A Nuvem sobre o Santuário – Carta 1


Por Karl von Eckartshausen.
O nosso século é de preferência a qualquer outro o mais notável para o observador imparcial e sereno. Por toda parte existe fermentação tanto na alma como no coração do homem; encontra-se a cada passo o combate da luz e das trevas, de idéias mortas e idéias vivas, da vontade morta e inerte com a força viva e ativa; se vê por todo lado enfim, a guerra entre o homem animal e o homem espiritual que desperta.

Homem natural renuncia às tuas últimas forças; até teu próprio combate revela a tua natureza superior que repousa em teu seio. Presentes a tua dignidade, tu a sentes mesmo; porém tudo é ainda obscuro ao teu redor e a lâmpada da tua pálida razão não é suficiente para iluminar os objetos aos quais deverias aspirar.
Diz-se que vivemos no século das luzes e seria mais justo dizer que vivemos no século do crepúsculo: aqui e ali, o raio luminoso penetra através da nuvem das trevas, mas ele não ilumina ainda com toda a sua pureza nossa razão e nosso coração. Os homens não estão de acordo sobre as suas concepções: sábios disputam; e onde há disputa, não existe a luz nem se conhece a verdade.
Os objetos mais importantes para a humanidade são ainda indeterminados. Não se está de acordo nem sobre o princípio da razão, nem sobre o princípio da moralidade ou do móbil da vontade. Isto prova que mau grado estejamos na grande época das luzes, ainda não sabemos bem o que ela representa em nosso cérebro e em nosso coração.
Seria possível que nós soubéssemos tudo isto mais cedo, se não imaginássemos que temos já a flama do conhecimento em nossas mãos, ou se pudéssemos lançar um olhar sobre a nossa fraqueza e reconhecer que ainda nos falta uma luz mais elevada.
Nós vivemos nos tempos da idolatria da razão, depositamos uma tocha sobre o altar, proclamamos em altas vozes que a aurora está despontando e que por toda parte o dia aparece realmente, e deste modo o mundo se eleva cada vez mais da obscuridade à luz e a perfeição, pelas artes, as ciências, gosto refinado ou mesmo por uma perfeita compreensão da religião.
Pobres homens! até onde haveis exaltado a felicidade dos homens?
Existiu jamais um século que tivesse custado tantas vítimas como o presente? Existiu jamais um século no qual a imoralidade e o egoísmo tenham predominado mais do que neste? Conhece-se a árvore pelos seus frutos.
Insensatos!… Com o vosso falso raciocínio… onde obtivesses a luz com a qual quereis esclarecer os outros? Será que todas as vossas idéias não são tiradas dos sentidos, que não vos dão qualquer verdade mas somente os fenômenos externos?
Tudo aquilo que dá o conhecimento no tempo e no espaço não é relativo? Tudo aquilo que nós podemos chamar verdadeiro, não é apenas uma verdade relativa?… Não se pode achar a verdade absoluta na esfera dos fenômenos externos.
Assim sendo, vosso raciocínio não possui a “Essencialidade” mas somente a aparência da verdade e da Luz; assim é que, quanto mais esta aparência aumenta e se expande, mais a “Essência da luz” decresce no interior, e o homem se perde na aparência e tateia para atingir as fantásticas imagens despidas de realidade.
A filosofia do nosso século eleva a fraca razão natural a objetividade independente; atribuindo-lhe mesmo um poder legislativo, isentando-a de uma autoridade superior. Torna-a autônoma e a diviniza, suprimindo entre Deus e ela toda relação, toda comunicação, e esta razão deificada, que não tem outra lei que a sua própria, deve governar os homens e torná-los felizes!… As trevas devem expandir a luz!… A pobreza deve dar a riqueza!… E a morte deve dar a vida!…
A verdade conduz os homens à felicidade… Podeis vós dá-la?
O que, vós chamais verdade é uma forma de concepção vazia de substância cujo conhecimento foi adquirido externamente, pelos sentidos; o entendimento coordena-os por uma síntese das relações observadas em ciência ou em opiniões. Vós não tendes absolutamente verdade material, o princípio espiritual e material é para vós um Número.
Retirais das Escrituras e da tradição a verdade moral, teórica e prática; mas como a individualidade é o princípio de vossa razão, e o egoísmo é o móbil da vossa vontade, não vedes a vossa luz interior, a lei moral que governa todas as coisas, ou a rechaçais com a vossa vontade. É até lá que as luzes atuais foram conduzidas. A individualidade sob o manto da hipocrisia filosófica, é a filha da corrupção.
Quem pode afirmar que o sol está em pleno meio dia, se nenhum raio luminoso alegra a terra e nenhum calor vivifica as plantas? Se a sabedoria não melhora os homens e o amor não os torna mais felizes, bem pouca coisa se fez ainda para o todo.
Oh! se somente o homem natural ou o homem dos sentidos pudesse perceber que o principio de sua razão e o móbil de sua vontade, são somente a individualidade, e que por isto mesmo, ele devia ser extremamente miserável, procuraria um princípio mais elevado no seu interior, e aproximar-se-ia da única fonte que pode saciar a todos, porque ela é a “Sabedoria na sua própria essência”.
