na magia genuína, então você tem alguém para se referir como um modelo e um exemplo. Você consegue ver quão efetiva essa abordagem à magia é, toda vez que você vê o seu professor. Através das ações dele, você pode decidir se o sistema é válido ou não. Dessa forma, o professor destruirá níveis de dúvida que, frequentemente, infectam pessoas que se submetem ao que agora é popularmente chamado de “autoiniciação”.
Neste ponto, nós dificilmente poderíamos continuar sem uma rápida consideração de uma jóia em particular, o livro O Caminho do Adepto, pelo Mestre Arion, Grande Iniciador Rosacruz, o S.F.C.R. (Sagrado Frater Christian Rosencreutz), que vocês conhecem pelo nome de Franz Bardon. Essa grande alma, um dos doze maiores adeptos mestres na inteira Fraternidade Branca, que governa particularmente sobre a iniciação, veio ao mundo em total Nirvikalpa Samadhi, na glória de seu corpo astral imortal, por toda a humanidade. Houve um grande sacrifício nisto.
Urgaya o invocou e ordenou que, enquanto estivesse aqui, ele lançasse ao mundo os primeiros três dos vinte e dois estágios de iniciação da Fraternidade Branca. Ele o fez, mas, do mesmo modo que Veos e eu fizemos, ele suavizou o sistema consideravelmente, para alcançar e ajudar o maior número possível de pessoas, enquanto tomava como estudantes pessoais aqueles poucos que estavam prontos para os ensinamentos mais sérios. O resultado desse serviço altruísta foram os três livros que ele escreveu, que foram feitos para levar o estudante até o ponto em que ele atraia um mestre espiritual que o inicie nos Grandes Mistérios. Embora essa trilogia seja excelente, particularmente seu primeiro livro, O Caminho do Adepto, eles ainda contém todas as inibições que um livro traz. Você não pode perguntar questões ao livro, não pode receber experiências espirituais dele, não pode chorar nos seus ombros quando o mundo parece ter se voltado contra você. O livro não irá assumir o seu karma para te ajudar, não limpará suas nadis e trabalhar nos seus chakras, não imergirá você, amavelmente, em sua própria aura. Acima de tudo, não servirá como um canal de mediação entre sua Kundalini pequena e a Kundalini Cósmica superior.
É minha convicção, baseada na experiência, que existe somente um tipo de pessoa que pode se submeter à autoiniciação com sucesso sem nunca ter tido um professor. Deve ser um adepto reencarnado que está simplesmente recapitulando seu desenvolvimento mágico de vidas passadas. Para tal pessoa, na medida em que ele aprende até apenas técnicas básicas, suas memórias mágicas começarão a, quietamente, voltar a ele, na forma de intuição acurada sobre como certas coisas deveriam ser executadas. Essa intuição mágica guiará suas ações, e sua alma guiará a consciência aos lugares corretos. Essa pessoa não precisa de um professor. Porém, a um tempo atrás ele certamente teve um, e se não tivesse sido pelo professor, ele nunca teria se tornado o adepto que se tornou.
A Sétima Razão
A Remoção de Deus da Situação
Na medida em que o mundo se torna, gradualmente, mais materialista, uma escuridão começa a envolver o intelecto de pessoas inteligentes. É um tipo de doença que dá a uma pessoa cegueira e a torna surda; de fato, deixa-a quase completamente insensível a qualquer estímulo. O nome dessa aflição, que paralisa e torna mudos todos os três corpos, é chamado Ateísmo. Quando algumas pessoas são afligidas por ele, tornam-se totalmente desafiantes contra todos os impulsos espirituais que sugiram a existência de Deus. Eles são uma ninhada de pessoas peculiar, sendo ignorantes ao grau de se tornarem engraçados aos olhos do iniciado.
Existe uma ninhada particular de ateístas que é mais divertida que todas as outras. É uma ninhada relativamente nova, que apareceu apenas neste século passado. Esse tipo de pessoa é um ateísta que acredita que fenômenos espirituais são, na verdade, fenômenos físicos num nível altamente refinado, e dessa forma buscam explicações para as coisas espirituais. Eles não negarão que as energias dos elementos, por exemplo, existem. Eles simplesmente pensarão em alguma teoria absurda e estúpida de como essas energias são apenas divisões de uma substância mental física, mas enormemente refinada, e que suas qualidades atribuídas são algum tipo de ilusão. Eles dirão que espíritos são as expressões externas de arquétipos subconscientes na psique, e sugerem que, quando eles são conjurados à aparência visível, tudo que está ocorrendo é autohipnotismo. Essa estranha espécie de pessoa fará tudo pelo motivo de ser capaz de sugerir que Deus não existe, que mundos espirituais não são reais, que não existe alma, etc, etc.
É óbvio ao iniciado que qualquer pessoa que se submeta ao treinamento adequado possa provar a si mesma além de qualquer possibilidade de dúvida que espíritos não são arquétipos pessoais, que mundos espirituais existem, que existem energias externas diferenciadas, que a alma é real e imortal, e que Deus é uma verdade eterna. Qualquer pessoa que sugere ao contrário está fazendo-o do ponto de vista da teoria e especulação somente, e não tem base prática na magia. Embora o iniciado devesse sempre mostrar respeito sobre a opinião da outra pessoa, de modo a não causar conflito imediato e desconforto, ele não deveria permitir ser persuadido por tais argumentos. Frequentemente, essas pessoas são ótimas em argumentar e debater, mas não podem fazer quase nada a esse respeito com magia verdadeira. Dessa forma, deixe-os falarem a si mesmos enquanto você quietamente volta a sua mente à meditação sagrada.
