A Raposa e as Vinhas – A Parábola Original

O Rei Salomão, o mais sábio de todos os homens, lembra-nos de ser muito humildes, pois um homem vem a este mundo sem nada, e assim o deixará, sem riquezas.

Nossos sábios nos contam a seguinte parábola, para que estas sábias palavras de Salomão permaneçam frescas em nossa memória:

Uma astuta raposa passava por um lindo vinhedo. Uma cerca alta e espessa cercava a vinha por todos os lados. Ao circular ao redor da cerca, a raposa encontrou um buraquinho, suficiente apenas para que ela passasse a cabeça por ele. A raposa podia ver as uvas suculentas que cresciam na vinha, e sua boca começou a salivar. Mas o buraco era muito pequeno para ela.

O que fez então a esperta raposa? Jejuou por três dias, até tornar-se tão magra que conseguiu passar pelo vão.

No vinhedo, a raposa começou a comer à vontade. Ficou maior e mais gorda que antes. Até que quis sair da plantação. Ai dela! O buraco estava pequeno demais novamente. O que poderia fazer? Jejuou então por três dias, até que conseguiu espremer-se pelo buraco e passar para fora outra vez.

Voltando-se para olhar a vinha, a pobre raposa disse: “Vinha, ó vinha! Como pareces adorável, e como são deliciosas tuas frutas. Mas que bem me fizeste? Assim como a ti cheguei, assim eu te deixo…”

E assim, dizem nossos sábios, também acontece com este mundo. É maravilhoso, mas da mesma forma que um homem chega neste mundo com as mãos vazias, assim o deixa. Apenas a Torá que estudou, as mitsvot que cumpriu, e as boas ações que praticou são os verdadeiros frutos que poderá levar com ele.

Este post tem 3 comentários

  1. Carlos

    “O Garoto e a Escola”

    Um garoto que se chamava Rosemilton Parangolé ia à escola todos os dias e embora ele aprendesse tudo o que lá lhe era ensinado sempre manteve a dúvida em sua cabeça do porquê aprender Português, Matemática, Ciências, História, Geografia, etc, etc, etc, visto que nada daquilo teria de fato um uso prático em sua vida, a não ser para depois de formado ostentar um pedaço de papel um pouco mais grosso que o A4 e arranjar um emprego.

    Rosemilton Parangolé=humanidade
    Escola=Existência
    Matérias=Aprendizados da vida
    Conhecimento prático das matérias na vida= não-existência pós-iluminação, um monte de coisas aprendidas….

    1. Elizabeth

      O problema de Rosemilton Parangolé é justamente porque ele “sempre manteve a dúvida em sua cabeça”. Se ele pudesse simplesmente substituir a dúvida pela fé ele encontraria meios de dar um uso prático a todas as matérias e sua existência seria muito mais fácil!

  2. Elizabeth

    Fé= certeza do que não vemos;convicção do que esperamos.

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