do Coração do Magista


No caminho do magista, desde o neófito e do buscador sério até os altos iniciados certas constantes são notáveis. À medida que se estuda e se aprofunda nos mistérios do mundo, se ampliam horizontes e a sabedoria cresce em nossos corações, é impossível deixar de perceber as posturas das pessoas à nossa volta.
Desde os inúmeros e, espero estar errado, número crescente de esquisotéricos e pseudo-ocultistas/intelectuais de Orkut e MSN, há também a proliferação de uma subespécie dentro da magia que infelizmente infesta nossos círculos e decai o nosso santo e suado trabalho esotérico: os magos de fim-de-semana e os falsos-irmãos.
Um é tão menos importante quanto o outro, e que nós, buscadores sérios temos que aprender a lidar, e combater com todas as nossas forças. Desde tempos imemoriais o mundo ocultista se vê infestado de criaturas desprovidas de senso crítico e alto apreço e apego pelo materialismo, poder e o que for de mais baixo na escala de coisas úteis e/ou necessárias.

A falta de preparo de irmãos por muitos séculos, salvo os poucos verdadeiros mestres, foi dando lugar aos charlatães se passando por leitores desorte, oráculos do futuro, fama e poder com promessas das mais extravagantes possíveis, manchando o nome de nossa tão antiga e divina arte. A ganância de homens de coração impressionável deu vazão a esses falsos e pretensos mestres, alimentando o ego de homens poderosos, que abusavam de poder, e não tinham escrúpulos em derramar sangue, mesmo em nome de sua ‘santa’ religião, seja ela qual for. Os séculos passam, os Aeons se amontoam e lá estão eles, seja como andarilhos munidos de um baralho tosco e uma lábia afiada até metaleiros-gothicos-punks que juram de pés juntos que são vampiros, dragões ou vermes (maggots) e que na verdade mal sabem fazer um simples banimento que preste. Deprimente.
O caminho pela informação séria e verdadeira dos caminhos da alta magia sempre foram veladas a poucos escolhidos que tinham sua fé e sua vontade testados à exaustão a fim de se livrar das amarras do mundo profano e galgar os primeiros degraus em uma evolução real e verdadeira, com estreita ligação com seus respectivos Sagrados Anjos Guardiões (SAG) e anos de trabalho.
Magia é uma escolha que se faz para a vida, e sou totalmente a favor da idéia de que a magia deve ser elitizada, nada contra a propagação do conhecimento, mas deve-se provar o devido valor e respeito para adentrar o templo, atravessar o umbral e ter o mais leve vislumbre da verdade da vida, o universo e tudo o mais.
Tive um inicio conturbado nos caminhos do misticismo. Desde criança sabia que tudo o que pensava que via e que sentia eram reais, mesmo que não da forma que uma criança espera, mas ainda assim era novo demais, e não sabia onde procurar, e infelizmente a biblioteca da escola não tinha nenhum material realmente sério. Pretensão infantil talvez, mas que assentou as estruturas de minha mente, me ajudou a entender em um primeiro momento que o que eu queria alcançar não seria fácil.
Se alguém tem interesse nesses conhecimentos, aconselho paciência, dedicação e muito, muito estudo, principalmente a prática constante. Magia é prática, acredito que todo o conhecimento deve ser usado para algo, se não pode ser aplicado em algo útil para a vida, é peso morto, e há muito material para se estudar, assim sendo: uma tarefa de uma vida.
Em um dos muitos dias em que passava sentado em uma cadeira, na sala do Fr. Goya, enquanto passava o tempo perguntando coisas ao acaso, lendo os livros que ele indicava sobre a mesa, um homem entrou em sua sala, entrou fazendo piada, descontraído e totalmente à vontade, decididamente um velho conhecido do Frater (ainda é pratica comum, mesmo com minhas visitas agora esporádicas, fazermos piadas, mantermos um ambiente leve, com conversas descontraídas, e mesmo nas sérias, mas com o sentimento de sinceridade sempre presente), e fez uma pergunta, incrivelmente feita olhando em meus olhos, eu não tinha muita noção da resposta, mas fiquei maravilhado como a forma que fui tratado (e não era nem um projeto de neófito na época, quiçá um iniciado) o que me fez pensar muito. Ao sair perguntei ao Frater se era impressão minha ou todo magista sério que eu via todos, sem exceção tinham um humor afiado, mesmo os mais sérios, o que por sinal era algo que não havia pensado até então, e que não esperava. Ele respondeu apenas que quem faz caras-e-bocas, poses e fala demais deve, no mínimo, não ser levado a sério, o caminho é muito árduo para qualquer um que queira manter banca, e nenhum desses pretensos góticos-vampiros do Largo da Ordem ou qualquer esquisotérico de Orkut tem mais que um conhecimento raso da verdadeira alta-magia, e ainda se dizem detentores de todo o conhecimento dado por Lúcifer direto do inferno. Aham senta lá.
Outra questão é o numero de pretensos autores de astrologia, tarot, wicca ou qualquer cosia que dê dinheiro e que agrade a grande massa ruminante que assola as bancas atrás do ultimo horóscopo de jornal, ou do ultimo exemplar de tarot cigano/egípcio/draconico sopra dizer que faz leituras de amor e prevê o futuro. Infelizmente há quem siga esse caminho a vida toda e não percebe o erro que cometeu. Sigam os cânones, não tentem mudar quaisquer ritual só porque lhe convém, não pensem que é fácil. Se pensarem assim me desculpem, mas o mundo não precisa de vocês. Já é difícil lutar para ter o conhecimento adequado da própria alma, do próprio eu, e ainda ter que agüentar afagadores de ego que só querem ter parte em um grupinho de amigos.
Há ainda os falsos-irmãos, enganam ordens, e a si mesmos, compram graus e cargos e nem sabem o que o tal grau faz, apenas para ter um símbolo rosa-cruz/druida/wicca/maçom na lapela e fazer bonito frente a algum seleto grupo de ignorantes influenciáveis. Uma pena. Infelizmente isso existe, ainda, e dependemos do bom senso desses irmãos, que mais fazem manchar os nomes e egrégoras que levamos Aeons para formar e fortalecer.
Sou um caminhante romântico, acredito no papel de cada um perante a humanidade, e acredito no valor dos meus esforços, não apenas a mim, mas perante a humanidade toda. Ainda amo essa terra, apesar de tudo, e sei que um dia o que é feito de bom por nós virá à tona. Um dia.
Que no coração do homem bom exista a força e a coragem necessária para repartir o pão perante outros homens como iguais, como irmãos, como partes da mesma essência divina. Somos divindades em treinamento, não joguem essa encarnação fora. Se for para fazer, que façam direito.
Veremo-nos no topo, nos veremos em dias melhores.

Este post tem 37 comentários

  1. Rodrigo Simão

    “Há ainda os falsos-irmãos, enganam ordens, e a si mesmos, compram graus e cargos e nem sabem o que o tal grau faz, apenas para ter um símbolo rosa-cruz/druida/wicca/maçom na lapela e fazer bonito frente a algum seleto grupo de ignorantes influenciáveis”
    Cara de todo o coração voce falou uma coisa que eu venho repetindo para mim a anos….A muitas ordens secretas de respeito, sendo a maçonaria a principal de todas elas, que infelizmente prefere os “grandes idiotas” para iniciação, é triste, mas a grande loja que antes era tomada de respeito agora…e aos poucos, esta se tornando uma especie de club particular onde só os com grana entra. Sem duvida a maçons serios e bondosos que merecem o nosso respeito, esses sim são os verdadeiros pedreiros, pois fazem a grande obra com toda sinceridade da alma, mas infelizmente esses estão cada vez mais raros aqui em nosso pais.
    @Luciuxlynx – é como em discussões com irmãos da ordem, e em estudos de autores como Albert Pike, o problema não é da ordem, e sim dos membros que a fazem, talvez hoje existam, mais do que antigamente, pessoas menos preparadas, ou menos interessadas no caminho iniciático, pofanos de avental, como dizem. Acho isso muito triste, mas mesmo entre as laranjas podres há quem é sério, e quem realmente quer mudar essa situação, posso me considerar um deles, e conheço muitos irmãos com o memso propósito. São raros, mas ainda existem, e enquanto houver humanidade, ainda há esperança. Que bons ventos nos levem, que bons ventos os tragam.

