Feliz Ano Novo Rosacruz!


Os fenômenos dos ciclos, o aparente começo e fim dos acontecimentos na Natureza, são, possivelmente, os mais primitivos exemplos da lei natural que foram percebidos pelo ser humano. O movimento diurno da Terra, a chegada da alvorada, do crepúsculo, da elevação e baixa das marés, da sucessão das estações, tudo isto impressionou o ser humano.
Manifestou-se então a compreensão da inevitabilidade da mudança. O ser humano seria uma exceção a essa mutação? Seria a morte o fim? Haveria uma transição por meio da qual o homem, ou o que se supunha ser o seu espírito tangível, voltaria a viver? Dessas especulações, surgiram os mitos e lendas que se tornaram a base dos drama-rituais das antigas Escolas de Mistério do Egito.
(mais…)

Continuar lendo Feliz Ano Novo Rosacruz!

O Caminho do Meio

Há muitos anos havia no oriente um velho mestre que morava em um local de difícil acesso. Ele vivia em uma caverna que ficava atrás de um imenso lago de água extremamente salgada e de tonalidade bastante escura. A única forma de chegar até ele era atravessando o lago, pois atrás da caverna havia um profundo abismo.

Como a fama de sua sabedoria já havia corrido o mundo, inúmeros candidatos vinham até o velho mestre, pedindo que ele os aceitasse como discípulos. Embora o velho estivesse disposto a ensinar, sentia que para alcançar a sabedoria, seria necessário que o candidato provasse sua dignidade. A prova por ele estabelecida era a seguinte: o candidato deveria atravessar o lago, sem utilizar nenhum tipo de embarcação, trazendo nas mãos uma flor de acácia. Se a flor lhe fosse entregue sem murchar, o candidato seria aceito.

Durante anos, muitos tentaram sem obter sucesso, porque devido à alta salinidade do lago, os candidatos sempre acabavam por deixar que a flor perecesse. A maioria deles tentava ir bem próximo às margens, pois acreditavam ser esse o melhor caminho. Entretanto, tal trajeto só fazia aumentar o percurso, que por si só já era bastante longo.

(mais…)

Continuar lendo O Caminho do Meio

As Forças Invisíveis – Parte 2

Série Plano Astral e Fenômenos Psíquicos: 1. O Plano Astral e o Hermetismo

A maioria dos estudantes de ocultismo tem uma única meta em mente: o manejo das forças ocultas, invisíveis. Além disso, querem chegar de forma rápida e sem perigos a aquisição de tais “poderes”. Uns querem praticar viagens astrais, outros impor a sua vontade aos outros e há ainda os que desejam soltar bolas de fogo, curar doenças até então incuráveis ou ressuscitar os mortos através de algumas palavras. Podemos ainda acrescentar ao nosso Ocultismo atual as brigas acadêmicas, as invejas individuais, os pequenos golpes baixos íntimos, as verdades absolutas e inúmeras outras paixões que agitam este meio.

As forças invisíveis existem? Será que realmente o homem pode manejar as forças ocultas da natureza ou de sua própria constituição? O manejo ocorre de forma igual para todos os homens? Basicamente, neste segunda parte da série sobre o Plano Astral, é o que iremos buscar refletir e discutir.

(mais…)

Continuar lendo As Forças Invisíveis – Parte 2

A Rosa de Paracelso

Por Jorge Luiz Borges,

Em sua oficina, que abarcava os dois cômodos do porão, Paracelso pediu a seu Deus, a seu indeterminado Deus, a qualquer Deus, que lhe enviasse um discípulo.

Entardecia. O escasso fogo da lareira arrojava sombras irregulares. Levantar-se para acender a lâmpada de ferro era demasiado trabalho. Paracelso, distraído pela fadiga, esqueceu-se de sua prece. A noite havia apagado os empoeirados alambiques e o atanor quando bateram à porta. O homem, sonolento, levantou-se, subiu a breve escada de caracol e abriu uma das portadas. Entrou um desconhecido. Também estava muito cansado. Paracelso lhe indicou um banco; o outro sentou-se e esperou. Durante um tempo não trocaram uma palavra.
(mais…)

Continuar lendo A Rosa de Paracelso

Os Níveis do Ser Humano

Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:

– Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.

– Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.

– Mas, Mestre, que níveis são esses?

(mais…)

Continuar lendo Os Níveis do Ser Humano

O Mito do Vampiro e a Rosacruz


Por Shirley Massapust
Na obra O Vampirismo, Robert Amberlain alega que os membros da Rosa-Cruz do Grande Rosário iniciaram-se na pneumatologia que “não é senão a ciência dos Espíritos, aquilo a que chamamos agora metafísica, ciência que engloba o conhecimento da Alma”.[1] Ele descreve a ação e conversão dos vampiros alegando que “é muito possível que seja a isto que o marquês de Chefdebien faz alusão na sua carta publicada na página 52 da obra de B. Fabre, Um Initié des Sociétés Secrètes Supérieures (Paris, 1913), quando ele evoca a existência dos ‘irmãos do Grande Rosário’, cujo berço era em Praga ainda nesta época, ou seja, nos finais do século XVIII”.[2]
(mais…)

Continuar lendo O Mito do Vampiro e a Rosacruz