O Caminho Sinistro – Parte 2

Continuação do Post: O Caminho Sinistro – Parte 1

Preparação
Saudações, leitor. Já a partir deste, você encontrará similaridades com o artigo anterior. Nossa caminhada seguirá um padrão monográfico, para otimizar a compreensão e os processos cognitivos envolvidos. Em “Preparação” serão abordados temas introdutórios, ou uma explicação retrospectiva, para que você tenha tempo de abandonar o que estava fazendo anteriormente e conectar-se ao conteúdo. Em “Meta-Percepção” serão abordados jogos e exercícios intuitivos para aprimorar sua capacidade perceptiva no que se refere a coisas que são ditas em um padrão diferente da linguagem direta. Meta-percepção é a habilidade de perceber que está percebendo alguma coisa. E, finalmente, em “Considerações” será proposta uma ideia a ser trabalhada até o próximo passo n’O Caminho Sinistro, além de feitas, se necessárias, observações e explicações pertinentes.

Desde a publicação do primeiro artigo, pessoas próximas têm me perguntado por que optei por uma abordagem tão básica, e a resposta é simples: porque ninguém o faz. A senda sinistra é muito mais complexa do que o satanismo e o luciferianismo jamais serão juntos e há interpretações errôneas e tabus suficientes para induzir o mais atento dos adeptos ao erro. O objetivo desta caminhada inicial é encher os pulmões com uma nova golfada de ar para galgar uma colina, onde poderemos secar o suor à ilharga do braseiro, mas acima de tudo aproveitar a vista privilegiada. Preparado?

Meta-Percepção
Antes de qualquer coisa pare e se pergunte por que você está aqui, lendo isso.
Se você leu atentamente a primeira parte d’O Caminho Sinistro, deve saber que essa pergunta não tem uma resposta correta sequer, apesar de ter várias.
Não se trata da resposta, mas da pergunta, caro leitor.
Há uma máxima contemporânea que diz que feliz é aquele que sabe o que procura, pois o que não sabe, não vê o que encontra. Ao se deparar com a necessidade de saber o motivo de estar aqui, lendo isso, onde você busca os recursos para preencher a lacuna? Há mesmo uma lacuna a ser preenchida? Você “percebe” que a única pessoa a quem precisa realmente responder essa pergunta é a si mesmo? Percebe como isso muda completamente o contexto da pergunta e o universo de respostas? Percebe que, mesmo com a mudança de paradigma, a pergunta ainda carece de resposta?
Talvez a decomposição da proposta simplifique-a: “você está aqui”?
É chamada de propriocepção a capacidade de reconhecer, sem auxilio visual, seu posicionamento no espaço e esta funciona mesmo em nível inconsciente. Quando seu corpo é inclinado lateralmente, o cerebelo ativa o reflexo corretivo, fazendo com que você incline a cabeça para que sua linha de visão se alinhe novamente com o horizonte. Você não apenas está no espaço, como tenta inconscientemente se harmonizar com ele. Da próxima vez que isso acontecer você vai, provavelmente, tentar assumir o controle. Este é um exemplo mais complexo, mas funciona com qualquer função orgânica que normalmente façamos automaticamente, como respirar, contrair ou relaxar um músculo, piscar os olhos e assim por diante. No momento em que você assume o controle consciente de uma função orgânica e pensa ativamente sobre isso, você ganha ciência sobre o espaço que ocupa e começa a ter lapsos sobre como funciona sua própria consciência. Você percebe ativamente que está aí?
Antes de prosseguir pare e se pergunte por que você está aqui, lendo isso.

