Iniciação

Não dormes sob os ciprestes, Pois não há sono no mundo. O corpo é a sombra das vestes Que encobrem teu ser profundo. Vem a noite, que é a morte, E a sombra…

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Ísis

Na continuidade, queremos reproduzir uma oração à deusa egípcia Isis, esposa de Osíris, associada à primeira iniciação, lunar, enquanto seu parceiro se encontra vinculado com a segunda iniciação, solar, e ambos os dois se acham conjugados na terceira e última iniciação, a polar, que faz possível a realização do supracósmico, do não humano. Apuleio a inclui em sua obra “As Metamorfoses” (ou O Asno de Ouro, século II d.C.) onde nos dá notícias de que este antigo mito egípcio sobrevivia incólume na Roma de seu tempo. Esta invocação é pronunciada uma vez que se efetua o descenso aos infernos, onde se percebe diretamente e de modo potencial tudo o que seguirá, do qual este descenso é só uma prova. Lembremos por último a vinculação da deusa Isis com o arcano do Tarot, chamado “A Papisa” ou “A Sacerdotisa”.
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Revelations

O God of earth and altar
Bow down and hear our cry
Our earthly rulers falter
Our peolple drift and die
The walls of gold entombe us
The swords of scorn divide
Take not thy thunder from us
But take away our pride
(g. k. chesterton: english hymnal)

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Taliesin

“Bom Elffin, cesse o seu lamento!
Falar em vão não faz bem a ninguém.
Não faz mal ter esperanças,
Nem nenhum homem vê o que lhe suporta,
A prece de Cynllo não é um tesouro vazio,
Nem Deus quebra suas promessas.
Nenhuma pescaria na rede de Gwyddno
Foi tão boa quanto a de hoje.

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Ozymandias

de Percy Bysshe Shelley I met a traveller from an antique land, Who said--"Two vast and trunkless legs of stone Stand in the desart....Near them, on the sand, Half sunk a shattered visage…

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O Aprendiz de Feiticeiro


Quem leu Harry Potter, o famoso aluno de magia, talvez não saiba o quão famoso era o personagem anônimo de “O Aprendiz de Feiticeiro”, protagonista  de um poema do século XVIII, escrito pelo alemão Johann Wolfgang von Goethe. Mas J.K. Rowling não foi a única a inspirar-se neste personagem, como disse Neil Gaiman: “o arquétipo do jovem feiticeiro tem vários outros precedentes na literatura”.

Em 1897, um compositor francês chamado Paul Dukas resgatou o poema de Goethe em um poema sinfônico intitulado “L’Apprenti Sorcier“. Quatro décadas depois, sob influência tanto do poema de Goethe como na obra de Dukas, Walt Disney elaborou a conhecida sequência do filme Fantasia, onde Mickey é representado como um aluno de magia.  Nem o escritor brasileiro Mário Quintana escapou dos “feitiços” desta obra.
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Estratégia


O homem que atinge o domínio da vida, isso é, o domínio de si mesmo, de suas ações e palavras, sabe que construirá o próprio destino. No entanto há de saber também que determinados objetivos só se tornam possíveis se o homem preenche-se de vontade e habilidade para fazer o que quiser.
Remanescem em suas mãos as ferramentas de que precisa para ir na direção certa. Strategos, do grego, significa o Líder do Exército. Na patente do Exército Helênico moderno é o cargo mais alto. Significa de fato o domínio e é o que empresas e pessoas de todas as partes utilizam para criar o seu próprio futuro.
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Papageno – I

Texto do Blog da Yvette Centeno, na minha opinião uma das maiores especialistas da obra esotérica do Fernando Pessoa.
Nas primeiras cenas do Acto I adquirem especial importância Tamino, a serpente que o persegue, as damas de negro que o salvam e Papageno, o passarinheiro, coberto de penas como se ele mesmo fosse uma criatura mais próxima do reino animal do que do reino dos humanos.O cenário é descrito como uma paisagem rochosa, onde há grutas e árvores, vendo-se ao longe um templo de forma circular: duas esferas, a natural, primitiva, em parte por isso assustadora, e a religiosa ou espiritual, ao longe ainda, na representação do templo. Mas já estão presentes ambos os cenários, ambas as esferas, a natural e a espiritual.Os autores não querem deixar nada ao acaso.
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Hino a Pã

Tradução de Fernando Pessoa

Vibra do cio subtil da luz,
Meu homem e afã
Vem turbulento da noite a flux
De Pã! Iô Pã!
Iô Pã! Iô Pã! Do mar de além
Vem da Sicília e da Arcádia vem!
Vem como Baco, com fauno e fera
E ninfa e sátiro à tua beira,
Num asno lácteo, do mar sem fim,
A mim, a mim!
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