O Diabo não é tão feio quanto se pinta – I

[Update: Links corrigidos]
Post publicado no S&H em 26/4/2008,

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Estou tendo alguns problemas técnicos para escrever as colunas (todos os meus livros sobre mitologias, ocultismo e história ainda estão encaixotados, o que torna um tanto quanto problemático fazer as pesquisas de dados, já que não gosto de pesquisar nada na internet) mas espero poder resolver este problema nos próximos quinze ou vinte dias.
Pretendo intercalar as matérias sobre o Sefirat haOmer com nossa programação normal. Fizemos a explicação sobre o Jesus Histórico AQUI, AQUI, AQUI e AQUI e o mais lógico para continuarmos nossa jornada através da história (até mesmo para explicar o que seria o Baphomet dos Templários mais adiante) será explicar como a Igreja Católica transformou todos os deuses das outras religiões em demônios, deturpando seus significados.
Nas próximas colunas, apresentarei a vocês Lucifer, Lilith, Astarte, Belial, Poseidon, Cernunnos, Exú e muitas outras divindades que foram covardemente desonrados pela Igreja, tornando-se caricaturas sinistras com a finalidade de causar medo aos fiéis e garantir um bom dízimo.
Para começar, Pan: o bode e os chifres…

Especialmente para a coluna de hoje, como convidado especial, tomei a liberdade de pegar emprestado um texto maravilhoso do irmão Wagner Veneziani Costa, do sensacional Blog do Editor da editora Madras.

UPDATE – Fiz uma revisão no texto para deixá-lo mais fluido e mais próximo do meu estilo do texto, pois muita gente achou o estilo do Wagner meio truncado.

O Pan (pão) Nosso de Cada Dia – A Grande Dádiva de Deus
Durante todo o texto, tentarei fazer uma análise comparativa do Deus Pan em todas as civilizações, como suas lendas, mitos, histórias infantis e as diversas palavras que surgiram do nome dele, tais como pânico, panacéia, panteísmo entre tantas outras. O Deus Pan é muitas vezes chamado de Fauno, Sylvanus, Lupercus, o Diabo (no Tarô). Seu lado feminino é a Fauna; é Exú (na Umbanda), o Orixá fálico; Capricórnio (na Astrologia); Dionísius (deus do vinho); Baco (dos famosos bacanais). Muitas vezes é comparado aos deuses caçadores; ou ainda, a Tupã (Pajé, Caboclo).

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O deus Pan é uma antiqüíssima divindade grega, cultuada originalmente na região da Arcádia (uma área rural muito importante na antiguidade, pois foi o local onde muitas das Escolas de Hermetismo se reuniam). Pan é o guarda dos rebanhos que, tem por missão fazer multiplicar. Deus dos bosques e dos pastos, protetor dos pastores, veio ao mundo com chifres, orelhas e pernas de bode. Pan é filho de Mercúrio.
A explicação para a alegoria de um deus misto (bode+humano) ser filho de Mercúrio é muito simples: era bastante natural que o mensageiro dos deuses, sempre considerado intermediário, estabelecesse a transição entre os deuses de forma humana e os anteriores, de forma animal. Parece, contudo, que o nascimento de Pan provocou certa emoção em sua mãe, que ficou assustadíssima com tão esquisita conformação. De acordo com Hesíodo, quando Mercúrio apresentou o filho aos demais deuses, todo o Olimpo desatou a rir.

“Mercúrio chegou à Arcádia, que era fecunda em rebanhos. Ali se estende o campo sagrado de Cilene; nesses páramos, ele, deus poderoso, guardou as alvas orelhas de um simples mortal, pois concebera o mais vivo desejo de se unir a uma bela ninfa, filha de Dríops. Realizou-se enfim o doce himeneu. A jovem ninfa deu à luz o filho de Mercúrio, menino esquisito, de pés de bode e testa armada de dois chifres. Ao vê-lo, a nutriz abandona-o e foge. Espantam-na aquele olhar terrível e aquela barba tão espessa. Mas o benévolo Mercúrio, recebendo-o imediatamente, colocou-o no colo, rejubilante. Chega assim à morada dos imortais, ocultando cuidadosamente o filho na pele aveludada de uma lebre. Depois, apresenta-lhes o menino. Todos os imortais se alegram, sobretudo Baco, e dão-lhe o nome de Pan, visto que para todos constituiu objeto de diversão.