Isso precisa que consideremos um ponto importante, contudo. Apenas você, no fim, pode provar a si mesmo a realidade de todas essas coisas. Apesar de todos os meus poderes e siddhis, eu não posso fazê-lo. A mente animal duvidará da sua escolha de perseguir esse caminho a cada virada, e, acima de tudo, também tentará me fazer duvidar, não importa o que eu faça. Alguns exemplos podem ilustrar bem este ponto. Ano passado, quando eu estava morando com um grupo de oito aprendizes (com mais cinco visitando regularmente) num belo lote de 5 acres firmado entre árvores e invisível a todos os vizinhos ou à estrada, uma grande tempestade apareceu sobre nós. O vento uivava ferozmente, a chuva parou por um momento, e, então, no pátio próximo a nós, um tornado começou a descer. Os aprendizes, até Veos (até hoje eu brinco com ele sobre isso!) ficaram muito assustados. Na verdade, eu estaria assustado também, apesar da minha confiança para lidar com a situação, se eu não tivesse aberto meus olhos de uma maravilhosa hora de meditação profunda no momento em que o tornado começou a surgir. A mim, naquele estado elevado de felicidade, o tornado era apenas uma demonstração da natureza para ser amada e reverenciada. Apesar disso, eu me esforcei o suficiente para me convencer de que o tornado, tão próximo à casa, era uma coisa ruim. Eu me coloquei na direção da tempestade, com Veos ao meu lado e ajudando, e nós dois elevamos o tornado de volta ao céu e redirigimos a direção da tempestade para longe da casa. Isso foi feito com todos os estudantes assistindo. Em outra ocasião, apenas quatro semanas antes, eu usei um sigilo para criar uma chama sólida e negra no coração de um grande fogo ritual que todos viram e cuja realidade de sua presença atestaram. No momento em que começou a chover, por ele ser um importante ritual do fogo, eu chamei um espírito que me serve para nos proteger da chuva. A chuva parou, mas os estudantes logo notaram que estava chovendo em todos os lugares da propriedade, menos no lugar onde estávamos!
Eu estou relembrando essas coisas não para glorificar a mim mesmo, mas para ajudar a ilustrar este assunto. Embora eu demonstrasse essas aparentemente “maravilhosas” ocorrências, sem pouco esforço meu, eu rudemente exibia a magia aos meus estudantes como um prêmio por sua devoção duradoura aos meus ensinamentos, e, mesmo assim, essas coisas não preveniam suas mentes de, às vezes, duvidar que magia não existia. Pouco menos de um mês depois do incidente com o tornado, um dos meus estudantes melancolicamente veio a mim e confessou que ele estava tendo de lutar com a dúvida, porque ele nunca tinha visto antes um poder mágico. Numa classe do Veritas quatro anos atrás, eu tive um estudante para o qual, um dia, eu mandei uma mensagem e informei que ele estava desenvolvendo uma infecção de sinus. Sendo alguém que duvida por natureza, ele decidiu não tomar nenhum remédio. Quatro dias depois, ele pegou uma infecção de sinus, e, num instante, eu o curei da infecção completamente. Eu não consegui mais informações desse estudante, que terminou aquela classe como um estudante de magia muito devotado, por um longo tempo depois que a classe terminou. Eu descobri, poucos meses atrás, que, pouco depois da minha classe terminar, ele decidiu que eu era uma fraude e um mentiroso, e que eu não tinha habilidade mágica ou consciência elevada, e que ele estava convencido de que magia em si pudesse nem ser real.
Essas, e outras experiências parecidas, me convenceram de que não é o dever do professor fazer o estudante acreditar em magia, e, realmente, que o professor não é capaz de fazê-lo, não importa quais habilidades ele possa ter demonstrado. No final, a última evidência convincente que o estudante será capaz de usar para conquistar a dúvida de seu ser inferior é a evidência que surge de suas próprias práticas continuadas, as recompensas de sua fé douradoura em seu caminho.
Mas, voltando ao assunto à mão, é uma grande má sorte ao mundo dos aspirantes sinceros que esses mesmos ateístas estão realmente se juntando para formar sistemas de “magia” juntos, embora esses, na realidade, sejam feitiçaria astral no máximo. Ao fazê-lo, eles estão apelando aos lados animalistas e mundanos da consciência do ego que governa sobre os não iniciados antes de alma ter uma chance de se agarrar a algo significativo. Por tais sistemas de feitiçaria não terem nenhuma ênfase real na moral, por eles não terem ideia nenhuma de Deus ou de avanço espiritual, as pessoas estão se unindo para achar uma desculpa para praticar o que eles pensam que é magia sem ter de desistir de seus modos pecaminosos de viver. Tais pessoas adoram se ostentar, dizendo “Eu descobri que magia é tão efetiva sem o componente espiritual desnecessário”. Eu juro a todos vocês, pelo meu grande amor por essa ciência, que, nos meus anos de magia, eu nunca encontrei, nunca mesmo, nenhum estudante dessa escola de feitiçaria que poderia produzir até a mais simples das demonstrações mágicas. Eu nunca descobri um estudante dessa escola que possuísse alguma das faculdades mágicas a um grau demonstrável ou talvez significativo. Por quê? Porque eles estão praticando ideias, não verdades. Eles estão tentando fazer com que o universo satisfaça os seus próprios desejos egoísticos, em vez de quererem sacrificar qualquer coisa que seja para se tornarem magos reais.
A Oitava Razão
Charlatãos
À luz de todas as razões previamente mencionadas, deveria se tornar óbvio que charlatãos e fraudes naturalmente surgiriam. A falta quase total de iniciados verdadeiros e adeptos conhecidos às pessoas comuns tornou impossível se comparar uma fraude contra a coisa real. Os fraudadores, é claro, saberão isso, e usam isso ao seu favor. O fato de que existam tantos enganadores que se tornaram muito bem-sucedidos não sugere em momento algum que eles tenham alguma habilidade, mas, em vez disso, simplesmente mostra o quão mal informada e enganada a pessoa comum é nesses assuntos.
Bem como fizeram no início dos anos 1900, médiuns começaram a ir e vir e a escreverem pilhas de lixo para encherem as estantes das livrarias modernas. Essas pessoas, que são normalmente tão boas em enganar a si mesmas quanto a enganar os outros, lançam livro após livro. Eles escrevem centenas de páginas, e ainda, de alguma forma, não dizem nada nelas. Eles citam seres espirituais como a fonte de sua sabedoria, ou guias espirituais, ou animais totem, ou trevos de quatro folhas e tal nonsense. Embora eu ainda não o tenha encontrado, eu estou certo de que exista um médium por aí que alega receber instruções místicas de seu sanduíche de presunto. Não seria mais absurdo que as alegações anteriores. Embora, é claro, uma vez, eu tive uma conversa muito reveladora com uma garrafa de coca-cola, e um espírito decidiu, por uma razão qualquer, falar comigo numa voz audível que até os não iniciados poderiam ter ouvido.