Panchamakara
No texto anterior conhecemos de forma breve as práticas dos Aghori, praticantes extremistas do Vamachara da linhagem Kapalika; hoje daremos um passo adiante na direção do Tantra sinistro de uma forma geral, para que você esteja definitivamente familiarizado com a origem da doutrina sinistra e, desta forma, possa tanto evitar engodos quanto construir suas próprias impressões sobre a mesma.
Na tradição védica designa-se pelo termo sânscrito “sadhana” qualquer meio espiritual para se alcançar o “moksha”; a libertação do ciclo de renascimento e morte. O Vamachara, ou caminho sinistro, é um sadhana, mas isso não impede que existam outros sadhanas específicos dentro da doutrina. O mais notório deles é o Panchamakara, ou “cinco M”.
Por melhor que o caminho destro tenha tentado adaptar os significados esotéricos dessa prática tradicionalmente sinistra, é difícil transpor todo seu significado sem distorcer a moral no sentido como conhecemos. O princípio básico de prática está na afirmação de Shiva (no Maheshvara Tantra) de que através da paixão é possível transcender. Os “cinco M” são os cinco aspectos envolvidos na união amorosa com a shakti (a mulher, e esta deve sempre ser vista como uma encarnação divina), a saber:
– Madya: Vinho. Transforma e ativa o tattva do ar e simboliza a intoxicação mística causada pelo amor e o néctar divino (amrita), de face feminina e ligada à shakti.
– Mamsa: Carne. Transforma e ativa o tattva do fogo e simboliza a consciência e a contemplação, de face masculina e ligada à Shiva.
– Matsya: Peixe. Transforma e ativa o tattva da água e simboliza a extensão por onde Kundalini ascende e/ou descende sob o controle do pranayama.
– Mudra: Não possui tradução literal, mas no Vamachara representa um companheiro espiritual, guru ou parceiro de sexo tântrico. Os dakshinacharyas, praticantes da mão direita, substituem esse elemento pelo cereal integral ou maltado… pois é. Transforma e ativa o tattva da terra.
– Maithuna: Traduz-se grosseiramente por ato sexual e é o elemento mais mal interpretado do Panchamakara. Obviamente não se refere à relação sexual comum, mas à união entre mente individual e mente cósmica. E, de qualquer forma, a prática tântrica ensina que o bindu (o núcleo manifesto da criação) deve ser preservado, e isto é feito evitando-se o orgasmo. Transforma e ativa o tattva do éter.
Talvez seja difícil imaginar inicialmente, mas o uso literal dos elementos do Panchamakara ajuda o praticante a destruir noções de egoísmo e falsas noções de pureza e são usados na maioria das vezes para recondicionamento mental e/ou para quebrar ciclos de pensamentos ou comportamentos negativos. Lembrando que um rigoroso nível de disciplina é exigido enquanto o praticante envolve-se nesse tipo de atividade sob o risco de incorrerem dependência psíquica e distúrbios orgânicos. Perceba que eu não descrevo o ritual em si; isso é proposital, tendo em vista que nossa caminhada não é doutrinária em sua natureza, mas explicativa. Houve um esforço da minha parte, contudo, para sintetizar o conhecimento sobre cada aspecto para que você mesmo possa fazer suas correlações durante a fase de estudo. Mudra, por exemplo, tem uma forte ligação alegórica com a Shekhinah inferior (Malkuth), daí a discrepância do significado para vamacharyas e dakshinacharyas.
Agora, caro leitor, o convido a fazer uma rápida análise por mera reflexão herética, lembrando que o ritual de Panchamakara tem como objetivo elevar o praticante à condição divina temporária, através da expansão da consciência e do refino pessoal. Onde mais você já viu estes elementos juntos? O vinho (“meu sangue”), o pão (“meu corpo”… agora o cereal faz sentido ao invés de guru?), o peixe e a carne (sobre a mesa) e a comunhão íntima entre corpo e espírito. Eis aí todos os elementos em forma literal. E se algum de vocês quiser entender que “consumir o corpo” do guru não se referia exatamente aos cereais, eu prometo que não vou impedir ninguém, afinal sexo tântrico é uma via de sublimação espiritual. É importante neste momento que vocês considerem, independente de se em forma literal ou alegórica, a possível ironia da incorporação do caminho sinistro à tradição cristã e passem a entender como é especialmente importante o valor da percepção e da interpretação na nossa caminhada.
Tanto a exegese quanto a gematria não apontariam mudança na essência “divina” do rito caso este fosse sinistro e, a bem da verdade, a interpretação literal é inconclusiva. E, não se engane, o desconforto moral que surge em grande parte dos casos não é, nem de perto, um indício real da essência das coisas.

Motivação Intrínseca
Como no artigo anterior, parte do texto será dedicada à origem e explicação da doutrina e parte dedicada a uma análise contemporânea sobre a mesma, desta forma no final de nossa caminhada você terá um apanhado geral sobre passado e presente, causas e conseqüências e, com sorte, teremos um grupo bem instruído.
Por que você faz as coisas que faz? Calma, essa não é uma das perguntas da seção Meta-Percepção. Quando você quer ser o melhor no que faz ou quando faz algo por diversão ou prazer o que o propulsiona em direção ao seu objetivo é a motivação intrínseca. Esse tipo de estímulo tem grande funcionalidade prática, por não depender diretamente da aprovação ou avaliação de terceiros, por facilitar e agilizar o mecanismo de recompensa, mas especialmente por não gerar quantias consideráveis de tensão e ansiedade.
No que se refere ao ocultismo sinistro, o comportamento ativado por recompensas internas deveria ser regra, mas a realidade está mais próxima do extremo oposto, pelo menos para a maioria, e aqui reside um problema que devemos evitar.

