Alquimia e a Transmutação dos Metais

A Arte alquímica, ao tratar da transmutação dos metais, considera estes como os símbolos das mudanças psicológicas que nos primeiros tempos operam no aprendiz, que estudando com concentração e paciência os textos sagrados e os vivenciando em seu Atanor interno, irá observando as transformações que produz uma nova visão. Desta maneira, perceberá coisas que se lhe escapavam, detalhes nos quais não reparava, e que se lhe vão apresentando carregados de significação. O fascinante processo das transmutações metálicas gera no aspirante uma reverente discrição. Por isso a ciência alquímica é um espelho em que o aprendiz deve se olhar para compreender a estrutura do Cosmo, sua própria constituição. Neste sentido, a busca e a investigação tradicional é especialmente importante.
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A Roda e a Cruz

O símbolo da roda (a esfera, na tridimensionalidade) está estreitamente associado com o do círculo, do qual já falamos. Tal como este, também se encontra em todos os povos tradicionais, o que nos fala de sua primordialidade, atestando assim sua importância como veículo para o entendimento dos mistérios da Cosmogonia, considerada como um suporte vivo que nos permite ter acesso ao conhecimento da Metafísica e das verdades eternas. Aliás, ambos os símbolos se referem às mesmas idéias, pois respondem à idêntica estrutura: um ponto central e a circunferência a que este dá lugar por sua irradiação.
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Aritmosofia e Geometria

Os símbolos geométricos têm, como dissemos antes, uma relação simbólica precisa com as cifras matemáticas. Como se verá, a cada número corresponde exatamente uma ou mais figuras da Geometria; poderíamos dizer que estas são a representação espacial das mesmas energias que os números também expressam à sua maneira.
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A Divisão em doze Signos

A Astrologia (Astronomia judiciária) na Antigüidade era a mesma ciência que a Astronomia, só que seu interesse se centrava na observação dos ciclos e suas reiterações, com propósitos essencialmente prognosticadores. Assim, a Astrologia lia os destinos particulares com base nos ritmos cósmicos e nas coordenadas celestes. Em todo caso, Astronomia e Astrologia têm como ponto básico comum a roda zodiacal, composta de 12 signos, ou estádios que o Sol em seu percurso anual toca. Na realidade, o zodíaco é imaginário, pois se trata da partição em 12 segmentos da abóbada celeste e constitui um plano ideal paralelo à eclíptica, ou seja, tangencial ao eixo do mundo. Se a abóbada celeste está representada pelos 360 graus da circunferência, cada uma destas 12 partes ou símbolos, quase todos animais, contará com 30 graus, e estas se sucederão regularmente ao longo do ciclo anual. O zodíaco é, pois, fundamentalmente, uma medida do tempo (enquanto os astros se referem mais especialmente ao espaço) e como tal deve se tomar. Por outra parte, lembraremos que zodíaco significa “roda da vida” e é óbvia a vinculação com o movimento.
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A Árvore e os Triângulos

Queremos aqui insistir sobre o mandala da Árvore Sefirótica com a qual trabalhamos. Sugere-se efetuar ritualmente a construção de uma nova árvore por sua mão e carregar nela todos os elementos que foram mencionados até o momento. Igualmente tem que se buscar memorizar os nomes, sua tradução, as equivalências entre distintas disciplinas, e se exercitar nelas. Tome lápis e papel e se concentre neste trabalho. Pode também levá-lo ao tridimensional. Os nomes hebreus das sefiroth têm um sentido mágico e teúrgico que excede sua simples tradução à língua profana. Estes nomes de poder devem ser memorizados corretamente e invocados em alta voz, seja de maneira metódica, ou quando se julgue oportuno em relação a fatos e momentos cotidianos. Por esta razão, localizar determinados acontecimentos externos e, sobretudo, realidades internas nos distintos níveis de si mesmo, são atividades sumamente convenientes. Cada plano, mundo ou nível de consciência corresponde a uma realidade íntima que vai do mais periférico, concreto e conhecido (Asiyah), ao mais sutil, invisível e desconhecido (Atsiluth). Estas divisões do diagrama plano são também mundos ou níveis que os homens portamos dentro de nós. Do conhecido e grosseiro ao profundo e desconhecido.
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Tríades e Sephiroth

Em nosso último diagrama, vimos a divisão em tríades das sefiroth da Árvore da Vida. Ali se pode perceber que aquelas se correspondem com os três mundos cabalísticos mais elevados, ficando a última numeração (Malkhuth) como receptáculo das emanações sefiróticas, que por esta divisão em tríades incluem em sua forma os três princípios: ativo, passivo e neutro que caracterizam as colunas ou pilares de nosso modelo cabalístico.
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Hércules – Herakles

Esta figura, protótipo do herói triunfante, do homem que através de uma série de esforços e aventuras consegue “divinizar-se”, ou melhor, retornar a suas origens divinas (já que é filho de Zeus-Júpiter), é talvez a mais importante e exemplificadora da Antigüidade greco-latina. Sua simbólica inclui não só os doze famosos trabalhos e provas em que deve realizar as exigências de Hera-Juno, a contraparte feminina de Zeus-Júpiter (este último, símbolo do espírito fecundador), senão igualmente uma série de fabulosas vitórias que correm casadas com suas nutridas fraquezas. Esta oposição entre as energias masculinas, celestes e espirituais, e as femininas, terrestres e materiais, prefiguradas pelo casal olímpico Zeus-Hera (Júpiter-Juno para os romanos), marcará a vida de Heracles-Hércules, nascido humano e que, por meio dos combates purificadores de toda sua existência, é recebido no Olimpo como o filho preferido de seu Pai celestial, em razão do continuado sacrifício mediante o qual não só venceu a inumeráveis inimigos externos, senão que pôde sair vitorioso dos combates internos contra suas indefinidas tendências para a densidade, reflexo de seus inumeráveis egos, antes de aceder ao conhecimento e à paz, emblemas da imortalidade da alma e da vida eterna que finalmente consegue por seu espírito combativo, sublimado pela busca constante do Espírito e da Verdade, através de um percurso limitado por erros, retificações e conquistas.
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