Se tais médiuns estão de fato conversando com seres espirituais, então esses espíritos são muito misteriosos ou são muito estúpidos. Se esses médiuns estão conversando com guias espirituais, eles devem estar precisando despedir seus guias e encontrar novos. Em minhas experiências com seres espirituais, animais totem e guias espirituais, nenhum deles era tão mal informado quanto os desses médiuns. Dessa forma, podemos concluir que é muito provável que eles não estejam falando com nenhum dos acima, mas, em vez disso, que eu estou terrivelmente enganado, e que todos estão, na verdade, conversando com sanduíches de presunto. Se eles estivessem conversando com garrafas de coca, então, baseado na experiência, eu seria levado a acreditar que seus livros poderiam ter sido melhores.
Nada disso implica que todos os médiuns são fraudes. É, porém, um infeliz fato que a vasta maioria de fraudadores alegue ser médium, e, se o resto da comunidade de bons médiuns não quiser ser associada com esses charlatãos, então eles deveriam aparecer e lutar contra eles. Eu conheci vários bons médiuns em meu tempo, alguns deles naturais e outros treinados, portanto, essas declarações, de modo algum, se aplicam a esses tipos de pessoa. O leitor observador, porém, será capaz de fazer uma caminhada, achar uma estante de New Age numa livraria popular e ser capaz de ver precisamente de quais autores eu estou falando.
O grupo de médiuns impostores é apenas uma das duas maiores categorias de fraudadores na comunidade ocultista. Para a pessoa firmada em pensamento racional e com pelo menos alguma educação em literatura ocultista, os médiuns impostores são comparativamente fáceis de serem reconhecidos. Embora eles agarrem um número entristecedor de otimistas da New Age, os mais eruditos tendem a ficar longe deles. É, portanto, minha opinião que o mais perigoso dos dois grupos não é o médium impostor, mas o sim mago impostor.
O mago impostor é muito mais difícil de distinguir, e apenas alguém que é firmemente enraizado na experiência prática pode descobrir o disfarce. Existem autores que escrevem livros que fascinam seus leitores sobre simbolismo oculto, aparente conhecimento da Cabala, algumas correspodências ocultas etc, e mostram isso como se a experiência os tivesse levado a acreditar nessas coisas. Eu não estou falando aqui de meros ocultistas. Um ocultista é um filósofo, portanto ele se preocupa com as várias cosmogonias filosóficas, em vez de experimentar o lado prático da espiritualidade. Desse modo, é perfeitamente normal para um ocultista falar num nível puramente intelectual, igual ao filósofo. Não, eu não estou me referindo a esses autores, mas aos autores que criam um véu de suposto conhecimento experimental. Essas pessoas são geralmente indivíduos que aprenderam e, subsequentemente, praticaram apenas duas ou três técnicas básicas, e, então, se consideraram a si mesmos grandes magos. Eles escrevem livros sob esse propósito, e prescrevem ridículos regimes de treinamento para seus leitores.
Tudo isso naturalmente resultou numa situação na qual pessoas que queiram aprender magia, queiram comprar um livro e, por causa da probabilidade, pegarão um livro escrito por um autor fraudulento. Percebendo como pessoas que são completamente novas à magia não são tão sábias, elas acreditam em muito do que é dito, e assim a corrupção começa. Muitos desses aspirantes promissores vieram à minha casa por um curto tempo, e eu descobri que, depois de alguns anos de encherem suas mentes com tal lixo, eles se tornaram ligados demais a esses mundos ilusórios para serem salvos pela luz da experiência prática. Espero que, nas próximas vidas deles, suas almas levarão suas mentes a buscarem algo mais elevado.
A Nona Razão
O Silêncio dos Adeptos
Durante o período do Renascimento, e por um tempo após, houve um número de adeptos que escrevia. O advento do aparecimento público dos rosacruzes na Europa, por um pouco tempo, gerou informação suficiente para os autores discutirem por muitos anos. Pessoas como Paracelso, Agrippa e Francis Bacon forneceram suficientemente os Pequenos Mistérios às pessoas. Autores rosacruzes como Francis Bacon promoviam a iluminação intelectual das pessoas, como a Ordem Exterior Rosacruz (que eventualmente gerou a Maçonaria), focada primariamente no avanço espiritual através de conhecimento e de sabedoria em vez da prática. As práticas estavam presentes, mas eram normalmente ritualísticas e reservadas para dias especiais. Os exercícios mágicos verdadeiros eram mantidos para o próximo nível de iniciados.
Autores como esses forneciam tanto uma vantagem quanto uma desvantagem. De um lado, as pessoas estavam engajando suas mentes, pela primeira vez, no feijão-e-arroz da magia teórica. Em vez de lerem sobre demônios e feitiços mágicos, eles podiam aprender sobre o magnetismo espiritual, o archeus, os éteres, a lei de atração, a lei do microcosmo, e por aí vai. Alguns dos Pequenos Mistérios mais básicos tinham finalmente se tornado disponíveis às pessoas. Isso permitiu que leitores da época checassem duas vezes os escritos de pessoas sobre ocultismo contra autoridades conhecidas. Embora fraudes e charlatãos estivessem ainda rampantes, eles não estavam se focando tanto nas contribuições literárias ao ocultismo e assim não deixaram uma impressão duradoura sobre aspirantes das gerações futuras.
Por outro lado, a explosão de informação intelectual sem uma fundação de trabalho prático levaria gerações futuras ao engajamento somente na filosofia, em vez de na magia verdadeira. Isso permitiria a todos que tivessem lido alguns livros a regurgitarem a informação em novos livros e chamá-los seus. Acima de tudo, deixaria muitas questões sem resposta nas mentes de muitos aspirantes sinceros, sobre onde começar e como avançar na magia. A tendência de alguns dos grandes magos do passado de não aceitarem discípulos diretos resultou numa falta de sucessão de mestre e discípulo, como foi falado anteriormente, e o fato de nenhum manual real de avanço na magia ter sido publicado resultaria em autores lançando livros em assuntos puramente teóricos, em vez de terem investigado praticamente suas ideias.