  2. Rodrigo Luis Tonin

    Eu apenas discordo da elitização do conhecimento mesmo sendo o outro o mais ignorante dos seres.
    Porem é com infelicidade que vejo tudo isso de desconstruindo, algumas ordens se enfraquecendo, poucas pessoas sérias nos estudos e a escassez de mestres ou orientadores.
    Por experiencia pessoal posso dizer que ainda tenho muitas duvidas, que to longe da iluminação, que meu caminho ta cheio de pedras, buracos e abismos e que um deslize pode me levar a um “belo” desvio dos estudos, mas que persevero caminhando.
    Está tudo muito denso e pouco volatil.
    @Luciuxlynx – “elitizado” só se for no sentido de que, apesar do conhecimento ser livre, a medida que se descortinam novas posturas, novas descobertas no caminho iniciático, abrem-se portas para conhecimentos que de outra forma, em outros estágios do processo, não se compreenderia o necessário, e seria realmente dar pérolas aos porcos. Se não fosse isso as ordens não seriam divididas em graus de evolução e expansão. Para chegar no centro do circulo interno deve-se galgar os circulos externos, sua evolução é quem diz se está apto para progredir, e não outra coisa. Lembrando que esses mesmos graus foram descritos e reescritos por mestres que perseveraram no caminho e mostraram pela experiência o que deveria ser retirado, ou o que deveria ser dividido para melhor entendimento

    1. Rodrigo Tonin

      Isso que da ter começado tão tardiamente o habito da leitura =)
      Tive que ler algumas vezes sua resposta para bem compreende-la.
      Tenho que dizer que concordo e que interpretei de uma forma diferente a elitização, pois disse das ordens, os graus que existem nelas e em muitos livros de mestres (Papus, Eliphas Levi, Franz Bardon por exemplo) são bem claros em apoio ao que disse em resposta.
      O desenvolvimento é proprio, depende da vontade de cada um e demanda um esforço muito bom (e “severo”), pois muitas vezes faz você confrontar a ti mesmo (deixar habitos, vicios e silenciar) como obstaculo para continuar sua evolução e conforme ela ocorre você se serve de conhecimentos mais profundos.
      Porém explicando o ponto que vi nesta palavra “elitização” ela me atingiu de forma comum ao dia dia se assim posso dizer. Existem, muitas vezes, pessoas que se inclinam ao aprendizado, mesmo que por curiosidade de um tema ou querer saber sobre algo que chamou atenção, e de certa forma são tratados asperamente pelos que já sabem de algum conhecimento (Não encare como uma generalização se assim soar, porque aqui no TDC e Mayhem compartilhamos de muitos conhecimentos seja com quem for). Mas ai vem um grande problema: “Oi, eu gostei de tal tema posso saber mais?” e muitas vezes fala-se dificil a essa pessoa ou informações erradas (ou muito simbolicas) e má interpretação levam na a um monte de porcariada (ainda mais nessa “internet de todos os saberes”).
      Como bem citado no comentario do Rodrigo Simão sendo pertinente juntamente a sua resposta hoje em dia parece haver somente um interesse no conhecimento para conseguir dinheiro (“O Segredo” que é um mix up de algumas coisas validas e muita balela), o status acima de tudo, esse tipo de elitização que abomino deturpando as ordens e desviando do caminho a muito tempo construido.
      Isso leva de um outra forma os Satanics/Vampiros/Zumbis/Wicca Orkuteanos que são citados por aqui, pessoas sem um simples estudo (e tem muito material aqui e nos blogs afiliados) que ficam a dizer o que desconhecem e que possivelmente pode fazer-lhes coisas não muito legais.
      Isso talvez seja um reflexo de como os estudos sobre ocultismo “se ocultou” de um tempo pra cá, a falta de pessoas para conversar abertamente sem imposições, estudos deste tipo nas academias (faculdades ou mesmo escolas), o cientificismo/materialismo imperando, a ideia da “minha religião ser melhor que a sua”, dentre tantos outros exemplos.
      Que bons ventos nos levem, que bons ventos nos tragam – Parafraseando-te =)
      Abraço e Obrigado
      @Luciuxlynx – como discuti com um dos colegas colunistas, o conhecimento é Velado (no sentido que quis dar para o ‘elitizado’), só percebi que estavam interpretando de outra forma mais tarde, e peço desculpas. As vezes tento explicar de forma simples, mas ou eu não consigo, ou o assunto não permite. Nunca vi o conhecimento como forma de ganahr dinheiro, e até abomino quem transforma os ensinamentos em comércio. Minha luta é no bem-preparar dos que tem real aptidão e interesse, nos que mostram vontade em aprender, pois assim o fizeram comigo, então quero trazer aos que posso as oportunidades que também tive e tenho. Aos reais interessados, espero ser um guia tão bom quanto os mestres que conheci e ainda aprendo tantas boas lições.

  3. Osvaldo Vicente

    magia elitizada?
    Não creio que seja por ai, tendo em vista que nos dias de hoje a globalização deixou o conhecimento muito mais acessível, e como “conhecimento” sempre gera transformação e uma nova postura diante da ignorância, não tenho como concordar.
    Conhecimento desse nível e de outros estão ai, como peixes, cabe a cada Buscador utilizar sua vara da forma certa — se bem que sempre haverá aquele que prefere o peixe já frito ou comprado no mercado. Mas o fato do “esotérico” está disponível pra quem queira é algo muito proveitoso, pois pode assim tirar as vendas dos olhos de tantos cegos fanáticos, ignorantes e dogmáticos.
    Concordo sim contigo no que diz respeito à banalização, à “carismática pagã”, à pinkwicca, aproveitadores, etc. Mas no meio dos Buscadores livres existe sim aqueles que sabem filtrar o conhecimento e se tornarem verdadeiros faróis à levar luz. Saber separar o joio do trigo é uma arte, é uma das bases mágicas, assim como adaptar e reformular…
    Elitizar o conhecimento a essa ou aquela ordem não só é limitador como também difícil se dar nos dias de hoje onde tudo está às mãos… Se estão buscando, experimentando, ótimo! Estão evoluindo, tentando, crescendo, subindo seus degraus… E para tal tarefa não se precisa necessariamente de um mestre de ego inflado com diplomas e certificados mágicos com uma pedra na testa e um belo traje mágico…
    Antes adolescentes brincado de Merlim e Morgana ou metaleiros imaginando ser demônios e vampiros do que uma igreja repressora em cada garagem dizendo que nossa Arte é pecado…
    @Luciuxlynx – Você mesmo respondeu o sentido que quero dizer com “magia elitizada”, é no sentido de que cada um faz seu próprio limite, e o amplia da mesma forma, assim como quem, quanto mais mente para si mesmo e para o mundo, mais mentiras tem para si, é um circulo vicioso que se alimenta. Não acredito que uma ordem possa limitar o conhecimento, tanto que existem diversas formas de se alcançar os mesmos objetivos, cada um escolhe o que lhe melhor convier, mas dentro de cada caminho existem etapas no conhecimento, assim como existe em qualquer escola. Quem tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir, que veja e ouça.

