Nas trincheiras de ateus e religiosos


Esse é normalmente um daqueles textos que costuma desagradar os dois lados da questão. É esta a consequência de tentarmos sermos imparciais, embora a neutralidade completa seja somente uma ilusão. De qualquer modo, tentemos colocar nossos preconceitos de lado e busquemos avaliar a situação do ponto de vista menos tendencioso possível, embora a perfeição neste quesito seja uma tarefa impossível.

A motivação básica para escrever sobre ateus e religiosos é esse constante conflito entre ambos, que trocam ofensas e piadas depreciativas na internet, principalmente nas redes sociais. De um lado, religiosos insinuam que fora de suas crenças não há a “salvação”, tentando mostrar como são superiores por estarem no caminho certo. Do outro, ateus tentam mostrar como eles são extremamente sortudos e, por isso, superiores por terem descoberto a “farsa das religiões”.
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Por que discutimos tanto?


Como proclamou o ensaísta francês Michel de Montaigne, “Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, nem dois fios de cabelo ou grãos. A qualidade mais universal é a diversidade”.

Infelizmente, nem sempre podemos simplesmente expor opiniões ou discutirmos idéias de forma pacífica, pois não raro uma discordância encaminha para uma discussão mais acalorada. Mas afinal, por que isso acontece?

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Teísmos e ateísmos

Ao longo de vários anos participando e observando discussões filosóficas e religiosas, pude observar que, muitas e muitas vezes, as pessoas se digladiam muito mais por não conseguirem compreender o que a outra efetivamente pensa, do que por qualquer outro motivo mais importante. Usualmente, o que causa esse tipo de desentendimento é o fato de que alguns termos – particularmente os que englobam a crença ou descrença em um Criador – são compreendidos de maneiras diversas pelas pessoas.

Por exemplo, para alguns um ateu é alguém que afirma categoricamente que Deus não existe (seja quem ou o que for). Para outros – incluindo ateus – o ateísmo não chega a fazer tal afirmação.

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Os Ateus e a Kabbalah


Este é um post antigão, daqueles tempos de sedentário e de internet malemolente, onde uma grande massa de ex-evangélicos descobriram o ateísmo como religião e abraçaram o ódio ao espiritualismo como nova fonte de direcionamento qliphotico. E como qualquer religião que se preze, os neo-ateus precisam de um Panteão para venerar. Como alegam que não acreditam em divindades sobrenaturais, escolheram pessoas comuns para colocar nos patamares divinos e dar a elas características de Ídolos.
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Viver diante do absurdo

Albert Camus dizia que o único problema filosófico verdadeiro é o suicídio, todos os demais são pequenezas perto deste. E ele não podia estar mais certo. Afinal, o que faz alguém escolher a vida, com todas suas incertezas, agonias e absurdos, e não a morte, quando esta última pode representar o fim dos seus tormentos?

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Valorizamos a vida. Não apenas a valorizamos, como a sobrevalorizamos, ao mesmo tempo em que tememos a morte. Em minha experiência, tenho descoberto que o temor da morte não é um problema do “materialismo”. Não é um problema de ateus que não acreditam na vida após a morte, mas mesmo pessoas que se entendem por espiritualizadas, que acreditam em reencarnação ou em planos divinos, ainda assim, no seu mais íntimo, sentem extremo terror diante da possibilidade de perderem a si, as coisas ou as pessoas que amam.

Porque não é apenas através do medo de morrer – essa ideia abstrata que não existe enquanto eu existo; e quando ela existir, eu não mais existirei – que elas demonstram sua incapacidade de lidar com este fato. É na incapacidade de lidar com a própria impermanência da vida. (mais…)

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Carta aberta dos Ateus ao Presidente

Todo mundo sabe que eu considero os ateus pouca coisa melhor que os evangélicos (pelo menos eles não dão dinheiro aos pastores) e que considero o ateísmo apenas mais uma religião igualzinha às outras, com todos os seus dogmas, livros sagrados e messias Dawkinianos, mas Inimicus inimici mei amicus meus est.
A carta é bacana. Pena que não vai adiantar nada, já que nosso presidente não sabe ler.
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