Nos últimos cinqüenta anos, quase não houve adeptos escritores, e até aqueles que escreveram algo normalmente não forneceram uma base prática para os leitores. Toda uma geração surgiu e desapareceu sem ter quase informação publicada confiável sobre magia. É claro, tudo isso aconteceu de acordo com a Providência Divina, e há razões exatas para os períodos históricos de silêncio que os adeptos escritores assumiram e assumem. Ainda assim, é importante considerar os efeitos desses períodos.
Os poucos adeptos que ainda estão por aí no hemisfério ocidental têm permanecido silenciosos, e talvez por razão, porque o dom de expressar ideias na linguagem escrita não pertence a todas as pessoas. Pelo fato de existirem tão poucos adeptos, existem poucos autores entre eles. Eu espero honestamente que, num futuro próximo, isso comece a mudar.
A Décima Razão
A Falta de Expansão da Consciência
A natureza incompleta das deploráveis desculpas de muitas ordens modernas para rotinas de treinamento resultou na quase extinção da real expansão de consciência entre os chamados iniciados. Seus estudantes recebem complicado “pathworking” e várias invocações para executarem, mas esses são meios tão indiretos de progresso que uma inteira vida de prática renderia pouco sucesso. Infelizmente, a lavagem cerebral de muitos aspirantes hoje os convenceu de que um conhecimento simplesmente experimental dos símbolos das esferas elevadas, e até seu funcionamento, é a realização de modos superiores de consciência. Isso simplesmente não é verdadeiro. Até se você colocar sua mente regularmente na contemplação de reinos nos quais vibrações são muito mais elevadas e puras que as suas, nunca se produzirão os mesmos resultados se você tivesse elevado sistematicamente sua consciência a esse nível. Isso dá um bom suplemento, mas não deveria ser a completa abordagem.
Existem duas principais maneiras de se expandir a consciência:
1) Imergir-se em energias, como em invocação ou viagem esférica.
2) A ascensão gradativa da Kundalini psicossexual da base da espinha e órgãos sexuais até o córtex cerebral.
Nenhum desses métodos resultará necessariamente na realização do outro. A ativação dos seis maiores centros inteiros da consciência na espinha não resultará no aumento de vibração no seu corpo astral, para se adequar às vibrações das esferas elevadas, e passar tempo em esferas mais elevadas não despertará automaticamente a Schechinah-Kundalini e despertar as fortalezas, de modo que ela possa entrar e estar com Elohim-Siva. No mago, ambos deveriam ser realizados. O primeiro é a deificação de si de fora para dentro, e o segundo de dentro para fora.
Até os sistemas de treinamento que utilizam pelo menos o primeiro método de ascensão da consciência, sendo o mais comum no mundo ocidental hoje, não prestam tanta atenção a ele quanto deveriam. Muito frequentemente, ênfase excessiva é dada sobre as habilidades mágicas, ou pelo professor ou na mente do estudante. A meta da magia se torna o poder, em vez da evolução da consciência pessoal. Quando nenhuma habilidade é conseguida, ou uma vez que a curiosidade científica do estudante seja satisfeita, o caminho para. É por essa razão que as escrituras orientais advertem tão ferozmente que poderes mágicos devam ser rejeitados, e não porque tais poderes são inerentemente maus. Os iniciados do Oriente compreendiam simplesmente que, se o estudante acreditasse, do primeiro dia de seu treinamento, que habilidades mágicas eram ruins, ele provavelmente não sacrificaria depois sua evolução espiritual por causa da tentação dessas siddhis. Ele não se distrairia. Na realidade, isso não é ruim, e o estudante é altamente encorajado a adquirir várias habilidades mágicas para manifestar a Vontade Divina mais efetivamente no mundo, mas isso deve ser abordado muito metodicamente e apenas de uma base muito bem estabelecida, com os motivos corretos.
“Pathworking” se tornou, infelizmente, o modo principal com o qual as escolas ocidentais tentam fazer com que seus estudantes expandam sua consciência, mas existem muitas desvantagens nisso. O estudante consegue captar uma compreensão intuitiva de esferas superiores ao elevar suas vibrações às delas diretamente. Quando ele tem um flash e uma visão de Tzaphqiel, ele percebe o simbolismo de Luna e de Hécate, e compreende o tridente e os quatro minotauros índigo que cercam o Templo da Deusa de Três Faces e o Homem Nu, e começa a acreditar que ele realmente elevou seu status espiritual à esfera de Yesod. A iluminação intelectual sobre simbolismo universal é confundida com realização espiritual legítima. O resultado é que o tolo que consegue superar as imagens do Demônio de Face de Cachorro e o Portador do Vinho no limiar do abismo intelectual acredita ter fatualmente cruzado esse abismo e emergido no outro lado como “Magister Templi” ou qualquer cargo sua facção possa ter designado para essa realização. A direção do simbolismo, e a natural habilidade da mente de entrar num modo de resolução de problemas, quando confrontada com a diversidade, levou, neste caso, a mente racional a uma série de equações lineares, resultando na compreensão de certos símbolos ocultos. Embora essa compreensão tenha um efeito positivo sobre o espírito, é quase uma blasfêmia dizer que essa estimulação intelectual sozinha pode ser considerada como uma cruzada do Abismo. Quando a respiração cessa, quando a pele se torna gelada e as suturas entre os ossos parietal e occipital do crânio ficam quentes, quando visões de anjos e personificações de Deus aparecem no olho da mente, quando todas as escrituras se tornam instantaneamente compreendidas, quando os joelhos de cada anjo e arcanjo se dobram em reverência, quando a aura se estende para encompassar um inteiro vale, quando a palavra se torna universalmente criativa, então saiba que o abismo foi cruzado. Procure o homem com o inteiro universo em seus olhos; ele é um deus.
Isso deve bastar por agora. O estudante terá agora uma sólida compreensão dos problemas no modo com o qual a magia é frequentemente praticada hoje, e, com esse conhecimento, ele pode escolher começar seu caminho com uma compreensão correta e a salvação resultante desta bela ciência. Eu forneci nesta aula meras linhas de direção pelas quais o estudante pode checar a si e àqueles que se chamam gurus. Busque o homem que fala da autoridade da experiência, e não da autoridade dos livros.

