Astrologia e Ciência

Em 1994, o cineasta, fotógrafo e multimilionário Gunther Sashs decidiu proceder em uma investigação estatística e matemática das propostas astrológicas, uma aproximação empírica tal qual imaginávamos que os antigos haviam feito. Ele não era astrólogo, nem nenhum de seus colaboradores. Quando os estudos começaram, motivados por pura curiosidade, nenhum deles sabia muito sobre Astrologia Hermética. Mas levantaram uma série de dados que acompanharemos a seguir:

Em primeiro lugar, seguem os termos de referência:
1. Examinar por meio de um estudo científico largamente estruturado os possíveis efeitos dos signos no comportamento humano
2. Não tentar provar nem desprovar a astrologia acima ou ao lado de mitologias, mas investigar se ela existe e exerce efeito real em grandes massas populacionais.
3. Publicar seus estudos, mesmo se falhassem em provar a existência de uma astrologia não-mitológica.
4. Basear suas pesquisas exclusivamente em dados empíricos, sem consultar qualquer astrólogo.
5. Examinar e explicar cientificamente quaisquer fatores que pudessem distorcer seus resultados estatísticos.
6. Indicar como significativo qualquer desvio aparente dos resultados esperados que não pudesse ser explicado como simples acaso.
7. Ter seus cálculos e resultados conferidos por uma aceitável autoridade neutra, tal como uma universidade.

Eles trabalharam com um instituto de Pesquisas Europeu de grande prestígio, que atuou como seu árbitro independente: o Institute fur Demoskopie, em allensbach, e utilizaram os serviços da dra. Rita Kunstler, uma profissional do Instituto de Estatística de Ludwig-Maximilian University, em Munique, como consultora de metodologia estatística.
Eles conseguiram seus dados brutos de autoridades públicas, companhias de seguro e pesquisadores de mercado. Coletaram um enorme arquivo a respeito de criminosos, traficantes, casamentos e divórcios, doentes, suicidas e muito mais. As regras de proteção dos arquivos impediam que os indivíduos fossem identificados, mas poderiam obter a data e local de nascimento.
Quando conseguiram os dados brutos e passaram a analisá-los, os resultados foram todos documentados e são fascinantes.

O estudo de Sashs usava amostras muito grandes, e quando ele procedeu a testes significativos, o Instituto de Estatística da Universidade Ludwig-Maximilian verificou seu método. Uma coisa estava bem clara: ele fez seus testes de maneira imparcial e teve todo o trabalho de eliminar amostras preconceituosas sistemáticas.
Gunther começou analisando as vendas de livros de Astrologia, de signos estelares, e comparou as vendas em proporção aos indivíduos nascidos sob aqueles signos em particular em áreas de vendas. Ele encontrou significativas diferenças estatísticas em 10 dos 12 signos, um resultado que poderia ocorrer por acaso apenas uma vez em dez milhões (um nível de significância muito além da “1 chance em 99” aceita na imensa maioria dos testes estatísticos usuais na ciência ortodoxa).
Ele baseou seus dados na amostra de 313.368 vendas de livros de signos durante o período de 1991 a 1994. Se algum leitor quiser saber quais signos estão mais interessados em Astrologia e quais estão menos, recomendo a leitura do livro de Saschs, “The Astrology File”, da editora Orion, 1997. Neste texto, estou interessado nos resultados estatísticos.

A Seguir, Sashs analisou dez diferentes áreas da vida onde ele poderia obter dados. apresento abaixo um sumário de algumas das descobertas que ele fez:

1 – Quem casa com quem?
Ele partiu de uma amostra de 717.526 pessoas casadas e observou se seus mapas eram compatíveis, para concluir se as expectativas astrológicas eram cumpridas. Sua hipótese nula (o resultado esperado) assumia que as combinações estariam aleatoriamente distribuídas entre todos os signos. NÂO ESTAVAM.
Das 144 possíveis combinações entre signos dentro dos planetas, ele encontrou 25 pares que se desviavam significantemente das expectativas aleatórias. Quando conferidas as probabilidades de tais eventos ocorrerem por coincidência, a possibilidade é de 1 para 50.000 contra. Isso significa que estas escolhas eram 49.999 vezes mais prováveis de serem causadas por algum fator que não o acaso!