J.C. é a Sabedoria, a Verdade e o Amor. Como Sabedoria Ele é o princípio da razão, a fonte do conhecimento, a mais pura. Como Amor Ele é o princípio da moralidade, o móbil essencial e puro da vontade.
O Amor e a Sabedoria engendram o Espírito da Verdade, a luz interior, esta luz ilumina em nós os objetos sobrenaturais e os torna objetivos.
É inconcebível observar até que ponto o homem cai no erro quando ele abandona as verdades simples da fé, e a elas opõe a sua própria opinião.
Nosso século procura definir cerebralmente o princípio da razão e da moralidade, ou do móbil da vontade; se os senhores sábios estivessem atentos, veriam que estas coisas encontrariam melhor resposta no coração do homem, mais simples, que em todos os seus brilhantes raciocínios.
O cristão prático encontra este móbil da vontade, princípio de toda imoralidade, objetiva e realmente no seu coração e este móbil se exprime na seguinte fórmula:
“Ama a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”.
O amor de Deus e do próximo é, o móbil da vontade do cristão; e a essência do próprio amor é Jesus Cristo em nós.
Assim é que o princípio da razão é a sabedoria em nós; e, a essência da sabedoria, a sabedoria em sua substância é ainda J.C. – a Luz do Mundo. Assim encontramos nele o principio da razão e da moralidade.
Tudo o que eu digo aqui não é, uma extravagância hiperfísica, é a realidade, a verdade absoluta que cada um pode comprovar experimentalmente desde que recebe em si o princípio da razão e da moralidade, J.C. como sendo a Sabedoria e o Amor essenciais.
Mas a visão do homem dos sentidos é profundamente inapta para captar a base absoluta de tudo aquilo que é verdadeiro o transcendental. Mesmo a razão que nós queremos elevar hoje sobre o trono como legisladora, é tão somente a razão dos sentidos, cuja luz difere da luz transcendental, como a fosforescência do fogo-fátuo difere do esplendor do sol.
A verdade absoluta não existe para o homem dos sentidos mas somente para o homem interior e espiritual que possui um sensorium próprio; ou, para dizer mais precisamente, que possui sentido interior para perceber a verdade absoluta do mundo transcendental; um sentido espiritual que percebe os objetos espirituais tão naturalmente em objetividade, como o sentido exterior percebe os objetos exteriores.
Este sentido interior do homem espiritual, este sensorium de um mundo metafísico não é, infelizmente ainda conhecido de todos, é um mistério do reino de Deus.
A incredulidade atual para todas as coisas onde a razão dos nossos sentidos não encontra ponto de objetividade sensível, é a causa que nos faz desconhecer as verdades, as mais importantes para o homem.
Mas, como poderia ser de outra forma? Para ver é necessário ter olhos; para ouvir, ouvidos. Todo objeto sensível requer seu sentido. Assim é que o objeto transcendental requer também seu sensorium, – e este mesmo sensorium está fechado para a maioria dos homens. Desta forma o homem dos sentidos julga o mundo metafísico como o cego julga as cores, e como o surdo julga o som.
Existe um princípio objetivo e substancial da razão e um móbil objetivo e substancial da vontade. Estes dois conjuntos formam o novo princípio da vida cuja imoralidade, é essencialmente inerente. Esta substância pura da razão e da vontade reunidas é o divino e o humano em nós; J.-C. a Luz do mundo que deve entrar em relação direta conosco para ser realmente conhecida.
Este conhecimento real é a fé viva onde tudo se passa em espírito e em verdade.
Assim, deve existir necessariamente para essa comunicação um sensorium organizado e espiritual, um órgão espiritual e interior, susceptível de receber essa luz, mas que está fechado na maioria dos homens pela espessura dos sentidos.
Esse órgão interior é o sentido intuitivo do mundo transcendental, e antes que esse sentido de intuição seja aberto em nós, não podemos ter nenhuma certeza objetiva da verdade mais elevada. Este órgão foi fechado por conseqüência da queda, que atirou o homem no mundo dos sentidos.
A matéria grosseira que envolve esse sensorium interior é uma catarata, ou véu que cobre a visão interior, tornando a visão exterior inapta à visão do mundo espiritual. Esta mesma natureza ensurdece nosso ouvido interior, de maneira que não ouvimos mais os sons do mundo metafísico; ela paralisa nossa língua interior, de maneira que nós não podemos mais nem mesmo balbuciar as palavras de força do espírito que pronunciávamos outrora pelas quais nós governávamos a natureza exterior e os elementos.
A abertura desse sensorium espiritual é o mistério do Novo Homem, o mistério da Regeneração e da união a mais íntimo do homem com Deus; é a meta mais elevada da religião aqui em baixo, desta religião cuja finalidade mais sublime é de unir os homens a Deus em Espírito e Verdade.