As ninfas zombavam incessantemente do pobre Pan, por causa do seu rosto repulsivo, e o infeliz deus, ao que se diz, tomou a decisão de nunca amar. Mas Cupido é cruel, e afirma uma tradição que Pan, desejando um dia lutar corpo a corpo com ele, foi vencido e abatido diante das ninfas que riam.
Existem diversas lendas associadas a Pan. Uma delas diz respeito à flauta que sempre o acompanhava. Esta história diz o seguinte: Certa vez, Pan se apaixonou pela ninfa Sirinx, mas não foi correspondido. Sendo assim, Sirinx vivia fugindo do deus metade homem metade bode, até que se escondeu dele em um lago e se afogou. No lugar da sua morte, nasceram hastes de junco que Pan cortou e transformou em uma flauta de sete tubos, a qual se tornou um atributo dele. Sirinx, então, imortalizava-se.

Pan também era o deus da fertilidade, da sexualidade masculina desenfreada e do desejo carnal. Como o nome do deus significava “tudo”, no mais amplo sentido da natureza: a fertilidade. Para os alquimistas e para os estudiosos da filosofia, Pan passou a ser considerado um símbolo do Universo e a personificação da Natureza; e, mais recentemente, representante de todos os deuses.
Celebrar a Pan é celebrar a natureza, a sexualidade de maneira primal, a bebida, o prazer e a boa música. Suas festas eram marcadas por cantos, danças, vinhos e ritos de magia sexual envolvendo fertilidade e prosperidade, dedicadas às plantações, colheitas e rebanhos.

Faunos
Os romanos tinham um panteão de deuses que foi, em sua maioria, “herdado” da cultura grega. Portanto, quase todos os deuses romanos possuem seus correspondentes gregos.
Sylvanus e Faunus eram divindades latinas cujas características são muito parecidas com as de Pan, que nós podemos considerá-las como o mesmo personagem com nomes diferentes.
Entre os romanos, faunos eram deidades de florestas selvagens com pequenos chifres, pernas de cabra e um pequeno rabo. Eles acompanhavam o deus Faunus, eram alegres, habilidosos, e viviam sempre cantando e se divertindo. Faunos são análogos aos sátiros gregos.
Faunos é o deus da natureza selvagem e da fertilidade, também considerado o doador dos oráculos. Como o protetor dos rebanhos, ele também é chamado Lupercus (”aquele que protege dos lobos”).

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Uma tradição particular conta que Faunus era o rei de Latium, o filho de Picus e neto do deus Saturno. Depois de sua morte, ele foi divinizado como Fatuus, e surgiu um culto pequeno em torno da sua pessoa, na floresta sagrada de Tibur (Tivoli). Em 15 de fevereiro (a data de fundação do templo), seu festival, o Lupercalia, era célebre. Sacerdotes(chamados Luperci) vestiam peles de cabra e caminhavam pelas ruas de Roma batendo nos espectadores com cintos feitos de pele de cabra. Outro festival dedicado à sua homenagem era o Faunalia, realizado próximo das épocas de colheita, para invocar seus atributos de prosperidade.

Sua contraparte feminina é a Fauna, a deusa das florestas. Ao contrário de Pan, que possuía os atributos da virilidade associados ao bode, Fauna era a senhora das matas e de todas as plantas. Suas seguidoras eram as Ninfas e as Dríades (que curiosamente possuem a mesma origem etmológica da palavra Druida – significando “aqueles que conhecem as árvores” ).

Levando chifres
Para os católicos (e posteriormente os evangélicos), os chifres passaram a representar o Demônio, o cordeiro ou cabrito, que era sacrificado em redenção do pecado. Mas os chifres sempre foram sinais de algo Divino. Na Babilônia, o grau de importância dos deuses era identificado pelo número de chifres atribuídos a eles. Moisés fora representado plasticamente com chifres na testa (na famosíssima estátua de Michelangelo), bem como o próprio Alexandre, o Grande, encomendara uma pintura do seu retrato, mostrando-se com chifres de carneiro na testa.
Os antigos judeus conheciam esse simbolismo, recebido das mitologias circunvizinhas. Se’irim geralmente pode ser traduzido por bode. Habitam os lugares altos, os desertos, as ruínas… No Gênesis, lemos que os filhos de Jacó degolaram um bode para com seu sangue manchar a túnica de José (Gn. 37:31).
O termo vulgar “bode” é designado pela mesma palavra que se emprega em outras partes para designar um sátiro. A palavra hebraica sa’ir significa propriamente “o peludo” e se aplica tanto ao bode como a qualquer outro sátiro, elemental ou divindade inferior, na mentalidade popular.

