Ordens de Arquitetura na Maçonaria

Muitos ritos fazem explícita referência às ordens arquitetônicas que compõem a arquitetura clássica, desenvolvidas pelos gregos e romanos.
São cinco ordens, sendo três de origem grega e duas de origem romana. As de origem grega possuem maior destaque no Rito Escocês, evidenciado pelas “colunetas” representativas de cada Ordem, estando essas relacionadas às três principais divisões do templo maçônico: Oriente, Coluna do Norte e Coluna do Sul. As Ordens gregas são as mais antigas e originais, sendo que as duas ordens romanas são apenas derivações das mesmas.

Como todo bom “construtor”, o maçom deve saber distingui-las, relacioná-las com o Templo e conhecer seus significados:

– A Ordem Jônica é conhecida como a Ordem de Atenas, e por isso é representativa da Sabedoria. Seu lugar é no Oriente, junto ao Venerável Mestre. A característica principal da coluna é vista no capitel, que possui duas volutas.

– A Ordem Dórica é a ordem arquitetônica mais rústica das três gregas. Prioriza-se a robustez em detrimento da beleza e é comumente vista nos templos dedicados a deuses masculinos. Por isso está relacionada com a Força, representada no templo pela Coluna do Norte, governada pelo Primeiro Vigilante. Suas colunas são sem base e com capitéis simples e lisos, sem ornamentos.

– A Ordem Coríntia é a mais bela de todas as ordens arquitetônicas, e procura reproduzir a delicadeza feminina virginal. Daí estar relacionada com a Coluna do Sul, que é a coluna da Beleza. Os capitéis têm formato de folhas de acanto.

Já a Ordem Toscana é derivada da Dórica, e a Ordem Compósita é derivada da Jônica e Coríntia. Ambas são romanas.

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Arte & Maçonaria

Esta pintura, chamada de “O cavaleiro da mão no peito”, mas também conhecida como “O juramento do cavaleiro”, é uma das mais famosas pinturas espanholas. Um dos destaques do Maneirismo, foi pintada pelo artista Domenikos Theotokopoulos, mais conhecido como “El Greco”, por volta do ano de 1584.
Visto por muitos como a melhor representação do espanhol da Idade do Ouro, esse quadro tem sido alvo da atenção dos historiadores da arte ao longo dos séculos. O interesse pela pintura não se deveu apenas pela sua relevância histórica, mas principalmente pelos mistérios que a circundam: a identidade do homem e o significado do seu gesto.

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As mulheres na Maçonaria

Como se sabe, a maçonaria tida como regular é restrita a homens, não aceitando, em hipótese alguma, mulheres em suas colunas. Mas desde o surgimento dos movimentos igualitários e do feminismo, muitos são os questionamentos e críticas sobre a Maçonaria por essa restrição, considerada por muitos como conservadora e machista.Não há aqui a intenção de imprimir opiniões favoráveis ou contrárias ao ingresso de mulheres na maçonaria. O objetivo é de compartilhar informações e colaborar com a reflexão sobre o tema.

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Um Altar para todos

Publicado originalmente em 19/07/2011

No mês passado estive em Washington DC e aproveitei para visitar o Supremo Conselho do Rito Escocês da Jurisdição Sul dos EUA, ou melhor, conforme seu nome oficial: “O Supremo Conselho – Conselho Mãe do Mundo – dos Comandantes Cavaleiros Inspetores Gerais da Casa do Templo de Salomão do 33° Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria da Jurisdição Sul dos Estados Unidos da América“. (mais…)

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Os Stuarts e o Rito Escocês

James VI era rei da escócia em 1601 quando, com 35 anos de idade, foi iniciado na maçonaria escocesa, na Loja “Perth and Scone”. É o 1º imperador que se tem notícia da iniciação na Maçonaria. Dois anos após sua iniciação, ele assumiu também o trono da Inglaterra e Irlanda, passando a ser para esses “James I”, (por isso muitas vezes mencionado como James VI&I), e iniciando assim a era “stuartista”. A partir daí, todos os homens da família e nobres de sua corte tradicionalmente ingressavam na Maçonaria.
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A História da Maçonaria para Adultos


Como a Maçonaria Operativa sucumbiu diante da Maçonaria Especulativa

Diversos historiadores maçons se dedicaram a contar e recontar a história do surgimento da Maçonaria Especulativa como conhecemos hoje. As versões são geralmente bastante similares entre si e, pelo conteúdo, se parecem com as histórias contadas para crianças antes de dormir:
“Era uma vez, há muito tempo atrás, os maçons operativos, que construíam castelos e catedrais. Eles começaram a aceitar nobres, burgueses e intelectuais na Maçonaria, chamados de “Aceitos” ou “Especulativos”. Esses se apaixonaram pela Maçonaria e trouxeram outros nobres, burgueses e intelectuais. Em pouco tempo, eles se tornaram maioria. E com o passar dos anos, a Maçonaria foi se aprofundando nos aspectos filosóficos e intelectuais, até que não se via mais maçons operativos na Maçonaria. E os maçons especulativos viveram felizes para sempre.”

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J. Edgar Hoover, maçom.

John Edigar Hoover está atualmente em evidência por conta do filme em cartaz que conta a história de sua vida, dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Leonardo DiCaprio. Sem entrar no mérito da abordagem apresentada no filme, a qual vem sofrendo fortes críticas dos especialistas, Hoover foi diretor do FBI por quase 50 anos, tendo sido uma das personalidades mais importantes dos EUA no século XX, e era um maçom muito atuante.

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Maçonaria responde às críticas

Desconsiderando as críticas absurdas, aquelas baseadas em crenças idiotas, frutos da ignorância e do fanatismo, ofensivas a qualquer indivíduo de inteligência mediana e um pouco de bom senso, dediquemos um pouco de nosso tempo a responder as demais críticas, relativas ao caráter político, econômico e social da Maçonaria:

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