Podemos facilmente perceber por meio disto, porque a religião tende sempre à sujeição do homem material. Ela age assim porque quer tornar o homem espiritual dominante, afim de que o homem espiritual ou verdadeiramente racional governe o homem dos sentidos.
O filósofo sente também esta verdade; seu erro somente consiste em não conhecer o Verdadeiro princípio da razão e querer colocar em seu lugar a sua individualidade, sua razão dos sentidos.
Como o homem possui em seu interior um órgão espiritual e um sensorium para receber o principio real da razão ou a Sabedoria divina, e o móbil real da vontade, ou o Amor divino, ele possui também no seu exterior, um sensorium físico e material para receber “a aparência” da, luz e da verdade. Como a natureza exterior não possui a verdade absoluta, mas somente a verdade relativa do mundo fenomenal, assim também a razão humana não pode mais adquirir verdades inteligíveis, mas somente a aparência do fenômeno que apenas excita nela, para móbil de sua vontade, a concupiscência, no que consiste a corrupção do homem sensorial e a degradação da natureza.
O sensorium externo do homem é composto de matéria corruptível, enquanto que o sensorium interior tem por substrato fundamental, substância incorruptível, transcendental e metafísica.
O primeiro é causa de nossa depravação e nossa mortalidade; o segundo é o princípio de nossa incorruptibilidade e imortalidade.
Nos domínios da natureza material e corruptível, a mortalidade esconde a imortalidade e a causa de nosso estado miserável é a matéria corruptível e perecível. Para que o homem seja libertado desta angústia, é necessário que o princípio imortal e incorruptível que está em seu íntimo se exteriorize e absorva o princípio corruptível, a fim de que o invólucro dos sentidos seja destruído e que o homem possa aparecer na sua pureza original.
Este invólucro da natureza sensível é uma substância essencialmente corruptível, que se encontra em nosso sangue, forma as ligações da carne e escraviza nosso espírito imortal a essa carne mortal.
É possível romper mais ou menos esse envoltório em cada homem e em conseqüência conceder a seu espírito, uma liberdade mais ampla, para que ele chegue a um conhecimento mais preciso do mundo transcendental.
Há três graus sucessivos de abertura em nosso sensorium espiritual.
O primeiro apenas nos eleva ao plano moral e o mundo transcendental, aí age em nós por impulsos interiores, chamados inspirações.
O segundo grau, mais elevado, abre nosso sensorium para a recepção do espiritual e do intelectual, e o mundo metafísico age em nós por iluminações interiores.
O terceiro é mais alto grau – o mais raramente alcançado – desperta o homem interior por completo. Ele nos revela o Reino do Espírito e nos torna susceptíveis de experimentar objetivamente as realidades metafísicas e transcendentais; daí todas as visões são explicadas fundamentalmente. Assim sendo, nós temos no interior, o sentido e a objetividade, como no exterior. Somente os objetos e os sentidos são diferentes. No exterior, existe o móbil animal e sensual que age sobre nós, e a matéria corruptível dos sentidos sofre a ação. No interior, é a substância indivisível e metafísica que se introduz em nós, e o ser incorruptível e imortal do nosso espírito recebe suas influências. Mas, em geral, no interior, as coisas se passam tão naturalmente como no exterior; a lei é por toda parte a mesma.
Portanto, como o espírito, ou nosso homem interior tem um senso completamente diferente e uma outra objetividade do homem natural, não devemos de maneira alguma surpreender-nos que ele fique um enigma para os sábios do nosso século, que não conhecem estes sentidos, e não tiveram jamais a percepção objetiva do mundo transcendental e espiritual. Eis aí porque eles medem o sobrenatural com a medida dos sentidos, confundem a matéria corruptível com a substância incorruptível, e seus julgamentos são necessariamente falsos sobre um assunto para a percepção do qual eles não possuem nem sentidos nem objetividade, e, por conseguinte, nem verdade relativa nem verdade absoluta. No que concerne as verdades que anunciamos aqui, temos que agradecer infinitamente à filosofia de Kant.
Kant incontestavelmente provou que a razão em seu estado natural, não sabe absolutamente nada do sobrenatural, do espiritual e do transcendental, e que ela nada pode conhecer, nem analiticamente, nem sinteticamente, e que assim sendo, ela não pode provar nem a possibilidade nem a realidade dos espíritas, das almas e de Deus.
Isto é uma grande verdade, elevada e benéfica para os nossos tempos; é verdade que São Paulo já a havia estabelecido (primeira epístola aos Coríntios Cap. I, V. 2-24); mas a filosofia pagã dos sábios cristãos soube ignorá-la até Kant.
