Magia do Caos no Brasil

 
Tenho observado, com muita satisfação, o crescente interesse dos brasileiros pela Magia do Caos. Isso é extremamente positivo. Mesmo para um mago tradicional, acredito que o conhecimento da MC acrescente muitas inovações em suas práticas. Significa olhar e sentir a magia por novas perspectivas.

Importante lembrar que o caoísmo não é novidade por aqui. Há muitos anos já existem ótimas listas de discussão e grupos de estudo. Temos, inclusive, autores nacionais compartilhando material exclusivo. Contribuições como essas são inestimáveis.

O pessoal geralmente começa lendo os autores internacionais de MC e certamente não há nada de errado nisso. Independente da origem do autor, com livros bons você deve fazer amor, saboreando ou devorando conforme o gosto.

Como ainda não temos um número grande de produções nacionais de caoísmo (em comparação com outras linhas de magia), é compreensível que se comece investigando nas fontes (Carroll, Sherwin e cia). Também é boa coisa fazer isso para os que possuem particular interesse na história da Magia do Caos, que é sempre aprazível conhecer.

É relevante saber as propostas da MC por intermédio de seus criadores para entendermos o que é e o que não é o caos na magia? Sem dúvida. Mas essa pesquisa não pode se transformar num medo de ousar, imaginar e criar.

Quando o assunto é Caos, é comum a ocorrência de dois comentários adversos. São eles:

1- “Magia do Caos é bagunça. Qualquer um inventa qualquer tipo de ritual maluco sem base alguma e chama de Caos”.

2- “Os caoístas só sabem citar autores famosos e não criam nada próprio, mesmo o Caos tendo enfoque em magia experimental e criativa”.

Embora eu esteja ciente de que o segundo fenômeno, o das citações, esteja presente também na magia tradicional, possivelmente numa proporção maior que o primeiro (o de falar da magia ou realizá-la sem muita base), eu gostaria de comentar a respeito dessas situações particularmente em relação ao caoísmo.

É verdade que a MC preza uma maior liberdade criativa. Esse fato pode ser facilmente atestado no axioma “Nada é verdadeiro. Tudo é permitido”. Mas será que tudo é permitido mesmo? Talvez, num mundo possível em que “nada é verdadeiro”.

Se existem ou não verdades absolutas, nós não sabemos. Mas para que a convivência entre os seres humanos seja mantida, nós precisamos adotar certas medidas pragmáticas. E dentro desse quadro, se tudo é permitido, como violação de direitos humanos ou discursos de ódio que expressam preconceito evidente e declarado, talvez possamos repensar uma interpretação correta para essa sentença, em vez de simplesmente tomá-la em seu sentido literal.

Digamos que eu inventei o “Ritual dos Ovos Mexidos com Bolhas de Sabão”; um que não possua qualquer fundamento evidente em magia clássica – ou em qualquer coisa que se pareça com isso – e ele funcionou. Se o meu objetivo for atingido, o ritual é aceitável. Caso ele tenha sido reproduzido outras vezes, testes foram realizados e o seu funcionamento foi comprovado, não se acanhe: ele pode ser usado ou até passado adiante com as devidas instruções e considerações.

Isso é bagunça? Bem, se o magista conhece os princípios teoréticos ou empíricos que permitem o funcionamento de dada operação mágica, alguma coisa ele sabe. Pode não ser o tipo de conhecimento ao qual você esteja acostumado, repleto de firulas e de vocábulos herméticos. Ainda assim, existe magia nesse caso e ela não é desprezível.

O “Nada é verdadeiro. Tudo é permitido” não é uma apologia à completa desordem e ao comportamento amoral. É, primeiramente, um louvor à liberdade, que veio numa época de inovações, em que muitos magistas estavam cansados de apenas seguir à risca todas as minúcias das receitas de velhos grimórios medievais, sem ao menos tentar compreender o princípio por trás de tudo.

Quando você estuda diferentes receitas de bolo, em vez de simplesmente reproduzi-las, você pode se tornar sábio o suficiente para preparar sua própria receita. Inclusive uma que seja na medida certa para agradar seu paladar.

