Estudos sobre Astrologia


Ainda hoje, quando falamos em astrólogos, muita gente pensa em homens sinistros de chapéus pontudos, a contemplar o céu de suas altas torres e a interpretá-lo segundo seus delírios. E, no entanto, eles já estão penetrando nos gabinetes e laboratórios da ciência, misturando-se entre químicos, biólogos, meteorologistas, médicos e financistas. . .
No século passado, Carl Gustav Jung anunciou a volta da astrologia às cátedras universitárias. Na época, isso era verdade apenas em algumas raras escolas de psicologia na Suíça, onde pioneiros corajosos, como o próprio Jung, incentivavam ou promoviam cursos semi-oficiais de astrologia, à noite, para os futuros clínicos, sob os olhos complacentes dos velhos reitores.
Hoje, a Universidade de Stanford, a Escola Técnica Superior de Zurique e mais sete universidades em todo o mundo promovem estudos regulares sobre a astrologia. Na Universidade de Paris (e a França é o pais mais conservador face a astrologia), o professor Robert Jaulin, no curso de etnologia, concede “créditos” suplementares aos alunos que frequentam aulas de astrologia, e outro etnólogo, Jacques Halbronn, fundos o Movimento Astrológico Universitario, que reúne centenas de estudantes e professores da mesma universidade, e promoveu o último Congresso de Astrologia, em Paris. Desse congresso participaram figuras do porte de um Eric Weil, professor de filosofia em Louvain e pensador de renome universal.