O benefício desta, verdade é duplo. Primeiramente ela põe limites intransponíveis ao sentimento, ao fanatismo e à extravagância da razão carnal.
Em seguida põe na mais resplandecente luz a necessidade e a divindade da Revelação. O que prova que a nossa razão humana, em seu estado obtuso não tem nenhuma fonte objetiva para o sobrenatural sem a revelação; nenhuma fonte para instruir-se de Deus, do mundo espiritual, da alma e da sua imortalidade; de onde se segue que seria absolutamente impossível sem revelação, saber ou conjeturar nada sobre essas coisas.
Por isto nós somos devedores a Kant por ter provado nos nossos dias aos filósofos, corno já o havia sido desde muito tempo em escola mais elevada da comunidade da Luz, que “SEM REVELAÇÃO, NENHUM CONHECIMENTO DE DEUS E NENHUMA DOUTRINA SOBRE A ALMA SERIAM POSSÍVEIS”.
Por onde, é claro que uma revelação universal deve servir de base fundamental a todas as religiões de mundo.
Assim, segundo Kant está provado que o mundo inteligível é inteiramente inacessível à razão natural, e que Deus habita uma luz na qual nenhuma especulação da razão limitada pode penetrar.
Desta forma o homem dos sentidos ou homem natural não tem nenhuma objetividade do transcendental; daí, à revelação de verdades mais elevadas lhe é necessária e por isto também a fé na revelação, porque a fé lhe dá os meios de abrir seu sensorium interior, pelo qual as verdades inacessíveis ao homem natural lhe podem ser perceptíveis.
É perfeitamente plausível que com os novos sentidos possamos adquirir novas realidades. Estas realidades existem já, mas nós não as distinguimos porque nos falta o órgão da receptividade.
É assim que, embora as cores existam, o cego não as vê; o som também existe, mas o surdo não o escuta. Não devemos procurar a falta no objeto perceptível mas no órgão receptor.
Com o desenvolvimento de um novo órgão nós temos uma nova percepção, novas objetividades.
O mundo espiritual não existe para nós porque o órgão que o torna objetivo em nós não está desenvolvido. Com o desenvolvimento deste novo órgão, a cortina levanta-se imediatamente, o véu impenetrável até o momento, é rasgado, a nuvem à frente do santuário é dissipada, um novo mundo surge num relance para nós; as vendas tombam dos olhos e nós somos, no mesmo instante, transportados da legião dos fenômenos para a da verdade.
Só Deus é Substância, Verdade absoluta, Ele só é aquele que É, e nós somos aquilo que Ele nos fez.
Para Ele, tudo existe na unidade; para nós, tudo existe na multiplicidade.
Muitos homens não têm a menor idéia deste despertar do sensorium interior como também não a têm para o “objeto” verdadeiro e interior da “Vida do Espírito”, que não conhecem; nem sequer pressentem de nenhuma maneira.
Daí, ser-lhes impossível saber que se pode perceber o espiritual e o transcendental e que se pode ser levado ao sobrenatural até à visão.
A verdadeira edificação do templo consiste unicamente em destruir a miserável cabana adâmica e construir a templo da divindade; isto é, em outros termos, desenvolver em nós o sensorium interior ou órgão que recebe Deus; depois deste desenvolvimento, o principio metafísico e incorruptível reina sobre o princípio terrestre e o homem começa a viver, não mais no princípio do amor próprio, mas no Espírito e na Verdade de que ele é o templo.
A lei moral passa então a ser amor ao próximo e, o mais puro, enquanto que, ela não é para o homem natural exterior dos sentidos, senão uma simples forma de pensamento; e o homem espiritual regenerado no espírito, vê tudo no ser, do qual o homem natural tem somente formas vazias do pensamento, o som vazio, os símbolos e a letra, que são todos imagens mortas, sem o espírito interior.
O fim mais elevado da religião é a união a mais íntima do homem com Deus, e esta união já é possível mesmo aqui em baixo, mas ela não o é senão pela abertura de nosso sensorium interior e espiritual que torna nosso coração susceptível de receber Deus.
Aí estão os grandes mistérios dos quais a nossa filosofia não duvida, e cuja chave não pode ser encontrada entre os sábios de escola.
Contudo sempre existiu uma escola mais elevada, à qual este depósito de toda ciência foi confiado, e esta escola era a comunidade interior e luminosa do Senhor, a sociedade dos Eleitos que se propagou, sem interrupção, desde o primeiro dia da criação até aos tempos presentes; seus membros, é verdade, estão dispersas pelo mundo, mas eles estiveram sempre unidos por um espírito e por urna verdade, e não tiveram jamais senão um só conhecimento, uma única fonte de verdade, um senhor, um doutor e um mestre, em que reside substancialmente a plenitude Universal de Deus, e que os iniciou, Ele só, nos mistérios elevados da natureza e do Mundo Espiritual.
Esta comunidade da luz foi denominada em todos os tempos a Igreja invisível e interior, ou a comunidade, a mais antiga, da qual nós vos falaremos mais detalhadamente na próxima carta.