    1. Ricardo

      Concordo com vc Osvaldo. Ao contrário, a Verdadeira Magia deve ser DISSEMINADA: esse é o único jeito de acabar com os vendilhões do Templo, os vendedores de cacarecos e sonhos de fumaça.
      Obviamente eu não falo de soltar, imediatamente, os “degraus internos”, como o autor falou, a todos; comecemos com os degraus externos (mas os verdadeiros, os reais, os q realmente tenham o Conhecimento) a todos os buscadores e curiosos. Os verdadeiramente dedicados seguirão em frente; aqueles que somente procurem algo pra se divertir ou para matar seu tempo se auto-eliminarão. No final, os naturalmente talentosos e os dedicados seguem em frente, os outros vão se divertir com qualquer outra coisa.
      Eu mesmo sou um exemplo de buscador que somente encontrou o caminho real devido à democratização desse ensino. Sem contatos nesse mundo, cercado de amigos céticos, eu mesmo um cético salsinha (já me curei disso :), somente devido a alguns cursos sérios com que topei consegui ensinamentos reais. SE eu não tivesse topado, por acaso, com esses cursos, E com um Mestre (que somente deu aquele curso e boa!) eu jamais teria encontrado a senda e aceitado o desafio que ele apresenta.
      E dizer q “era pra ser assim”, “quando o aluno está pronto, o Mestre aparece” etc não vale. Qtas pessoas perdem seu tempo e dinheiro com charlatães? Qtas delas não poderiam evoluir de salsinhas e esquisotéricos (Hod e Netzach) para o Caminho do Meio, e procurarem atingir finalmente Tipheret? Qta mudança não seria feita, se a massa crítica de verdadeiros ocultistas sobrepujasse toda a charlatanice que vemos por aí…
      Mais uma razão para que esse conhecimento seja disseminado: VHS x Betamax, PC x Apple. Tanto o Beta qto os Apples são tecnologias melhores. Pq será que não se tornaram o padrão? Será q foi pq se fecharam… numa elite? 😉
      Por fim, outro fator pelo qual defendo a liberalização desse ensino é: a nova Era q virá (“oficialmente” em mais uns 300 anos, mas já a sentimos desde o começo da Revolução Industrial) vai mudar todos os paradigmas que vivemos hoje.
      As pessoas não precisarão se ligar a uma Instituição carcomida e degenerada para usufruir de sua espiritualidade.
      Os machistas casca-grossa não conseguirão voltar as relações humanas ao séc. XIX; e nem as feminazis voltar toda a Humanidade para a Era de Touro, ou transformar todo ato amoroso num “ato de estupro, numa violência contra a mulher” (lembrando de uma outra polêmica que tivemos alguns posts atrás).
      Acordem: vocês não podem lutar contra o Futuro.
      E, da mesma forma, não devemos prender o Saber Mágico a regras das Eras de Áries ou de Peixes.
      O conhecimento que não se dissemina, morre.
      E já está mais do que na hora de destruirmos algumas velhas e obsoletas egrégoras de mais de 2000 anos…

      @Luciuxlynx – O que disse no início, se parar para observar a organização de qualquer Ordem Esotérica Séria, é exatamente isso, dão acesso ao conhecimento, os curiosos ficam para trás, os realmetne interessados vão além. Lembrem-se: somente quando o aprendiz está pronto o mestre aparece, nem antes nem depois, e cada pessoa tem seu devido tempo, busco esse tipo de estudo desde que era criança, mas só encontrei material de verdade aos 16-7 anos. Agora tenho 21 e de lá rpa cá, apesar de pouco que tive acesso, que li e aprendi, e do muito qeu ainda tenho por estudar e aprender, digo que só tive acesso, que só apareceu um mestre que me guiasse, quando me vi pronto para receber, antes disso seria realmente alimentar uma curiosidade puramente infantil, hoje, apesar de muito jovem, me vejo muito mais maduro do que era, e sei dos limites que ainda me prendem. Digo que o argumento vale, pois a prática e a atenta observação dos fatos mostra que não há o acaso. Digo que todos podem evoluir de ‘salsinhas’ para ocultistas sérios, mas muitos se perdem em outros caminhos, outros nem procuram, livre-arbitrio também entra na jogada. Sobre Charlatães, considero o trabalho de qualquer estudante sério de qualquer caminho oculto, combater com todas as forças os atos desses seres que teimam em manchar o nome da nossa Ars magna, mas é um processo lento, e como em outros textos do Marcelo, as vezes é melhor focar no trabalho sério, do qeu servir de cobaia para pseudo-céticos, muitos amigos meus não tem a mínima intensão ou vontade de confrontar esse tipo de gente, pois viu-se nisso um esforço talvez inútil. Sobre o novo Aeon, as mudanças que se veem, somos parte delas: “seja a mudança que você quer ver no mundo” como já disse o Marcelo muitas vezes por aqui. Procure os significados do Aeon de Hórus, certos textos de autores como Marcelo Ramos Motta e até mesmo Aleister Crowley. Sobre as egrégoras, enquanto tiver quem as mantenha, feliz ou infelizmente, elas continuarão, mas energias da Era de Touro ficaram por lá quando houve a mudança dos Aeons, e assim foi com a de Áries e agora a de Peixes, mas ainda se vê traços desses periodos. Ainda virá o dia em que a mentalidade do mundo acordará, até lá vamos acordando os que cansaram de dormir.

      1. Ricardo

        Oi, boa noite.
        Quando eu falo disseminar o ensinamento, é exatamente isso, deixá-lo aberto a todos os buscadores. Mas sem essa mentalidade de “elite”, “só a nata está aqui” etc. Eu sei muito bem que não são todos que pensam assim… mas é a impressão que passa para o público em geral.
        Muitos não se aproximam por causa disso. E, muitos mais, acabam caindo nas mãos dos charlatões, pq eles são mais acessíveis.
        Será que o medo é que muita gente, ao mesmo tempo, acabe deturpando o Saber? Mas como eles irão deturpar, se a maioria não passará dos degraus externos?
        Não existe debate sério com a massa do público, pq a maioria não consegue ver além dos charlatões, televangélicos, astrólogos de jornal, satanistas do orkut, góticos de boutique que se acham vampiros, e cultos tipo lavagem cerebral.
        Se fosse criada uma massa crítica esclarecida, com, digamos, 5% da população, a egrégora estaria imposta na nossa realidade! Não seriam mais pequenas ilhas no meio do Mar de Desinformação, mas um verdadeiro porto seguro para os buscadores. Eu sinto que isso está se formando, apesar do ranço de muitos pensadores ainda presos no dogma “tudo deve ser secreto”.
        Um exemplo: enchi tanto o saco do Adepto com quem tive aulas, que ele resolveu dar mais uns cursos aqui. Ele deve ter dado o curso para 20 ou 30 pessoas, mas dessas, somente 2, no máximo, se interessaram em seguir com os estudos. E então: se eu não tivesse forçado ele a ensinar, essas duas pessoas, dois buscadores com verdadeira sede de conhecimento, ainda estariam perdido nos Mares do Charlatanismo. Foi errado eu tê-lo convencido a dar os cursos? Ele deveria esperar que as forças do “acaso” levassem esses buscadores a encontrar um Mestre?
        A deturpação não ocorrerá se o Ensinamento correto estiver à mão (ou o Mestre disponível). Mas, como isso vai acontecer, se os buscadores não conseguirem achar os mestres? E eles mesmos, futuramente, se tornarem Mestres?
        Por fim, sobre os Aeons. Não li a obra do Crowley ainda (esse ano me dedicarei somente à radiestesia, yoga, astrologia e runas), mas li a ótima biografia dele editado pela Madras, “Aleister Crowley: a biografia de um Mago”, de Johann Heys. Li com muita curiosidade o trecho em que ele, e sua esposa Rose Kelly, estão no Cairo, e ela canaliza o espírito que dita O Livro da Lei para Crowley.
        Sei que o que vou falar agora pode ser uma heresia, mas veja que tenho parcas fontes da obra de Crowley; porém, para mim, ela não invocou um espírito do Novo Aeon (Aquário), mas sim um espírito do Aeon de Áries. A citação da Criança Coroada e Conquistadora que nesse livro está na página 98 é puro discurso ariano! Daqueles que acabaram de descer das estepes, ou que acabaram de invadir o Egito, o Tigre e o Eufrates, a Hélade, e a região da Palestina para depor os deuses da Era de Touro e impor os deuses bélicos e sanguinários da Era (ou Aeon) de Áries. As ideias desse trecho são arianas demais (na minha opinião, obviamente) para serem totalmente do novo Aeon.
        Os famosos trechos “amor sob a Lei, amor sob a Vontade” e “todo Homem e Mulher são uma estrela” são muito mais condizentes com a forma de pensamento da Oitava Alta de Mercúrio, Aquário, que viveremos nas próximas encarnações.
        Aquário também tem seu lado cruel, mas é uma crueldade intelectual, que simplesmente ignora (ou elimina; ou abandona) quem não consegue seguir seu raciocínio.
        Eu não prevejo as Instituições carcomidas que conhecemos sendo “derrubadas”; eu prevejo que elas simplesmente serão abandonadas. No final, elas se extinguirão devido à sua própria obsolescência.
        E é nessa hora que devemos estar prontos para receber esses buscadores. Ou vamos deixá-los pros salsinhas e esquisotéricos?