Em 1666, expulsa das cátedras universitárias
Para começo de conversa, quem expulsou a astrologia das cátedras universitárias não foi o avanço da ciência, como normalmente se supõe, mas uma interpretação apressada das descobertas de Copérnico. A expulsão foi decretada em 1666, por Colbert, ministro de Luís XIV, com a alegação de que a astrologia não tinha fundamento cientifico.
Na realidade, a ciência da época não tinha condições mínimas para averiguar isso realmente, e a primeira pesquisa estatística sobre o assunto foi feita só trezentos anos depois. O que Colbert supôs foi que, como os horóscopos eram desenhados geocenteicamente – isto é, com a Terra no meio, e o Sol, a Lua, os signos e os Planetas em torno – não podiam funcionar, já que Copérnico havia demonstrado que o que estava no centro era o Sol e não a Terra.
Colbert simplesmente não percebeu que o horóscopo não era propriamente geocêntrico mas antropocéntrico, isto é, que representava o universo centralizado não na Terra enquanto realidade física, mas no Homem, no indivíduo. O horóscopo não era um mapa físico do universo (embora fosse também isto), mas um mapa do seu significado, um mapa do sentido do universo, tal como este se apresentava para determinado indivíduo na hora e no local em que este nascia. Para esses fins, o centro do universo, o centro da experiência individual, continuava a ser obviamente a Terra (excetuando-se a hipótese de o consulente ter nascido em Marte ou na Estrela Vega), e o próprio Kepler, que calculou as órbitas heliocêntricas dos planetas, continuou a desenhar horóscopos geocentricamente até o fim dos seus dias.
Enquanto o mapa astronômico era inteiramente objetivo e material, o mapa astrológico era ao mesmo tempo objetivo e subjetivo, tal como as mandalas tibetanas, que representam ao mesmo tempo o círculo do universo exterior e o interior do homem. Esta sutileza escapou a Colbert. As universidades alemãs e suíças, mais sensatas, preferiram deixar abertas suas cátedras de astrologia, embora sem ocupantes, e foi esta brecha que permitiu a Jung anunciar uma volta triunfal.
Em 1945, reabilitada pelas provas estatísticas
Essa volta não seria nada triunfal, entretanto, se não se houvesse descoberto, pouco depois, provas eloqúentes de que a relação astroHomem não é uma pura fantasia.
Essa descoberta veio quando, em 1950, o pesquisador francês Michel Gauquelin resolveu tirar a limpo, pela estatística (sua especialidade acadêmica), a questão das “influências astrais”. Desde o começo do século, o grande astrólogo Paul Choisnard pedia aos estatísticos que fizessem isso. Mas era muito difícil, porque um único mapa astrológico (feito para a hora, data e local de nascimento de um indivlduo) tem mais de mil fatores a serem levados em ponta.
Por volta de 1945, outro astrólogo, Léon Lasson, conseguiu finalmente formular um bom método de aplicar a estatística à astrologia. Gauquelin aperfeiçoou esse método e o empregou numa pesquisa que abrangeu cinco mil mapas astrológicos.
A pesquisa submeteu à prova uma única doutrina astrológica, porém antiga e fundamental: a de que não só determinados planetas estão associados a determinadas profissões (Júpiter à política e ao teatro, Saturno à ciência, Marte aos esportes e artes militares, Lua à literatura), como também tais planetas exercerão uma influência mais intensa, se no instante do nascimento do indivíduo estiverem colocados em determinados pontos privilegiados do céu. Esses pontos são, segundo a doutrina, o ascendente, que é a parte mais oriental da linha do horizonte, e o meio-do-céu, que é o ponto mais alto do Zodíaco (faixa dos signos) em relação a determinado lugar da Terra.
Se a teoria estivesse certa, pensou Gauquelin, determinados planetas estariam com maior frequência no ascendente e no meio-do-céu no nascimento das pessoas cujas profissões estivessem relacionadas com esses planetas, do que no nascimento das outras pessoas. Saturno estaria com mais freqüência no ascendente e meio-do-céu dos cientistas, Marte no dos militares, Júpiter no dos políticos e atores, etc. Inversamente, seria raro um Saturno no ascendente ou meio-do-céu dos esportistas ou atores, e assim por diante. Mais ainda: seria preciso que essa freqüência ultrapassasse a média do acaso (no jargão dos estatísticos: feeqüência teórica) de maneira significativa, para se poder acreditar que o fenômeno fosse algo mais do que mera coincidência.
Do ponto de vista cientifico, a hipótese a ser testada era um absurdo completo, mas as estatisticas foram mais favoráveis ao absurdo do que ao ponto de vista científico. Com uma freqüência que só seria possível atribuir ao acaso com uma possibilidade de 1 contra 10 milhões (isso mesmo), os planetas estavam lá onde os astrólogos diziam que estariam: Júpiter no ascendente e meio-do-céu dos atores e políticos, Saturno no dos cientistas, Marte no dos esportistas e militares, Lua no dos escritores. Inversamente, a Lua não estava no ascendente nem no meio-do-céu de quem não era escritor, Marte no de quem não era militar, etc.
