MIMIMI e a Não Expressão das Emoções Negativas – Parte 2


Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo. E como se um homem, partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse. Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.
E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai. 
Marcos 13:33-37
 
Aqui a primeira parte do Post: https://projetomayhem.com.br/2012/08/20/mimimi-e-a-nao-expressao-das-emocoes-negativas/
 
A observação de si mesmo exige enorme esforço, mas é sempre recompensada. Atenção é energia e direcionar nossa atenção para nosso próprio desenvolvimento não pode ter outro resultado, pois como dizem os sábios irmãos do Círculo de Estudos Egregore: o sucesso é nossa única possibilidade.
Propus em nosso último texto que fizéssemos uma observação da expressão das emoções negativas, nossas e das pessoas a nossa volta. Bom chegou a hora de analisarmos 3 possíveis resultados e fazermos alguns apontamentos sobre a prática daqui para frente.
A primeira coisa que você deve ter constatado é como as pessoas, e nós mesmos, reclamam o tempo todo, das coisas menores, das coisas maiores, dos problemas reais, dos imaginários, de tudo e de todos. Você abriu uma porta  da sua percepção para isso e enxergou uma realidade até então inexistente, parabéns, você expandiu sua consciência e sua compreensão do universo. Não é necessário se estender esse tópico, o que você deve ter percebido em você e nos outros foi o que falamos no primeiro post.
Eis que surge a segunda coisa.
Ao controlar a expressão das suas emoções negativas ou tomar consciência delas você pode ter se sentido inundado pelas expressões alheias, um incômodo frequente, um desgaste, fraqueza, irritação. O que seria isso ? É triste lhe dizer mas essa percepção é um mimimi interno, essa resistência é uma luta sua contra o que você não concorda por não compreender: o estágio de desenvolvimento do outro.
Uma possível causa para essas sensações é que o ego é muito maleável e adaptável, como você expandiu sua consciência nessa direção ele também veio, e agora ele está se valendo do conhecimento adquirido por você pra se colocar acima dos demais e continuar o processo de reclamação/movimentação energética fácil. Basta observar suas primeiras reações quando percebe o mimimi alheio, eles podem variar dentro do espectro superioridade/irritabilidade, você se sente superior por estar livre daquilo ao mesmo tempo em que aquele processo te irrita, e porque te irritaria ? Porque você ainda tem ele dentro de você.
Incessantemente começamos a julgar as expressões alheias e ao invés de meramente compreender o processo que o outro ser está, e entender que quando nos propomos a trabalhar esse aspecto o universo vai nos ajudar mostrando onde ele está O TEMPO TODO. E isso não é ruim, se você se entregar de verdade ao trabalho os resultados serão muito bons, mas lembre-se só os super esforços são recompensados, se você correu 5 km hoje, não pode correr 5 km pra sempre, você precisa evoluir.
O terceiro aspecto é uma possibilidade do que pode ter acontecido, e caso não tenho ele é também uma sugestão da prática daqui pra frente. Quando numa roda de pessoas, é muito fácil perceber o quão rápido as coisas descambam para as emoções negativas, porém, essa característica de ser humano pode ser usada em favor de seu desenvolvimento. Somos muito suscetíveis ao ambiente a nossa volta, portanto é natural que quando alguém comece a falar mal ou reclamar todos embarquem nessa, o lado bom é que o contrário também é verdadeiro.
Quando se ver envolvido numa situação desse tipo, reverta a polaridade da conversa falando alguma coisa boa de alguém ou enxergando um lado bom da situação ou pessoa, claro que isso precisa ser treinado para não se tornar um aspecto muito polianesco e sim uma coisa calcada na realidade. Talvez seja necessário inclusive mudar completamente de assunto, mas as pessoas estão dispostas a isso, somos muito maria-vai-com-as-outras. Claro que existem aqueles que são tão identificados com o mimimi que é difícil fazê-los mudar de assunto, mas isso não deve desanimar você de continuar tentando, faça o seu melhor e os resultados aparecerão, segundo Salomão a diligência é o maior tesouro de um homem.
Essa prática esta intimamente ligada com o ditado: Seja a mudança que você quer ser no mundo.
Quando as pessoas a sua volta não querem cooperar não se zangue, reconheça a expressão da energia negativa tal como é, o mestre Eckart Tolle fala em “ser o saber”, e não “ser a reação” e o juiz, e não há melhor forma de expressar tudo o que disse  até aqui do que isso. Ao julgar você logo toma uma posição e já quer defendê-la: “veja como ele é inconsciente e eu sou super consciente”, “essa gente a minha volta é muito reclamante”, ou a pior de todas “você só reclama da vida o tempo todo, você só fala mal dos outros!”, você acabou de acusar a pessoa do que acaba de fazer. Essa é a armadilha da reclamação.
Por último quero deixar uma imagem importante do que é um possível indicador da expansão da consciência. Antes do início do processo de desenvolvimento, cometemos falhas ou quaisquer atos motivados por inconsciência ou ignorância e nem nos damos conta. Quando começamos na senda, reconhecemos alguns desses atos depois de muito tempo, quando olhamos para trás. O desenvolvimento progride e o tempo de resposta da consciência diminui, cada vez mais. Horas, minutos, segundos. A consciência acelera até o ponto onde durante o próprio ato ela surge e aí você pede desculpas, volta atrás, etc.
A meta, o desenvolvimento perfeito é uma consciência tão expandida e tão acelerada ao ponto de anteceder o ato, ou o conflito e evitá-lo antes que aconteça. Essa é a mensagem do evangelho que abre o texto: OLHAI (para suas atitudes, pensamentos e emoções), VIGIAI (mantenha-se consciente, longe da ignorância) e ORAI (reconecte-se com o divino). Chegar lá depende apenas de trabalho.
Mãos à obra, à Grande Obra.
Chay !