        @Luciuxlynx – Mais acessíveis ou não, o buscador sincero aprende a diferenciar o esquisotérico do verdadeiro iniciado, mas a provação é necessária a todos, sou a favor da disseminação do conhecimento, mas a mentalidade da massa não permite que certas cosias sejam divulgadas, justamente pela má interpretação, e quem realmetne quer a luz e o conhecimento deve vencer o medo e arriscar, ir atrás, pois o medo deve ser combatido, e na magia se sabe que não existem, nem podem existir covardes. Antes de dar o conhecimento oculto ao povo, deve-se dar educação, nenhuma ordem séria abre as portas do circulo interno à qualquer um que se veja dominado pelos próprios excessos e vícios, isso deve ser resolvido por cada pessoa antes de escolher o caminho iniciático. Muitos deturpam sim, mas muitos também ultrapassam e compreendem esse estágio, e passam aos degraus internos, isso faz deles verdadeiros merecedores do conhecimento, os que não conseguiram, algo está errado. Como disse não há acaso, e quem pode dizer que nesse cso você não foi o veículo que possibilitou que esses 2 reais interessados tivessem mais da luz do Iniciado? Somos parte disso tudo, e não objetos alheios, e isso é facil de ver no dia-a-dia, sincronicidade, talvez. Lembrando que os mestres também são seres humanos, e também são passíveis de erro. Apesar de polêmico concordo com o que o Fr Goya diz a respeito da obra de Crowley, no que tange sobre ele ter sido muito competente no que fez. Para Crowley cada homem e mulher só tem uma unica missão na Terra: descobrir sua Verdadeira Vontade e cumprir com ela, isso é o ‘faz o que tu queres’, ams lembre que “todo homem e mulher é uam estrela”, mas “um homem que não produz luz jamais será uam estrela”.
        Os buscadores sinceros encontrarão um caminho, cabe a nós estarmos prontos para poder receber os mesmos, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

  4. Sadrake

    “…há muito material para se estudar, assim sendo: uma tarefa de uma vida.”
    Creio que há material suficiente para esta e até para outras vidas rsrsrs
    Conheço um bom número de “maçons de fachada”. Adesivos no carro, relógios personalizados, botton na lapela e coração de profanos…
    Incrivelmente o contrário também existe, é raro, porém existe: Iniciados que nem fazem idéia que são iniciados.
    Excelente texto irmão Luciuxlynx!
    Pax et Lux

    @Luciuxlynx – Obrigado, Pax at Lux

    1. Osvaldo Vicente

      O Sadrake falou tudo… Quando citou o exemplo da Maçonaria (e seus “políticos comerciários ostentadores de esquadros e triângulos ciclopes”)… Quantos não possuem um grau, um cargo, um título nessa ou naquela Ordem e são sepulcros caiados? O hábito não faz o monge e o poder corrompe e infla o ego de muitos despreparados… Quantos por ai no mundo que não sabem nem ler e são iniciados natos?

  5. Gustavo Costa

    Brilhante texto, desejo muita luz e força para quem encara com seriedade esta senda, espero chegar um dia ou encarnação que eu tenha esta força de vontade e desprendimento.

    @Luciuxlynx – O momento para ser quem se deseja ser é o agora, é só buscar com fé o que se deseja, obrigado.

  6. Herculano

    Lindo e sincero desabafo!
    abraços fraternos!

  7. Chico Turin

    Parei de ler
    quando o carinha disse
    Que os conhecimentos mágicos tinham q ser elitizados.
    A meu ver a magia serve ao povo, assim como o conhecimento mágico em si.
    Não vejo problema em o maior número possível de pessoas terem acesso aos principios e conhecimentos mágicos ocultistas.
    O que elas fazem como conhecimento é problema delas.
    Gora defender uma seleção pra queles especiais pra deterem o conhecimento.
    Acho q vc velhinho, tá entre aqueles malucos punks góticos medievais alienados que tanto sensurou.
    @Luciuxlynx – Justamente pelo “o que elas fazem com o conhecimento é problema delas”, se não existisse um cuidado não existiriam ordens, e em tis não existiriam avaliações de ingresso e nas passagens de grau. Não considero “especiais”, considero pessoas que decidiram assumir a responsabilidade para si, pois o conhecimento requer responsabilidade, assim como dizem que a ignorância é uma benção, por preguiça de pensar, entregar um conhecimento galgado por poucos mestres ao longo dos séculos é realmente jogar pérolas aos porcos, é como diz na Introdução do Caibalion, onde se referem aos poucos homens que sempre lutaram por manter a chama acesa, o fogo ardente do conhecimento, que muitos desejam, mas que vê-se, feliz ou infelizmente, que poucos alcançam. Se sou um punk gótico das luzes de mozart da maçonaria rosacruz das galáxias, não é por um texto que irá definir, mas o que interpretam do que digo não define quem eu sou. Dou as palavras, a interpretação é de quem lê.

    1. Osvaldo Vicente

      E é por isso que quase ninguém conseguiu até hoje entrar para a Tropa dos Lanternas Verdes e ser um Guardião do Universo…

  8. Jorge

    O nome da coluna havia me chamado a atenção, mas nunca havia parado para ler, agora que vi o teor deste artigo, não paro mais de acompanhar. Ótimo texto, anima, inspira e ao mesmo tempo nos mostra a responsabilidade que é percorrer este caminho!
    @Luciuxlynx – Obrigado, espero corresponder a expectativa de cada um, cada palavra nesses textos é um sentimento que tive e/ou tenho, impressões e opiniões sobre os temas que se descortinam a medida que trilho meu caminho, como não andamos sós, divido a quem interessar, minhas palavras. Muito obrigado.

  9. GargulaNew

    CORRUPÇÃO TOTAL, AMPLA E ABSOLUTA: um texto de cunho pessoal vindo de uma pessoa experiente, contudo, com a mesma reclamação de todos os profissionais atuantes e vividos, e sérios o suficiente para não adentrar no lamaçal com os demais. Infelizmente, em todos os ramos, a corrupção se faz presente, e a meus olhos, a decadência é inevitável. Educação corrompida, famílias destroçadas, especializações e áreas do saber destinadas apenas a exploração do mais fraco, sempre à disposição de quem quiser (e puder) aproveitar. Círculo do inferno do qual muitos poucos podem escapar. Com o devido respeito, estamos em rota de colisão com a coisa mais vil que pode existir nesse plano – o nosso próprio caráter corrompido!
    @Luciuxlynx – cabe anós mudar esse panorama, meu amigo, a corrupção é parte de qualquer meio, mas onde há sombra, há uma luz de igual porte, pois sem uma não existe a outra, assim como existem crápulas que sujam o nome das santas coisas que amamos e prezamos, também há os que lutam para preservá-las, e como bom romantico, acredito e sinto que vou acreditar na humanidade até o fim dos meus dias. Somos parte disso, então nada mais justo do que mostrar que também estamos aqui, basta um pouco de coragem e uma boa dose de impetuosidade.