Embora tudo isso parecesse uma trama diabólica dos astros para confundir o bom senso dos pobres cientistas, Gauquelin, com exemplar honestidade intelectual, publicou os resultados da pesquisa, que se tornaram imediatamente motivo de escândalo e protestos gerais. O diretor do Instituto Nacional de Estatística da França, Jean Porte, convidado pelos adversários de Gauquelin a desmascarar a farsa toda, refez os cálculos e informou depois de algum tempo: lamentavelmente, os cálculos estavam certos. Ainda assim, Gauquelin refez a pesquisa, desta vez reunindo nada menos que 25.000 mapas, na França, na Bélgica, na Holanda, na Itália e na Alemanha, e chegou novamente aos mesmos resultados. Novamente Jean Porte refez as contas, e novamente elas estavam impecáveis.
Recentemente, nos Estados Unidos, a revista The Humanist publicou um abaixo-assinado de 186 cientistas contra a astrologia. Em resposta, vieram centenas de cartas a favor, e The Humanist resolveu arbitrar a questão promovendo uma pesquisa igual à de Gauquelin, com amostragem menor mas controle estatístico maior. Os resultados, pela terceira vez, foram os mesmos. (No Brasil, durante um debate na TV, o abaixo-assinado de The Humanist foi exibido como o sumo argumento antiastrológico por um psiquiatra, que obviamente não contou a continuação da história . . .)
Agora, resta saber qual e natureza do fenómeno
Todos os debates que houveram serviram para mostrar que a astrologia é um assunto infinitamente mais completo do que seus opositores jamais imaginaram.
Exemplo. Quando não pôde mais negar os resultados da pesquisa, o mais feroz adversário francês da astrologia, o astrônomo Paul Couderc, então chefe do Observatório de Paris, julgou ter descoberto um argumento fulminante ao declarar que uma correlação era uma coisa, e um mecanismo de causa e efeito, outra; que a pesquisa Gauquelin havia estabelecido uma correlação entre os astros e o Homem, mas não havia de modo algum provado que os astros causam as ações humanas, “como pretendem os astrólogos”.
Os astrólogos limitaram-se a exibir os textos clássicos da sua arte, desde a Tábua de Esmeralda de Hermes Trimegisto (milênios anterior a Cristo) e as Enéadas de Plotino (século 39) até os tratados de Paracelso (século 15), Kepler (século 16) e Robert Fludd (século 17), em que por toda parte se explica a relação entre os astros e os homens como um processo de semelhança, de analogia, de simpatia, de correlação, de sincronismo, e nunca de causa e efeito.
E completaram: nenhum astrólogo jamais disse que os astros causam as ações humanas, pela simples razão de que o principio de causa e efeito, tão importante para o cientista materialista, é, para os astrólogos, um principio menor e secundário. O princípio maior é a lei de analogia, mediante a qual o grande e o pequeno, o macrocosmo e o microcosmo, a matéria e a consciência, têm uma estrutura e uma dinâmica semelhante, já que são apenas faces diversas do mesmo fenômeno.
O pobre Couderc jamais imaginou que estivesse mexendo num vespeiro tão grande. Desde essa época, praticamente cessou a polêmica rasteira tipo pró-e-contra a astrologia, e desencadeou-se um debate teórico de alto nível sobre a natureza do fenômeno revelado pela pesquisa Gauquelin. Se não se tratava de uma relação de causa e efeito, que relação era então? Um sincronismo, como pretendia Jung? Ou, como afirmava o próprio Gauquelin, tenaz estudioso dos biorritmos, existe em cada ser vivo um “relógio cósmico” que o torna receptivo a todos os ritmos do universo ao seu redor? Qual era precisamente o sentido com que os antigos falavam em “analogia”? Não seria a analogia um instrumento mental utilizável pela ciência, para a análise de fenômenos demasiado grandes e complexos, como a dinâmica da vida social e política, os grandes sistemas ecológicos, a economia das grandes nações? Não teriam os antigos astrólogos tido, milênios atrás, a intuição de um método cientifico para a abordagem de grandes problemas? Não teriam feito, como disse Lucien Malavard, “ciências humanas avant Ia lettre”? Esse é hoje o grande debate astrológico, que envolve algumas das questões mais contundentes e vivas da cultura contemporânea e ocupa alguns dos melhores cérebros da atualidade.
Os astros na religião, na biologia, nas finanças . . .
Paralelamente, prosseguiram as pesquisas. No campo da história, foi possível obter uma vasta coleção de evidências em favor da tese da astróloga Marcelle Senard (e de todos os astrólogos tradicionalistas), segundo a qual o Zodíaco é uma espécie de chave universal de todas as religiões.
