Carta a um evangélico

Olá Sr. Evangélico, aqui quem fala sou eu, o Sr. Espiritualista.

Antes de mais nada, preciso lembrar-lhe de que somos irmãos, ou pelo menos não há nada explícito em nossas doutrinas que afirme o contrário…

Vejamos, então, a questão da espiritualidade africana. Tenho visto o senhor dizer que os orixás são demônios e que toda macumba é necessariamente coisa do Capeta… No entanto, é preciso que saiba: para o pessoal lá dos terreiros, macumba é só um instrumento musical, tipo reco-reco, sabe como é? Nem tem tanta importância assim, o som dos tambores é bem mais importante no ritual deles; E, já que falamos nos rituais, são coisas bem antigas, bem antigas mesmo! Muito antes dos termos “demônio” e “Capeta” terem sido inventados, já se faziam rituais para os orixás na África. Se ler um pouco de ciência e antropologia, saberá o que os cientistas já dão por quase certo: que viemos todos da África, o homo sapiens surgiu em algum ponto entre a parte sul e central do continente mãe.

O próprio deus bíblico deve muito ao deus que era cultuado na Mesopotâmia por povos que já eram bisnetos milenares dos primeiros africanos que batiam tambores em homenagem a Natureza. Sem El, Javé não seria muito mais do que o espírito ancestral de alguma tribo de hebreus perambulando por Canaã. Javé foi cultuado como um patriarca de homens, El foi compreendido como um deus cósmico, criador de tudo o que há [1]… Mais ou menos como Olorun, que criou o mundo, mas está tão acima de nosso plano de existência que não há nenhum xamã africano que tenha tido coragem de tratar diretamente com ele [2].

Foi muita engenhosidade dos hebreus esta que associou Javé a El, e com isso criou a ideia de um deus cósmico que, não obstante, poderia ser contatado como qualquer outro grande patriarca. O problema é supor que somente os rabinos podiam contatá-lo… Não foi exatamente por isto que Lutero lutou toda sua vida? Para que as pessoas comuns pudessem ler os textos sagrados e conhecer a Deus por si mesmas, sem a intermediação de Roma? Pois bem, pois os nossos irmãos africanos já falavam com Deus há muito mais tempo que a gente, e nem precisavam de livros para isso.

Quer dizer que todo o ritual que evoca orixás é coisa do bem? Claro que não, mas a maioria é. Maçãs podres, temos em qualquer pomar, e tenho certeza de que mesmo o neopentecostalismo tem as suas… Ou o senhor acha que abençoar talismãs com óleo ungido, ou derrubar fileiras inteiras de pessoas ao chão, é algo perfeitamente baseado nas Escrituras?

Tudo bem, vamos ser honestos: o que achamos um barato é essa tal experiência religiosa. Decerto Pentecostes foi uma loucura do Espírito Santo, mas quem garante que foi a primeira? Se até hoje os senhores procuram falar a língua dos anjos, porque encrencar com o caboclo que fala a língua dos espíritos da Natureza? Por mim, anjos e rios, cachoeiras e carruagens de fogo, florestas e sarças ardentes, se foram vistas pelas mentes que creem, se fizeram o bem para elas, que mal há? Onde o senhor vê o Capeta nessa história toda?

Por mim, se existe um ser assim, condenado a ser mal por toda a eternidade, ele não iria atuar sobre os verdadeiramente religiosos, mas antes optar pela via mais simples: tentar aqueles que já não creem, que não se dedicam, que nunca se arriscaram realmente a mergulhar neste Oceano de Amor que permeia todo o espaço e todos os tempos…

Me perdoe, eu tenho certeza que não é o seu caso, mas acaso nunca viu um cristaozão desses que bate no peito dentro da Igreja e diz: “Sou de Cristo!”, mas que começa a falar mal da sogra 5 minutos depois de terminar a oratória do pastor? De que adianta se achar um grande cristão ao chutar imagens de santos e orixás por aí, se ao chegar em casa chuta o seu cachorro e esbofeteia sua esposa? Será que Cristo falou numa espada para matar os infiéis, ou em oferecer a outra face para o agressor?