Este post tem 20 comentários

  1. Andre

    Muito boa essa sequência!
    Avante sempre! abraço

  2. Daniela

    Sem palavras para o segundo post do MIMIMI, Frater! Vou colocar o que percebi dessa experiência:
    No começo, consegui parar e ver o que todos acabam reclamando, e percebi que eram assuntos inúteis sobre alguém que não iria mudar de idéia. Mantive a concentração e o mimimi logo parou. Atingi a segunda etapa, mas antes que eu me sentisse irritada, eu fui procurar algo pra fazer (fui desenhar, para mim o melhor remédio!). Logo percebi que a negatividade das conversas acabam colocando barreiras para aquilo que queremos fazer.
    Logo o meu Mimimi interno começou quando o assunto da roda de almoço foi relacionamento. As pessoas no meu trabalho começaram a falar assim: Puxa Dani, só você agora é a solteirona daqui do trabalho, até a fulana que é mais chata conseguiu arrumar alguém. Percebi que algo em mim queria chorar e reclamar, mas ao invés disso eu respondi: Pelo menos eu posso olhar todos os rapazes sem remorso! Risadas sairam das pessoas em volta. Foi incrível, consegui mudar o sentimento negativo para um de alegria por fazer as pessoas rirem da piada.
    Não deixei meu ego falar ou se irritar, não é fácil, mas pensei comigo mesma: tenho tanto para fazer, vou deixar as pessoas seguirem seus caminhos! Estou me esforçando para perceber o mundo das outras pessoas e tentar compreender os mesmos. E estou conseguindo expandir minha consiência vendo novos pontos de vista.
    Obrigada Frater pelos textos, gosto de seu jeito de escrever que de uma frase conclusiva acaba me deixando com mil perguntas para procurar as respostas!
    @Frater Alef – Salve Daniela, me enche o coração de alegria seu depoimento irmã. Agradeço que tenha compartilhado conosco, que possamos todos aprender com seu exemplo e muitas bençãos na sua jornada.

  3. camila

    Que atitude tomar quando não se consegue reverter a polaridade de uma conversa ou mudar a conversa? Nem sempre é possível se ausentar do ambiente, mesmo mentalmente. Costumo tomar uma postura de observação sem interesse.. mas não sei se é o mais construtivo.
    @Frater Alef – Salve Camila ! Entendo que sua atitude, caso seja impossível mesmo mudar o rumo da conversa, a atitude desinteressada é uma saída honrosa, indo além você pode estudar o comportamento dos colegas e ver como ele reverbera em você, tudo o que a gente ignora, pode alimentar a sombra, é importante estar atenta, sem julgamentos. E quando uma brecha aparecer, mudar o fluxo. Veja que mesmo sendo impossível mudar o fluxo você pode tentar direcionar no sentido dos fatos e não das interpretações. Nem toda reunião de negócio pode ser uma festa alegre, mas ao invés de subjetivar podemos objetivar, visando resolver o problema ao invés de ficar apontando dedos (não que seja o caso, quis trazer somente a ilustração da ideia).

  4. Lorena

    Maravilhosos seus textos são de extrema importância para meu crescimento espiritual. Parabéns e obrigada!

