Música, Arte Irreal


O som criou todas as coisas. Isto nos foi comunicado por São João no primeiro capítulo do seu Evangelho com as seguintes palavras: “No principio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus”.
Sendo o som um poderoso fator desde o princípio da criação, é evidente a importância da necessidade do desenvolvimento do ouvido desde os primeiros tempos da nossa jornada pela matéria. A dádiva desse germe pelos Senhores Elevados, teve lugar no sombrio Período de Saturno e o ouvido tal como o possuímos é, desde tempos imemoráveis, o instrumento mais sensível que temos.
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O Jardineiro da Alma


Por Yoskhaz
“Somos herdeiros de nós mesmos”, disse o Velho, como carinhosamente chamávamos o mais antigo monge da Ordem. Subíamos uma pequena montanha próxima ao mosteiro por uma estreita trilha em uma manhã ainda fria da primavera. Éramos recepcionados por pequenas e coloridas flores silvestres que já mostravam todo o esplendor da estação e, subliminarmente, nos ensinavam a lição das fases da vida: após o rigor do inverno, que é indispensável para fortalecer a determinação do espírito, chegará a doçura da primavera a acalentar o coração. Todos os ciclos pessoais – o Caminho é um grande ciclo formado por inúmeros ciclos menores – têm a sua razão de ser e encerram valiosos ensinamentos ocultos e indispensáveis à evolução. Situações conflitantes e recorrentes a ponto de nos perguntarmos a razão da aparente repetição, revela nada mais do que a recusa em mudar a nossa maneira de olhar e agir, de entender e fazer diferente, enfim, de evoluir. Aprendida a lição, encerra-se aquele ciclo e, inexoravelmente, um novo se apresentará com outros momentos, livre dos velhos problemas. “Quem reclama do Caminho é porque não quer mudar o seu jeito de caminhar”, comentou com seu jeito peculiar de falar.
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Pequeno ensaio sobre o ego.


“O ego é o pior inimigo do Eu, mas o Eu é o melhor amigo do ego… O ego é um péssimo senhor, mas é um ótimo servidor.”
– Senhor Krsna

O Ego é a mascara que usamos para interagir com o mundo, a essência necessita de um veículo para manifestação, assim como a alma habita a corpo, sendo seu veículo de interação na matéria.
Podemos ser negligentes com o corpo, e permitir que as necessidades dele ditem nossos comportamentos, podemos ser negligentes com o ego e passar a agir com base nas necessidades do mesmo. Se não destruímos nosso corpo por não corresponder as nossas expectivas e sim o transformamos, porque não fazer o mesmo com o ego ?
O ego deve ser um passageiro, conduzido pela essência no veículo da manifestação.
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A Sombra e a Luz


A alternância entre a Sombra e a Luz sem dúvida tem fascinado o homem desde a aurora da humanidade, primeiro na natureza terrestre, depois em sua própria natureza.
Na busca da sua verdadeira identidade nesta terra do exílio, o homem hoje se reconhece sombra por sua densidade corporal e se reconhece a luz “porque é aquele que traz em si o que é maior do que ele”.
Este é o ensinamento do Martinista. Mas quantos seres percebem a centelha luminosa que brilha em seu interior? O homem deve necessariamente tomar consciência da essênsia divina em si, se quiser descobrir Deus.
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O Jejum do Coração

Texto de Chuang Tzu (*)

Yen Hui, o discípulo favorito de Confúcio, veio despedir-se
de seu Mestre.
— «Aonde você vai?», perguntou Confúcio.
— «Vou para Wei».
— «Para quê?»
— «Ouvi falar que o Príncipe de Wei é uma pessoa
luxuriosa, com sangue quente nas veias e muito autoritário.
Não dá a menor importância a seu povo e recusa-se a ver
qualquer falha em si mesmo. Não dá a menor atenção ao fato
de que os seus súditos estão morrendo, a torto e a direito.
Cadáveres jazem por todo o país, como feno no campo. O
povo está desesperado. Mas ouvi o senhor dizer, Mestre, que
devemos abandonar o estado que está bem governado, e ir
para o que está em anarquia. No consultório do médico há
muitos doentes. Quero aproveitar esta oportunidade para pôr
em prática o que aprendi com o senhor, e ver se posso
melhorar as condições de lá.
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O espelho da Mente


“Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.” 1 Coríntios 13,12.
A mente, esta companheira inseparável do ser humano contemporâneo, muitas vezes confundida com sinais interpretados por sinapses e conexões neurais é muito mais complexa, ou talvez até mais simples do que se possa imaginar. Houve sempre um grande questionamento acerca da natureza mental do homem. Mas uma coisa é certa. Sem nossa mente, não seríamos capazes de fazer nada sem o auxílio de outrem. Sempre ouço muitas perguntas em relação a este assunto. O que é a mente? E como funciona?

Bom, vamos pensar um pouco? (mais…)

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Raul Seixas, Paulo Coelho e a Sociedade Alternativa


O início dos anos setenta é guardado com imenso carinho por aqueles que os viveram intensamente, formando a romântica juventude daquele tumultuado período.
O eternamente pouco populoso meio thelêmico não escaparia (felizmente) do romantismo que tomara conta da assim chamada geração para frente Brasil. Entre tantos que estiveram em contato inicial com o assim chamado Sistema thelêmico de realização espiritual, dois nomes despontam, bem mais pelo futuro que o destino lhes reservaria, do que pelo conhecimento, propriamente dito, da matéria elaborada por Aleister Crowley(1875-1947): os nomes são, Raul Seixas e Paulo Coelho.
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Do Rito de Heredon ao Rito Escocês


Continuando a série histórica do final dos Templários ao início da Maçonaria, apresento um trabalho feito pelo irmão Mourice Joton, apresentado em 1923 a respeito da fusão do que se conhece como Rito de Heredon, da Antiga Ordem Escocesa templária, à Ordem de Maçons Livres de Kilwinning, dando origem ao embrião que em 1717 seria oficializado como o que conhecemos hoje como “Maçonaria”.
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O Bode na Maçonaria


Dentro da organização maçonica, muitos desconhecem o nosso apelido de bode. A origem desta denominação data do ano de 1808.
Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do II e III século d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monologo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação aquele fato.
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