Aplicando um método estrutural a praticamente todas as religiões e mitologias do mundo, o historiador Jean-Charles Pichou descobriu que existem apenas doze mitos básicos em todos os povos e lugares, e que esses mitos se sucedem segundo uma ordem mais ou menos regular.
Essas estruturas básicas são nada menos que os doze signos do Zodíaco. O trabalho de Pichou é demasiado revolucionário e demasiado volumoso para poder ser endossado ou contestado em bloco, mas certamente permanecerá como um clássico na historiografia das religiões.
Os biólogos também descobriram algumas coisas agradáveis aos astrólogos. Primeiro, simples correlações entre ciclos planetários e o metabolismo de animais e plantas estabelecidas por Frank A. Brown, da Northwestern University, EUA (o que não tem valor astrológico direto, mas constitui indicio favorável ao tipo de interdependência postulado pelos astrólogos, e que até 40 anos atrás era considerado mera ficção). Depois, um vendaval de confirmações da antiga correlação – esta, puramente astrológica – entre a lua e a fertilidade. Um pesquisador tcheco, Eugen Jorias, médico e astrólogo, chegou a estabelecer um processo astrológico de previsão de períodos de fertilidade das mulheres pela posição da Lua no instante do seu nascimento. Uma pesquisa feita pelo governo tcheco encontrou 94 por cento de acerto no método Jonas.
Em seguida, o neurologista Leonard Ravitz, da Duke University, descobriu que mudanças marcantes de potencial elétrico emitido pelo corpo humano ocorriam segundo as fases da Lua e, mais ainda (coerente com a doutrina astrológica de que a Lua está relacionada com as doenças mentais, donde a palavra lunático), que nos pacientes psicóticos tais mudanças eram nitidamente mais agudas do que nas pessoas mentalmente sadias.
Mais recentemente o economista norte-americano L. Peter Cogan procurou averiguar em que medida os ciclos de pessimismo e otimismo dos investidores, com reflexos nítidos na bolsa de valores, coincidiam com posições planetárias. Abarcando o período de 1873 a 1966, seu estudo concluiu que tais ciclos respondiam simetricamente às posições do Sol com relação a Saturno e Urano (planetas que, segundo a astrologia, regem o capitalismo). Os ciclos de pessimismo correspondiam às relações de 180 e 90 graus (ângulos “maléficos”, segundo a tradição astrológica).
“Bem-aventurado aquele que pode ler no céu estrelado”
Ao lado disso, o médico holandês Nicholas Kollerstrom, pesquisador do Medical Research Hospital de Londres, refazendo uma experiência do filósofo Rudolf Steiner, demonstrou que certas reações químicas com tons metálicos têm seu resultado alterado quando realizadas sob determinadas conjunções planetárias. Kollerstrom observa que os planetas que tiveram o poder de alterar essas reações foram precisamente aqueles que, segundo a tradição astrológica, estão relacionados com os metais que, em solução, ele usou na experiência. Saturno, cujo metal tradicional é o chumbo, alterava as reações com sulfato de chumbo, e ficava indiferente às demais; a Lua, cujo metal é a prata, só mexia com o nitrato de prata; Vênus só alterava o sulfato de cobre, já que seu metal é o cobre; e Marte, que rege o ferro, alterava as reações de sulfato de ferro.
Paralelamente, médicos e biólogos de todo o mundo vêm estudando, até sob o patrocínio da Unesco, as relações entre os ciclos planetários e os ritmos biológicos e emocionais humanos, sob o nome de biometeorologia ou de biopsicometeorologia.
Diante da convergência de tantos caminhos em direção a um fenômeno que há algumas décadas era negado em bloco, os entusiastas da conexão entre homens e astros exultam de alegrias e esperanças. Mas o que importa não é isso, e sim estudar esse fenômeno, aprender a contempla-lo e a compreendê-lo. Épocas inteiras o ignoraram. Kant e sua época viam acima de si o céu estrelado e dentro de si a lei moral. Viam um universo dividido, onde a necessidade interior do homem, a lei moral, não tinha nenhuma relação com a realidade objetiva. Até muito recentemente foi assim.
Assim no inicio do século XX, entre os horrores da Grande Guerra, o pensador materialista Georg Lukacs dizia: “Bem-aventuradas as épocas que podem ter no céu estrelado o mapa dos caminhos que lhe estão abertos! Bem-aventuradas as épocas cujos caminhos são iluminados pela luz das estrelas! Para elas, tudo é novo, e entretanto familiar! Tudo é aventura, e tudo lhe pertence, pois o fogo que arde em suas almas é da mesma natureza das estrelas”. Ao redescobrir a pista das relações entre o cosmo e o Homem, nossa época recomeça a ver, depois de uma longa escuridão, a lei moral no céu estrelado e as estrelas no coração do Homem.
Texto de O. de Carvalho