O termo “levar chifres” como pejorativo veio mais tarde, por conta dos romanos. As rainhas guerreiras celtas possuíam haréns de homens responsáveis por lhe dar prazer enquanto o rei estivesse em batalhas (de maneira análoga aos haréns tão comuns de mulheres). Isto, para os romanos (e, posteriormente para os católicos), era um absurdo. Na sua visão machista, os reis celtas que permitiam estes concubinos eram “menos homens” que os guerreiros romanos e começaram a espalhar a associação entre o “portar chifres” (lembrem-se do que já falamos sobre a simbologia dos chifres de alce e os reis europeus) e o “sua mulher dormiu com outro homem”.
Um desdobramento interessante que falarei no futuro é a história de Gwenhwyfar, uma destas rainhas, que deu origem posteriormente à personagem chamada Guinevere, esposa do rei Arthur. Gwenhwyfar possuía concubinos enquanto o rei estava em batalhas e, mais tarde, na cristianização destes mitos, o concubino de Guinevere se torna seu “amante” (e, posteriormente, nas mãos do Francês Chrétien de Troyes, este amante do rei Inglês se torna o cavaleiro francês Lancelot… é… a história do Rei Arthue que vocês conhecem é uma salada de frutas histórica composta de várias lendas empilhadas, mas isso é tema para outra coluna outro dia)

Para os Celtas, o Deus Cornífero
O Deus Cornífero é representado por um ser com cabeça humana, chifres e pernas de cabra ou cervo. Ele é o guardião das entradas e do círculo mágico que é traçado para se começar o ritual. É o deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas. É o deus que morre e sempre renasce (o Senhor das Estações do ano). Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.
Os chifres e a capa vermelha representavam o rito de iniciação (eu falei sobre isso nas colunas anteriores), tanto que estão presentes até os dias de hoje na figura alegórica da Coroa e da Capa Vermelha dos Reis europeus.

Mas por que essa imagem diabólica tão horripilante? O chifre apresentava conotação sagrada, como um sinal “divino”, desde dez mil anos a.C., no período Neolítico (thanks TH13), representando também fertilidade e vitalidade. Acreditava-se que os chifres recebiam poderes especiais vindos das estrelas e dos céus (a simbologia da cauda formada pelos cometas). Basta observar as histórias da Cornucópia, que eram chifres das quais brotavam frutas, verduras e vegetais suficientes para alimentar a todos, em um sinal de fartura e prosperidade.

Existem várias versões do Deus Cornífero, como o Deus Cernunnos (versão celta e galo-romana). Na religião pagã Wicca, criada por Gerald Gardner, acredita-se que o Deus Cornífero seja o guardião das entradas e do círculo dos ritos.
Segundo a Wicca, o Deus Cornífero nasceu da grande Deusa, divindade suprema para os wiccanianos, representada por várias faces.
Uma das versões do Deus Cornífero é a que o considera protetor dos pastores e dos rebanhos. Uma versão do Deus Osíris – considerado pelos egípcios o deus da agricultura e da vida para além da morte. Ver posts antigos onde eu relaciono Osíris com o “Green man”.
Em algumas cavernas da França, foram encontradas pinturas do período Paleolítico, com homens fantasiados de veado, representando o Deus Cernunnos. Muitas vezes, ele era representado em imagens, acompanhado de uma serpente, e em tempos mais modernos, com uma bolsa cheia de moedas.
Geralmente, ele é representado sentado e de pernas cruzadas, talvez assumindo a posição de um xamã (vamos falar mais sobre xamanismo e suas relações com os druidas nas próximas colunas).
Considerado também o deus da caça e da floresta, hoje é um deus ou ser divino quase esquecido, lembrado apenas nas religiões pagãs.

Podemos perceber claramente que nenhum destes deuses nunca foi relacionado a um ser “infernal”. Mas nos dias atuais, em que imaginamos o Diabo ou um ser infernal, o que nos vem à mente é uma imagem demoníaca, maléfica, um ser com chifres e pernas de cabra. Existiu conspiração religiosa na deturpação da imagem do Deus Cernunnos? Teriam criado essa farsa apenas para acabar com as antigas religiões? A resposta parece óbvia.