Os índios das Américas, coitados, também nunca tinham ouvido falar em Cristo. Os colonizadores europeus não deram muitas escolhas para eles: ou se convertiam, ou eram exterminados [3]. Até mesmo muitos que disseram ter se convertido foram exterminados do mesmo jeito, pois não serviam para o trabalho escravo… E o que há de cristão nisso tudo? Nas Cruzadas, o general francês perguntou ao representante do Papa como iriam identificar os cristãos dos não cristãos, na invasão de uma cidade onde cristãos, judeus e cátaros viviam em harmonia; Ele apenas disse isto: “Matem todos, que Deus escolherá os seus”… Ao que lhe pergunto: e quais deles não eram “de Deus”?

Ainda hoje, no Centro-Oeste do Brasil, há tribos indígenas sendo evangelizadas. Evangelizar não é o problema, pois ao menos estão dando a oportunidade para que esses indígenas se tornem parte de alguma outra comunidade que não a sua, e não vivam isolados, como párias, em um país construído sobre a invasão e o extermínio de suas terras ancestrais… O problema, este sim, é proibi-los de pintar o corpo de vermelho. “Vermelho é a cor do Capeta!”, seus colegas dizem… Mas, e o que diabos os índios tem a ver com o Capeta? Na maioria das mitologias indígenas, sequer existe um ser representante do mal, quanto mais um anjo caído… Eles nem sabem o que é um anjo! Se não podem se pintar de vermelho, vão se pintar de branco? Ou de verde? Ou lilás? Convenhamos, isso não faz o menor sentido.

Vamos tentar ser mais seguidores de El, e menos seguidores de Javé. Javé era um espírito ancestral, e precisava de barganhas e favores, e tinha ciúmes dos cultos de espíritos e deuses alheios, como foi o caso com Baal. Mas El não, El não tinha um oposto, pois o Tudo não tem oposto – o Nada não existe.

Dessa forma, se existe um Capeta, seria injustiça da parte de Deus que ele pudesse controlar a mente dos seres puros, corrompendo-os… Acho que faz mais lógica, além de estar mais de acordo com o que vemos na Natureza e na psicologia humana, considerarmos que o mal existe na alma de cada um de nós, e que é somente lá, precisamente lá, que precisamos fazer uso desta espada de que Cristo falou…

Para cortar a trave que obstruí nosso próprio coração. Para que nossa luz de amor transborde, e englobe os irmãos a nossa volta. Para que evangelizemos realmente uma boa nova, uma notícia de uma nova era, de uma nova sociedade, uma nova espiritualidade, uma nova religião… Assim, quem sabe, também poderemos ler, dentro de nossa alma, conectada a Alma do Mundo: “também eu sou da raça dos deuses, também eu trago o Pai dentro de mim, também eu farei tudo aquilo que o Cristo realizou, e talvez até mais”. E nem sequer precisaremos de um livro para guardar tal Verdade.

Cristo salva, afinal, todos aqueles que o encontram dentro de si mesmos… Mas Cristo é apenas uma palavra. O que salva é a fé, e não há fé mais profunda do que a fé no Amor. Pense nisso meu amigo, meu irmão. Pense, e reflita esta boa nova adiante!

***

[1] Maiores detalhes na série A roda dos deuses (esta teoria não é minha, mas de Mircea Eliade, um dos maiores especialistas em mitologia do séc. XX).

[2] Na mitologia Iorubá, talvez a de maior influência no Brasil, Olorun ou Olodumare é o criador do universo e mora no Orun (Céu). Embora reconhecido como Ser Supremo, não existe um culto ou templo que lhe é dedicado exclusivamente. Os orixás são os seus representantes em Aiye (Terra).

[3] Michel de Montaigne dá sua opinião, bem mais embasada do que a minha, nesta série de Reflexões sobre o sexo.

***

Este post tem 20 comentários

  1. Marco

    Excelente texto, parabéns! Gostaria que todos os meus amigos e conhecidos que são evangélicos que o leiam o entendam. Apesar de todas as atrocidades que hoje em dia ele fazem em nome de sua crença, esses espíritos estão onde deveriam estar, pelo menos nessa encarnação.

    Parabéns novamente Rafael.

