Música: Ciência, Arte ou Magia?

Um dos elementos mais fundamentais e talvez mais misteriosos da música é a melodia. O que realmente faz com que determinadas melodias nos despertem tantos sentimentos diferentes?

Por que há melodias boas e outras não? O que faz uma boa melodia? Livros tentando explicar isso não faltam, mas de fato, nem teóricos, nem os músicos, nem compositores souberam responder esta pergunta de maneira satisfatória.

Inconscientemente, através dos nossos ouvidos, conseguimos distinguir uma melodia que nos agrada ou não. Talvez, nosso padrão melódico se desenvolva a partir daquilo que nos habituamos a ouvir desde criança. Mas não se tem certeza. A melodia nos prende a certas músicas, algumas grudam em nossos ouvidos, outras nos comovem, outras têm o poder misterioso de nos elevar espiritualmente, mas há de fato uma “fórmula” pronta para isso?

Alguns teóricos, ao tentarem explicar a “fórmula” da quinta sinfonia de Beethoven, descreveram todo o padrão composicional utilizado pelo mesmo. Pois bem, encontramos centenas de compositores que estudaram com afinco e utilizaram estes mesmos “padrões” em suas sinfonias, no entanto quantas sinfonias serão efetivamente tão “brilhantes” como a quinta de Beethoven?

Como bem sabemos a música também possui o poder de curar certas doenças. Existem inúmeros trabalhos clínicos realizados em várias áreas, citando apenas alguns como: paralisia cerebral, amputações, distrofia muscular progressiva, doenças mentais, autismo infantil, problemas neurológicos e até mesmo na área social com trabalhos envolvendo músicos, crianças e adolescentes carentes.

Há também o conhecidíssimo e polêmico ‘Efeito Mozart’, pesquisado e creditado por alguns, desmentido por outros. Seja efeito Mozart, Musicoterapia, ou qualquer outro nome que se dê a este fenômeno, o fato é que a música, em seus diversos graus, cria uma “mudança” ou um determinado “estado psicológico” em nosso ser. Não seria este o motivo da música, antigamente, ser reservada apenas a iniciados e mestres?

Pitágoras, Sócrates e Platão, bem sabiam que o estudo da música era uma das mais belas disciplinas para espírito e consideravam-na indispensável à educação. Isto porque, a música em si lida com duas áreas que parecem se divergir, a ciência e a espiritualidade.

Johannes Kepler uniu ciência, música e espiritualidade, quando seguindo o princípio “Música das Esferas” proposto por Pitágoras, publicou em 1619 um livro chamado “Harmonia do Mundo”. Nele, Kepler relaciona o universo, as proporções geométricas e o movimento dos planetas com as proporções harmônicas da música, demonstrando que matemática, música e magia, sempre andaram de mãos dadas.

Agora, se considerarmos a definição de magia como um meio através do qual a vontade, a emoção e a imaginação criam uma mudança verdadeira no mundo físico, um compositor não poderia ser classificado como mago?

“Existe alguma confusão sobre o que é realmente mágico. Acho que isso pode ser esclarecida olhando para as descrições mais antiga magia. A magia em suas formas mais primitivas é normalmente designada como “arte”. Acho que isso é bastante literal. Eu acredito que magia é arte e que a arte, quer por escrito, música, escultura ou qualquer outro meio é literalmente magia. A arte é, como magia, a ciência de manipular símbolos, palavras ou imagens para realizar mudanças na consciência.” (Alan Moore)

De um modo geral, a música continua sendo um fenômeno que a ciência não soube explicar e isso a torna ainda mais fascinante. Entretanto, sabemos que a Música é capaz de gerar mudanças dinâmicas e permanentes na consciência individual e coletiva. Essas mudanças provêm de combinações de frequências e de arranjos que ressoam da mesma forma para o físico e para o metafísico.

Mas por que a música é tão mágica? Por que as revelações espirituais e os modos de consciência mais profundos são atingidos através do canto ou durante a emissão de certos padrões musicais? A resposta mais antiga e perene é que a música é um eco do impulso da criação divina.