Exu – O Orixá Fálico
Exu também tem os seguintes epítetos ou atributos: Exu Lonan, o Senhor dos Caminhos; Exu Osije-Ebo, o Mensageiro Divino; Exu Bará, o Senhor (do movimento) do Corpo; Exu Odara, Senhor da Felicidade; Exu Eleru, o Senhor da Obrigação Ritual; Exu Yangi, o Senhor da Laterita Vermelha; Exu Elegbara, o Senhor do Poder da Transmutação; Exu Agba, aquele que é o ancestral; Exu Inã, o Senhor do Fogo.
Exu é o Orixá que rege o jogo de Búzios, uma modalidade divinatória. Diz um mito que Exu é o único Orixá que tinha esse poder, mas decidiu compartilhá-lo com Ifá em troca de receber as oferendas e pedidos antes de qualquer outro Orixá.
Assim como Hermes, Exú é o mensageiro dos deuses, seu poder é o de receber e transportar os pedidos e oferendas dos seres humanos ao Orum, o Mundo dos Deuses. É o Senhor dos Caminhos, das encruzilhadas, das trocas comerciais e de todo tipo de comunicação. Ele representa também a fertilidade da vida, os poderes sexual, reprodutivo e gerativo. Não podemos nos esquecer de que o sexo, diferentemente do que os católicos e evangélicos dizem (uma coisa de luxúria, de pecado), é na verdade um ATO SAGRADO. Talvez por isso, por ele ser o poder sexual, os cristãos o comparem com o Demônio.
A origem do mito de associação de Exú com o Diabo vem dos Jesuítas. Quando os escravos estavam fazendo o sincretismo de suas religiões africanas com os Santos Católicos, os Jesuítas desconfiaram que havia alguma coisa errada… nas religiões africanas, não existe a figura do diabo, apenas de deuses com características humanas. Então eles encontraram um símbolo fálico representando o exú e tiveram a “brilhante idéia” de associar o pênis ereto com o sexo (pecado) com o diabo para completar o panteão católico.
Adicione dois séculos de deturpação católica e (posteriormente) evangélica e temos a imagem do exú como ela é nos dias de hoje.
Sem falar que normalmente a figura do Senhor Exu é colocada com chifres, rabo, pintado de vermelho, imagem bem parecida com a que os cristãos “desenham” o Diabo… Então, o Exu verdadeiro das religiões africanas nada tem em comum com o diabo lúdico, e as esquisitas estátuas comercializadas e utilizadas arbitrariamente em terreiros são frutos da imaginação de visionários que não enxergam nada além das manifestações dos baixos sentimentos em formas deprimentes, nos seres que lhes são afins.
Laroiê, Senhor Exu! (”Ninguém tira a saúde e a riqueza”).

Diabo e Ayin – Caminho 26
Quando pergunto a qualquer pessoa se Deus é onipresente, onisciente e onipotente, e elas normalmente respondem que sim, concluo com a seguinte pergunta: Então, quem é o Diabo?

Elas ficam sem resposta… Ora, esse Demônio, tão difundido pelas religiões judaico-cristãs, não existe. O conceito de bem ou mal é relativo, está intrinsecamente ligado ao ser humano, dentro de cada um de nós e não fora.

O Diabo só existe dentro de nossos corações frágeis e reina naqueles que não dominam suas emoções e navegam conforme a maré dos acontecimentos, sem rumo certo. Na Kabbalah, o Diabo é o caminho que leva de Hod (a Razão) a Tiferet (a Iluminação). É o caminho da esquerda, o entendimento de que para atingirmos a iluminação devemos encarar nossos erros e medos de frente e nos tornarmos responsáveis por tudo aquilo que fazemos, de maneira fria. O arcano do tarot representa nossas paixões, vontades verdadeiras e intrínsecas, removidas de falsidade ou falsas hipocrisias. Talvez por isso seja tão temida entre os leigos que mexem com o tarot, que o associaram à “maldade”. Seu signo associado é Capricórnio, o signo da tradicionalidade, da severidade, das linhas corretas.

Tupan
Tupã ou Tupan (que na língua tupi significa “trovão”) é uma entidade da mitologia tupi-guarani.
Os indígenas rezam a Nhanderuvuçu e a seu mensageiro Tupã, que não era exatamente um deus, mas sim uma manifestação de um deus.
Tupã não era “deus” como os jesuítas quiseram fazer com suas “brilhantes idéias” para catequizar à força os índios, mas sim um Mensageiro dos Deuses, ou seja, possuía as mesmas características de Hermes e Exú.
Para os que acham que isso é exagero, basta verificar o que o nosso amigo jesuíta Padre Quevedo inventa e distorce sobre a Umbanda e o kardecismo nos dias de hoje e veremos que os Jesuítas CONTINUAM com essa mania de mentir e distorcer a cultura alheia, mesmo em pleno 2008.

Câmara Cascudo afirma que Tupã “é um trabalho de adaptação da catequese”. Na verdade, o conceito “Tupã” já existia, não como divindade, mas como conotativo para o som do trovão (Tu-pá, Tu-pã ou Tu-pana, golpe/baque estrondeante); portanto, não passava de um efeito, cuja causa o índio desconhecia e, por isso mesmo, temia. Osvaldo Orico é da opinião de que os indígenas tinham noção da existência de uma Força, de um Deus superior a todos. Assim ele diz: “A despeito da singela idéia religiosa que os caracterizava, tinha noção de Ente Supremo, cuja voz se fazia ouvir nas tempestades – Tupã-cinunga, ou “o trovão”, cujo reflexo luminoso era Tupãberaba, ou “relâmpago”. Os índios acreditavam ser o deus da criação, o deus da luz. Sua morada seria o Sol.