Este post tem 29 comentários

  1. Livio

    Supostamente, então, o mesmo impulso que a populariza, termina por fazê-la corrompida ?
    Aconteceu isto de modo exemplar, com a “criação” do “horóscopo” solar, e o surgimento da astrologia de almanaque.

  2. Henrique Monteiro

    Olá!
    Esse artigo é interessante e em certos pontos bastante verdadeiro, mas se torna confuso porque nao descreve exatamente que sistema de treinamento o autor considera tradicional (e, consequentemente, verdadeiro e real).
    Ademais, o artigo dá a impressão de que os mestres ocidentais e orientais assemelham-se muito entre si, quando na realidade esse nao é o caso, visto que no Ocidente (Europa, mais especificamente), a tarefa do professor era só ensinar ao aluno como contactar os espiritos, e a partir daí a instruçao ficava a cargo deles (que é exatamente como acontece nas religioes ayahuasqueiras). Nunca existiu no ocidente essa relaçao de discipulo com “guru” espiritual.
    Em outras palavras, a relaçao de aprendizado no ocidente sempre foi pautada pela experimentaçao e questionamento, em oposição à entrega e confiança totais dos discipulos orientais aos seus gurus.
    Fica nebuloso o que realmente o autor considera como “magia moderna deturpada”. Se é pra ser rígido, veremos que todo o sistema Golden Dawn de magia e derivados (Thelema, A. A., Aurum Solis, Inner Light, SOL, BOTA, e muitas outras escolas normalmente tidas como conceituadas) sao modernos, uma vez que representam uma quebra na tradiçao ocidental.
    A tradiçao ocidental (ou seja, europeia) de ocultismo é composta pela astrologia medieval (que nao tem nada a ver com a moderna, praticada pela GD em diante), os grimorios medievais (que sao manuais de magia catolicos e nao se baseiam nenhum pouco em visualizaçao, ao contrario da magia moderna) e a alquimia de laboratorio (sim, de laboratorio, pois os processos alquimicos nunca foram alegorias para representar somente processos internos).
    Alem disso, a tradiçao ocidental nunca trabalhou com chakras (isso começou a partir da GD, que incluiu praticas de visualizaçao, tattwas, “srying” e os proprios chakras, misturando a tradiçao ocidental e oriental e fazendo uma verdadeira salada).
    O que acontece é que esse trabalho de chakras é feito automaticamente quando se lida com evocaçao de espiritos (é comum sentir espiritos tocando ou abrindo certos chakras durante as operaçoes de evocaçao). Explicando melhor, no ocultismo classico ocidental nao existe um trabalho deliberado sobre os chakras (tal como nas tradiçoes orientais de yoga), porem ele acontece como efeito secundario nas evocaçoes de espiritos.
    Para concluir, seria excelente e muito informativo que o autor delineasse o sistema que ele considera autentico e genuíno, de uma forma clara e didática.

    1. Andor Odinson

      Tenho a mesma visão que você. Os autores falam muito, porém sem substância prática. Eles caem no mesmo erro que eles citam. Não dão norte algum.
      Outro ponto que me preocupa, e que destoa de vários pontos dentro da própria abordagem do autor, é a importância exacerbada do Deus cristão-judaíco-islâmico. Mostra claras influências em Eliphas Levi e Franz Bardon. Creio que o ocultismo já evoluiu disso a muito tempo.

  3. gsnazario

    Um dos grandes problemas que eu sinto é mesmo a falta de professores, com a presença de um todos os outros seriam melhorados, mas é tão dificil achar alguem disposto e com conhecimento para ensinar a outros sobre isso, ou só eu que não consgo achar alguem assim

  4. Marina

    Sobre a Sexta Razão:
    sem falar da escassez de ”Mestres”. Uma das maiores dificuldade atualmente é achar alguém que realmente se interesse e que não seja ”corrompido” para te ajudar desde a Iniciação. Nas fraternidades não é fácil achar alguém que está lá sem ser por intere$$e, tanto em realizar negócios, conseguir contatos quanto usar o que sabe para seu benefício e somente seu.