    1. Livio

      Pequena estátua de pedra,
      Vivemos à margem da “Guerra de Todos contra todos”.
      Nestes termos que descreve, o que é corrupção ? É colocar o valor individualista acima do interesse coletivo (não necessariamente comunitário, pode ser até familiar, cidadão, etc).
      Guerra de todos contra todos, é justamente a colisão de cada individualidade, buscando tão e somente a seus próprios interesses, sem procurar se interessar pelo do outro, dos outros, de nós e de toda a humanidade.
      Ah, sim – e boas notícias, nunca dão boas manchetes de jornais. Pode procurar, no entanto, e vai descobrir que há muitas e muitas iniciativas que escapam disto que chama de “corrupção” – mas aí, há outro grande problema, que é a assimetria de exposição entre as boas e as más iniciativas.
      @Luciuxlynx – realmente, e também existe aquela “quem mente antes diz a verdade”, as vezes é dificil separar o joio do trigo, ou memso o joio do joio, e poucos tem coragem de dizer o que muitos pensam, e quando vem a tona, atacam aquilo que eles mesmos diziam à meia hora atrás

  10. Nath

    Vc falou sobre o perfeito renascimento humano de uma forma nao-budista. E isso eh dificil!

  11. Flávio

    Saudações,
    Eu leio esse texto e me lembro: ainda estamos aqui.
    Estamos não porque temos esperança, não porque somos felizes, não porque aspiramos dias melhores, não porque temos o bom senso de separar o prejudicial do sublime, não porque temos fé, não porque somos realistas, não porque conhecemos os Princípios do Todo…
    Estamos aqui porque temos propósito.
    Somos talvez temporários ou orgulhosos demais para lembrar qual, atribuímos a nós mesmos propósitos que não existem, achamos que somos Líderes, Reis, Sábios, Deuses experimentando…
    Mas somos apenas O QUE SOMOS:
    Vida, Emoção, Pensamento e Beleza.
    Estou também melancólico amigo RozaCruz, mais uma linha do Universo nos Puxa para Cima, mas a bestialidade também é o que SOU, daí espero, assim como a Verdadeira Vontade da Humanidade, encontrar nos mésons que bombardeiam nossa atmosfera a mudança que nos levará as Estrelas Além Luz sensorial.
    Obrigado e tudo de bom para nós!

  12. Alexandre

    Taffarel, nada “mancha” o suado trabalho do magista. Se outros não entendem ou o deturpam, é porque eles não estão a nível de entendê-lo, só isso. A vida é a iniciação maior. O trabalho do magista é sua “Opus”. A diferença de um “Iniciado” nos conceitos usados para um “profano” é que o iniciado sabe que realiza uma “Obra” e o “profano” não. Que temos muitos que “dormem” ou não são conscientes da “Opus”, temos, assim como temos muitos “Iniciados” que apenas estão brincando de escoteiros e distribuindo títulos entre si e que dormem do mesmo modo… Mas não combatamos pessoas, combatamos atitudes… Que cada um faça sua “Obra”, independente se outros entendem ou não… quem estiver pronto para entender, vai entender e poderá despertar para também fazer a sua própria “Opus” conscientemente… é mais proveitoso usarmos nossa energia para nossa “Opus”, que para combater quem não compreende. Eles só vão compreender quando estiverem prontos. Enquanto isso, a “esquisoterice”, o duelo bem x mal de diversas religiões e demais coisas, podem ser caminhos tortos para uma evolução futura. Combatendo atitudes e conceitos, ao invés das pessoas em si, você pode acabar fazendo com que as pessoas evoluam. Cada um a seu tempo e a seu ritmo. Tenhamos paciência…
    Abraços

    @Luciuxlynx – Tenhamos paciência, obrigado.

  13. Osvaldo Vicente

    “Sigam os cânones, não tentem mudar quaisquer ritual só porque lhe convém, não pensem que é fácil. Se pensarem assim me desculpem, mas o mundo não precisa de vocês.”
    Desculpa entrar novamente nos comentários, mas tinha passado despercebido dessa afirmação… Uma das chaves da magia é a adaptação e isso aprendi na prática. o que diria de Crowley com seu sistema magick adaptado e reformulado? E, cá pra nós, considero Crowley um dos melhores e significativos estudiosos e especialistas do assunto (e nem por isso o fico endeusando pois se teve uma lição q ele ensinou foi a adaptação e a criação de seu próprio sistema)… Mas deixemos Crowley descansar em paz… O mundo não precisa de vcs? Cara, foste infeliz na colocação… Se o mundo não precisar de alguém ele mesmo retira essa alma daqui… Cada um de nós é um obreiro, uma peça nesse mosaico étnico-cultural…
    A Vida ensina, cara, bem mais que qualquer coisa ou instituição… Mil vezes o roçar do vento em minhas asas que as correntes de um dogma exclusivista…
    Magia é a respiração da alma…
    Pax!
    @Luciuxlynx – Meu temor é pelos que eudeusam, tentam copiar e ao perceber que não conseguem fazer igual, adaptam de qualquer jeito sem nem saber o que estão fazendo. Concordo sobre Crowley, e o próprio pede que não o copiem, mas que façam melhor, mas apenas com estudo e prática pode-se chegar ao ponto de criar algo novo e melhor do que foi feito até então. Aperfeiçoar após aprender, é por isso que consultamos os velhos cânones, mesmo que não os utilizamos mais em sua totalidade. Magia é um fio de navalha, e só se erra uma vez. E os que erram o mundo se encarrega de abrir caminho para os mais bem preparados, somos parte disso tudo, e cabe a nós separar o que nos complementa do que nos atrapalha, e apsar de ter muita coisa boa por aí, nem tudo nos compete. “Tudo lhe é permitido, mas nem tudo lhe convém”, Pax.