    @raph – Obrigado, Marco 🙂

  2. Andre

    Excelente. Jesus não tinha religião, ele não era Cristão, se fosse algo, seria judeu e deu inicio a uma revolução espiritual, uma moralidade sem viéses. Os livros, o verbo mata! O espirito vivifica! E tendo como base: “amaio-vos uns ao outros”, ninguém está com toda a verdade. Cada qual viu sob um prisma parte da verdade. Ao final a Verdade é uma apenas: o TODO, Deus… e é muita, mas muita pretensão nossa nos acharmos os conhecedores de tudo, como sendo mais certos ou mais errados. Cada qual precisa de um tipo de método, literatura, experiência para poder entender. Que existam mais e mais evangélicos, ótimo, mas que façam sua parte, melhorem-se! E que existam mais e mais umbandistas, espiritas, budistas, enfim, todos aqueles cujo o maior propósito é auto-reforma, melhora, evolução, mas com COEXISTENCIA (parodiando o U2), com respeito às interepretações dos outros. Apenas dessa maneira a evolução como um todo, de todos é possível. Ninguém que condene nada pode estar certo! Ninguém tem esse poder, esse direito ou essa inteligência cósmica!
    Que seja feita a vontade de Deus

    @raph – Ainda acredito que nalgum Céu, se entraremos, será de mãos dadas. E, se faltar alguém, seremos os primeiros a voltar e levar os convites…

  3. Junior

    Belíssimo texto. Uma pena que a grande massa evangélica tem a mente fechada demais para compreender essas palavras.
    Por experiência posso dizer que muitos que lerão isso vão dizer que esse texto é alguma ‘estratégia de satanás’ pra enganar os escolhidos (sim, já ouvia esse tipo de argumento).
    Torço muito para de dê frutos entre aqueles que puderem compreender.

    @raph – Quem está cristalizado no dogma não será convencido por qualquer texto que seja. Esta carta é para que os evangélicos moderados reflitam um pouco acerca do que o dogmatismo pode fazer de mal… Abs!

  4. Marcelo

    Artigo muito bom! Antes via algumas religiões como forma de aprisionamento e com minha mentalidade anarquista sempre achei que deveriam lutar contra. Mais aprendi que nesse mundo vc luta contra vc mesmo e contribui com os outros alguma coisa, sejam idéias, comida, roupa e amor. No mais, provavelmente muitos evangélicos sequer vão ler, mais a energia da ação é muito mais importante! Ou seja, ainda bem que vc postou! XD

    @raph – Ainda bem que vc leu 🙂

  5. Mozart

    Genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial,genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial, genial. É só o que tenho a te dizer. Agora o que me entristece é que os evangélicos fundamentalistas não tem capacidade intelectual para entender o que você escreveu aqui.Afinal ele é que tem razão…

    @raph – Mas caminhamos passo a passo. É importante que os evangélicos moderados tenham também a oportunidade de reavaliar algumas generalizações apressadas. Este texto é muito mais para estes, pois os fundamentalistas não iriam nem ler além do segundo parágrafo, provavelmente…

  6. Daniela

    Belo texto Rafael! Eu já tinha lido ele no seu blog e me emocionei. Eu espero que algum dia, os evangélicos (e quem tem “cabeça fechada”) parem de julgar os que são de outras realidades, diferente das deles. E também torço pra que um dia eles compreendam o significado da passagem que Jesus fala: Na casa de meu Pai há muitas moradas… 🙂

    @raph – 🙂

  7. Leon Espírito

    Que loucura, eu vendo minha imagem, mas eu sou o que sou só piração, mas quem sou eu dentro de mim antes de ser fora de mim? MDD onde estas, que eu te vejo? Ou não!!!!!

  8. Lorena

    Como sempre seus textos são ótimos. Tenho parentes que se “converteram” a evangélicos e vez ou outra sempre falando besteiras sobre outras religiões ou praticas religiosas. Vou passar esse texto a eles quem sabe possam se “Converter” para um caminho mais aberto…

    @raph – É importante que recebam a mensagem de algum amigo ou parente, para que exista alguma possibilidade de que eles reavaliem algumas posições. Não se trata nem de questionar sua fé ou sua doutrina, mas simplesmente de questionar algumas ações que vão contra o que o próprio Jesus ensinou…

  9. Isis

    A primeira foto do texto… Resume muita coisa para mim.