Este post tem 32 comentários

  1. Flávio Henrique

    Bem vindo ao TdC ! sinto que será muito prazeroso acompanhar sua coluna !
    @FDA – Obrigado, espero não decepcioná-lo 😉

  2. Israel Francisco

    Vejam só eu:
    Músico (guitarrista)
    Licenciado em Matemática
    e agora estudante de Magia
    estou no caminho …

  3. Marina

    Só uma observação, o vídeo ‘Sinfonia Cósmica: Música Tema da Coluna’ foi retirado do youtube. :/ Há outro link?
    @FDA – o link já foi trocado, em todo caso clique aqui

  4. lks_vieira

    Fico curiosissimo para saber como vai ser o desenrolar desse tópico. Falando nisso, percebo que está faltando o nome do autor do texto (não foi o DD que escreveu né?)
    Aproveitando para deixar alguns registros por aqui, durante um certo tempo eu fiquei realmente intrigado em como as notas se relacionariam com as esferas da árvore da vida e os chakras, mas pensando em apenas uma nota para apenas uma esfera. Hoje percebo que o que vai relacionar é sempre o conjunto das notas até chegar a esfera desejada, e a mesma coisa com os chakras. Gostaria de saber sua opnião!
    @MDD – Nao, mas preciso primeiro postar no meu login para depois configurar no WordPress o novo autor e depois renomear tudo. Já deve estar tudo ok agora.
    @FDA – Pretendo escrever um post apenas sobre este assunto, mas este texto aqui demonstra muito bem as relações das notas musicais com os chakras.

  5. Amy R

    Lindo! absolutamente lindo! Parabens,
    @FDA – Muito Obrigado!

  6. RU

    Gostei da sinfonia cósmica! Já pensou em compor pra trilha sonoras de filmes? Boa sorte na nova coluna! Abraço.
    @FDA – Valeu! Compor trilhas sonoras é um sonho antigo, mas pra chegar a este nível ainda há muito o que caminhar… Fico grato pelo incentivo e pelas boas vindas.

  7. Giselle

    Penso e li alguma coisa a respeito do fato de que as notas musicais, os fonemas, ou seja, os sons em si, possuem uma vibração própria, assim, conforme o “arranjo” que é feito, o som transmitirá determinadas vibrações, que por sua vez, instigará tais emoções nas pessoas. Então penso que é por aí o negócio, mas gostaria muito de saber a sua opinião a respeito, pq faço dança do ventre e o poder da música sobre o nosso corpo e as nossas emoções é para mim realmente um doce mistério.
    Outra coisa, uma vez fiz uma experiência com umas amigas, de colocar determinada música para ouvirem e pedir que me descrevessem o que ela trazia à mente, e numa determinada música elas me descreverem um mesmo lugar, o que até hoje não entendi. Se puder tecer algum comentário sobre o seu entendimento a respeito do que escrevi, gostaria muito!
    Ótimo texto, Parabéns!!
    @FDA – Notas, ritmos, timbres, sequências harmônicas e melódicas, atuam em planos sutis do nosso inconsciente, há um bom texto que aborda boa parte das suas dúvidas aqui. Músicas são compostas para n finalidades. Quer um exemplo simples? Assista um filme de suspense ouvindo uma trilha sonora destinada à um filme de comédia e vice-versa. Obrigado pelo comentário!

  8. Saulo

    Caramba, muito legal cara. Também não gostava dessa história de ”fórmula” musical, e isso não se aplica só às sinfonias, música clássica…nossos ouvidos e rádios de hoje que o digam.
    Bem vindo!
    Parabéns MDD!

  9. Edson Júnior

    Muito bom!
    Pelo que parece essa Coluna será excelente!
    Abraços!

  10. raph

    Ficou bem legal o vídeo da Sinfonia Cósmica, o trecho da música casou certinho com a reaproximação da Terra a partir de “lá do outro canto do Cosmos” 🙂
    @FDA – Valeu Raph!