Motivação Extrínseca
Toda vez que você faz algo esperando uma recompensa, tangível (dinheiro, presentes) ou intangível (elogios, reconhecimento), aquilo que o propulsiona em direção ao seu objetivo é alheio a você. E se você pensar por um instante, simplesmente não faz sentido qualquer ato oculto cujo benefício não possa ser “recebido” diretamente através de si mesmo.

[IMPORTANTE] Se você não pode gerar e manter uma coisa que deseje com seus próprios recursos, não tente consegui-la através das artes ocultas. Nunca. Essa não é a função de absolutamente nenhuma doutrina sinistra. A evocação goética (que, por falar nisso, é um rito essencialmente do caminho da mão direita, como a quase totalidade do que tange a demonologia) é extremamente nociva sem um profundo conhecimento prévio e prática de teurgia. Absolutamente nenhum pacto favorece o contratante, e é mais fácil Mefistófeles executar o contrato do que Fausto encontrar outro Eterno Feminino que por ele interceda. Estude. Trabalhe. Tenha relações edificantes. Apenas o mérito constrói o êxito. Você foi avisado.

Portanto o principal erro, e também o mais comum, dos iniciantes no caminho sinistro é usar um fator extrínseco como motivação. Há os que querem grandes quantidades de dinheiro, sexo fácil, poder (sem conhecer sua definição exata, confundindo às vezes com arrogância, prepotência e pedantismo), atenção (esses são incontáveis), opor-se ao status quo ou alguma organização ou entidade específica por rebeldia e há ainda os que simplesmente buscam aceitação de algum grupo. É muito provável que você conheça alguém com motivações assim, elas existem nos dois caminhos, mas são uma praga particularmente persistente no caminho sinistro e, se você for uma dessas pessoas e ainda estiver aqui lendo isso, reavalie-se.
Em um contexto mais refinado, mas ainda no campo da motivação extrínseca, há casos de pessoas que buscam o caminho sinistro para desenvolver ou treinar traços da personalidade que não possuem. Um ESTJ (extrovertido, sensorial, racional e juiz, na escala Myers-Briggs) acredita que pode tornar-se um INTJ (introvertido, intuitivo, racional e juiz). Ou um “azul” (na escala Taylor Hartman) acredita que pode tornar-se um “vermelho” apenas porque entende o estereótipo desta forma. É realmente necessário apontar a futilidade aqui?
São estes tipos de motivação (ou falta dela) que diluíram ou apagaram totalmente os conceitos tântricos originais, desaparecendo com boa parte da metodologia e da disciplina mental no caminho sinistro moderno, que hoje é em grande parte “inventado” com base no humor do praticante. Desnecessário dizer que isso o deixa suscetível ao delírio e à paranóia, tanto astral quanto mundano, justamente pela falta de disciplina e perspectiva. O circo de horrores que você provavelmente conhecia não é o caminho sinistro. Não é sequer um caminho. É a fossa.

Considerações
Como os passos foram largos, a reflexão não vai exigir menos, caro leitor.
Na nossa realidade densa, o convido a analisar com carinho as suas e as motivações daqueles que o cercam. Note que eu não digo julgar, eu digo analisar. Tente perceber as pequenas molas invisíveis movendo as pessoas o tempo todo. Elas podem te ajudar a ter uma relação muito mais honesta com a sua Vontade. Em realidades mais sutis, o convite é mais complexo, mas igualmente gratificante. Teste-se em relação ao seu conforto moral. Parece simples, mas não é. Da mesma forma que ilustrei a Santa Ceia como rito sinistro sem alterar sua essência “divina”, tente experimentar com o componente moral dos conceitos e doutrinas que conhece (lembrando que nada viabiliza nem justifica comportamento criminal) e se pergunte se, honestamente, isso modifica suas essências.
Neste segundo artigo eu aprofundei um pouco a nossa relação, antecipando o formato que você deve esperar, fazendo colocações ligeiramente mais pessoais e delineando mais claramente aspectos de ocultismo, mas sobre este último assunto eu adianto que só vamos tratar o estritamente necessário para que, neste primeiro momento, você seja capaz de construir suas próprias opiniões e argumentos sobre o que seja, de fato, o caminho sinistro.
Mantive o formato condensado para não ficar cansativo, mas todos os termos e assuntos tratados no artigo continuam sendo de fácil pesquisa para aqueles que tiverem interesse em se aprofundar em qualquer um deles.
Espero que a caminhada continue sendo agradável; obrigado pela companhia.