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Respostas de 19

  1. Existe uma polêmica envolvendo essas cartas, se seria realmente Karl von Eckartshausen o autor de todas elas.
    Você tem alguma informação mais concreta sobre isso?
    @MDD – depois que vc falou, eu fui pesquisar e vi várias versões. eu postei a do site Hermanubis, que é bem feita, mas as outras versões não são tão diferentes assim… me parecem mais adaptações do que traduções literais e acho que todas tem sua validade. Dá uma procurada no google books que também tem umas duas versões em inglês.

  2. Agora eu não sei de mais nada. achei que esse link antigo:
    ( http://www.fraternidaderosacruz.org/cartasrcintr.htm ) para as cartas fosse verdadeiro, mas depois de você publicar no seu site notei que o conteúdo não é o mesmo.
    Seriam outras cartas ?
    @MDD – acho que são traduções/versões diferentes: veja o original aqui: http://books.google.com.br/books?id=y-PFe4rScYQC&printsec=frontcover&dq=cloud+upon+the+sanctuary&hl=pt-BR&ei=JANqTNysE4H98Ab24Zi0BA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CCsQ6AEwAA#v=onepage&q&f=falseBR&ei=mAJqTPiYF4OB8ga2rsmyBA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4&ved=0CCkQ6AEwAw#v=onepage&q=cloud%20over%20sanctuary&f=false

  3. Esse discurso me lembra a cabala, onde a criaçãa com sua “vontade de receber” a substitui pela “vontade de doar” que é um sentimento relativo ao criador. Para assim poder ascender

  4. “Kant incontestavelmente provou que a razão em seu estado natural, não sabe absolutamente nada do sobrenatural, do espiritual e do transcendental, e que ela nada pode conhecer, nem analiticamente, nem sinteticamente, e que assim sendo, ela não pode provar nem a possibilidade nem a realidade dos espíritas, das almas e de Deus.
    Isto é uma grande verdade, elevada e benéfica para os nossos tempos; é verdade que São Paulo já a havia estabelecido (primeira epístola aos Coríntios Cap. I, V. 2-24); mas a filosofia pagã dos sábios cristãos soube ignorá-la até Kant.”
    Muito legal. Prova também que não é preciso ignorar a Cristo nem a caridade universal para ser um ocultista – muito diferente do que pregam alguns evangélicos e seres do tipo.