2 – Quem se divorciou de quem?
O tamanho de sua amostra para este teste foi de 109.030 casais. O método usado foi o mesmo do casamento. Mais uma vez, das 144 possíveis combinações de signos dentro dos planetas, ele encontrou 25 desvios significativos (mas desta vez com um nível de significância menor, de 1 a cada 260 testes). Embora bem menor que o anterior, este resultado não é desprezível estatisticamente.

3 – Quem é solteiro?
Este teste foi baseado no censo de 1989-1990, cobrindo toda a população da Suíça, de 4.045.170 habitantes. isto deu uma amostra de 2.731.766 pessoas na idade aceitável (18 a 26 anos). Ele descobriu que certos signos e combinações estão mais preparados para comprometimento e casamentos que outros. Sete desvios significativos no comportamento aleatório eram estatisticamente significativos em 1 para 10.000, ou seja, há um padrão de comportamento definido nesta amostra.

4 – Quem estuda o que?
Os dados vieram de universidades e cobriam 231.026 candidatos em dez cursos específicos. A hipótese nula é que os signos estariam distribuídos aleatoriamente entre as disciplinas. Haviam 120 combinações de signos/disciplinas possíveis e ele encontrou 27 desvios significativos. a chance de obter este resultado por coincidência são de 1 em 10 milhões. Este resultado é monumental (pessoas são condenadas à morte com base em evidências de DNA com significância estatística milhares de vezes menor que essa).

5 – Quem faz qual trabalho?
A amostra foi tirada do censo de 1989-1990 que chegou a 4.045.170 habitantes na Suíça e estudou 47 tipos de ocupação. isso resultou em 564 possíveis combinações entre trabalhos e mapas/signos. saschs encontrou 77 variações significativas com probabilidade de 1 em 10 milhões de ser mera coincidência. Novamente, apenas um tolo poderia negar uma correlação destas.

6 – Quem morre de que?
Este teste foi conduzido com todas as mortes registradas na Suíça entre 1969 e 1994, com uma amostra de 1.195.174 eventos. Para tornar este teste significativo, apenas mortes por causas naturais foram consideradas. Isto reduziu a amostra para 657.492 indivíduos. as 240 possíveis combinações (das quais a hipótese nula era, como nas demais, uma distribuição aleatoria entre signos e causa mortis) revelaram, porém, cinco desvios com probabilidade de 1 para 270. Apesar de modesto em comparação com os outros resultados, ainda tem valor estatístico.

7 – quem comete suicídio?
Do registro de mortes acima, Sachs pôde extrair uma amostra de 30.358 pessoas que cometeram suicídio. ele encontrou cinco desvios significativos com a possibilidade de coincidência apenas de 1 em 1000.

8 – quem dirige de que jeito?
Esta amostra foi colhida junto a seguradoras e cobria 25 mil acidentes durante 1996. mais uma vez, Sachs encontrou desvios para quatro signos com nível de significância de um para dez milhões (curiosamente, foram os mesmos 4 signos que eu, Marcelo Del Debbio, encontrei desvios em pilotos de fórmula 1 que venciam corridas em um estudo que fiz e devo publicar em breve aqui no blog).
Ele também tirou uma amostra de 85.598 acidentes na Suíça e novamente encontrou os mesmos quatro signos envolvidos, mostrando significantes desvios estatísticos com probabilidade de 1 para 5.000 de ser coincidência.

9 – Quem comete quais crimes?
a amostra tomou 325.866 prisões para 25 diferentes tipos de crimes. os dados foram coletados no Ofício de Registros Criminais da Suíça. A combinação testada era de 300 possíveis crimes/signos. Assim como nos outros testes, a hipótese nula era que estivessem distribuídos aleatoriamente entre as combinações, mas 6 destas combinações mostraram desvios da expectativa, com significância de 1 para dez milhões contra a coincidência.