Este post tem 26 comentários

  1. Diego

    Já tinha lido… excelente. A abordagem da Astrologia por parte do Olavo de Carvalho é muito responsável, ele já citou Gauqelin muitas vezes, por exemplo, em outros textos… só não partiu para a pesquisa experimental por falta de tempo. No entanto o cara é caluniado também pelos “céticos”. Tratam-no como um charlatão escritor de horóscopo da Capricho…
    @MDD – O problema dos pseudo-ceticos é que eles estudam tanto quanto os evangelicos toscos e tem o mesmo grau de conhecimento sobre as coisas antes de opinar.

    1. Andre

      O problema não é os psedos-ceticos e nem os evangelicos. O problema da astrologia é o mesmo do espiritismo, do ocultismo e etc… São as pessoas que fazem dessas artes formas de ganhar dinheiro e falam exatamente que o cliente que escutar e acaba muitas vezes caindo no ridiculo e sendo usados pelas pessoas que são contras.

    2. Inti Ali

      Mesmo não morrendo de amores por esta ‘figura”, sou obrigado a reconhecer desta vez que “Olavo tem razão”.

  2. João

    MDD , você não poderia também fazer um post sobre os estudos do IIPC ou outros institutos sobre projeção astral (confirmações de projeção ) ?

  3. Alfredo Carvalho

    Boa tarde, Marcelo!
    Achei esse texto muito interessante, mas acho importante apresentar também as informações referentes à sua publicação original. Por exemplo: quando Olavo de Carvalho publicou esse texto? Foi em alguma revista ou livro? Se sim, qual?

  4. Nilson

    Tenho ascendente quase cravado em Saturno e meio do ceu quase cravado em Jupiter. Sou engenheiro, ate ai tudo bem, mas politico? Fudeu!!! Kkkkkkkkkkkkkk.

    1. Ian

      Um engenheiro é um cientista. Porém, se tu tiveste te decidido por ser um ator ou um advogado, tu também terias chances de te dares bem, prosperares. Acho que tem um erro comum por aí, em se achar que a Astrologia serve para “prever” o que alguém será; ela na verdade nos mostra nossos potenciais inatos.
      Outra coisa que deve ser vista, no teu caso em específico, Nilson, é o quanto Júpiter e Saturno estão harmônicos/aflitos no teu mapa. Se Júpiter estiver muito aflito, ele pode estar restrito e as capacidades e aptidões deles ficam restritas também.
      Grande abraço!

      1. Nilson

        Ator e advogado seria dificil…
        Tenho muitas coisas em terra e Saturno em leão, sempre fui muito timido, nao conseguia falar em publico hehehe. So apos os 29~30 anos com a entrada do ascendente em leão é que eu comecei a perder a timidez. E aconteceu bem antes de eu sequer acreditar em astrologia.
        Meu Jupiter apesar de estar proximo ao MC, é em touro.
        Jupiter e Saturno, sao retrogrados e estao em quadratura entre si, causando conflito.
        Jupiter esta em oposiçao a Urano.
        Abraço!

        1. Ian

          É! Pelo que vejo teu Júpiter está bem restrito, hehe (ainda mais porque ele faz aspectos desarmônicos com dois planetas difíceis e pesados, como Urano e Saturno). Então, teu impulso de expansão (Júpiter) encontra bastante dificuldade para se expressar.
          Abraços!
          Pax et lux.

  5. Ernani

    Vai haver uma conjunção de Sol, Lua e ascendente em 19/07, em Câncer-Leão.
    Aconselha consagração de amuletos de criatividade?