  5. Alexandre

    Muito bom meu caro, VIGIAI!
    Abraço

  6. Elton

    Sabe Frater, nem sempre é simples esse movimento e quando menos esperamos nos vemos envolvidos em sentimentos contraditórios, introspectivos, doloridos.
    Seja em um amigo que nos procura depois de anos precisando de ajuda, seja no familiar que do nada vem se desculpar… ou aquele vizinho que de repente se acha no direito de agredir… mas está tudo certo, e o que enxergamos fora é como o que está dentro… somos quem atraímos isso.
    Essa questão é profunda. O que em nós permite essa aproximação? O que, em nós, permite uma falta?
    Sem ‘mimimi’, descobrimos força em nós mesmos para passar pela situação. Para aprender com a situação. Para entender e não perder a conexão nossa Verdade (ou Deus em nós).
    Vigiar é preciso, sempre. Mas, vale relembrar que não é fácil. Nunca foi. Nunca será…
    É esse esforço que nos fará dignos de sermos o que somos, não?
    Obrigado, novamente, por esse presente. Suas palavras refletem a pessoa maravilhosa que é.
    Elton
    @Frater Alef – Salve Elton, agradeço suas palavras e deixo para você uma sabedoria: Quando se diz que construímos nosso próprio universo o fazemos através de nossas ações, sejam no plano físico, emocional, mental ou espiritual, mas também, e isso é muito importante, por nossas OMISSÕES, aquilo que tínhamos o poder de fazer e não fizemos. Você deve moldar ativamente seu universo.
    Chay !

  7. Gabriel

    Lição compreendida: controle seus instintos automáticos e a sua mente ou eles controlarão voce… não é fácil mudar o padrão mental, principalmente quando voce é muito afetado pelas energias do meio e tem uma tendencia péssima de potencializar isso, projetando no meio o que se passa em voce. Quando estou mal, mesmo ficando em silencio, altero toda a energia das pessoas e do local a minha volta. Não que deseje mal aos outros, é pura osmose… Se conseguisse mudar isso seria ótimo. Vou tentando. A mudança começa dentro de cada um de nós.

  8. Rafael

    A aquisição de consciência é um árduo trabalho, refletir sobre isso é essencial para policiarmos a maneira de enxergarmos a realidade. ótimo post.

  9. Rafael

    Salve Frater Alef!
    Excelentes textos!
    Há uma coisa que acho que deve ser deixada clara também: não-expressão não significa repressão das emoções, e sim compreensão delas. O Ekhart fala muito do perdão, que quando há o perdão não há mais ressentimentos, nem emoção negativa. A emoção pode até passar por nós, vinda de alguem do mundo externo, mas se estivermos conscientes o suficiente a emoção fica no corpo o tempo que é necessário para ser vista, depois vai embora. Se estivermos conscientes o suficiente não alimentamos mais essas emoções negativas com nossa energia porque conseguimos entender sua origem e seu propósito.
    A repressão nesse caso geraria outra emoção negativa, o que também não é legal.

    @Frater Alef – Salve Rafael, muito bem colocado. Mestre Tolle é recomendadíssimo, assistam seus vídeos e tenham a certeza de ver um Mestre.

  10. Ronaldo Battistela

    Se eu bem entendi, Frater, o controle (ou distanciamento) das emoções negativas é quase um processo de meditação, no qual tentamos nos afastar das ilusões criadas pelo ego. Seria então possível que através deste processo, conseguíssemos nos libertar não somente das emoções negativas, mas também de outras emoções/ilusões criadas pelo ego, tais como o apego, o desejo e etc.?

    @Frater Alef – Salve Ronaldo, eu entendo que sim, esses processos que você mencionou estão ligados a ignorància e a inconsciência, a observação de si torna cada vez mais dificil a manifestação dessas reações negativas do ego. Elas são automatizadas, quando se impede a automação, adquirindo consciência não tem lugar para mais nada que não a verdade. Pelo menos é assim que vejo e experimento.

  11. André Garcia

    Frater, as próprias palavras de Yeshua, que abriram o texto, são extremamente significativas, quando a gente para pra pensar que ele conseguia andar sobre as águas.
    Foi um belo texto, outra bola dentro do gol! E eu continuo nessa senda árdua, mas proveitosa, de olhar, vigiar e orar.
    Paz!

  12. yoe lenon

    Parece(e eu digo parece) que muitas vezes esse tipo de atitude tem raiz na frustração.Projetamos descontentamentos baseados em alguma frustração que trazemos em nosso interior: “Se eu não posso ele tambem não deveria poder”. “Se fez isso deve ter algum motivo escuso, afinal ninguem presta, todo mundo é desonesto”.
    Traduzimos em atitudes( exterior) alguma insatisfação pessoal(interno).