Até breve.

Este post tem 19 comentários

  1. Achei muito interessante a afirmação da Goetia como um rito de Mão Direita. Sempre tive a impressão que ele fosse da Mão Sinistra, não sei por quê.

    Achei muito bacana os dois textos que você escreveu, tenho grande interesse na Mão do Meio, por esse motivo estudo as outras duas. Mas não me iludo em achar que a Mão do Meio é apenas partes misturadas das outras duas.

    Muito obrigado por ter dedicado seu tempo escrevendo sobre o assunto.

    @XLR – Saudações, André.
    A questão sobre Goetia e Mão Direita eu respondo no comentário do Diego, dê uma olhadinha lá.
    Eu é que agradeço a dedicação do seu tempo em acompanhar os artigos.

  2. Ramon

    Parabéns. Bem explicado, abordando o suficiente para ser compreendido e ocultando as práticas que não devem ser feitas por devaneio. Preparar a mente é sempre o melhor passo para construir um indivíduo capaz de realizar qualquer ritual de forma saudável e benéfica. Parabéns pelo texto, pelo método e pela organização. Ótimo trabalho.

    @XLR – Saudações, Ramon.
    Obrigado pelo carinho e pela leitura. Logo tem mais.

  3. Diego

    Excelente texto, como o anterior. Fiquei com uma dúvida acerca da classificação da prática goética como de mão direita. O que define a classificação de um ritual ou sistema como de mão direita ou esquerda?

    @XLR – Saudações, Diego.
    Eu falo da diferença doutrinária dos caminhos na primeira parte d’O Caminho Sinistro. Mas é simples: Goetia nada mais é do que uma “especialização” de Teurgia, e desde os oráculos caldeus, passando pelos discípulos de Agrippa e chegando nas versões do Ars Goetia de Crowley e o Book of Abramelin do Mathers, os grandes interessados nesse conhecimento são os adeptos da mão direita. E não poderia ser diferente. Um fato que se ignora com frequência é que além da evocação demoníaca a goetia lida com invocação angélica. Ambas as práticas usando enfaticamente o nome de YHVH para comandar os poderes. O caminho sinistro é sobre evolução pessoal meritocrata, simplesmente não há contexto para a prática teúrgica. Há sim versões de Goetia luciferiana, em que o encantador deve, ele próprio, possuir iluminação suficiente pra subjugar o ente evocado sem auxílio de nomes divinos, mas como eu digo na primeira parte, o caminho sinistro é relativamente novo, e eu mesmo não conheço um episódio sequer que tal feito tenha sido realizado com sucesso e documentado.

  4. Giordano Bruno

    Muito interessante o texto, parabéns!

    Certas pessoas que se sentem frustradas e reprimidas pelas tradições culturais/espirituais mais ortodoxas podem buscar o caminho sinistro como uma forma de libertação. Entretanto, acredito que o conhecimento de si mesmo é o aprendizado preparatório fundamental para qualquer via, pois a sombra sempre acompanha o seu dono aonde quer que ele vá. Aqueles que ignoram isso, repetem e potencializam o mesmo erro de antes, pois trocam de caminho como se a simples troca fosse ser a solução para alguma coisa.

    “Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo.”

    @XLR – Saudações.
    Fico muito satisfeito com comentários como esse; nele reside a indicação de que meu intuito maior está se concretizando e inicia-se uma divisão de águas mais clara entre ocultismo sinistro e “satanismo oportunista”.
    Obrigado pelo comentário.

  5. Romano

    Ótimo texto! Gostei muito dos exercícios propostos nas análises das considerações finais. Fiquei um pouco de dúvida sobre como mensurar e colocar em prática o aprendido nesses exercícios, mas espero com o tempo ir compreendendo melhor.
    Abçs.

