Newton e o Prisma

A Filosofia Univérsica é como a luz integral, incolor em sua causa una, e multicolor em seus efeitos vários.
Huberto Rohden

Em meados de 1664, o físico inglês Isaac Newton faria uma experiência que influenciaria substancialmente o futuro da filosofia e da física. Com um prisma de vidro em formato triangular, adquirido numa feira em Cambridge, Newton reproduziu um experimento já conhecido em sua época como Fenômeno das Cores.

Fechando todas as cortinas do seu laboratório e colocando uma cartolina com um pequeno furo sobre uma das janelas, Newton conseguiu isolar apenas o pouco de luz que precisava. Por fim, quando aproximou seu prisma a este feixe de luz branca, Newton observou que esta, ao atravessar o objeto, dividia-se num fabuloso arco-íris, que mais tarde ele chamaria de Spectrum, um degradê que variava do violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho.

Cientistas anteriores a Newton já haviam realizado este experimento, a diferença é que nenhum destes foi tão longe como ele. Em experiências posteriores, Newton isolou cada uma das cores, estudou suas propriedades, ângulos, formatos e com o auxílio de outro prisma, tentou sem sucesso, dividir estas cores isoladas mais uma vez.

Em outra ocasião, Newton repetiu o primeiro experimento, desta vez sem isolar cor alguma, simplesmente colocou outro prisma através do feixe colorido. Ao observar o lado oposto do segundo prisma, Newton viu um único feixe de luz branca, ele havia juntado todas as cores do arco-íris novamente em um único feixe de luz.

Com este experimento, nasce uma ciência chamada espectroscopia, usada até hoje para determinar as propriedades das estrelas e galáxias distantes. Nasce no ocidente, o entendimento de que a diversidade de cores que enxergamos provém de uma só unidade: a luz branca. 

Além de luzes e cores, estrelas e galáxias, também a filosofia deva ser tão integral ou universal quanto à luz branca, conter em si todas as cores do espectro solar, unidade com a mais alta diversidade. Este é o curso natural de todas as coisas, assim foi construído o Universo: luz branca atravessando um prisma, Unidade na Diversidade.

 

Fabio Almeida

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Este post tem 6 comentários

  1. João Pedro

    “…Spectrum, um degradê que variava do violeta (Sahashara), anil (Ajna), azul (Vishuda), verde (Anahata), amarelo (Manipura), laranja (Svadisthana) e vermelho (Muladhara).”

    Há alguma relação mais profunda entre a divisão do feixe de luz branca e as cores dos sete chakras?

    @Fabio – Sua pergunta quase responde a pergunta… está no caminho João.

    1. João Pedro

      De fato. Obrigado pela atenção e pela coluna!

  2. Damião

    A natureza e suas leis jaziam escondidas nas trevas:disse Deus,”Faça-se Newton”,e tudo foi luz.(Alexander Pope)

  3. Fellipe Costa

    éé…pra quem estuda o mistério do número 3 o assunto fica mais amplo, afinal, do 3 nascem a 10 mil coisas =D
    Binah, a esfera fragmentadora

  4. Jorge

    Faz o mapa astral dele, acho que seria uma boa.
    Lembrando que se você procurar a data de nascimento dele vai achar o dia 25/12, as 2 horas da manhã. No entanto, a Inglaterra utilizava outro tipo de calendário na época, o Juliano. Convertendo essa data para o Gregoriano ela se torna 04/01/1643.

    1. Camila

      Pode-se notar que ele era aquariano! Signo revolucionário e inventivo.

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