  11. Felipe

    Sensacional, Fabio, parabéns pela coluna!
    e pela sua composição, ficou mto bem feita!!
    Abraços!
    Boa sorte!
    @FDA- Obrigado Felipe!

  12. Gabriel

    Muito interessante!
    Estudo piano e gostaria de estudar música com “outros” olhos…
    Será que existe alguma sistema mágico ou instituição que estude o lado oculto da música?
    Ou pelo menos algum estudo/livro que trate do assunto?
    Obrigado, parabéns e seja bem-vindo! o/
    @FDA – Digamos que há sim instituições e livros que estudam o lado oculto da música, mas que por motivos óbvios, estão longes do olhar profano. Um exemplo disso é a Universidade Rosecroix Internacional. Os livros do Daniel Fregtman, Fabre d’ Olivet, Oliver Sacks, Leinig, assim como um bom curso de musicoterapia, ajudam a compreender os efeitos da música no ser humano.

  13. Dialuana

    Simplesmente Explêndido! Sou louca, arreada e apaixonada por música e acredito veemente na sua grandeza e na sua misteriosa ligação com a espiritualidade. A musica é o o perfume mais adocicado aos ouvidos! É a mais pura energia que nos une, harmoniza os ambientes e a nossa alma, talvez o caminho mais fácil para ligar os corações ao Supremo Deus. Isso quando trata-se de música e não de som, pois considero distintos. Obrigada por compartilhar o seu conhecimento! Te desejo sucessos! Beijos. Dialuana

  14. JC Bonazoni

    Tem músicas que são claramente inspirações divinas, onde o cosmo se instrumentaliza do homem para se manisfestar. Não só Mozart e Bethoven, mas os atuais Nicholas Gunn, Yanni, Vangelis, Jean Michel Jarre…
    Mas e oq dizer dos funkeiros e afins que produzem lixo, de que forma eles mexem com as pessoas espiritualmente e quais as consequencias daquela ‘magia negra’ que faz a cabeça de tanta gente no mundo creu??
    Votos de Paz.
    @FDA – Basta uma olhada nos noticiários…

  15. PH

    Parabéns pelo espaço que o MDD lhe deu, e parabéns pelo ótimo post, amo música, magia e ocultismo, posts como esse são fundamentais para mim…
    Pax et Lux irmão…ah tem Facebook? põe aew pra galera add vc!!!
    Abração
    @FDA – Facebook , Abraço!

  16. glaucia

    de uma forma bem tosca … aquele jogo Spore symbian… pode ser interessante.
    A manipulação e introsamento entre grupos diferentes se dá por vários tipos de comunicação… uns são mais sensiveis à musica, outros à dança/ gestual, outros são mais sensiveis a linguistica… Cada um é influenciado e influencia de maneiras e graus diferentes.
    Com relação aos chakras, cada nota estimula cada um deles de uma forma diferente… de qquer forma para se ter uma fluição expressiva de energia, teria-se que ir abrindo e estimulando de forma paulatinamente gradativa…
    As vezes, uma cadencia de uma melodia te estimula a euforia ou te abre a poder esvaziar as mágoas (musica de fossa) …
    @FDA – é bem por aí mesmo!

  17. Gustavo N. Rocha Dias

    Bem vindo rapaz, você se encontra no Mayhem? seria interessante ler alguns textos seus por la, de qualquer forma bem vindo e continue…
    @FDA – Sim, no Mayhem tenho apenas alguns textos sobre Mozart.