  5. Tudo o que eu mais tenho pensado e refletido ultimamente esta ai nesse texto 🙂
    salve deldebbio, the king. huauhahuahuauh

  6. Marcelo,
    eu estava lendo os posts wikificados e entre eles o que você comentou sobre a participação no Superpop. Eu sei que já se foram 2 anos, mas você chegou a ver o programa editado no You Tube? Porque na época, pelo que entendi, você ainda não tinha visto e não vi mais nenhum post referente. O link é esse aqui: http://www.youtube.com/watch?v=dtvppmymAk0&feature=related
    De qualquer maneira, fica a dica pra quem ainda não tinha visto, como eu, que só conheço o Teoria há alguns meses rss.
    Abraços

  7. …esse texto veio em um dia onde muitos pontos, nele citados, me aparereceram…muito obrigado….

  8. del debbio! já assisitu inseption? acho que vai ter bastante coisa para comentar e relacionar com a kabbala

  9. Olá a todos!
    Então meu caro MDD, tem quase uns 3 meses que eu descobri o Teoria da Conspiração e tenho muito a lhe agradecer por disponibilizar todo esse conteúdo de forma tão séria e competente. Foi aqui que encontrei respostas para várias das minhas perguntas, e claro, mais algumas centenas delas foram geradas.
    Eu já vou pedir desculpas por fazer uma pergunta que não está diretamente ligada ao post, mas se fosse procurar um post pertinente à pergunta ficaria difícil ter uma resposta sua. E se mais alguém quiser opinar, fiquem à vontade!
    Eu gosto do som de uma banda européia chamada Therion, alguém aqui conhece? As letras têm uma temática muito voltada para os ensinamentos da Dragon Rouge (o vocalista e o principal letrista são membros dessa sociedade), e pelo pouco que sei ela é uma ordem que trabalha com o caminho da mão esquerda. Li algo a respeito da iniciação draconiana e descobri que ela está intimamente relacionado com o Qliphoth e o lado obscuro da Kabbalah. Não sei até que ponto essa tradição está presente nas letras (entendo que muita coisa é transmitida de forma simbólica e alegórica, mas como eu estou iniciando a caminhada por essa estrada muita coisa passa batido), mas minha dúvida é se de alguma forma músicas com essa temática podem ter alguma influencia em pessoas ou ambientes, seja provocando alterações energéticas ou trazendo a aproximação de entidades ligadas a essa tradição.
    Perdoe minha ignorância no assunto, mas é que eu sou realmente um leigo. Tenho lutado pra seguir em frente com os estudos, mas agora que iniciarei a leitura do Livro dos Médiuns, o segundo da bibliografia básica postado por você MDD. Paciência com essa criança!
    Obrigado pela atenção e grande abraço!
    @MDD – Sou membro da Dragon Rouge. Acho que o estudo das Qliphoth é muito válido DESDE que a pessoa tenha um conhecimento grande sobre a Kabbalah antes, e tenha seu Templo Astral bem protegido e instruções bem claras sobre o que fazer e como fazr, além, claro, de uma egrégora por trás do processo, caso contrário, poderá estar evocando sobre si mesmo todas as energias contrárias à evolução e não saberá dissipá-las. O estudo das qliphoth lida com encarar e triunfar sobre o lado negro a qual todos estamos submetidos. Normalmente é ensinado apenas nos graus de NOX nas Ordens thelemicas, pois assume-se que o aluno já dispõe de recursos e instrução para se defender. O maior problema da “Mão esquerda” não sao os estudos, são os satanistas de orkut que começam por ela, sem terem nenhum conhecimento ou preparo de nada. depois a vida deles afunda na privada e não sabem por quê.