  14. Sabe… por muito tempo persegui outros que se colocaram em posições das quais muitos deles não eram capazes de possuir. Ao longo desse tempo, onde abri-me pela confiança aos mundos mostrados por eles percebi que eu empiricamente despertava cada vez mais coisas das quais eles nunca foram capazes de me explicar. Foi quando por fim decidi caminhar só. Procurei livros dos mais variados autores… e me deparei com muita porcaria… de 100 — 90 jogados no lixo… 3 interessantes… 4 profundos… 2 muito importantes… 1 verdadeira obra de arte… e quando vi… não tinha mais nada além. Percebi então que os livros não me dariam tudo. Cai então numa busca frenética por uma ordem que me soasse sensata e verdadeira… procurei muito… fui encontrando… mas no fundo não me sentia certo para me filiar a elas e continuei só nos livros envolvidos com minhas próprias práticas… mesmo por que não tinha como sustentar tais fraternidades… Entrei em conflitos mil por causa disso percebendo que nesse meio tempo tudo o que era de fato verdadeiro permanecia comigo… tudo que eu percebia sozinho e compreendia sozinho que era verdadeiro permanecia ao meu lado, mesmo que minhas atitudes não fossem condizentes com as máximas espiritualistas que ditam que pra ser um verdadeiro atuante tem de ser bom ou puro feito um santo. Adquiri compreensões das mais variadas, em assuntos variados e comecei a moldar minha própria vida, que a meu ver é a coisa mais importante para o adepto do caminho.
    Foi assim que o tempo passou… nesse meio tempo abri a boca para falar pra todos ao meu redor do que eu acreditava e compreendia. Uns me olhavam estranhamente como se eu estivesse a perder meu tempo. Outros sentiam vergonha de ter alguém tão tolo ao lado deles… poucos se interessavam… e outros menos ainda, vinham e me perguntavam algo. Eu adorava isso. Não por uma questão de Ego… ou algo do tipo. Mas por que eu via que não ficaria mais tão só quanto antes. Fui percebendo assim que me fazia um bem danado falar. Não importando quantos se interessavam de fato pelo que eu falava… cheguei até a me intrometer em assuntos filosóficos e/ou políticos com princípios ocultistas e visões místicas… deixando muitas vezes vários incomodados com minha ação… fazendo-os muitas vezes se exaltarem por achar aquilo fora de contexto. E eu pensava… o que é tão complicado nisso?
    E percebi que tudo se tornou assim tão complicado devido a essa maldita elitização em todos os aspectos do conhecimento. Como a grande maioria dos universitários com sua tola pose de especial… entrando nos discursos… falando de Nietzsche como se fossem eles o próprio Nietzsche.
    Sabe… não quero aqui repetir comentários. Acredito que foi a melhor das suas intenções quando falou disso. Mas concordo com Osvaldo e Rodrigo quanto a esse ponto. Foi justamente a não elitização de partes deste conhecimento que me fez ser o que sou hoje… foi justamente vários pensadores livres terem escrito o que escreveram que hoje posso afirmar minha caminhada rumo ao universo. Mesmo que estes mesmos autores no fundo re-velavam como o grande Eliphas, eles fizeram o que ninguém antes tinha feito… lançaram mão das regras do silêncio e falaram abertamente sobre aquilo que eles viam indo pra o esquecimento…. por ignorância de um pensamento que fora por tanto tempo endeusado… a de que o conhecimento é divino demais para mãos sujas e pobres.
    Sabe… se de fato o conhecimento é divino… aquele que o possuir tornar-se-á tão divino quanto… e não há como um charlatão saber… por que se de fato o verdadeiro conhecimento o atingir… ele deixará de ser um charlatão e passará a ser um mago… sendo ele bom ou ruim… sacana ou santo.
    Eu ainda acredito num futuro glorioso para os que buscam… quando nós nos abraçarmos ao invés de olhar somente para os broches e títulos… Títulos dos quais não constroem um shamã por exemplo… que aprendeu tudo o que aprendeu por que escutou alguém falar-lhe no ouvido… “Você tem asas… voe!”
    Bom texto Taffarel… As críticas só provam isso… que vc fez de forma iluminada… mas pensemos mais a respeito dos moldes que utilizamos nas estradas que enfrentamos.
    abraços
    S.O.Q.C.
    P.S.: Como o Papus fala em seu livro Tratado elementar de magia prática e eu coloco aqui com minhas próprias palavras: Mesmo que gritemos para uma multidão as verdades universais… nada acontecerá… se estes não estiverem prontos para ouvir.
    É como dar uma barra de ouro para uma criança… o máximo que ocorrerá é ela brincar, brincar, brincar… até cansar e jogar a mesma barra de ouro fora… não é mais tão divertida quando se acostuma com o brilho…
    abraços
    @Luciuxlynx – Obrigado Djaysel, pela sinceridade nas palavras. Você mesmo mostrou que para seguir um caminho, o seu próprio caminho, deve-se tomar decisões, tomar partidos, é o qeu nos faz humanos, é o que nos faz ser o qeu somos. Até mesmo Nietzche tomou um partido para si, mesmo que com isso tenha, em alguns casos abdicado da própria sanidade (como a história da sua vida bem mostra), e dessa forma seguiu adiante, viveu, e é o que temos feito, é o que eu tenho feito. Acredito que, apesar de algumas cosias que eu fale acabarem soando, ou mesmo sendo, como abismos ou contrastes, são de cores e formas que o mundo é composto, e fazemos de nossas vidas mosaicos. Acredito na necessidade de um guia, e mesmo um mestre possui vários outros por trás de sua formação, mas só se pode ‘superar o mestre’ quando se passa a criar algo novo, algo seu. A evolução é isso, assim como um rio nunca é sempre o mesmo, nunca seremos os mesmos, é como ler Papus ou Eliphas daqui à 10 anos e perceber novos pontos que não percebemos hoje, aprender e apreender novos conhecimentos, fazendo a diferença, mesmo que seja somente no seu próprio circulo, seja social ou mental. O conhecimento deve ser propagado, mas como dizia um velho amigo: ‘conhecimento é como veneno, portanto deve ser dosado’.

  15. Rodrigo

    Olá Marcelo e Luciuxlynx.
    Gostaria de perguntar sobre algo que realmente me deixa intrigado já faz cerca de um ano. Este homem que se José Laércio “do Egito” ( site dele: http://www.joselaerciodoegito.com.br/ ) comenta constantemente em seus artigos de hermetismo de uma Ordem existente no Plano Mental chamada de V.O.H. ( Venerável Ordem Hermética ). Também há um grupo de estudo no Rio de Janeiro que que cita sobre esta Ordem.
    Vocês já ouviram falar dessa Ordem e saberiam explicar algo sobre ela?

    1. maria

      Dr. José Laércio do Egito é médico, formado pela Universidade Federal de Pernambuco em 1.959, com formação em clínica geral e cirurgia, tendo posteriormente buscado outras formas de tratamento como Acupuntura e Homeopatia. Passou a transmitir seus conhecimentos nesta especialidade, sendo responsável pela divulgação e formação de muitos especialistas no Nordeste do Brasil. Praticamente quase todos os homeopatas atuais de Sergipe ao Amazonas Manaus foram seus discípulos.
      Publicou 4 livros de Homeopatia, sendo o Primeiro deles – “Contribuição para o Estudo da Teoria Miasmática” já na quarta edição no Brasil e com tradução na França, Alemanha e Inglaterra. Sua formação em Homeopatia feita na França e Argentina. Fundador da Sociedade de Homeopatia de Pernambuco, bem como o curso de especialização em Homeopatia em Pernambuco. Ministrou grande número de aulas em Manaus, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte e São Paulo. Homenageado em vários congressos, havendo sido Presidente de Honra do XVII Congresso Brasileiro de Homeopatia realizado em Natal, e do próximo a que ser realizado em Recife em 2.010.
      Dr. Laércio desde a infância se sentiu atraído estudo do misticismo, sem, entretanto, nunca misturar conhecimentos científicos oficiais com as suas convicções filosóficas em torno do sentido da vida em todos os seus aspectos.
      Tem cerca de 50 livros escritos sobre misticismo e religiões comparadas, oito deles já foram publicados. São obras no campo místico, área dos questionamentos que o envolveram a parir dos três anos de idade.
      Nasceu no município de São Vicente Ferrer, interior de Pernambuco, em um sítio, entrando assim precocemente em contato com a Natureza, que por certo aguçou sua curiosidade sobre o sentido da vida, sobre o ser vivo e sua relação com a Energia Universal.
      Visitou vários países a estudo e como participante de congressos e ministrante de palestras.
      Durante sua vida pertenceu a mais de 60 doutrinas, entre as quais Maçonaria (Brasil e França), Rosacrucianismo, Pitagorismo, Cabala, Hermetismo, Celtismo, Xamanismo e Nagualismo. Estudou por 3 anos vivencias de grupo céltico autêntico da Bretanha. Atualmente continua ativo em três Ordens Iniciáticas e em uma Religião.
      O Dr. Laércio considera muito importante em sua vida aquilo que um Mestre o ensinou, e também uma curta, mas forte experiência mística vivida com nativos HOPI no Arizona, cujo Xamã o orientou em curto tempo, porém suficiente ao desenvolvimento de muitos conhecimentos que, somados ao que aprendeu em múltiplas doutrinas, vem transmitindo em seus livros, palestras, cursos, publicações e conferências e em um dos seus sites (Acesso http://www.joselaerciodoegito.com.br).
      Uma característica que é peculiar ao Laércio é que jamais comercializou seus ensinamentos. Atualmente, em vez de publicar livros prefere disponibilizá-los gratuitamente na Internet (disponibilizado na área de Downloads).
      Atualmente reside na cidade de Gravatá – Pernambuco – onde continua dirigindo grupos de estudos filosóficos especialmente direcionados ao estudo de Religiões Comparadas.
      @MDD – Valeu, Maria.