    @raph – Há uma cena linda do filme “A última tentação de cristo” onde Jesus dança naquela mesma festa onde transforma água em vinho. Não sei porque é tão raro vermos imagens de Jesus se divertindo na iconografia cristã 🙁

  10. Lucas Coelho

    Porque os ensinamentos preconceituosos e praticas que vão de encontro ao ensinamento da própria biblia, continuam reunindo mais e mais pessoas nessas igrjas evangelias? As pessoas buscam em Deus somente satisfazer suas necessidades materias, e assim vão parar nesses lugares? No nosso universo dual, poderia isso significar que as escolas de misterios vem também se fortalecendo?

    @raph – Felizmente ou infelizmente, ainda acho que a grande maioria das pessoas não é nem fundamentalista nem mística. O problema é que os místicos por muito tempo foram silenciados, ou silenciaram porque talvez não fosse sua vez de falar. Quem sabe agora não seja?

  11. sensacional!
    agora, um outro aspecto ao texto (viagem minha)

    sempre que leio esse texto fico imaginando a possibilidade remota de um CRENTE (aquele que tanto crê) possa fazer alguma reflexão… não é falta de fé minha não… mas hoje em dia, CRER em algo e dar depoimento dessa fé, na minha opinião, está ficando cada vez mais complicado. Tem tanta gente queimando o filme, que tá dificil “assumir-se”, nao? Aí fica essa coisa de crente BOM e crente MAU.

    sempre lembro da entrevista de Chico Xavier no pinga-fogo… a certa altura do programa, um pastor evangélico faz uma pergunta à Chico – com um respeito… com uma grandeza… mas principalmente com MENTE ABERTA à possibilidade de coexistir… não conheço NADA sobre o referido pastor, mas ACREDITANDO que fosse uma pessoa bem intencionada de verdade, hoje isso seria impossível?

    coletividade e a força do individuo multiplicada exponencialmente
    afinal de contas, viemos do um e para esse um vamos voltar! 😀

    @raph – Pois é, na verdade o Protestantismo também nasceu de uma ideia de inclusão social, de tolerância (*). Com o tempo é que uma parte do Protestantismo se corrompeu, tornando-se o reflexo muito próximo daquilo que o próprio Lutero combatia 🙁

    (*) Ver: http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/07/a-reforma-bem-explicada.html

  12. Phyrexiano

    Belíssimo texto.

    Infelizmente, este é o grande divisor de águas dos religiosos e fanáticos lobotomizados, o bom senso. A abertura a especulação e estudos faz toda a diferença.

    Tenho apenas uma pergunta, quando citas Baal como divindade. Até onde estudei este era mais um “pronome de tratamento” para divindades, tanto que daí se originaria o nome belzebu. O que li então estava errado?

    Abraços fraternos.

    @raph – Baal era um deus sumério (apesar do termo também poder significar outras coisas, dependendo do contexto usado*). As vezes vinha “agregado” a outro deus, daí Baal-Zebube, que deu origem a Belzebu, etc. Para maiores detalhes recomendo ler “História das crenças e das ideias religiosas, vol.I”, de Mircea Eliade. Há um trecho dele aqui: http://textosparareflexao.blogspot.com/2012/09/quando-israel-era-menino-parte-1.html Abs.

    *http://pt.wikipedia.org/wiki/Baal

  13. Varlei

    Excelente texto mesmo!
    Como citado acima, muitos evangélicos não têm capacidade de discernir a respeito do texto, mas serve para aqueles que no fundo de suas mentes possuem aquela dúvida.
    O seu texto serve como no filme Inception (A Origem). Coloca uma idéia que na medida que forem evoluindo aqueles que entenderam a mensagem, vão aos poucos acordando.
    Parabéns!

    @raph – Obrigado Varlei 🙂

  14. Norson Botrel

    Parceiro, texto muito longo para um evangélico ler… Pior de tudo é que você invoca a Ciência no parágrafo 2, cara. Nenhum deles lê nada que seja científico.
    Como desabafo, a carta é ótima; mas como carta, fico como desabafo mesmo.