E por que eu menciono esse ponto? Porque percebo a grande predileção dos caoístas brasileiros em inventar diversos rituais criativos e deliciosamente insanos. Por que isso seria ruim? É instigante, divertido. Completamente possível e funcional.

Agora, passemos ao segundo ponto. Existe esse tipo de caoísta mais empolgado, tanto na sua liberdade de vocabulário quanto em suas ideias picantes. Isso é excelente e incentivado, contanto que ele obtenha resultados e esteja satisfeito com seus métodos. Mas também existe um segundo tipo de caoísta mais comportado. Sem problemas, cada um com seu estilo. Contanto que ele não seja tão comportado a ponto de ter medo de criar coisas novas, ou mesmo de ousar em suas criações.

Como vê, você não precisa nem se jogar de cabeça do abismo e nem ficar tão temeroso a ponto de sequer espiar o que há lá embaixo. Note, eu disse: “você não precisa”. O que você irá fazer, meu filho, cabe somente a você decidir. Boa coisa é escolher sabiamente. E sempre há um pouco de loucura na sabedoria e de sabedoria na loucura.

Seja como for, você não deve condenar o caoísta saltitante e boca suja, até porque pelas aparências nunca é possível julgar onde reside um cérebro e um coração de ouro. Da mesma forma, não seria muito esperto um caoísta cuspir na magia tradicional. Antes de fazer isso, talvez ele precise conhecer um pouco da história do caoísmo e lembrar que o Carroll pegou emprestado conceitos tão diversos e de tantos cantos, que nem é surpresa que a IOT ainda conserve fundamentos relativamente tradicionais comparados a outros ramos da MC.

O “caoísta comportado” costuma ser aquele que ainda está bastante ligado à magia tradicional. Ou que, por algum motivo, ele aprecie bastante história da magia e prefere – ou ache mais seguro – ler e reler os renomados autores de Magia do Caos e reproduzir os feitiços que há por lá.

Não há nada de errado em fazer isso, porém… fica complicado chamá-lo de “caoísta” nesse caso. Ele pode ser um perito em história da Magia do Caos. Pode ser um ótimo leitor de livros de caoísmo e possuir uma admirável coleção em sua estante. E essa pessoa pode ser, inclusive, um grande mago, que realize diversas práticas corretamente. Mas talvez isso fizesse dele um “caoísta tradicional”, se isso existisse.

Pelo nosso entendimento, caoísta não é aquele que lê os livros de MC e reproduz os feitiços com exatidão, como ocorre em algumas linhas de magia tradicional. Por isso a MC não é um sistema, e sim um meta-sistema. É um “sistema de fazer sistemas”. É isso que a difere de outras escolas de magia.

Por isso, para utilizar a MC com sucesso você não precisa ler e testar exaustivamente todo o material disponível e dominá-lo. É claro que ler livros ajuda. Repetir rituais de outros caoístas ou mesmo citá-los não é ruim! Vá em frente, leia, cite, reproduza rituais, sem medo. Mas não pare por aí.

Novamente, eu sinto que um trecho do Frater Xon, da IOT North America, se adequaria aqui, o qual eu já havia compartilhado no primeiro artigo:

“Se você não pode criar algo novo para mim, então eu não estou particularmente interessado em você. Eu não me importo se você memorizou todos os livros de magia do planeta. Eu não me importo se você está sentado em seu templo realizando rituais pré-fabricadas doze horas por dia. Se você não consegue pensar numa única coisa nova para me oferecer, o que há de bom em você? Você é apenas um computador dizendo as mesmas coisas antigas que outras pessoas já disseram antes”.

“Mas, se você pode criar uma única coisa simples de pura criatividade que funciona, mesmo se não é a coisa mais incrível do mundo, isso ainda me impressiona muito mais do que todas as bibliotecas de magia do mundo.