    @Frater Alef – Salve Yoe, excelente ponto. Esse processo de projeção é muito comum mesmo, vejo também que algumas vezes temos uma imagem de nós mesmos e não suportamos que alguém não nos trate de alguma forma não condizente com essa imagem, se nos achamos muito inteligentes não queremos ser tratados como burros, isso claro dentro da nossa própria interpretação, se nos achamos bonitos, ficamos frustrados se não somos valorizados, seja pela beleza, pela inteligência. Na maior parte das vezes nos identificamos com nossos argumentos de uma forma irracional até. Conheço pessoas que são capazes de brigar e discutir para demonstrar como elas nunca brigam e discutem.
    Obrigado pelo comentário e por expandir o tema do post !
    Chay !

  13. Murilo

    Salve!
    Muito bons os textos, vieram em boa hora (como para muitos leitores pelo visto). Como é difícil mudar a postura perante os acontecimentos e acabar com as reclamações de forma sistemática e constante. Após ler os textos, não é tão difícil se policiar por alguns dias, mas manter essa consciência é bem complicado. Mas como tu disseste, o desenvolvimento vem com grandes esforços. É realmente penoso não se colocar como vítima quando algo de ruim ou alguma frustração acontece, pois é a forma mais imediata e fácil de sentir um falso controle e se sentir um pouco menos pior. O importante é, pouco a pouco, aumentar a consciência e desligar o automático. Somos melhores que ontem, mas não tão bons como seremos amanhã. Saudações!

  14. Anibal

    Ola!
    Não quero ser o advogado do diabo e nem ir contra a idéia, que eu concordo e tento aplicar na medida do que consigo, mas quero antes de tudo fazer uma observação co-relata que na minha vida foi bastante importante.
    Engolir sapos é a pior coisa que existe. Ao engolirmos os sentimentos ruins, os mantemos arquivados e guardados, eles não vão embora, ficam no fundo do inconsciente. E o pior, guardar sentimentos como raiva e agir de modo submisso é uma atitude extremamente perversa e manipuladora, que aprisiona a si e ao outro. Ainda mais negativo é quando esses sentimentos envolvem pessoas muito próximas, em especial os próprios genitores.
    Creio ser diferente resgatar sentimentos negativos que estão inconscientes e precisam ser acessados para a continuidade do desenvolvimento psíquico e espiritual e simplesmente espalhar o veneno por meio da reclamação.
    A verdade é que sentir esses sentimentos ruins é extremamente importante, o que fazer com eles é outra questão. Em geral quanto mais desproporcional a emoção e a situação que a originou mais ela está relacionada ao passado.
    E para resolver emoções relacionadas ao passado é preciso estar atento a situação e estar atento a própria história pessoal, tentando buscar correlaciona-las.
    Assim a consciência se expande e conseguimos nos conhecer.
    Ir ao fundo dos sentimentos negativos para transforma-los é necessário.
    Eu tinha uma idéia bem errada do que era o progresso espiritual e o auto-conhecimento. Não se trata de sublimar as emoções para que elas não perturbem, mas antes de tudo entender as próprias emoções e senti-las.
    A vida é intensa.
    Ficar anestesiado não resolve.
    E em nosso interior existem várias e inúmeras dores a espera, pregressas e inconscientes, para serem resgatadas e curadas. Daí vem a libertação.
    Pelo menos é isso que eu tenho vivido e isso que eu tenho aprendido.
    @Frater Alef – Salve Anibal, irmao, eu peço desculpas se em algum momento o texto pareceu recomendar a deglutição de batraquios ! Engolir sapo é um mimimi interno ! E peço ainda mais desculpas se em qualquer lugar pareceu que eu estava sugerindo que nos anestesiassemos das emoções. Muito pelo contrário, as emoções devem ser todas experienciadas ao máximo, com consciência. Vou tentar resumir a ideias dos textos e espero que a partir dela eu possa desfazer algum mal entendido de minha escrita quanto ao sentido.
    Os problemas emocionais devem ser resolvidos e não alimentados. A resolução desses problemas deve partir de atitudes calcadas na Verdade e não em manifestações egoicas. Somente a prática e o conhecimento de si mesmo pode lhe dar a resposta do que é Verdade e do que é chilique.

  15. Kaze

    Então, se eu manifestar uma emoção negativa, mas como parte de um processo de reflexão para encontrar uma solução, estarei progredindo?
    @Frater Alef – Salve Kaze, Eu entendo que sim, se a manifestação dor com o propósito de resolver o problema e não somente um desabafo/vingança/jogar na cara.