  6. Emidio Pilato

    Quem vê esse senhorzinho falando mal de comunista e exaltando a igreja no Youtube nem imagina o grande estudioso da astrologia que ele é. Olavo de Carvalho é o cara!

  7. Vitor Angelo

    A grande verdade é que o materialismo e o pseudo ceticismo são as maiores ilogicidades humanas e que transformaram o mundo no lixo que ele é hoje, lamentável mesmo como a maioria das pessoas acham que são apenas um agregado de átomos que casualmente consegue desenvolver consciência, algo que eles não entendem e que no entanto é o pilar base do universo, Olavo de Carvalho é meu ídolo por ser um cruzado contra o secularismo do mundo moderno, que só imbecilizou e embruteceu ainda mais as pessoas.

  8. V.M.

    Olavo de Carvalho, que figura… Hoje em dia é um velhote extremamente reacionário, católico e de direita que dissemina o ódio contra tudo que vai contra o seu conservadorismo, seja religioso ou econômico; em pensar que alguém como ele escrevia pérolas como essa, falando de Tábua Esmeralda, micro e macrocosmos e astrologia pura!
    Que involução…
    @MDD – É muito triste mesmo… ele tem textos ótimos sobre o Obituario, Verdadeira Vontade e Astrologia, mas na maioria do tempo escorrega no quiabo e dá várias mancadas filosoficas… Eu sou da opiniao que, se o texto é util, deve ser estudado, mesmo se o autor é algo completamente contrario as nossas ideologias.

    1. V.M.

      Verdade, grande DD, verdade… Concordo contigo. E os textos do Olavo são realmente excelentes.
      Abraço!

  9. Franco-Atirador

    As 12 energias cósmicas que a Astrologia trabalha seriam as responsáveis nas formas e comportamentos dos seres vivos – Evolução das espécies -, visto que são guiados pela Natureza/Deus em seu caminho já que não têm qualquer intenção/livre arbítrio (ex. um leão é uma consciência que foi muito influenciada pela energia de gevurah, formando assim seu corpo/atitudes (claro, entendendo todo o histórico evolutivo da espécie; uma baleia mais influenciada por chesed e netzach, etc.)?
    Ou seja, o que é o ACASO da teoria evolutiva? Gaia realmente tem uma consciência e de alguma forma guia as suas energias para criar seres específicos em um ecossistema pra manter o equilíbrio? Gaia recebe ordens do sistema solar, e este da galáxia e esta de grupos de galáxias e estas de sabe-se lá o que, como num gigantesco organismo como afirma a ideia fractal?
    No livro dos espíritos estes disseram que até um mísero porífero ( uns dos animais que forma um coral) faria jus de estar ali, balanceando o equilíbrio.
    Se a parte das energias dos signos estiver certa, etão podemos ver na natureza realmente uma linda obra de arte – no sentido de arte como representaçao de outra realidade, de um conceito maior.
    Por favor, Marcelo, jogue uma luz nisso. Como biólogo sou muito interessado nisso.
    Obrigado!

  10. Allayana Sampaio

    Amigo DD,
    lendo esse texto lembro-me de uma conversa que tive com minha mãe, quando uma prima minha estava prestes a dar à luz. Ela dizia que o parto aconteceria tal dia por causa da lua, e mais, disse também que quando a lua se encontrava em tal fase, as mulheres ficavam mais susceptíveis ao parto, enfim, era mais comum as maternidades ficarem cheias. Não compreendia aquilo, mas vejo que através do senso comum as pessoas entendem que a lua, por exemplo, age de certa forma na natureza. As pessoas podem não compreender tudo isso que acabei de ler acima, podem não acreditar no que é falado, mas pelo senso comum entendem, sem sequer saber o porquê.
    Obrigada por me fazer compreender!