Ora, veja que citar não é de todo ruim. Se você só usa coisas suas e só aprecia o seu material de magia, cai no outro extremo, o da arrogância – até que ponto você considera um toque de arrogância parte de sua “persona mágica voluptuosamente desejosa de transpor os limites da clássica virtude cristã de humildade” é com você.

Mas uma vez que existe a compreensão de que o enfoque da Magia do Caos é a própria criação de novos feitiços, magias, sistemas, personas mágicas, etc, com o intuito de não se prender a “verdades” e possuir mobilidade mental e mágica, nasce a vontade de mergulhar verdadeiramente no caos, experimentando esse princípio criador.

Carroll criou o sistema dele em seus livros, bem como a IOT. Entenda que Carroll anunciou o seu meta-sistema e a CMT (Chaos Magick Theory). Como diz Frater Ratatosk (também membro da IOT North-America), a CMT é uma teoria de um meta-paradigma. Isso significa que Carroll usou o seu método de bolar paradigmas para inventar o seu: a IOT e obras como o Liber Null, que são… paradigmas! Um exemplo de um paradigma já pronto, para que você invente o seu.

É impossível viver completamente fora de paradigmas. Então a solução é criar o seu ou, melhor ainda: inventar vários, para que você pule de um para outro e com isso não se esqueça que qualquer sistema não é absoluto e sim apenas mais um paradigma.

Mas um caoísta não se enquadra na definição de “mago eclético”, porque ele não mistura umbanda com um dos sistemas já prontos da MC e se diz caoísta. Um caoísta também não é aquele que é cristão na segunda-feira e taoísta na terça.

Se você for membro da IOT, já começou aceitando um paradigma, pois terá que fazer vários exercícios propostos por Carroll no Liber MMM. Isso é ótimo para servir como exemplo, para que mais tarde você bole os seus paradigmas. Então para quem entra na IOT e pensa que bastará realizar os exercícios propostos já prontos para subir de grau, entenda que não é bem assim. Ou essa seria uma Ordem de magia tradicional, o que não é o caso. É uma Ordem de criar paradigmas pela CMT.

Mas se você preferir criar outras teorias meta-paradigmáticas (bolar novas receitas de bolo de como inventar receitas de bolo), há a possibilidade de ser um “caoísta solitário”, ou de entrar para outros grupos.

Não há nada errado em realizar seus experimentos sozinho e apenas trocar ideias de vez em quando com outros amigos caoístas, mesmo que seja apenas na internet. Mas somos seres sociais. O lado bacana de fazer parte de Ordens é compartilhar sua existência mágica de forma mais intensa, obter mais disciplina, se comprometer com algo que é importante para você como mago e como ser humano.

Pelo que vejo, a galera da MC no Brasil se sente mais à vontade realizando seus experimentos sozinhos e apenas trocando ideias em fóruns. A meta de uma Ordem é potencializar esse fluxo de ideias ainda mais, fazer voar e misturar energia mágica.

Eu tenho uma Ordem inspirada na Magia do Caos, que atualmente está inativa porque estou preparando o material de base, ou o exemplo de meta-paradigma, para que posteriormente novos possam ser bolados. Na Ordem poderemos escrever grimórios juntos, inventar sistemas e todas essas coisas divertidas. No momento estou elaborando uma série de histórias e grimórios de fantasia, mas com efeitos reais possíveis de reproduzir, que podem ser conferidos nesse link que eu já havia passado a vocês (deve haver em torno de 2 mil páginas de leitura aí, somando os dois blogs). No meu post anterior eu havia falado um pouco sobre paradigmas envolvendo sistemas de magia sem feitiços. E recentemente tenho discursado a respeito da fusão de teoria e prática para que seja usada a emoção sentida na leitura como canalizador de poder mágico.

Minha proposta é apenas uma dentre muitas que já foram criadas e que ainda podem ser feitas. Eu acredito muito no potencial dos caoístas brasileiros. Vamos valorizar a magia nacional, pessoal. Se você não gosta de nada que é produzido aqui, procure se informar mais. Se já se informou e ainda não gostou, crie algo bom.