    1. Diego

      Bom, é muito fácil sentar a lenha em quem busca conhecimento por livros quando, no mundo em que estamos, lidamos com pessoas como Tânia Gori ou outras piores que só falam besteira sobre o ocultismo.
      É muito difícil “achar” um mestre…existem as ordens, como a AA, AMORC etc, mas esse tipo de “ensino EAD” é totalmente diferente de ter um MESTRE que te ensine e auxilie…tenho 29 anos e sempre procurei um mestre, mas nunca encontrei…só encontro gente preocupada em $$$$ e isso realmente é muito broxante….
      Enquanto não se acha um mestre que não esteja preocupado unicamente com sua vida financeira, a gente vai tentando aprender pouco a pouco com livros mesmo, pois é a única ferramente “confiável” que temos a disposição…É a mesma coisa que um cara que nasceu rico falar pro pobre que, para ter dinheiro, é preciso ter sorte. Questão de força de vontade e determinação para o trabalho muitos têm, difícil é achar alguém com capacidade para o ensino sério da arte.
      @MDD – Deixa ver se eu entendi… Voce quer um “mestre” que te ensine os segredos do universo, mas que não esteja preocupado com dinheiro… e esse “mestre” vai gastar o tempo e a energia dele, que ele poderia estar utilizando em coisas importantes para ele no trabalho dele, ou com a familia dele, em troca do que? um abraço?

      1. FC

        O problema é que todo mundo acha que vai ler umas 3 obras ocultistas e já está no caminho, e logo vai aparecer um mestre estilo Yoda e vai dar uma levitada na frente dele pra provar quem é e a partir dali, de graça e nas horas que o discípulo puder ele vai estar de prontidão para ir até a sua casa e lhe ensinar a levitar também.
        Todo mundo fantasia o arquétipo do herói e acha que vai ser assim com ele, que simplesmente já sabe muito e merece que um mestre apareça e lhe ensine tudo o que seu ego quer.
        Já ouviram a frase “quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”???
        No dia a dia muitas mensagens subliminares nos são passadas, as vezes por mestres que julgamos ser as pessoas mais ignorantes à nossa volta.
        As vezes o “mestre” que você está tanto buscando já lhe deu uns 10 sinais e você não entendeu nenhum, ele desistiu e foi atrás de alguém que esteja pronto.

  5. Sic itur ad astra

    Tem mestre sim.
    Seu nome é SAG.

    1. Gabriel

      Se fosse tão simples falar com o SAG não existiriam as escolas de magick.

  6. Rodrigo

    um dos melhores textos postados neste blog. A abrangência da experiência relatada é vastíssima e pode livrar os desavisados, mas que tenham a vontade legítima para magia, de muitas armadilhas.
    infelzimente, eu moro na periferia de são paulo, e devido a motivos logísticos, nunca consegui frequentar nenhum grupo/terrero/templo buddhista/hare krishna com frequencia e apesar de meu interesse pela magia ser legitimo, praticamente so tive contatos com livros e alguns entusiastas iniciantes. Há um adágio Hindu que diz “quando o discipulo estiver pronto, o mestre aparece”. Talvez eu ainda não esteja pronto. Mas já tem um tempo que após ter lido muito sobre yoga/esíritualidade hindu/budista, astrologia, cabbalah, tarot entre outros de que o que eu mais preciso agora é experiencia prática; vivência magística mesmo. O sephirath ha omer deixou isto muito claro pra mim e a semana que teve mais força sobre mim foi a de netzach e até agora eu to experimentando uma necessidade de contato com pessoas, de vivencia mesmo que não é, digamos, natural para minha personalidade criada pelo meu “ahamkara”, que é basicamente a de um “Lobo solitário” mesmo; senti, atraves dessa experiencia, de uma modo pratico, que aquilo que eu definia como “eu”, nao era bem assim (apesar de ja ter lido mto sobre, mas dessa vez eu senti, e a diferença é ENOOOOORME) Sinto há um bom tempo que os livros, neste meu momento, não me ajudariam tanto. Preciso de contato; estar conectato há uma egrégora com pessoas mais experientes para poder avançar.
    enfim, um desabafo de uma ovelha perdida u.u

  7. EPU

    Primeiramente obrigado pelo repost!
    Esse assunto vem a debate inúmeras vezes dentro do Mayhem mesmo.
    É simples de constatar que a grande maioria dos estudantes reclama da ausência dos Mestres hoje em dia.
    Alguns acham que isso é causado pelo crescente e já desproporcional número de candidatos em relação aos Mestres.
    Uns acham que há um desinteresse por parte destes.
    Há também os que defendem que os Mestres estão criteriosos demais em suas escolhas e que estão mais para escolher os preparados do que para preparar os escolhidos.
    Sou da opinião de que existe muita teoria e pouca prática. Pouco contato real entre Mestre e discípulo.
    Passei cerca de três anos seguindo o programa de uma Ordem e não fiz muitos avanços. Quando fazia questionamentos sobre os assuntos em estudo, simplesmente não recebia resposta. Era uma relação muito fria. Obtive muito mais resultados durante os poucos meses após a minha saída da Ordem do que em todo o príodo em que “estive” nela.
    Também acho que existem demasiados interesses sócio-políticos nas Ordens em detrimento da disseminação do Conhecimento.
    Acho que há falta de propósito também. Pense em quanta gente estuda e não utiliza o que aprende de forma solidária. Quantos DelDebbios em potencial existem por aí?!
    Assim mesmo, reconheço a necessidade e desejo muito encontrar um Mestre. Enquanto isso, eu vou seguindo do meu jeito, mesmo que meio capenga.
    Abração
    Epu

  8. Laryssa Martins

    Um mestre seria muito bom! São muitos caminhos, muita informação.
    Organizando-me para atraí-lo…

  9. Laryssa Martins

    Um mestre seria bom! São muitos caminhos, muita informação.
    Organizando-me para atraí-lo….