    @raph – Se o título fosse “Desabafo a um evangélico”, daí acho que menos deles ainda iriam ler 🙂

  15. Priscila

    Caro Raph,

    Acredito entender os motivos que o levaram a escrever essa Carta. Ela é coerente e sua intenção é uma das melhores possíveis: tentar induzir o leitor alvo a um raciocínio de tolerância que eu acredito que o próprio Yeshua teve quando esteve encarnado aqui conosco.
    Mas eu acredito que o lado racional da questão não interessa muito ao público alvo de sua carta. Infelizmente, muitos cristãos se apegam muito à fé e ao elemento emocional de sua religião, não trabalhando corretamente o lado racional, às vezes até esquecendo dele. Eu acredito que o modo mais eficiente de mostrar que os não evangélicos ou não cristãos não são ‘filhos do capeta’ são pelas obras e mesmo assim o risco de não haver até esse modo de mostrar que na verdade somos todos irmãos é real, pelo menos por um tempo ou até por umas possíveis encarnações.
    Infelizmente, parece a mim que eles não vão entender (pelo menos em sua maioria) a linguagem que você usou no texto pelos anos de convivência turbulenta que tenho com vários deles, amigos ou mesmo familiares.
    Eu resumiria que devemos seguir a Cristo, que para mim tem uma conotação distinta da que a maior parte daria, mas que para os cristãos serve como eles a conhecem, afinal, se eles estiverem indo de acordo com a Verdadeira Vontade ao seguir passos semelhantes a Jesus Cristo, a linguagem deixa de ser um obstáculo e o mandamento se resume a “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. “(João 15:12).

    @raph – Eu tenho plena consciência do dogmatismo alheio. Este texto não tem a menor pretensão de conseguir fazer um dogmático reavaliar suas posições. Mas eu acredito, de verdade, que nem todos os evangélicos são dogmáticos… Talvez eu tenha tido mais sorte que a maioria aqui, mas já encontrei alguns grandes pensadores no meio evangélico/protestante, em debates na época do Orkut. Mas devo dizer que a totalidade destes eram batistas ou da igreja do evangelho quadrangular. Abs.

  16. Luciano

    Esse texto serve para os pastores, para os padres para seus respectivos seguidores e para os pseudo-ocultistas e todos os homens de bem que querem evoluir através do conhecimento e da reflexão.

    @raph – Obrigado, espero que assim seja 🙂

  17. Mazzarin

    Otimo texto, obrigado por compartilhar!

  18. Caio

    O Brasil deveria ser governado por uma ditadura de iluminados. Observo com horror e desespero o que esses evangélico$ malucos fazem em nome da fé. Esse povo é o povo mais asqueroso que existe: Cheios de preconceitos, vicios e estupidez,e mesmo assim se acham o povo escolhido de Deus! O exemplo perfeito de virtude.

    O poder dos pastores vem justamente do fato deles unirem o Cristo ao sucesso no mundo créu( Resolva seus problemas com Deus que você fica rico, é promovido no trabalho, se casa com uma mulher fiel que satisfaz seus desejos sexuais e emocionais.) Nao existe nada de espiritual neste povo. Nada passam de animais.

    Em nome da Républica, os templos evangélicos( e de todos os picaretas) deveriam ser derrubados e transformados em bibliotecas e escolas, onde o povo tem a oportunidade de se aprender o que presta, com os mais belos gênios que a humanidade teve!

    Liberdade religiosa e de expressao? Pra quê? Pra deixar pa$tore$ como Macedo, Feliciano, Malafaia enganar o povo fraco com idéias imundas. Estes senhores devem ser presos e executados por crimes contra a Républica.

    Somente os iluminados podem resolver este problema. Infelizmente, nao é pelo amor que o Brasil pode derrotar os pastores e os fundamentalistas, é pela dor. MUITA, mas MUITA dor. Para o pais crescer, é preciso suprimir a liberdade e caçar esses traidores safados e seus seguidores como os ratos imundos que eles são .

    Enquanto isso, vamos aqui seguindo o nosso caminho, rumo a iluminação , e vendo com tristeza a praga maldade e o fanatismo se espalhando, sendo aceita e exaltada como a mais alta virtude, pelo povo brasileiro…

    1. Ana Cristina

      Se eles forem iluminados MESMO, não aceitarão fazer parte de uma ditadura, não interessa em nome de quê.

Deixe uma resposta para Anônimo Cancelar resposta