  16. Fabio

    O texto é maravilhoso!
    Só pra corrigir uma galera que está com problemas de compreensão:
    Quando o autor diz “Magia elitizada.” ele NÃO está falando sobre DINHEIRO!
    Creio NENHUM verdadeiro Adepto ou Aprendiz utilizaria o o poder monetário para classificar alguém.
    Elitizar a magia significa deixar a magia com os verdadeiros Magos, ou com os que buscam firmemente adentrar a senda. Não deixando a magia na mão de charlatões e outros tipos de idiotas.
    Em outra passagem:
    “Sigam os cânones, não tentem mudar quaisquer ritual só porque lhe convém, não pensem que é fácil. Se pensarem assim me desculpem, mas o mundo não precisa de vocês.”
    Novamente o autor NÃO está PROIBINDO as pessoas de alterarem os rituais. O autor está dizendo que para fazer isso, é necessário um conhecimento enorme sobre o próprio ritual, portanto não o mudem simplesmente porque você pensa que convém.
    Obs: sei que praticamente todos aqui compreenderam tudo isso no texto e não precisam ler meu comentário, mas é sempre bom deixar escrito avisos aos “paraquedistas”.
    @Luciuxlynx – Obrigado MESMO pela observação, só percebi que o tom de ‘elitizado’ no texto dava a entender o sentido de dinheiro ao conversar com um dos colegas colunistas pelo Twitter. Você e tantos outros chegaram ao sentido que quis passar no texto, creio que esse comentário é o que melhor resume o texto, e eu esqueço que certos entendimentos não são tão óbvios, obrigado ^^.

    1. Osvaldo Vicente

      Em nenhum momento entendi “elitizado” por algo relacionado à dinheiro, mas sim como algo exclusivo para um pequeno grupo de pessoas seletas, que foi o que realmente o autor quis passar e que discordei.
      @Luciuxlynx – não vejo isso como um fator de gosto (discordar ou não), e sim de fazer. O verdadeiro e sincero buscador vai atrás das informações, e por consequência as conquista, os que se guiam movidos por caprichos param no meio do caminho, e há muitos exemplos a olhos vistos disso tudo, vê-se em qualquer grupo ou ordem. Não um grupo de pessaos seletas, mas um grupo de verdadeiros interessados, lembrando: pede e te será dado, mas a conta virá um dia, e para deter o “suprasumo” do conhecimento, deve-se ter uma paga, assim como há para qualquer escolha consciênte.

    2. Djaysel Pesoa

      em nenhum momento senti a questão financeira no termo elitizado… e sim algo restrito… vetado ao público maior… de um grupo seleto… feito para poucos…
      cheguei a falar de dinheiro no meu comentário, mas não me referia a isso em momento algum… Elitizar é restringir… tornar parte de um grupo separado… e isso é o erro… o conhecimento é de todos e para todos…
      @Luciuxlynx – Concordo com você nesse quesito, mas se analisar a parte prática, infelizmente não há como esse sentimento deixar de ser utópico, mesmo entre os que estudam, vê-se que não há preparo, ou mesmo interesse, para receber tais conhecimentos, e como já foi dito por outros, e como é visto com facilidade, o conhecimento é, sim, aberto a quem o quer, avançar nos graus, e aprofunda ro conhecimento, aí é outra história. Falar de todo o conhecimentod e forma generalizada é colocar tudo no memso plano cartesiano, e não é por aí que a coisa anda, ao menos não é como vejo a questão. Abrir as portas, e dar as chaves a quem bem se entender beira a anarquia, o caos, e não vejo futuro nisso. O conhecimento deve, e assim o é, ser aberto a quem se interessa, aos outros é velado. Assim como a um filósofo não se aprofunda nos conhecimentos de matemática, assim também é visto no ocultismo.

  17. Rodrigo

    Vocês podem explicar ou mostrar algum artigo que explique porquê um ritual não pode ser mudado? Não compreendo a lógica ou não vejo uma explicação “racional” para que isso não possa ser feito.
    @Luciuxlynx – Não que o ritual não possa ser mudado, ele pode, mas acontece que os rituais como são conhecidos hoje (em ordens como é a Maçonaria, e como foi a Golden Dawn e tantas outras), trabalham com os mesmos elementos à anos, para não dizer literalmente séculos. Há toda uma parafernalha envolvida, desde indumentária e objetos até simbolos que foram cuidadosamente estudados para tal, citando o caso do Ritual do Pentagrama: mudar algo nele sem o devido cuidado, ou realizando sau prática da forma errada nada lhe acontecerá, visto que seu efeito é o de proteção e/ou banimento, se errar a proteção não se realizará. No caso de rituais mais complexos, como Enochiano, o ‘estrago pode ser maior, devido as energias e os elementos que são trabalhados, e qualquer mudança feita de forma erronea ou sem observar certos detalhes pode trazer consequências desastrosas. Lembrando que os rituais tem por finalidade alcançar o espírito, e não o corpo do magista, mas a energia trabalhada é bem real, mesmo que em um nivel vibracional diferente, pode afetar de forma bastante direta o corpo. É complicado buscar materiais que digam isso de forma explícita (estou procurando para basear o que digo), mas pode-se observar que o cuidado vem da observação prática a medida que se avança nos estudos, certas percepções levam tempo, e algumas são pessoais, mas no geral todos chegam a conclusões bastante proximas, salvo as peculiaridades de cada um. As vezes pode não ser mesmo uma forma racional de entendimento, mas prender-se demais na racionalidade pode te afastar dos resultados pretendidos, dependendo do ritual.

    1. Osvaldo Vicente

      Magia acima de tudo é vivência… E ao se tratar de “vivenciar” a intuição e a adaptação são ferramentas essenciais… Um xamã ou alguém q se utiliza de magia natural sabe muito bem disso… É você sair pela natureza e fazer de uma árvore um altar, de um graveto uma arma mágica e do vento seu telefone… É você falar com o riacho sem se preocupar em recitar palavras em outra língua à risca de um livro, sem se preocupar se está na posição certa com o exato incenso e hora de tal espírito ou se está fazendo seu pentagrama da forma certa…É ir além de si mesmo e mergulhar no Oceano Divino de forma desprendida.
      @Luciuxlynx – minha crítica é justamente os magos de fast-food, esquisotéricosx que querem tudo pra ontem, para o Xamã escolher a árvore correta para seu altar, há um período de meditação, tanto internamente, com sua consciência e alma, assim como com a alma da natureza à sua volta, e nisso há um conhecimento que lhe é adquirido. Os altos iniciados reconhecem seus iguais, indiferente de nomenclaturas, classes ou graus, que nada mais são que convenções da razão apra manifestar algo sentido e presenciado pelo espírito. Existem etapas, ninguém nasce pronto, nem nasce sabendo de tudo, sempre há uma evolução. A compreenção de um determinado livro não é a mesma se você o ler aos 15, aos 30 e aos 60 anos, são formas de verdade e sabedoria que o livro te dá, mas que só tendo alcançado a base para o entendimento que você o interpretará daquela forma. Um exemplo próximo é o filme Shrek, que visto aos olhos e uma criança tem um entendimento, e aos olhos de um adulto tem outra compreenção, mas ambos riem, pois as piadas e jogadas são assimiladas por ambos, cada um da sua forma.

  18. Edson Júnior

    És um homem reto. Tenho Certeza que logo nos encontraremos por ai para jogar uma conversa fora…
    Fraterno Abraço.
    @Luciuxlynx – Assim espero, Pax et Lux ^^

  19. Aoi Kuwan

    O caminho da Verdadeira Magia começa no coração de cada magista, com a libertação do ego.
    O estudo, o treinamento e as práticas exigem dedicação, disciplina e um precioso tempo que definitivamente não é possível ser desperdiçado com pavoneanismos.
    Assim reconhecemos aqueles que podemos chamar de irmãos…
    Excelente texto, como sempre.
    =*
    @Luciuxlynx – belas palavras, é exatamente o que sinto, obrigado.

  20. Guilherme

    Na minha opinião magia sempre sera oculta para os imaturos , não adianta publicar milhares de textos, quem não tem maturidade suficiente não vai entender.
    Uma palavra que o Observei que é muito importante no caminho,´´ Coração“, não é atoa que os antigos falavam que a inteligência está ai.
    belo texto.