10 – quem joga futebol?
De uma amostra de 4.162 futebolistas na alemanha, Sachs encontrou nove signos desviando significativamente das chances esperadas. As chances de serem coincidência eram de 1 para 1 milhão. quando analisou os atletas profissionais, esta probabilidade subia para 1 em 10 milhões.

Após estas análises, Sashs fez uma conferência cética do resultado: A equipe de consultoria misturou todos os dados e as datas foram arrumadas de maneiras aleatórias, criando 12 signos “artificiais” (usaram um gerador de números aleatórios para agrupar os 365 dias do ano em 12 blocos totalmente arbitrários) e refizeram os testes. Aqui está o resultado, em suas próprias palavras:

Os estatísticos podiam misturar os dados ao acaso e criar signos na mesma ordem com o ano, mas este foi provido com datas de nascimento artificiais (falsas). Desda forma, um ano artificial apareceria começando em 6 de abril, seguido por 11 de novembro, 7 de março, 19 de agosto e assim por diante, até os 365 dias.
Se a afirmativa dos astrólogos a respeito do efeito dos signos fossem inválidas, aqui também seriam encontradas significâncias estatísticas, no entanto, não houve correlações significativas entre os signos artificiais.

Sashs resumiu seu trabalho comos segue:
O principal propósito deste estudo não era produzir resultados individuais interessantes – esses seriam, de fato, não mais que entretenimento encontrado como subproduto de nosso projeto. Ao invés disso, o objetivo da pesquisa era estabelecer se havia uma correlação entre signos/planetas e o comportamento e predisposição humanos.

Provamos isto. Há uma correlação!

Todos os dados de suas pesquisas foram publicados no livro “The Astrology File, publicado pela editora Orion em 1997. Após esta data, Gunther passou a estudar Astrologia Hermética e a testar e refinar seus resultados em seu instituto. Apesar de um excelente trabalho, ele ainda não pode satisfazer o critério de aceitação que Stephen Hawkins colocou:

“A razão pela qual a maioria dos cientistas não acredita em Astrologia não é a evidência ou falta dela, mas porquê ela não é consistente com outras teorias que foram testadas por experimentação”.

Talvez isso aconteça porque o estudo é amplamente ignorado pelos acadêmicos e, quando é realizado, é feito com metodologias totalmente furadas, envolvendo apenas signos solares ou horóscopos de jornal. De um lado, a comunidade científica está entrincheirada contra ela porque a vê conflitando com outras teorias e do outro lado, malucos e charlatões apresentando uma bizarrice maior do que a outra em programas de TV. E, no meio disso, os “Astrólogos Sérios”, dentro de Ordens iniciáticas que possuem o conhecimento do método e das técnicas, mas não os recursos para demonstrá-las. Sorte nossa que Gunther Sashs é milionário.

E apenas um último adendo: Stephen Hawkings está errado; a Astrologia Hermética É consistente com as teorias espiritualistas e teosóficas; que envolvem reencarnação, Verdadeira Vontade e outros aspectos que ainda não podem ser provados pelo método científico aceito pela ciência ortodoxa. O astrólogo e teósofo Dane Rudhyar publicou diversos livros a respeito destas correlações.

Este post tem 33 comentários

  1. Cleiton Moraes

    Fascinante, vou procurar adquirir o livro eu mesmo, tendo participado de cursos, lendo, buscado informações de diversas fontes, autores, sites, livros, ainda sou um tanto cético quando à parte da astrologia! Mas sempre me foi perfeitamente clara a influência do signo solar sobre as personalidades!

  2. A astrologia,como qualquer outro ramo da espiritualiade, é algo muito subjetivo, e para o subjetivo não temos medidas. Acho que essas tentativas de comprovação, embora bem vindas, ficarão sempre assim, no ar. Mas se alguém quiser saber se a astrologia “funciona”, faça um mapa astral. Certamente terá fortes surpresas. Fazendo o meu e de alguns conhecidos, tive muitas delas.