  10. Este é um dos textos que ispiraram o grande Mestre Therion.
    93
    @MDD – Sim, foi a razão pelo qual eu o postei. Qualquer um que queira um dia estudar Thelema precisa primeiro ler estes textos e entendê-los.

  11. Ola Marcelo! Tudo bem!!!
    Desde já, me desculpe por atravessar o seu post com um assunto diferente, mas eu achei esse video na internet e o achei impressionante! Você com certeza já deve ter visto, mas fiquei curioso sobre o manuseio do Chi.
    Isso tem credito, ou eu sou uma pessoa facilmente impressionavel?rs
    http://www.youtube.com/watch?v=nKOoct9KU18
    Abraços!

  12. Tio, nem li esse tópico mas queria perguntar algo em OFF.
    Hoje durante um sono de 40 minutos eu tive um sonho que durou mais ou menos isso e me lembro de tudo.
    Sonhei que um amigo meu encontrava umas oferendas para um trabalho e ele me procurava na minha casa chamando para ajudar a destruir essas oferendas, porque ele acreditava que se fizéssemos isso anulariamos o feitiço. , Na hora que eu vi eu soube era destinado ao mal de alguém. Retiramos as oferendas do local andamos uns 200 metros e começamos a destruir, nessa hora começou a surgir um redemoinho ao lado da casa de um conhecido, no momento eu disse que só podia ter sido esse cara quem fez o feitiço. Quando terminei de me livrar do material do feitiço acordei.
    Aí vem a parte mais estranha… Sempre acontece comigo de sentir presenças e muito raramente de ver entidades (não sei se sempre são desencarnados, não entendo muito disso).
    Acordei e vi uma perna na minha cama (só dava pra ver a perna porque tava com a cabeça de lado), até sentia pouquíssimo peso a mais no colchão daquele lado e eu não conseguia me mover. Fechei o olho e abri, umas três vezes, mas continuava lá. Comecei a sentir uma pressão no abdómen, tentei falar e não consegui.e vi aquela perna tentar pisar, ou montar, em mim. Então, com muito esforço, consegui me levantar e a entidade sumiu.
    É isso que chamam de ataque astral?
    Mesmo em sonho eu posso ter interferido em algum feitiço, fazendo com que a entidade ficasse irritada?
    Pelo fato de estar em sonho, é mais provável que as impressões que eu tive, como o próprio fato de ter havido um feitiço, quem fez o feitiço e saber que era pro mal são mais prováveis de estarem certas?
    E desculpa tentar tirar tantas dúvidas diretamente contigo, mas na minha cidade não tem ninguém que eu conheça que eu possa perguntar sobre esses assuntos.
    @MDD – Provavelmente, foi isso mesmo que vc achou. Se nao aconteceu novamente, entao voces conseguiram resolver o problema.

  13. Já que este foi o último post daqui o comentário será feito aqui mesmo.
    MDD se estamos no TOP Blog,este aqui não seria uma má iniciativa:
    http://www.blogbooks.com.br/
    http://www.blogbooks.com.br/paginas/concurso
    Fica a seu critério e interesse tio!\õ/
    @MDD – Estou vendo os prós e contras antes de decidir… talvez quando eu finalizar a wiki eu faça um livro pela Daemon, ai sei que vai sair do jeito que eu quero. Vi que este Blogbooks serão apenas livros vendidos em livrarias virtuais, se eu fizer pela minha editora, consigo colocar a venda na FNAC, Cultura, Saraiva e outras livrarias reais, acho que seria mais interessante.

  14. Marcelo, eu estava lendo a biografia de um musico, Jason Becker, que por sinal tem uma historia bonita de superação e determinação. Ele tem ALS e nao mexe mais nenhum musculo do corpo.
    Ele fala muito sobre Yogonanda, conta muitas coisas sobre e eu nao conheço muito. Se vc souber e puder me explicar as ideologias, como funciona, e sua opiniao a respeito agradeço.
    Valeu deldebbio!

  15. Havia tempos que não lia um texto de Crowley.
    Inclusive este texto é um dos básicos da A:.A:.
    Grande Abraço MDD.

  16. Boa noite, DD. Primeiro, parabéns pelo seu trabalho. Pergunta que não tem a ver com o texto: conhece algum centro umbandista sério na cidade de Maceió – Alagoas?

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