  18. Lincoln

    Só para constar, recentemente um historiador decifrou uma espécie de código nos escritos de Platão. O chamado “código de Platão”, é baseado em um estudo da escala musical grega, o qual era composta de 12 notas musicais, assim na obra “A república” ele colocou palavras chaves em cada correspondência de notas. Notas harmônicas ele utilizou palavras como amor ou riso, enquanto em notas dissonantes ele utiliza palavras como gritos de guerra ou morte .
    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=codigo-secreto-platao
    Outro ponto interessante é que analizando as figuras do livro “Amphitheatrum Sapientiae Aeternae” de Kunrath, vemos no desenho referente ao laboratório alquímico, vários desenhos de instrumentos musicais.
    O fato é que utilizamos a música desde os primórdios da humanidade e muito provavelmente ela tenha surgido como um elemento de adoração aos deuses, isso pode ser visto em todas as culturas o qual a música sempre foi um elemento de culto aos deuses.
    Até os efeitos da música já foram estudados em animais ( golfinhos ficam mais propensos ao acasalamento quando ouvem músicas do Barry White), e até já ajudou um robô a voltar a atividade ( no caso do robô explorador de Marte que religou após escutar “coisinha do pai” de Jorge Aragão).
    Em suma, é totalmente inteligível ver que a música mexe com nossos estados mentais, psicológicos, etc, pois se trata de vibração. E essa vibração pode estar em sintonia aos mais altos graus da escala espiritual, elevando nossos pensamentos, ou em pontos mais densos, despertando nossos instintos mais primitivos.

  19. kk

    Algo que eu fico em dúvida, é se o efeito da música tem uma ação semelhante em todos os indíviduos, ou se há discrepancia entre eles. Por exemplo os acordes diminutos com aquele tom de casa mal assombrada; Alguns podem achar assustador ou soturno e outros gostarem, achar que acalma ou qualquer outra sensação diferente.
    Será que não há uma afinação para cada ser humano que ele necessite para ter o equilibrio que propicie a saúde ?
    Pergunto isto baseado no que li sobre musicoterapia, onde foi usado música para fazer vacas darem mais leite e vegetais crescerem mais rápido e enquanto as vacas preferiam Mozart, os tomates preferiam heavy metal.
    Entends?
    @FDA – Também não acredito que toda música possa exercer exatamente os mesmos efeitos em todos os indivíduos. Esse é um dos motivos do efeito Mozart ser tão contraditório e da Musicoterapia ter dificuldades em receber um aval científico. Cada indivíduo possui necessidades diferentes, formações musicais diferentes, enfim, um conjunto de percepções diferentes.

  20. Dree

    Eu tenho uma mania de sempre ligar a pessoa com o tipo de musica que ela curte ouvir.. Por exemplo, se conheço uma pessoa nova já pergunto que tipo de som ela gosta e pela resposta eu já sei como ela é. Sempre quis entender o porque disso. Entao isso que eu faço tem mesmo alguma logica?! Porque, por exemplo, pessoas que curtem funk sempre preferem a “vida louca” e quem curte metal melodico é mais “nerd”?!
    Parabens pelo texto!!
    @FDA – O Power Metal Melódico é um sub-gênero do Heavy Metal, que recebeu como “tempero” grandes influências da música erudita, falarei deste estilo mais a frente. O Funk originou-se a partir da Soul music, Rhythm and Blues e Jazz, apesar do nome, o Funk que temos hoje no Brasil é bem diferente do original, mesmo assim devemos considerá-lo como uma manifestação cultural importante.
    Em graus diferentes, cada pessoa é influenciada, direta ou indiretamente pelo que ouve. De acordo com o nível de compreensão e demais fatores, o jovem, em sua fase de desenvolvimento, sente a necessidade de inserir-se em um contexto social. Se a escolha feita é ligada a música, automaticamente ele se conecta a uma “egrégora musical”. Veste-se da maneira pré-concebida pelo grupo, toca um instrumento musical baseando-se no estilo do grupo, se reúne em horários e locais fixos para ouvir a música daquele grupo e por fim, dependendo do quão profundo é o “mergulho”, seu comportamento vai aos poucos se re-modelando, a partir do padrão de comportamento do grupo.
    Mas nem sempre é assim, por vezes criamos estereótipos que são concebidos de maneira preconceituosa. Devemos admitir que alguns estilos musicais se “encaixam”, em maior ou menor grau, dentro dos padrões da estética musical, mas vale lembrar que alguns destes “padrões” são pré-determinados por nossas mentes. Cada estilo musical existe por algum motivo, seja para nossa conexão com o mundo espiritual, para um trabalho social que às vezes estão ocultos aos nossos olhos ou simplesmente para desenvolvermos a virtude da tolerância.