Pandora
Na mitologia grega, Pandora (”bem-dotada”) foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar dos céus o segredo do fogo.
“Caixa de Pandora” é uma expressão utilizada para designar qualquer coisa que incita a curiosidade, mas que é preferível não tocar (como quando se diz que “a curiosidade matou o gato”). Tem origem no mito grego da primeira mulher, Pandora, que por ordem dos deuses abriu um recipiente (há polêmica quanto à natureza deste, talvez uma panela, um jarro, um vaso, ou uma caixa tal como um baú…) onde se encontravam todos os males que desde então se abateram sobre a humanidade, ficando apenas aquele que destruiria a esperança no fundo do recipiente. Existem algumas semelhanças com a história judaico-cristã de Adão (Adan) e Eva em que a mulher é, também, responsável pela desgraça do gênero humano.

Desde que Zeus (Júpiter) e seus irmãos (a geração dos deuses olímpicos) começaram a disputar o poder com a geração dos Titãs, Prometeu era visto como inimigo, e seus amigos mortais eram tidos como ameaça.
Sendo assim, para castigar os mortais, Zeus privou o homem do fogo; simbolicamente, da luz na alma, da inteligência… Prometeu, “amigo dos homens”, roubou uma centelha do fogo celeste e a trouxe à terra, reanimando os homens.
Ao descobrir o roubo, Zeus decidiu punir tanto o ladrão quanto os beneficiados. Prometeu foi acorrentado a uma coluna e uma águia devorava seu fígado durante o dia, o qual voltava a crescer à noite.
Para castigar o homem, Zeus ordenou a Hefesto (Vulcano) que modelasse uma mulher semelhante às deusas imortais e que tivesse vários dons. Atena (Minerva) ensinou-lhe a arte da tecelagem, Afrodite (Vênus) deu-lha a beleza e o desejo indomável, Hermes (Mercúrio) encheu-lhe o coração de artimanhas, imprudência, ardis, fingimento e cinismo, as Graças embelezaram-na com lindíssimos colares de ouro… Zeus enviou Pandora como presente a Epimeteu, o qual, esquecendo-se da recomendação de Prometeu, seu irmão, de que nunca recebesse um presente de Zeus, o aceitou. Quando Pandora, por curiosidade, abriu uma caixa que trouxera do Olimpo, como presente de casamento ao marido, dela fugiram todas as calamidades e desgraças que até hoje atormentam os homens. Pandora ainda tentou fechar a caixa, mas era tarde demais: ela estava vazia, com a exceção da “esperança”, que permaneceu presa junto à borda da caixa.
Outra lenda grega diz que Pandora é a deusa da ressurreição. Por não nascer como a divindade, é conhecida como uma semideusa. Pandora era uma humana ligada a Hades. Sua ambição em se tornar a deusa do Olimpo e esposa de Zeus fez com que ela abrisse a ânfora divina. Zeus, para castigá-la, tirou a sua vida. Hades, com interesse nas ambições de Pandora, procurou as Pacas (dominadoras do tempo) e pediu para que o tempo voltasse. Sem a permissão de Zeus, elas não puderam fazer nada. Hades convenceu o irmão a ressuscitar Pandora. Graças aos argumentos do irmão, Zeus a ressuscitou dando a divindade que ela sempre desejava. Assim, Pandora se tornou a deusa da ressurreição. Para um espírito ressuscitar, Pandora entrega-lhe uma tarefa; se o espírito cumprir, ele é ressuscitado. Pandora, com ódio de Zeus por ele tê-la tornado uma deusa sem importância, entrega aos espíritos somente tarefas impossíveis. Desse modo, nenhum espírito conseguiu nem conseguirá ressuscitar.

Peter Pan
O menino mágico que voa sem medo de envelhecer, mas não quer crescer. Peter Pan leva-nos aos gnomos e fadas comuns em histórias européias antigas. Esses “arquétipos”, como Jung deveria dizer, têm reaparecido na “mente coletiva” com grande freqüência, ou seja, Peter, visto pela ótica mítica do deus Pan, deus dos bosques, representa a natureza selvagem que habita dentro de cada um de nós.
Peter Pan toca sua flauta com nostalgia no filme de Hogan. Sem tristeza, porém. Afinal, ele só pode ter pensamentos felizes, pois só assim se pode voar.
Terra do Nunca, fadas, imaginação… fica de lição de casa para os sedentários assistir novamente ao desenho animado do Tio Disney.

Finalizando…
Os chifres sempre foram representações da luz, da sabedoria e do conhecimento entre os povos antigos. Portanto, como podemos perceber, desde tempos imemoráveis os chifres foram considerados símbolos de realeza, divindade, fartura, e não símbolos do mal como muitos associaram e ainda associam. O chifre sempre simbolizou a força de um animal, ou o poder de uma pessoa ou nação.
Podemos dizer, então, que o Deus, a Grande Mãe e o Deus Cornífero representam juntos as forças vitais do Universo Cornífero. É o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na Terra.

Já as patas de bode sempre representaram o contato com a terra, a virilidade, a prosperidade e a fertilidade, próprias de quem trabalha no campo e não tem medo de galgar as montanhas do espírito em direção ao seu topo.

