Eu Não Sei Na Verdade Quem Eu Sou

Texto inspirado pela música homônima do Teatro Mágico

Salve Adeptus!

Se autoconhecer, buscar aquilo que chamamos de Eu Superior, saber quem somos de verdade, uma tarefa um tanto difícil, acredito que é necessário várias encarnações para descobrir a resposta, mas será que um dia vamos saber na verdade quem “Eu Sou”?

Quando iniciamos nossos estudos seja no ocultismo ou na espiritualidade de uma forma geral, a primeira regra que encontramos e que também é desprezada por muitos, é justamente buscar quem nós somos, entrar nesse escuro túnel cheio de segredos, medos, raivas, amores e paixões.

É então nesse momento que damos o primeiro passo para se autoconhecer, buscando calcular aquilo que chamamos de “Valores”, valores estes que guardamos, usamos, mostramos e até escondemos dos outros, já reparou como você age de uma maneira totalmente diferente quando está na presença dos seus pais, e quando está na presença dos seus amigos?

Sim, isto é o que chamamos de máscara, mas não é esse nosso intuito agora. Voltando aos valores pessoais, muito diferentes dos valores que as pessoas nos atribuem. Nossos grandes amigos, nossos familiares, aquela pessoa que amamos e que nos olha com um grande sorriso, o sorriso do amor. (mais…)

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O Evangelho do Agnóstico

» Parte final da série “Reflexões sobre a evangelização” ver parte 1 | ver parte 2

As bases filosóficas do agnosticismo foram assentadas no séc. XVIII por Kant e Hume. O termo, porém, foi cunhado pelo biólogo britânico Thomas Huxley em 1876 – ele definiu o agnóstico como aquele que acredita que a questão da existência de Deus não pode e talvez jamais possa ser resolvida.

“O Cosmos é tudo que existe, que existiu ou existirá” – Assim, com essa frase inesquecível, Carl Sagan inaugura o primeiro episódio da série de 13 documentários intitulada “Cosmos”, veiculados na TV americana em 1980, e depois no restante do mundo. Ao pretender explicar ciência e cosmologia para o público leigo, Sagan acabou criando um épico que abrange também muitas questões existenciais, história, mitologia, religião e espiritualidade em geral.

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Nosso Evangelho

Eu digo: minha religião é meu pensamento.
Pois a religião não é uma doutrina de regras fossilizadas, mas um caminho eterno, uma via que se inicia estreita, mas cujo final se perde na névoa que o próprio infinito interpõe ao horizonte.

Que não se busque a religião como quem busca um reino específico: o reino dos céus, o cume da montanha de todos os sábios, a sombra da árvore de onde se pode alcançar um nirvana…

Pois se tudo que fazemos neste mundo é reflexo daquilo que somos, daquilo que pensamos, daquilo que sentimos, daquilo que intuímos, é somente através do pensamento, da música tocada pelas mãos etéreas, que efetivamente caminhamos à frente, em Sua direção.

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Pequeno manual para a conversão do infiel

» Parte 2 da série “Reflexões sobre a evangelização” ver parte 1

Conversão religiosa é a adoção de uma nova identidade religiosa, ou uma mudança de uma identidade religiosa para outra. Isto envolve tipicamente o devotamento sincero a um novo sistema de crença, mas também pode ser concebido de outras maneiras, como a adoção em uma identidade de grupo ou linha espiritual.

Todos os sistemas de crença ou doutrina religiosa se baseiam em espécies de guias, manuais passo a passo para uma vida de religiosidade mais profunda e verdadeira, em suma, uma religação mais eficiente e efetiva. Porém, me parece que podemos dividi-los em dois grandes grupos: aqueles em que o campo de aprendizado se dá única e exclusivamente por vontade e esforço próprios de cada um, sem a possibilidade de atalhos ou barganhas; e aqueles em que existe uma possibilidade de se avançar por meio de bênçãos e milagres, por barganhas diretas com Deus, em troca deste ou daquele benefício divino – um arrebatamento ao Céu, algum milagre ou salvação de última hora, ou simplesmente uma iluminação espiritual.

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Ventura

Para se ler com a imaginação…

Texto do poeta inglês John Galsworthy, nobel de literatura de 1932, traduzido do original (Felicity) por Rafael Arrais [1].

Quando Deus é tão bom para os campos, de que uso são as palavras – essas pobres cascas de sentimento! Não há como se pintar a Ventura nas asas! Nenhum meio de passar para a tela a glória etérea das coisas! Um único botão-de-ouro dos vinte milhões em um campo vale mais do que todos esses símbolos secos – que não poderão nunca expressar o espírito da neblina espumosa de Maio a se chocar com os arbustos, o coral dos pássaros e das abelhas, as anêmonas a se perder de vista, as andorinhas de pescoço branco em sua Odisséia.

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O Bem e o Mal


Muitos já pensaram em dividir os conceitos de bem e mal. Bem e Mal tem sido as duas forças mais combatidas ao longo de toda a História. Mas existe mesmo a necessidade de se exaltar uma e de se rechaçar a outra? É sábio, justo, belo e verdadeiro que assim seja feito?
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Deus


Minha concepção de Deus é uma energia que preenche o TODO (infinito) e carregada de inteligência (auto-gestão), e a partir dela é que se formam todas as coisas. Assim, Deus não teria nem começo nem fim. Ele simplesmente É. Estamos imersos em Deus e, de certa forma, SOMOS Deus, pois que essa energia não é excludente. Do mesmo modo que o nosso cabelo tem um certo padrão energético e um DNA, todos nós temos o “código Deus” impresso em nós. Podemos até mesmo senti-lo, quando nos sintonizamos com o divino. Todas as culturas do mundo, mesmo as mais remotas e isoladas, têm seu modelo de divindade. É algo inato ao ser humano. Espanta-me existir ateus. Aposto que eles têm seus motivos para fechar os olhos ao mundo, e não perceber que isso tudo existe a bilhões de anos e NÃO foi ele que fez.
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