    @XLR – Saudações, Romano.
    Os exercícios propostos visam auto-conhecimento e conhecimento acerca do caminho, então a extensão e a forma como os resultados podem ser usados na prática dependem intimamente do que você extraiu da experiência. A compreensão que gera evolução são diferentes para cada um, mas a partir do momento que existem, avança-se um passo mais.
    Obrigado por ler e comentar.

  6. Felipe

    Olá, tenho percebido que ramificações do lhp como satanismo e de certa forma o luciferianismo por exemplo, tem sido classificados pelo autor, como uma degradação do ocultismo, ou como já dito, ”fossa”, mesmo que indiretamente. Não irei concordar, nem discordar, pois não tenho conhecimento suficiente sobre o Caminho da Mão Esquerda para isso. Mas gostaria de saber, se possível, quais as vertentes ocultistas, religiões e ordens de lhp, que o autor considera que possuam seriedade em suas praticas, em relação a esta via ?
    Att.

    @XLR – Saudações, Felipe.
    Perceba que em momento algum eu rotulo as ramificações; eu digo que os praticantes, sem o foco e a disciplina mental necessárias, é que distorcem e muitas vezes “inventam” metodologias e doutrinas que, na melhor das hipóteses, não funcionam. Essa camada pusilânime mas numerosa é o que eu chamo de fossa. Quando o Marcelo me chamou para escrever para o Teoria da Conspiração uma das minhas propostas foi justamente o desapego em relação a ordens, dogmas, doutrinas, enfim… nomenclaturas que, no fundo, são um meio e não um fim na jornada de evolução pessoal. É aquela parábola de ensinar a pescar ao invés de dar o peixe. A minha opinião não deve ser mais importante do que a sua, e minha proposta aqui é justamente ajudar a fundamentar e embasar a sua para que faça escolhas seguras. Se você for sério e fizer sua Vontade prevalecer, o caminho sinistro independe dessas nomenclaturas e hierarquias ortodoxas.

  7. Pedro

    Muito interessante. Estou gostando bastante destes artigos sobre o Caminho Sinistro.

    Sou psicólogo, e trabalho com dependentes químicos, e algo que me abriu um sorriso foi que, de forma instintiva, trabalho com exercícios que promovem a reflexão sobre as Motivações Intrínsecas… não tem nem uma semana, estava fazendo uma sessão de grupo com eles, onde os movia a pensar qual a função de ter uma casa… qual a diferença entre ter carro X e carro Y… qual a função de se buscar a droga X ou Y… pra que eles pudessem compreender os sentimentos, emoções e ideais que estão por detrás dessas coisas, e podem ser percebidas quando as desfragmentamos (aquilo que você chamou de “pequenas molas invisíveis que movimentam as pessoas”)

    Gostei muito!

    @XLR – Saudações, Pedro.
    Eu é que gostei muito de ter um pouco da sua experiência compartilhada aqui, e por isso agradeço enfaticamente.
    Pode apostar que o sorriso gerado pela sincronicidade foi recíproco.
    Sinta-se à vontade para voltar, ler, reler, compartilhar suas experiências e comentar sempre que quiser.

  8. Cleilton

    Achei bastante esclarecedor. Quando virá o próximo texto?

    @XLR – Saudações, Cleilton.
    Não deve demorar, prometo. Obrigado pelo interesse.

  9. Aurea Tostes Coimbra

    Lúcifer é o verdadeiro caminho em direção à LUZ

    @XLR – Acho que você está um pouco confusa, Aurea. É normal que tenhamos fases assim em nossa vida e talvez até seja uma das inefáveis Noites Escuras da Alma (sobre as quais o Jeff Alves discorre muito bem a respeito aqui).
    Quando você posta aqui no blog ele registra seu endereço de IP e o e-mail que você mesma insere, e através destes dados é possível saber um pouco mais sobre você. Uma importante ferramenta de segurança, mas que neste caso vai me ajudar a mostrar o quanto convicções e motivação são importantes. Independente do que você escreve aqui nos comentários, você se diz publicamente cristã e exibe um certo grau de adoração.
    Não existe um caminho único pra “LUZ”, Aurea. Nenhuma religião precisa estar errada, percebe? Para fazer qualquer afirmação, você (ou qualquer outra pessoa) precisa estar íntegra, consciente das escolhas e seus significados. Reavalie-se. Procure ajuda se for o caso. Se já estás perdida, pouco importa o caminho que sigas, dizia um certo gato.