  16. Fellipe Martins

    Boa Noite @Frater Alef e Tio DD,
    Vou deixar o meu testemunho.
    Como servidor público que sou, as repartições geralmente são ambientes carregados de energias negativas, sendo a maioria fornecida/emanada pelos próprios servidores que ora reclamam de suas vidas (vai ver que não estão tendo nada para fazer), ora do labor quase que mecânico do cotidiano. Sempre temos reuniões que sempre (eu disse sempre) são sobre coisas fúteis da lida administrativa, mas que sempre deixam todos com os nervos à flor da pele.
    Pois bem, como eu comecei a fazer os exercícios do Tio DD sobre o A.A., minha consciência/corpo mental começou a mostrar sinais de evolução. E aliado a minha efêmera mediunidade, pude perceber que tais reuniões são uma prova de fogo para o neófito. Na última delas, a uns dois meses, vários problemas e picuinhas foram jogados “na cara de cada um” por parte da chefia, provocando, assim, os nossos egos a reagirem de forma explosiva (que na verdade é o mimimi materialista que você muito bem destrinchou), que é sempre o método pelo qual ele consegue escapar do sofrimento.
    Eu analisei a situação e, de uma forma que meu ego não esperava, reagi como o mestre Jephesus nos ensinou “Eu, porém, vos digo: não resistais ao homem mau. Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mateus 5:39). Ou seja, ataquei o problema sobre o qual estávamos deliberando, mais precisamente na fonte dele, que era a própria pessoa que colocou em cheque a questão.
    Contudo, naquele momento, meu ego entrou em conflito com a minha mente. Senti que eu tinha feito algo de muito errado, mas depois percebi que era o meu ego que estava surpreso pela reação que tive. Então, quando li seu ensinamento-post I e II, fiquei mais calmo, sem deixar “que meu ego se flexibilizasse”.
    Portanto, acredito que minha senda começou através dos exercícios do A.A. Sem sobra de dúvidas o sofrimento (aquele do Siddarta) fará parte do nosso caminho e que devemos sempre oferecer a “outra face”, a nossa face.
    @Frater Alef – Salve Felipe, é preciso muita coragem para oferecer a outra face irmão. Mas essa é uma caraterística do iniciado, a coragem. Fico feliz em ter homens como você na A.A.

  17. Beto Arana

    Boa noite,
    Gostaria de considerar um aspecto que parece estar implicito nesta questão do ego e diz respeito a forma como (principalmente) os ocidentais criam os seus “curumins”, na base da comparação. Somos fruto deste meio competitivo desde bbs e posso atestar essa referência pois tenho um irmão gêmeo e vivenciei essa maluquice desde sempre. Me parece que a necessidade de se autoafirmar e de fazer os julgamentos precoces, vem
    da necessidade de “eu” estar certo e o outro sempre errado. No pior dos casos vemos a reclamação como força motriz dessa questão, onde ele tem e eu não, ele pode e eu não, ele é e eu não, ele consegue e eu não e assim por diante…
    Quando vejo alguém indignado com a possibilidade de engolir sapos, imaginando estar negando a sua verdade, vejo alguém preso a eterna necessidade de ser superior, onde “eu sei e ele não sabe”(da verdade e/ou da realidade).
    Se possível, comente.
    Parabéns e obrigado pela oportunidade de receber conhecimento tão elevado.

  18. Lucas Oliveira

    Após ler o primeiro texto aconteceu exatamente isso:
    “Mas como pode afirmar tudo isso se no mundo existe cada vez mais maldade?
    Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora.
    Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá muita desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que tinha naquele local.” Sri Sathya SAI BABA
    Tive um pouco de dificuldade para encarar essa nova realidade, estava me sentindo bastante mal, porém, estou aprendendo a lidar com esse tipo de situação e me proteger do efeito das expressões negativas e, acima de tudo, tentando sempre mudar o rumo das conversas ruins e dos maus sentimentos, sempre respondendo com uma expressão positiva, não importa a situação.
    Obrigado pelos ensinamentos Frater Alef

  19. F.

    Reli esse texto hoje, estava precisando. Vigiar é uma coisa extremamente necessária e para isso é necessário estar presente, no hoje, no seu corpo, no agora, e essa parte tem sido um pouco difícil de fazer.
    Obrigada novamente pelas palavras de despertar.

  20. Bruna

    Obrigada pelos textos..! Tenho muito a aprender..!

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