Em alguns dias irei viajar e talvez eu fique um tempinho sem postar por aqui. Só irei retomar as atividades da minha Ordem em 2013. Você que acompanha o TdC, talvez seja membro da A.’.A.’. e pode testemunhar a qualidade de uma Ordem de magia nacional.

E para quem curte o Caos, unam-se. Divulguem seus grupos, sites e produzam coisas fortes em grupo. Já há acontecimentos no cenário nacional há muito tempo e pode haver mais.

É bastante provável que eu use mais essa coluna para apresentar novos paradigmas ou meta-paradigmas que eu e outros brasileiros estamos produzindo. Acredito que isso terá muito mais relação com o espírito da Magia do Caos do que se eu apenas fosse repassar os babados dos novos lançamentos internacionais e outras fofocas caoístas. Isso pode ser feito. Mas mergulhemos realmente na MC para ousar além.

 

 

Este post tem 13 comentários

  1. Junior

    Texto muito inspirador. Parabéns!

  2. Bruno Becker

    Perfeito o texto,e ainda mais com um FNORD particular,hj mesmo antes de ler o texto minha mulher me falou que tinha tentado fazer bolha de sabão e não tinha conseguido,ai entro aqui e vc menciona bolha de sabão,rsrsrs

    Fica a dica aos iniciantes em CM,leiam Ciberxamanismo(procura no google…),é perfeito…

    Parabens pelo texto,um dos melhores sobre o assunto.

  3. Igor Teo

    Muito bom o seu texto.

    Acho importante essa questão que você fala da liberdade criativa, mas da importância de pensar ao mesmo tempo no pragmatismo. A escola filosófica do pragmatismo norte-americano coloca como verdade aquilo que tivesse uma utilidade prática. Ou seja, nossas verdades são teorias que movimentam ações com um certo objetivo pré-determinado.
    O radicalismo dessa perspectiva nos leva ao utilitarismo, que prega que os fins justificam os meios, ou melhor dizendo, “não importa o que você faça, o quanto mal você cause, desde que o objetivo final seja vantajoso”. Eu, particularmente, não vejo com bons olhos essa perspectiva, até por questões éticas que isso envolve e a dificuldade do julgamento no que é bom ou ruim.
    Acho que a resposta esteja no pragmatismo mesmo. Descobrir verdades aplicáveis que nos deixem em uma situação de conforto, mas que ainda são apenas verdades pragmáticas, não sendo absolutas, e muito menos perspectivas utilitaristas que passam por cima de questões éticas.

    Boa viagem e sucesso com as atividades de sua Ordem! 🙂

  4. Frater

    Olá,

    Estou pensando em criar um grupo de tradução dos trabalhos de magia do caos. Na verdade, já iniciei esse meu projeto pessoal, porém, pode ser que mais pessoas queiram também fazer o mesmo.

    geralmente há obras traduzidas, mas de péssima qualidade.
    Quem tiver interessado, pode me escrever:

    Aliás Wanju Duli, poderia participar de um podcast com o pessoal do Conversa entre adeptus, hein?

    [email protected]
    @Wanju – É claro. Acho muito legais os podcasts, os assuntos abordados são bem amplos. Eu certamente não domino muitos deles, mas talvez eu possa contribuir com algo.

    1. Alagacone

      Wanju Duli, poderia participar de um podcast com o pessoal do Conversa entre adeptus(2)
      Apoiado!

      1. PH Alves

        Wanju Duli, queremos agendar uma participação sua no Conversa entre Adeptus, você tem algum lugar que possamos entrar em contato?

        Namastê _/\_

        Agradeço o pessoal que sugeriu a Wanju para o podcast 😉
        @Wanju – Será um prazer. Assim que eu voltar de viagem podemos combinar por e-mail.

        1. Frater

          Valeu PH.