  21. Victor Reis

    Excelente coluna, voltarei mais vezes, e quem sabe, possamos dialogar um dia…
    Grande abraço. Pax et lvx

  22. BRRyushi

    Sinceramente não entendi sua posição quando discorreu sobre o bom humor e a sinceridade. O que quis dizer??
    “Em um dos muitos dias em que passava sentado em uma cadeira, na sala do Fr. Goya, enquanto passava o tempo perguntando coisas ao acaso, lendo os livros que ele indicava sobre a mesa, um homem entrou em sua sala, entrou fazendo piada, descontraído e totalmente à vontade, decididamente um velho conhecido do Frater (ainda é pratica comum, mesmo com minhas visitas agora esporádicas, fazermos piadas, mantermos um ambiente leve, com conversas descontraídas, e mesmo nas sérias, mas com o sentimento de sinceridade sempre presente), e fez uma pergunta, incrivelmente feita olhando em meus olhos, eu não tinha muita noção da resposta, mas fiquei maravilhado como a forma que fui tratado (e não era nem um projeto de neófito na época, quiçá um iniciado) o que me fez pensar muito. Ao sair perguntei ao Frater se era impressão minha ou todo magista sério que eu via todos, sem exceção tinham um humor afiado, mesmo os mais sérios, o que por sinal era algo que não havia pensado até então, e que não esperava. Ele respondeu apenas que quem faz caras-e-bocas, poses e fala demais deve, no mínimo, não ser levado a sério, o caminho é muito árduo para qualquer um que queira manter banca, e nenhum desses pretensos góticos-vampiros do Largo da Ordem ou qualquer esquisotérico de Orkut tem mais que um conhecimento raso da verdadeira alta-magia, e ainda se dizem detentores de todo o conhecimento dado por Lúcifer direto do inferno. Aham senta lá.”
    Invés de falar do kra que fez piada na sala do Goya c começou a falar gos góticos e etc. não intendi, sinceramente.
    Tá com uns problemas de gramática em que eu não sei quem tá fazendo o quê.
    1-“Em um dos muitos dias em que passava sentado, em uma cadeira, na sala do Fr. Goya, enquanto passava o tempo perguntando coisas ao acaso, lendo os livros que ele indicava sobre a mesa”(…) – Quem é o sujeito que está sentado na cadeira??
    2-(…) “um homem entrou em sua sala, entrou fazendo piada, descontraído e totalmente à vontade, decididamente um velho conhecido do Frater (ainda é pratica comum, mesmo com minhas visitas agora esporádicas, fazermos piadas, mantermos um ambiente leve, com conversas descontraídas, e mesmo nas sérias, mas com o sentimento de sinceridade sempre presente), e fez uma pergunta, incrivelmente feita olhando em meus olhos, eu não tinha muita noção da resposta, mas fiquei maravilhado como a forma que fui tratado (e não era nem um projeto de neófito na época, quiçá um iniciado) o que me fez pensar muito”. – Quem é o sujeito dono de “sua sala”?? ; Quem fez a pergunta?? Qual foi a pergunta?? Qual foi a forma que foi tratado?? E pq ficou maravilhado??
    3-“Ao sair perguntei ao Frater se era impressão minha ou todo magista sério que eu via todos, sem exceção tinham um humor afiado, mesmo os mais sérios, o que por sinal era algo que não havia pensado até então, e que não esperava.” – Como assim “todo magista sério que eu via todos”?? o que sem exceção?? então todo tudo bem um magista sério ter um humor afiado??
    4-“Ele respondeu apenas que quem faz caras-e-bocas, poses e fala demais deve, no mínimo, não ser levado a sério, o caminho é muito árduo para qualquer um que queira manter banca” – Como assim árduo para qualquer um que queira manter banca?? Se o kra é sério e fez piada como assim ele não vai ser levado a sério, então pq ele é sério?? e se todos são assim onde estão os sérios??
    5-“o caminho é muito árduo para qualquer um que queira manter banca, e nenhum desses pretensos góticos-vampiros do Largo da Ordem ou qualquer esquisotérico de Orkut tem mais que um conhecimento raso da verdadeira alta-magia, e ainda se dizem detentores de todo o conhecimento dado por Lúcifer direto do inferno. Aham senta lá.” – Quem foi a pessoa que ele mandou sentar?? Foi o Frater Goya que mandou essa pessoa?? pq??

  23. Patrick

    Sim eu concordo com em, em quase tudo.
    A situação é bem simples, se o conhecimento for aberto a todos teriamos um sério problema, pela ignorância das pessoas, elas usariam de forma obscura pela falta de sabedoria, mas ñ falta de conhecimento. É bem simples e defino assim, uma pessoa pode ser conhecedora mas ñ sabio pq?
    É simples a sabedoria, trilha o caminho da verdade e o que é certo, pq um homem provído já sabendo o que acontecerá, seguira seu caminho reto, sem as curvas.
    Já o apenas o conhecimento e ñ sabio, seguiria formas, possiveis de se aproveitar, e alimentar apenas seus pròpios desejos, usando caminhos extraviados.
    E devemos, dar a sabedoria, apenas para aqueles que se tornam mereçedores, mas ñ pq ela é forte, mas o que ela faz, quem ele é, pq um simples fraco pode se tornar o maior dos guerreiros.
    Já no fato de achar que é só metaleiro, punk ou gótico sería necessariamente, um ignorante que se diz sabído
    mesmo que aja um diferente em uma tribo, aldeia, ou nação ele ñ deve ser julgado como a maioria, cada um será julgado, de acordo com seus atos, pensamentos, e o que fez na vida, e nem todos mexem com isso =/

  24. José Luís

    Olá, Não tenho grande conhecimento sobre o assunto.
    Mas tenho grande interesse em aprender e evoluir espiritualmente.
    Sempre me interessei por saber o funcionamento real das coisas, e sentia que tudo o que me diziam era sempre aquela velha opinião que não me levava a nada.
    Á quase um ano atraz ouvi num bar algo sobre sonhos lúcidos, ai fui a pequena faisca, uma coisa tão pequena e para alguns sem nexo para mim foi algo onde pudesse estudar, e dai rebentou a escala, fui de viagem astral de um autor para outros centenas de artigos e autores diferentes. Todo o dia estudava e qualquer tempo livre era para o estudo (exceto uns joguinhos de computador, mas mesmo assim não muito tempo), depois após 1mês e meio tive a minha primeira projeção, embora á uns 5 anos atraz tenha tido uma projeção só que até lá não sabia o que era. Depois como sempre tive alguma sensibilidade energética (pouca- agora já alguma), com as praticas energéticas diárias comecei a ganhar mais alguma sensibilidade, e com a meditação diária fui ganhando mais equilíbrio e controle (não sei se a meditação é usada na magia).
    E após esse ano de estudo fico surpreendido ao ver o que eu mudei em tão pouco tempo, pois sempre queria entender e saber de tudo sem me ligar a nenhum grupo especifico. Á poucos dias atraz fui a um grupo de reiki e eles sentiram que eu tinha o chakra das mão bloqueado e depois desbloquearam-me.
    E como já desde pequenino brincava com a energia dos dedos agora com a das mão fui mais um brinquedo.
    . Agora queria apenas que alguém me aconselhar-se alguns sites / grupos / libros , onde pode-se aprender mais sobre energia e magia. Já que sempre tenho procurado essa área, mas tenho receio de entrar em muito misticismo e falsidades ou então algo ligado ao satanismo .
    E isso tem me afastado um pouco.
    Também entrei num forum paganismo, onde se fala de wicca e outros temas(sei pouco mas penso que está mais ligado á baixa magia: elementais…), pois buscava mais sobre a magia e energia, mas não sou de rituais nem de louvores a deuses específicos e nesse forum foi o que mais encontrei, apesar de me ter dado mais conhecimento sobre a visão desses grupos e de poder discutir sibre coisas interessantes.
    Eu busco o útil e real, e ferramentas que me ajudem. Agradecia se possível algumas dicas sobre sites; livros; fóruns. Para entrar em algo que realmente me faça evoluir e aprender sem me levar para misticismos e para rituais sem utilidade que apenas prestão culto a deuses para terem favores.

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