Pan representa a Árvore da vida, a liberdade do ser humano de desfrutar a natureza em paz e harmonia, de manter o contato com a divindade e a liberdade de pensamento. pan representa o sexo como fonte de prazer para o homem e a mulher, bem como uma maneira de se chegar ao estado divino sem a necessidade de “pedágios”.

E por esta razão, foi tão necessário para a Igreja transformá-lo no “adversário” e, através de séculos de terror e mentiras que ela mesma criava (e cria até hoje) para seus fiéis, estamos hoje com uma imagem totalmente deturpada da natureza e de seus deuses antigos.

Semana que vem: O Portador da Luz.

Forte Abraço.

Este post tem 30 comentários

  1. Interessante a ninfa Sirinx, que se transformou em flautas. Será que é daí que vem o nome da siringe, órgão presente nas aves?

    Quanto a Tupã, o que eu sabia era que era uma personagem ridicularizada pelos outros deuses, sendo motivo de piada em diversas histórias. Li isso numa coleção de mitologia aqui numa Biblioteca da UFC. Salvo engano, o texto dizia também que os Jesuítas pegaram Tupã e o transformaram num deus todo-poderoso ao estilo Católico, o que facilitou a catequização dos índios.

    Estava pensando, já que os chifres são símbolos de realeza, pensei se a origem da coroa tem algo a ver com os chifres. Porque as coroas tem pontas, e sei lá, pensei, isso pode se relacionar aos chifres. Estou certo?

  2. raph

    Eu tenho a impressão de que se a Igreja determinasse que homens barbudos e cabeludos com uma coroa de espinho na cabeça fossem a representação do Diabo, hoje teríamos homens chifrudos crucificados nas igrejas…………… Em um certo momento, Constantino simplesmente escolheu quais “figuras” eram válidas. Jesus como jovem pastor? Não. Jesus como crucificado sofredor? Sim!

    1. Beatriz Oliveira

      Raph, faz tipo uns 3 anos que você comentou aí mas vou responder mesmo assim rsrs. Sabe que essa imagem do Jesus sofredor cheio de sangue na cruz é coisa da Idade Média, para causar comoção. A mesma coisa acontece com a noção de purgatório. Antes, era proibido representar o Cristo na Paixão, porque era um aspecto mais “humano” de sua existência. Davam preferência às imagens mais divinas e étereas, atemporais… como vemos nos templos bizantinos… ou então para o pensamento iconoclasta. As imagens católicas “tradicionais” que conhecemos são todas da empreitada da Escolástica na Idade Média, pra instruir visualmente o pessoal analfabeto sobre o cristianismo (e que portanto não tinha acesso ao evangelho) e usar a arte como recurso de deslumbramento. Só uma curiosidade, só pra dizer que isso do martírio é coisa posterior ao Constantino mesmo. Mas teria de pesquisar mais pra saber melhor como se deu esse sincretismo… se ele oficializou algo que já estava espontaneamente no imaginário da galera ou se realmente sentou na cadeira e escolheu o que ia compor o panteão cristão.

  3. Cássio

    Não tem nada a ver com o post, mas fiquei feliz da TSKF ter vindo ontem ao campeonato da academia em que treino, em Curitiba. Pena que o MDD não veio, tinha esperanças de conversar com ele cara a cara… mas agora já foi. Aliás, a tskf só não dominou o pódio da categoria infantil… porque o resto sempre tinha um de colete amarelo.

  4. Carlos Gomes

    lol agora lembrei-me das mentes brilhantes que andam por aí a espalhar aos quatro ventos que este, aquilo e aquele são satánicos por terem alguma relação com qualquer coisa com chifres e ou pentagramas.
    Isto apesar de fruto da ignorância, o assunto fica ainda pior quando essas mesmas pessoas dizem-se não-católicas, rejeitando os ensinamentos da religião, onde se inclui o conceito católico de diabo e satanismo que usam como argumento nas suas baboseiras.

    Teorias da conspiração ftt – NOT!

    1. Bem, você tem todo o direito de acreditar no que quiser, pode acreditar numa igreja cujo Sumo Pontífice acoberta pedófilos, acreditar numa igreja que perseguiu, torturou e massacrou pessoas por séculos por causa do que acreditavam, mas mais ainda por causa das coisas que sabiam. Também pode acreditar numa igreja que faz com que os fiéis não usem preservativos por causa de superstições de uma idade de Trevas, espalhando ainda mais a AIDS em todo um continente.

      Sim, senhor, uma igreja que só prega a caridade e o amor ao próximo.

      1. Carlos Gomes

        Acho que não percebeu de forma alguma o meu comentário, pois em absolutamente lado nenhum disse que acreditava fosse no que fosse.