          Já aguardo ansioso por esse podcast.
          E também já dou outra sugestão: uma entrevista com Adriano Camargo Monteiro.
          Muita Luz

  5. Frater

    Esses dias, aliás, tive um sonho interessante.
    Me encontrei no Astral com alguns caoístas. Lembro-me de instruções como algumas presentes neste texto, também conversava sobre sigilização com uma mulher.
    Mas infelizmente me recordei pouco do sonho.

  6. Frater anonimo

    Que sites/grupos/ordens da magia do caos você recomenda?
    @Wanju – Depende do estilo da pessoa. Para quem não se importa de seguir o paradigma proposto no Liber Null e o meta-paradigma da CMT, tem a IOT Sul-América. Muita gente se afasta da IOT porque não sente que a execução dos exercícios do Liber MMM possui identificação com a proposta de liberdade criativa e experimental. Alguns preferem apenas acompanhar a lista de discussão Kaos-Brasil. Rolam debates interessantes por lá, incluindo organização de novos grupos. Tem o C.A.O.S. E outras organizações que merecem mais visibilidade.

  7. Tiago

    Wanju Duli, para aqueles que tem interesse na história da MC, qual material você recomenda? Fora Carroll e Phil Hine.

    Acho muito válido um grupo para tradução de material como faz o Hadnu, infelizmente eles não possuem nada relacionado a MC.

    Att.
    @Wanju – Ramsey Dukes é meu favorito. Atualmente ele e o Carroll estão envolvidos nas atividades do Arcanorium College, que ministra cursos de MC. A obra mais recente do Dukes, “How To See Fairies”, foi feita com base num curso que ele ministrou lá e é particularmente divertida. Eu diria que você pode pescar excertos da história da MC em vários desses autores clássicos. Você pode aprendê-la nas entrelinhas lendo as várias obras do Dukes, acompanhando a evolução da linha de magia dele, que é reflexo das transformações pela qual a Magia do Caos tem passado através dos tempos. Recomendo também “Advanced Magick for Beginners” de Alan Chapman. E também achei um link interessante no livro “Chaos Monkey” da Jaq D Hawkins (também membro da Arcanorium College), que é o kiamagic.com.

  8. Urania

    Ótimo texto, sinto que uma discussão sobre a MC é necessária em terras brasileiras mesmo. Entretanto, acredito que esta proposta criativa e a liberdade de criar novos sistemas não é uma novidade da MC, acredito que um mago deve ser livre e assimilar sistemas e panteões conforme tua Vontade lhe guie, é bem capaz que tal liberdade magística seja sintoma de nossa era, mas bem sinto que este meta-sistema se apropriou deste princípio, algo muito interessante, contudo, resulta em umas bizarrices (é deveras estranhos ordens do caos hahahaha). Um problema recorrente entre os praticantes de MC, pelas minhas observações, é a falta de sintonia e canalização mágica de poder porquanto se trabalha com uma determinada tradição. “Nada é verdadeiro, tudo é permitido” acaba se traduzindo em ceticismo mundano, e “Nada acaba sendo permitido”. Enfim, tinha que falar…
    @Wanju – Com certeza essa liberdade criativa não é invenção da MC. O termo “Ordem de Magia do Caos” pode soar estranho exatamente pela impressão que se costuma ter de que a “Magia do Caos é bagunça”, o que não procede. Se um magista deseja aplicar sua criatividade dentro de uma tradição específica ele deve, logicamente, estudá-la e experimentá-la em primeiro lugar. Se ele deseja criar algo mais seu, por inspiração da intuição e experimentos, o que ele deverá estudar, investigar e sistematizar será o efeito de suas próprias emoções, focando nas práticas e anotando os resultados advindos disso, tendo em vista a montagem de um sistema consideravelmente singular.

  9. jozu

    Eu até hoje procuro algo ( qualquer coisa mesmo) sobre Teomagick, um meta-sistema bem bacana que fez sucesso nos tempos do orkut. Sabe algo sobre ele?
    @Wanju – Infelizmente não sei.

  10. skaldmorias

    Wanju Duli; conheço a IOT, porem procuro outras ordens, irmandades e etc que lidem com magia do caos, quais você indicaria?

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