  11. Júlia

    MDD, encontrei seu site por acaso quando estava fazendo umas pesquisas sobre astrologia, mas achei tão interessante que não passo mais um dia sem olhar! Tem de tudo um pouco, eu gostei muito. Parabéns! 🙂

  12. julia

    Hoje entrei em contato com seu blog. O seu modo e escrever é interessante, explica as coisas de forma bem didática mas não completa, aliás, como todos que tenho lido – as ciências herméticas continuam sendo herméticas.
    Duas observações:
    01. Chamar pessoas adultas de crianças é infantil
    02. Livre arbítrio – é um tema a ser discutido. Para se fazer uma escolha temos que estar acordados e conscientes e a grande maioria, eu inclusive, esta em estado sonambúlico – aquele em que fazemos as coisas de forma automática. A eterna dicotomia corpo/mente.
    @MDD – 01 – Voce é nova aqui…

    1. Ian Gil

      Apesar do tom meio alto, ela falou algo interessante.

  13. Pedro

    Marcelo, boa tarde.
    Gostaria de estudar essa ciência mais profundamente, iniciando com meu mapa astral. Poderia me indicar alguma fonte fidedigna a qual consiga meu mapa astral completo?
    Obs: enviei um email para você sobre o Projeto Mayhem, mas ainda não tive resposta.
    Obrigado.
    Abraço

  14. Moira

    MDD, tenho a impressão de que o autor da uma escorregada, o trecho citado de Lukacs não é da “teoria do romance”, ainda idealista e influenciado pelas idéias de Max Weber? Creio que ele se tornou marxista posteriormente… Embora (aqui um parêntese) tenha a impressão que o idealismo tal como desenvolvido a partir do romantismo, e do seu citado teórico Kant, a partir de Platão mas não verdadeiramente platônico já que parte do pressuposto de uma fissura irremediável da totalidade, e que o materialismo busca negar (Marx que disse a teoria de Hegel certa desde que de ponta cabeça), é em verdade o avesso deste mesmo idealismo, faces da mesma moeda, indefinidamente em conflito e necessitando um do outro para subsistir. Seriam então de fato, realmente, ambos materialistas, e o desenvolvimento do raciocínio de um no outro lógico, já que ambos partem de um mesmo pressuposto de fissura basilar? (Enquanto a astrologia parte de um pressuposto de integração?). Em verdade é mais uma dúvida… caso possa saná-la (ainda sou BEM iniciante, e estudante de letras, o que vinha sendo meu tormento, já que as únicas duas possibilidades que afirmam possíveis na academia são o idealismo ou o materialismo)

  15. Renato

    Eu só queria entender o que aconteceu com o Olavo de Carvalho. Ele já escreveu coisas muito boas sobre astrologia, política, economia e filosofia. Mas este mesmo sujeito defende a teoria do geocentrismo e de que Obama é um Illuminati comunista maquiavélico que controla o mundo. Eu me assombro com esse paradoxo humano! Como alguém com ideias tão inteligentes em algumas áreas consegue ser tão insano em outras áreas. Deldebbio, peço encarecidamente que você faça o favor de não enlouquecer. Se cuida , viu? Seria outra grande perda para o Brasil. Abraço.

  16. Hiago oliveira

    Até gostaria de estar compartilhando este rico conteúdo, porém creio não ter a audiência certa para ele em meu Facebook.
    Gostando muito do site e de seu conteúdo!

  17. Gabriel

    Boa tarde, Del Debbio
    Estou começando aos poucos os estudos sobre ocultismo e hermetismo e cheguei ao seu site pela indicação de um amigo, e tenho apreciado muito o conteúdo. Entretanto, uma dúvida.
    Segundo algumas pesquisas que fiz, o “Efeito Marte”, como ficou conhecido fenômeno associado às pesquisas de Gauquelin, foi refutado por estudos franceses anos atrás e que a relação não conseguiu ser demonstrada nas pesquisas com mapas posteriores a 1950. Sabe me esclarecer algo a respeito disso?
    Desde já, muito obrigado, e parabéns pelo conteúdo!

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