  5. Diego

    Olá, boa noite
    bom post, você retrata bem sobre a historia mitologica e a deturpação da igreja, gostei muito. Porém acho que você poderia rever os seus mesmos conceitos de mitologia do ponto de vista cristão, acho que não devemos nos prender a uma so questão mas adotar varias possibilidades e tirar um pouco de cada uma delas para tirar nossas proprias conclusões.
    Abraços, continue com suas postagens estou gostando muito.

  6. L

    Muito bom…
    Aguardo o próximo…

  7. Uhane

    E quanto aos goecios o que são realmente?

  8. Diego C.

    Tio Marcelo,

    No texto o senhor diz que o caminho 26 relaciona-se com o diabo.

    Li no site clubedotarot.com.br que o caminho 26 relaciona-se com a Torre (carta 16) e não como o Diabo (carta 15). La, ele está representado no caminho 25, de Yesod a Tipheret.

    Alem de ter visto a mesma coisa em várias imagens da árvore da vida por ai.

    Mas com tudo o que li nos seus textos e em alguns outros estudos, faz mais sentido o Diabo ser associado com o caminho de Hod – Tipheret.

    Tem como o Tio falar um pouco sobre isso ?

    @MDD – Vixi, então lá está BEM errado… de Yesod a Tipheret é o casamento entre Sol e Lua, o casamento alquímico representado pela TEMPERANÇA, pela alquimia, pelo caminho do meio. É o Caminho do equilíbrio, o extremo contrário da Torre… eu acho que sei a causa do erro… é que os “tarólogos do Braziu” usam a correspondência toda errada do Eliphas levi e tarot de Marselha que associa Mago a Alef e ai cai em erro em cascata…

  9. Ghabriel

    MDD, continuando o q o Diego citou anteriormente, então existe alguma referência que vc possa indicar onde possamos encontrar a real , verdadeira associação existente entre os caminhos cabalisticos e o tarot ?

    @MDD – Faça assim: louco/alef, mago/beth, sacerdotisa/gimmel, imperatriz/daleth, imperador/heh, hierofante/vav, enamorados/zain, carro/chet, força/teth, eremita/yod, roda da fortuna/kaph, justiça/lamed, enforcado/mem, morte/nun, temperança/samek, diabo/ayin, torre/peh, estrela/tzaddi, lua/qof, sol/resh, julgament/shim e mundo/tav.

  10. geansm

    Adoro essas colunas que tem como referencia historias mitologicas, lembrei tambem do unicórnio…(cobiçados chifres)
    aguardo pelo post “O Portador da Luz”

  11. danilo

    salve salve

    o mundo de pandora no filme avatar tem a conotação da esperança, mas não só!

    é a esperança de que podemos reconhecer na natureza a extensão de nós mesmos… e não como ‘recursos’ que têm valor somente quando convertidos em $$$!

    esse é um aspecto que as culturas indígenas preservavam com a disciplina diária…

    dae chegaram os europeus e toda a sua bagagem cultural e então estamos todos aqui tentando se alinhar para ‘salvar’ o mundo da terra…

    na verdade, se realmente nos alinharmos estaremos ‘salvando’ a nós mesmos!

  12. nezumi

    Eu e um amigo concluímos a tempos atras que essa invenção do diabo fazia também com que as pessoas pagassem indulgencias a igreja com medo de ir pro inferno e encontrar o diabo,alem de prender o povo a igreja com a ameaça de excomungação(e com isso a pessoa ia para o inferno).
    Matar 3 coelhos numa cajadada só,fazer as pessoas terem medo de outras religiões,prende-las a igreja e ainda oque era melhor indulgencias.

    @MDD – É… voce e seu amigo são caras espertos, bem do tipo que ia pra fogueira naquele tempo heheheh

  13. TEIXEIRA

    Quando pergunto a qualquer pessoa se Deus é onipresente, onisciente e onipotente, e elas normalmente respondem que sim, concluo com a seguinte pergunta: Então, quem é o Diabo?
    O diabo é personificação dos contrários,É a personificação do mal.Deus é um só.É o ABSOLUTO.O diabo existe aos milhares,em todas formas possíveis e inimagináveis, pois representa o lado obscuro que nos negamos a ver.Nossos receios,medos,crenças.O que tem o mais degradante ou a maior ameaça as “verdades” estabelecidas e equilibrio interior com base nessas premissas
    SSS
    JATeixeira

  14. Rodrigo Simão

    Del Debbio
    Voce vive falando que O DIABO não existe, contudo é inegavel que a agregora desse tal ser existe e é bem forte devido a crença de alguns fieis e fanaticos que a vem alimentando em todo esse tempo. Agora vem a questão os Satanistas, esses que encontramos vestindo preto e essas parafernalias, bem, os satanistas tem sim um deus para quem rogar suas pragas, ja que sendo a agregora do PROPRIO DITO CUJO que odeia a humanidade e gosta de tudo que é errado(tal como a crença cristã adora pintar), então se formos pensar eles não são tão ridiculos como pensamos…não é?