  10. raph

    [OFF] Sobre os botões de “Like/Curtir” do Facebook: eles sempre tem entrado quebrados em quase todos os posts novos, isso ocorre no meu blog também. As vezes voltam a funcionar, as vezes não 🙁

  11. joão s.

    Oá senhor del debbio,gostaria de saber se o senhor recomenda o Celestial Tarot para iniciantes.
    @MDD – meu favorito é o Rider Waite, mas o Celestial é bacana para iniciantes também.

    1. Lu ;-)

      Tio, vc indica Crowley, para os iniciantes….?
      Eu tô estudando o Mitológico, mas querendo passar para o Crowley…
      @MDD – Nao é muito recomendado… quer dizer, muitos iniciantes começam por ele, mas não vão entender nem 20% do que está naquele tarot.

      1. Lu ;-)

        oi, Tio!
        pois é, Crowley é “meio” (hehe!!) complexo, mesmo, mas é mto fascinante…depois que comecei a estudá-lo, puxa…que tarot!!! rs
        tô tentando entender o “basicão” por meio do livro “Tarô- Espelho da Alma – Gerd Ziegler”, que é bem didático, sem deixar de ser profundo, e tbm um material do Sérgio Bronze…..vc conhece algum desses dois livros??
        Recomendaria mais algum?
        Tô aguardando teus ensinamentos aqui em Bsb…rs
        Abração;
        Paz e Luz;
        Lu 😉

  12. Acauã Silva

    Apesar da corrupção, alguns desses motivos são os que levaram muitas pessoas a se interessarem por magia. Pode-se dizer que baixou o nível da magia, alcançando mais pessoas.

  13. Phanta

    Eu lembro de quando esses textos foram publicados no S&H, rolou uma discussão interessante nos comentários.
    Sobre a sétima razão:
    Eu não vejo os ateus dessa forma. Eu vejo crianças que perceberam verdades importantes: Não existe um velho barbudo sentado numa nuvem observando quem faz sexo com as pessoas erradas para punir depois. Não existe caminho pra realizações materiais, intelectuais, emocionais ou espirituais que não inclua um esforço equivalente no plano em questão. Que é mais proveitoso em seu caminho perseguir a alegria, o bom trabalho, o prazer e as boas companhias do que passar 2 horas por semana congregando com hipócritas em templos do dinheiro. Que praticamente qualquer pessoa que se declara publicamente como “Mestre” ou “Sábio” é um charlatão ou um iludido.
    Essas pessoas estão vários passos além do gado em sua caminhada, e podem fazer muita coisa pelo mundo se forem estimuladas pra tal. Talvez Deus precise de um nome novo, que reforece o seu aspecto de “principio fundamental do universo” e não o de “velho barbudo vingativo”. Talvez precisemos nos lembrar que concordamos que moralidade é sobre o que é melhor para o indivíduo, a sociedade e o mundo, e não sobre preconceitos baratos.
    Culpar os profanos pelos problemas não resolve nada 🙂

  14. alex

    Estimado Mestre e Frater Del Debbio
    Foi sem dúvida a Grande Consciência Cósmica que fez com que eu, despretensiosamente, buscando na net sobre ordens iniciáticas, encontrasse aquela sua participação no programa superpop, da luciana gimenez, sobre ILUMINATTI. Comecei então a pesquisar sobre sua vida e obra, Mestre, e identifiquei-me com sua busca pelo Conhecimento da Verdade na Senda. Sou um Frater desde o começo deste ano e sou um candidato a neófito, estando apenas no meu primeiro lote. Quero um dia me tornar um magista sábio como você, Mestre, e gostaria de que me ajudasse com dúvidas que eu possa ter no meu Caminho visando saber sobre o “Cruzar do Umbral”.
    @MDD – rsrssrs e tem gente que reclama daquela participação no superpop…

  15. Lu ;-)

    Tio, já que estamos no campo temático do “Bardonismo” (?!) e eu estou curiosa sobre o que vc pensa a respeito – além de querer ouvir a opinião isenta, desapaixonada e técnica (!!) , de alguém em quem confio (sim, Tio, é vc mesmo, oras…)…
    well…qual sua opinião sobre a tradução de ” Magia Prática”, de Eddie von Feu?
    Já leu? Gostou? Tradução foi “fiel “?
    Vou logo dizendo que tenho o livro publicado pela Ed. Ground (o original, que não “solta as tiras”…), e é uma obra , em minha opinião, indispensável para qualquer magista , de qq linha.
    levei um susto ao saber que ela tinha traduzido, pois achei que ela fosse uma escritora mais ligada a outras temáticas (Wicca, simpatias, astrologia, e o que alguns classificariam como “esquisotérico”…etc), mas não muito ligada `a Magia Ocidental mais tradicional, por assim dizer.
    Eddie tem várias obras publicadas sobre Wicca, e acho que, apesar de vários que se opõe ao estilo dela (não vou entrar nesse mérito…gosto de polêmica, mas nem tanto…!!), ela cumpre o papel de, muitas vezes, ser o primeiro ponto de contato das pessoas com os temas que mais tarde, poderão levar ao estudo do Ocultismo em sua forma mais séria e profunda….de forma análoga , a meu ver, de sua participação no Super Pop!! rs
    o que vc acha?
    @MDD – Minha opinião é que é preferível uma revista “Wicca Teen” do que uma revista “Evangélica teen”. Eu discordo sobre ser parecido com o superpop… eu vou ao Superpop porque se eu não for eles vão chamar outra pessoa que será muito provavelmente alguém totalmente despreparado, senão algum maluco esquisotérico. Não é o caso de “se eu não for não tem programa”… é “se eu não for eles colocam outra pessoa e vão rodar do mesmo jeito” então ir ao Superpop não é um capricho, é uma necessidade estratégica.