  21. Daniel Lopes

    Parabéns, Fábio! A composição ficou ótima.
    Se você me permite, fiz algumas observações a respeito do que ela me passou:
    Sua composição, Sinfonia Cósmica, revela sua intenção de transmitir uma compreensão do universo como algo desconhecido, misterioso e grandioso.
    O Timbre grave, escuro e sombrio, apesar do agudo dos violinos, traz uma sensação de mistério, algo incompleto, que ainda vai se resolver.
    As trompas, o contrabaixo e os tambores deram uma característica grandiosa e obscura.
    O modo menor, da mesma maneira, acentua a sensação de algo inacabado. Mas quando a harpa entra e faz um arpejo de acorde maior, sua delicadeza e o timbre claro, junto com as outras cordas geram uma sensação de beleza (2’10”). Eu até acho que todo o mistério do universo será revelado, mas então a música volta para o modo menor com timbre escuro e sonoridade grave. Assim como Moisés na fenda, viu Deus passar como um relâmpago, vislumbramos Tipheret num piscar de olhos e voltamos para Malkut.
    O ritmo, assim como a quinta de Beethoven, se repete em 4 notas, e, no caso da sua sinfonia, provoca uma sensação de marcha ou caminhada em direção a algum lugar. Como termina praticamente da mesma maneira que começou, corrobora sua intenção de revelar o mistério ainda não solucionado, assim como, a nossa caminhada, que, não estando completa, se repete ciclicamente.
    Se discordar, ou quiser corrigir algo, fique à vontade.
    @FDA – Devo admitir que me senti lisonjeado pelo seu comentário e admirado por sua sensibilidade musical. Fico feliz por ter “enxergado” todos estes detalhes, sinto que consegui lhe comunicar “algo” através da música. De tudo que você escreveu, só tiraria a comparação com Beethoven (ele deve estar dando chutes no caixão por esta provocação rsss) Apesar do título considero-na como um experimento musical, pois sua estrutura passa longe de uma verdadeira sinfonia.

  22. glaucia

    FDA..
    Falando da influência sônica, é interessante observar que apesar de poucas musicas realmente nos acrescentarem, uma leva gigantesca de musicas nos irritam ( retirando os estilos que agradam, todas irritam, algumas vezes, profundamente), e que dependendo de nosso estado de espírito, tudo irrita…
    Será que existiria alguma forma de blindar essa influência?
    @FDA – Meditações, respirações profundas, os exercícios propostos aqui. Não é fácil, mas sabemos que manter a calma é um elixir para uma vida saudável. Isso pode não servir para todo mundo, mas gosto de pensar que determinadas coisas que surgem para tirar a nossa calma, são pequenas tarefas impostas pelo cosmos, para nos testar, para trabalharmos na correção dos nossos defeitos. É muito confortável demonstrar calma e serenidade quando não há nada para nos irritar.
    Tom Jobim contava que, certa vez, foi visitar Villa-Lobos e o encontrou compondo em meio a ruídos irritantes: rádio ligado, pessoas falando, crianças brincando etc. Diante disso, Jobim perguntou ao maestro se o barulho não o atrapalhava. Ao que ele respondeu:
    “O barulho é para o ouvido externo; o interno é o que ouve e compõe”

  23. César

    Obrigado pelo texto, fiquei animado para estudar este tema.
    Vale lembrar que em muitas músicas, a melodia está associada com uma letra, e esta letra fazendo parte da música, também tem forte influência nos nossos pensamentos e sentimentos.
    É só ouvir uma música dos racionais pra perceber. Mesmo sem fazer parte daquele meio você se sente baixo astral…
    é quase uma “inception”

  24. Élder

    Fica minha contribuição para complementar o assunto:
    http://www.youtube.com/watch?v=8X53JhvHxO0
    Boa coluna!
    @FDA – Além de ser bem didático, faz uma boa introdução aos assuntos que futuramente serão discutidos por aqui. Obrigado!