    1. Fenix777

      Se me permite…

      O gato da Alice dizia: “se vc não saber para onde quer ir, qualquer caminho é válido”.

  10. Lucas

    Irmão, gostaria de saber sobre o Dragão Vermelho.
    Lamento não conseguir expressar de maneira consistente, mas houveram algumas sincronicidades a respeito, e eu gostaria de me esclarecer e me localizar melhor perante os fatos.
    Agradecido.

  11. Cleiton

    Olá, belo texto e espero pela continuação. Tenho uma pequena dúvida(que acho não ter muito haver com seu texto), a via noturna ou draconiana da qual Adriano C. Monteiro fala se encaixaria no caminho sinistro, e draconismo e luciferianismo são a mesma coisa?

    Continue com o bom trabalho!
    Abraço!

  12. Michel Santos

    Saudações, XLR! Primeiramente, gostaria de lhe dar os meus mais sinceros parabéns não apenas pela qualidade de seus textos, mas também pela iniciativa de escrevê-los a fim de desmistificar o Caminho Sinistro. Você já leu o livro “Lords of the Left-Hand Path – A History of Spiritual Dissent”, escrito por Stephen Flowers? Caso já o tenha lido, ele tem conteúdo sério?
    Eu tenho uma atração pelo Caminho Sinistro que nem sei explicar. Simplesmente, me vejo atraído por ele. E lendo seus textos, isso foi reafirmado. Aylton do Amaral, pesquisador e maçom, sempre ressalta que como no Caminho Sinistro lida-se com energias muito densas e entidades primitivas, deve-se estar muito bem versado na Mão Direita primeiro. Assim, entrei na Eubiose e pretendo entrar na Amorc também. Então, tenho algumas perguntas:

    1º Estando devidamente preparado (não importa quantos anos levem para isso) que ordens sérias do Caminho Sinistro você recomenda?

    2º Quais livros sérios (independente da língua) sobre o Caminho Sinistro que você recomenda?

    Mais uma vez, agradeço sinceramente pela iniciativa de discutir LHP de modo sério. Espero poder ler mais de seus textos em breve.

    Abraços sinceros!

  13. Rev.Breno

    E o novo texto cade hein?

  14. Felipe Soares

    Aguardando mais textos do autor, enfim estou encontrando a resposta ou criando uma visão pessoal do lhp e do conceito bem x mal. Antes tinha muito medo de fazer o mal, hoje entendo o que esta por trás disso e a importância da vontade empregada na ação.
    Enfim mesmo depois de muito tempo ainda aguardo mais textos do autor
    Grato!

  15. Nayana

    Parabéns pelo blog. Estou muito grata por ter encontrado seus artigos. Esta me ajuda ndo muito em minha caminhada. Já pertenci a algumas religiões e cultos, mas ainda tenho curiosidade por conhecer outros caminhos. Estou estudando sobre o Luciferianíssimo. E seus artigos estão me ajudando muito. A maioria das pessoas que escrevem sobre o luciferianíssimo o fazem de maneira tendenciosa, assim como os que escrevem sobre outras práticas religiosas. Mas ps seus artigos são perfeitos, didáticos,bem escritos e neutros de opinião pessoal. Parabéns.

  16. Melque

    Cara, você escreve muito bem. Recomendo que escreva um livro, se é que já não o fez. Sobre o caminho sinistro, bem, não sigo ele. Eu preciso de referências morais e se não tiver tais referências a chance de eu me tornar um criminoso ou psicopata seria bem alta. Por isso, pra mim é um pouco difícil de imaginar o trilhar do caminho sinistro. Pelo que entendi com o seu texto o caminho destro seria o caminho que busca a moralidade e o caminho sinistro o que busca a amoralidade ( seria uma espécie de sofista, seria aplicar o princípio da relatividade aos valores pessoais). Boa sorte no seu caminho, espero que ele também te leve à Verdade e ao Bem e que no fim da jornada pessoas do caminho sinistro tanto quanto esquerdo vejam que só usaram estradas diferentes para o mesmo lugar, a iluminação. Fica com Deus, quer dizer, vocês são ateus, né? Então, fica com a Verdade. No fim das contas é ela que todos nós buscamos. Abraço.

  17. lissss

    gente onde eu acho mais disso

    nossa que negócio forte quero ler mais infos infos infos

  18. Leonardo

    A série deste cara não vai continuar? Achei genial

Deixe uma resposta