  16. Peter

    Sobre os Mestres : O problema é que alguns discipulos tem a tendência a idolatria do mestre. O mestre está aí para te orientar e não para ser idolatrado ou ter o saco puxado.
    Sobre interesse:
    Estamos em meio a Ordens e Organizações com pessoas na qual o intere$$e financeiro está grande demais, altruísmo tem passado longe, poucas Ordens e Organizações estão em pé passando ensinamentos sem olhar quão gorda é sua carteira.
    Sobre autores :
    Falaram aí de pseudo-ocultistas, apesar de saber que o Paulo Coelho foi da O.T.O, tenho minhas dúvidas se ele é um legítimo mago e que seus livros tem algo a acrescentar a estudantes do Ocultismo.

  17. Lu ;-)

    Oi, Tio!
    valeu por responder!!
    olha só…tbm sou mais “Wicca Teen” do que “Evangélica Teen”…concordo contigo. Já pensou as matérias da Evangélica Teen?! ughhhhh….!!!
    Mas…me explicando melhor…(ou tentando me explicar melhor…hehehe) …pq vc disse, “Eu discordo sobre ser parecido com o superpop”…well…
    quando eu quis fazer a analogia entre esse tipo de publicação de “banca de revista” (que, convenhamos, torna o Ocultismo mais acessível…quer tenha suas desvantagens peculiares…!) e a sua participáção no programa SuperPop (que é um programa que tbm tem esse viés de atingir grande número de pessoas), eu quis dizer que, tanto uma coisa como a outra, contribuem para divulgar o Ocultismo ” sério ” aonde ele normalmente não chegaria, entendeu…Sei q vc vai lá nesse intuito de divulgação séria, prá nao dar espaço aos esquisitinhos de plantão…Realmente, é “necessidade estratégica” !!! Esse foi o sentido que eu quis dar, desculpe se ficou mau explicado,ok….rs
    PS: Tio, tem como fazer o mapa da Clarice Lispector….?!!
    Abração;
    Paz e Luz;
    Lu 😉

  18. Vtiro_Terion

    Olá MDD
    Não achei um tópico apropriado para perguntar sobre isso, mas vai aqui mesmo…
    É possível prender espíritos em objetos? Bolas de cristal por exemplo?
    Alguns grimórios ensinam isso, mas queria saber se procede…
    @MDD – Sim, é possivel.

  19. plaz

    Lendo esse texto lembrei de umas frases do Nietzsche
    “O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo”
    “Aquele que sabe mandar encontra sempre quem deva obedecer”
    Essa questão do mestre parece ser uma boa para um post ( se tiver me perdoe) por aqui, a maioria tem dificuldade em “achar” um mestre….Mas será que se esbarracemos nele saberíamos se tratar de um?

  20. Vinicius

    Nao que nao esteja correto, mas a oitava razão me soou tão arrogante na forma que foi relatada…
    Um mestre pode ser um mestre e soar desse jeito?
    Sei la, pra mim não combina muito, mas eu tbm nem sei nada….

  21. Fernando Aguiar Bregagnolo

    Eu não queria fazer essa pergunta por comentário em post, mas eu não vejo um jeito melhor de fazer isso.
    Deldebbio, eu compreendo perfeitamente a necessidade de um mentor, mas eu não conheço nenhum, não conheço ninguém que possa me indicar um, e eu tenho muito medo de cair na mão de um charlatão ou coisa do tipo procurando sem algum tipo de critério ou guia.
    (eu não acho que tenho conhecimento para discernir um guia legítimo, afinal se estou procurando um é porquê eu ainda estou bem longe de saber o que torna um mestre… um mestre…)
    Eu fiz uma inscrição para a A.A mas eu estou seguindo apenas minha intuição de que pode ser uma boa oportunidade, minha intuição geralmente me leva para caminhos produtivos mas eu não sei nem se vou receber uma resposta sendo que nunca fiz parte de nenhuma ordem, e minha experiencia prática é zero.
    Como eu posso buscar sair da leiguice e procurar uma evolução espirítual sem ficar vagando de livro em livro sem rumo torcendo pra aprender alguma coisinha útil nova? como eu posso procurar um mentor? que critério eu devo usar? onde?
    Eu procurei no blog mas não encontrei nenhum post que respondesse isso.
    Acho relevante falar que moro em Ribeirão Preto e sou um estudante universitário financeiramente bem limitado, então eu não posso fazer viagens frequentes para outras partes do país, eu não tenho problema nenhum em fazer algo a distância (apesar de presencial sempre ser melhor eu suponho) desde que seja algo que tenha bastante comunicação entre mentor e aluno.
    Desde já, muito obrigado se você chegar a ler isso aqui que é uma mensagem que eu estou sinceramente abrindo meu peito.
    @MDD – O melhor mentor será voce mesmo. Comece devagar pelo começo, lendo o “grande Computador Celeste”, depois escolha as areas que vc mais se interessar e va lendo… sao 3000 textos só aqui no Blog e depois disso voce jah tera uma base razoavel para saber se o que alguem esta falando é sério ou invencionice. va fazendo os exercicios do AA, eles ajudam muito.

  22. Lex

    Talvez tenha relido este texto agora. Mas é como se o lesse pela primeira vez. Ele me veio em boa hora. Pena não poder estar no livro.

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