  25. Pablo

    Muito bem vindo… um triplo abraço para você ! Sabe, além da música que tem o poder de nos transportar para o passado e futuro…acrescento que o perfume (aroma) também tem esse poder! Não sei quanto a vocês… mas certas fragâncias ligam automaticamente meu cérebro a eventos! Espero poder ler novos textos e sonhar cada dia mais.

  26. Lu ;-)

    Fábio;
    Parabéns, excelente artigo! Acho esse tema (a música, vista do ponto magístico e científico) fascinante!
    Olha só, já abusando…;-) vc poderia falar um pouquinho sobre (não sei se foge muito aos temas q vc irá tratar por aqui..rs..)
    – sons “binaurais” e seus efeitos..?
    – efeitos corporais dos mantras…?
    Ah, sim…e para os que, como eu, adoram o bom e velho rock…um link legal: Ocultismo no Rock
    http://www.terra.com.br/esoterico/infograficos/rock-de-a-a-z/
    Paz e Luz;
    Lu 😉
    @FDA – Pretendo abordar estes assuntos em posts futuros 😉

    1. Lu ;-)

      Valeu, FDA! Aguardando ansiosamente os novos posts! 😉
      Paz e Luz;
      Lu 😉

  27. Flávio

    Olá.
    Parabéns pelo artigo.
    Era exatamente do que eu precisava.
    Obrigado e tudo de Bom!

  28. Excelente matéria, Fábio. Inclusive é muito pertinente c/ o “fenômeno” das sincronias entre filmes clássicos e grandes obras musicais clássicas e/ou atemporais. Como no caso de “O Mágico de Oz” e Dark Side of The Moon do Pink Floyd, banda q aliás sincroniza c/ vários outros filmes, incluindo 2001 de Stanley Kubrick.
    Eu sempre fui fascinado e intrigado por esse filme e recentemente entrei num “ciclo” de revê-lo após muitos anos. Não sou + aquela pessoa q asisitu pela ´luima vez, então fiz o upgrade.
    Mas então eu tive um estalo de curiosidade de saber com ficaria a introdução c/ a 5a de Beethoven ao invés do tema de Strauss (Also Sprach Zarathustra)
    E o resultado foi esse, exemplificado em 2 clipes extraído da combinação:
    http://www.youtube.com/watch?v=NihSprngqhE
    http://www.youtube.com/watch?v=AmQPTSfE1kM
    Não achei nenhuma outra referência a isso pq no instante em q comecei a ver ouvir eu achei realmente q já fosse algo de conhecimento entre quem curte isso.
    Mas acho q fui o primeiro a fechar esse vórtice atemporal-criativo: Beethoven Kubrick e Marcelographics. 😉
    Agora… ou foi deliberado e calculado pelo Kubrick ou se trata de + uma prova sobre como as verdadeiras obras de arte regidas pela Proporção Áurea “conversam” entre si… eu acho.
    Enfim, espero q vc e os d+ gostem 😉
    Abçs!

  29. Lucas Albuquerque

    muito bem explanado…este assunto é de se gerar uma polêmica, principalmente quando se toca no tema Efeito MOzart ….tem gente que ama esse efeito, tem gente que surta só em ouvir esse nome…..

  30. Douglas

    Olá, senhores. Não encontrei melhor lugar onde mostrar isso, mas acredito que tenha escolhido corretamente… Vejam um playlist de um compositor que expressou em sua arte musical o que estudou sobre astrologia… Gustav Holst já deve ser conhecido, mas vale mostrar aos que ainda não tiveram contato… Muito interessante: https://www.youtube.com/watch?v=EE6_PacCnRw&list=PLE6996668EC37137C
    Abraços!

Deixe uma resposta para Anônimo Cancelar resposta