    @MDD – Os satanistas de orkut… bem, tentar se conectar a uma egregora de alguém que já é criado como um perdedor divino? FAIL. Normalmente, quem atende nessas faixas de vibração são eguns e espíritos zombeteiros que vem trollar os satanistas.

  15. Ana Paula

    Bom o que tenho a dizer é que estou gostando muito de tudo que tenho lido aqui!
    Se alguem tiver a oportunidade e a curiosidade de ler um luvro de J.J.Benitez “A Rebelião de Lúcifer” vai concordar com tudo que já foi dito. E tem mais não existe pior “DIABO” do que nós mesmos, nossos proprios pensamentos conscientes e insconcientes então tomemos consciencia de uma vez por todas de que nosso maior inimigo somos nós mesmos. Existem sim seres que trabalham ATIVANDO AS “COISAS RUINS” PARA QUE POSSAMOS ACORDAR, POIS SE NADA DE RUIM NOS ACONTECESSE, NUNCA IRIAMOS CRESCER ESPIRITUALMENTE. DETALHE:
    ISSO É DITO CONSTANTEMENTE PELOS PROPRIOS SERES MEM TRABALHOS…
    É SÓ QUESTÃO DE ENTENDER ALEM DO QUE SE PODER VER….

  16. Jessica

    Oi, minha prima tem assombrações, sonhos, visões desde pequena com um homem com pelo preto em todo corpo, com asas, toca flauta, perna de cabra, agora descobri que pode ser um “fauno”. Você saberia me dizer porque esta entidade aparece e atormenta ela? O que ele pode estar querendo?

    @MDD – esta imagem é apenas o construto da mente da sua prima para compreender uma emanação. é a maneira como o cérebro da sua prima entende esta entidade, construída a partir da cultura e dos símbolos que a sua prima possui. Por quê voce diz que ela a “atormenta”? O que essa imagem efetivamente fez para atacá-la? ou só fica tocando flauta?

  17. Felipe

    Li um livro sobre a arte de Michelangelo (onde um dos autores foi responsável pela restauração da Capela Sistina), onde a explicação para os chifres da estatua (além do relatado) servia como de efeito especial para a entrada de luz que havia na capela onde ficaria a estatua (fazia com que a estatua tivesse uma coroa de luz), sendo por isso colocada em local um onde esse efeito fosse anulado graças a grande quantidade de judeus que iam visitar a estatua.

  18. Marlin

    Eu tinha sonhado com o diabo e fiquei nossa sonhei com o diabo. Com esse texto percebo que no fim foi uma coisa boa.

  19. Marlin

    Ele ainda me disse “o inferno não é tão ruim assim”

  20. Beatriz

    Oi,

    Muito bom o texto! amei! Vou dar uma aula sobre faunos e esse seu texto é muito rico. agradeço!

  21. Roberto

    Muito obrigado pelo texto! Obrigado, sobretudo por ter divulgado esse texto. Puxa, que ótimo q existem outras pessoas que concordam q o diabo é apenas uma personificação do mal. É, Hobbes estava certo: “o homem é o lobo do próprio homem… Sobre Deus concordo com o Deus de Einstein e Spinosa. Deus é simplesmente as manifestações da natureza.

  22. Neowl Graven

    Tio Debbio.

    Seria interessante se houvesse um CALENDÁRIO das FESTIVIDADES PAGÃS.
    Esta ai uma dica para um livro seus, quem sabe?

  23. José Elias

    Sr. Marcelo,
    Não ficou claro para mim se Baco era um deus “mais velho” e diferente de Pan; ou se Baco é um dos nomes de Pan.
    Qual é a sua opinião?
    “ Todos os imortais se alegram, sobretudo Baco, e dão-lhe o nome de Pan, visto que para todos constituiu objeto de diversão.”

    “ O Deus Pan é muitas vezes chamado de Fauno, Sylvanus, Lupercus, o Diabo (no Tarô). Seu lado feminino é a Fauna; é Exú (na Umbanda), o Orixá fálico; Capricórnio (na Astrologia); Dionísius (deus do vinho); Baco (dos famosos bacanais). Muitas vezes é comparado aos deuses caçadores; ou ainda, a Tupã (Pajé, Caboclo).”
    Obrigado

    @MDD – Sao deuses completamente diferentes. Pan é um deus florestal/silvestre, Baco é uma caracteristica jupiteriana dos excessos. O catolicismo faz uma fusão gigante destes deuses. Em comum, possuem as festas regadas a bebida e sexo.

  24. Patrizia

    Ai, meus Deuses! Esqueci de lhe agradecer!

    Muito obrigada por sua atenção!

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