O Problema da Felicidade Humana

Texto de Huberto Rohden

Os maiores médicos e psiquiatras do mundo concedem e confessam que o grosso da humanidade hodierna é neurótica, frustrada ou esquizofrênica. O Dr. Victor Frankl, diretor da Policlínica Neurológica da Universidade de Viena, em diversos livros traz estatísticas pavorosas sobre essa calamidade do homem civilizado dos nossos dias. E dá também o diagnostico do mal: a falta de uma consciência de unidade. O homem moderno, hipertrofiado na sua diversidade (ego) e atrofiado na sua unidade (Eu), é a consequência dessa descosmificação do homem, que não podia deixar de acabar num caos, em que a dispersividade derrotou a centralidade.

Frustrar é a palavra latina para despedaçar, fragmentar, desintegrar. O homem frustrado sente-se realmente como que desintegrado interiormente, o que produz nele um senso de profunda infelicidade. Em última análise, toda felicidade provém de uma consciência de coesão e integridade. O homem é infeliz porque perdeu a consciência da sua inteireza e unidade; pode ser uma personalidade, uma persona (máscara), mas deixou de ser uma individualidade, um ser indiviso em si mesmo. Unidade, integridade, felicidade, são sinônimos.

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A Noite Escura da Alma

Encontrei uma expressão Chan (Zen chinês) que diz:

“Grande dúvida, grande iluminação.
Pequena dúvida, pequena iluminação.
Nenhuma dúvida, nenhuma iluminação.”

A tradição nos ensina que existem três pre-requisitos para a prática verdadeira: Grande Dúvida, Grande Fé e Grande Determinação.

1. Grande Dúvida

A maioria das pessoas chegam à prática espiritual motivada por um sofrimento que deu origem a um questionamento. Quase sempre, a pessoa está fazendo uma pergunta do tipo “Por que está acontecendo ‘x’?” ou ”Por que eu?”

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O Caminho do Darma, como nos ditou o Buda

As Edições Textos para Reflexão desta vez trazem a você o livro mais lido e traduzido do budismo, Dhammapada: O Caminho do Darma.

Segundo a tradição, ele teria sido composto pelas anotações dos discípulos que chegaram a conviver com o Buda. Ou seja, se trata do que nos foi ditado pelo próprio Buda. Monges budistas da vertente teravada registraram o Cânone Páli algumas centenas de anos após a morte do Buda. O Dhammapada é uma parte do Sutta Pitaka, que por sua vez é uma parte do Cânone Páli. Trata-se de uma coleção de 423 versos que nos demonstram como viver uma vida que conduza à iluminação. Quem consegue viver uma vida neste caminho, segue o seu Darma.

Disponível em e-book e versão impressa :

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À seguir, trazemos um trecho do Prefácio (por Rafael Arrais, tradutor da obra):

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A Maturidade traz em si a Verdadeira Liberdade


Por Yoskhaz
“A maturidade nada mais é do que o entendimento de si e a disposição de se transformar. Isto é libertador”, disse o Velho enquanto procurávamos cogumelos em uma floresta próxima ao mosteiro depois de uma noite de chuva. O sol brilhava por entre as folhas, lambia nossos rostos e aquecia na manhã ainda fria. “Entender quem somos, nossas dificuldades e belezas, permite que deixemos para trás o que em nós não serve mais e abre a perspectiva de inventar o que queremos ser. Este é o poder do Caminho”, complementou. Um belo rouxinol pousou em um galho de uma árvore próxima e nos presenteou com uma pequena sinfonia, só encontrada nas matas. Depois alçou voo. Comentei que todos gostariam de ter asas como os pássaros para alcançar as alturas. Ele retrucou de plano: “Pássaros voam por determinismo biológico. As asas da liberdade são metafóricas, fruto da sabedoria e do amor, flor das escolhas que se faz a cada passo do Caminho”.
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O Sagrado mora no seu Coração


Por Yoskhaz
Certa vez assisti a um filme, desses hollywoodianos, com muita ação, onde o protagonista era um frio assassino profissional que passa a ser perseguido tanto pela polícia quanto pela máfia. Sua aparente indiferença em relação a qualquer tipo de sentimento era a tônica da sua personalidade e a principal razão de sua nefasta eficiência. No entanto, durante a sua fuga carregou por todo o tempo um vaso de plantas, salvo engano, pois faz muito tempo, com uma orquídea. Aquela singela flor era o depositário de todo e único amor que esse homem conhecia. Ele se preocupava com ela, pois era preciso que a colocasse no sol, regasse, vigiasse de eventuais pragas para que não morresse. A planta era motivo de preocupação, pois dependia completamente dele para continuar viva; a orquídea tinha a capacidade de fazer florescer o melhor de um homem embrutecido em sua consciência. Aquela flor era sagrada.
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As mais belas Histórias são as de Superação


Por Yoskhaz
Não raro escuto pessoas dizendo que fariam tudo “exatamente igual” se iniciassem novamente a sua trajetória de vida. Se é apenas uma alusão a como aprenderam com os próprios erros e como eles ajudaram a chegar onde estão, entendo. Sim, por vezes, os erros são preciosos mestres que nos oferecem valiosas lições, embora a vida disponibilize outros, como a percepção e o amor, que permitem encurtar tempo e pavimentar a estrada. São as mesmas lições oferecidas pelo erro, porém ministradas de maneira suave, afinal aprende-se por imposição ou gosto. A escolha é sempre nossa. No entanto, na maioria dos casos vejo alguns amigos sustentando verbalmente a repetição da trajetória de vida por vergonha, negação ou orgulho. Pena, pois a não aceitação do próprio caminho trilhado impede de entendermos quem realmente somos, por consequência, não permite ver as transformações que devemos operar em nós, atrasando a viagem evolutiva e, assim, a paz da plenitude que tanto ansiamos.
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Só há Coragem onde antes existia o Medo


Por Yoskhaz
As histórias de ficção encantam a humanidade desde o início dos tempos porque revelam segredos escondidos no inconsciente. Embora interfiram em nosso jeito de ser, não raro, demoram a ser decodificados. Justamente lá, no inconsciente, por ser território selvagem, as sombras atuam e terminam por alterar nossas vidas. Através das aventuras imaginárias narradas nos livros ou nas telas, o herói enfrenta vilões perigosos, encontra dificuldades inesperadas, precisa superar limites, aprende com perdas e frustrações para no final encontrar o maior tesouro: ele próprio.
A ficção, no fundo, conta a história de cada um de nós disfarçada com outra roupa, cenário e maquiagem. A necessidade que temos do herói nasce ao identificarmos a coragem indispensável para enfrentar nossos dragões e permitir que o melhor em nós floresça. O guardião dessa ponte que todos precisam atravessar é o medo.
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A Cor Laranja

O meio caminho entre o amarelo e o vermelho, o laranja é a mais angustiante das cores. Entre o ouro celeste e o vermelho ctônico, esta cor simboliza, antes de tudo, o ponto…

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