  3. Dan

    Vou passar esse texto para alguns dos meus professores. É só explicar o conceito de signos solares e horóscopo de jornal que já conquisto algum espaço.

  4. Tiago Aragão

    Q a Grande Obra produza mais homens como Gunther Sashs. Parabéns..

  5. Abrantes

    MDD, você faz idéia de onde posso conseguir esse estudo completo?

    @MDD – No livro dele.

  6. Alexandre

    http://www.icrvb.com/conteudo.php?id=58
    Neste link, ele mostra uma visão diferente, mostrando que nao tem relação os signos com comportamentos individuais. Isso se daria pelo fato de analizar apenas o signo da pessoa, e nao seu mapa astral?
    Fala tambem sobre a bíblia e sua relação com a astrologia.

    @MDD – Ah, fala sério!!! voce contra-argumenta com um site que diz que “o que a bíblia fala sobre a Astrologia”. PelamordeZeus.

  7. Douglas

    Os mapas astrais que esse site http://www.cigano.net/astrologia/mapa_astral.asp
    faz são bons???

    Consigo fazer eu mesmo meu mapa astral apenas pesquisando em livros?
    Ou só mesmo aprendendo com um mestre?

    @MDD – A descrição do site é simpática, faz as análises básicas, mas não dá pra dizer que é “bom”, porque tem apenas um parágrafo sobre cada planeta. Um Mapa de verdade tem cerca de 15 a 20 páginas de informação. Mas vale a brincadeira, para matar a curiosidade de quem nunca fez ou para comparar com quem já fez um Mapa como o da Hospitalaria, por exemplo. Fiz o meu e achei a descrição bacana dos signos/planetas 🙂

  8. Alexandre

    MDD, desculpe se me expressei mal. Eu não quiria contra-argurmentar, até porque eu não sei o suficiente sobre nenhum dos assuntos (bíblia e astrologia) para tal.
    Eu estou voltando a ler seu blog (era leitor do Sedentario, mas tinha parado por um tempo, e voltei agora). Estou no texto onde você cita sobre Zeus nunca ter traido Hera (e começando a ver o “empilhamento” dos textos durante a historia.).
    Mas assim como você mostrou um texto sobre estatística, eles tambem mostraram, achei que seria bom comentar, mas desculpe o erro.

  9. Moscadeprata

    Achei esse site aqui:
    http://horoscopo-astral.com/
    me pareceu bem completo.
    E quem quiser pode comparar os resultados com os desse site aqui:
    http://www.inspiira.org
    Este é um teste com várias questões para análise da sua personalidade segundo Jung.
    As minhas bateram muito.
    Um abraço!

  10. Sergio

    Esses estudos foram publicados em algum períodico? Porque se foram feitos com todo o rigor, não haveria problema em ser aceito em uma revisão por pares. O problema dos estudos publicados apenas em livros é que acredita quem quer, já que não há a revisão por pares, a mais poderosa ferramenta anti-fraude científica.

    1. Ian Gil

      Tenho sempre a forte impressão de que quem fica falando que TODA a pesquisa, para ser considerada de rigor e categoria científica, precisa de revisão de pares nunca sabe exatamente o que é uma revisão de pares e qual o seu real peso dentro de Ciência. É que nem o papo do “só se prova existência”, “testes duplo-cego”, um monte de termos de um jargão que eles nem mesmo sabem qual o real uso. rsrsrs

  11. Marcos Adilson Rodrigues Junior

    Caro Marcelo,
    sou jogador de RPG e por muito tempo li os materiais que vc escreveu.

    Gostei deste post, embora eu me coloque entre o que vc chama de “cientista ortodoxo”. Os resultados são inegaveis, mas correlações não demonstram mais do que correlações. Não há em si uma prova de que sejam os signos que causem o comportamento x. O que pode estar acontecendo é algum fator ambiental/organico/social entre pessoas que nascem em determinadas epocas do ano. Os signos como conceitos podem ser apenas descrições desses comportamentos, mas não necessáriamente são os arranjos de planetas e estrelas que causam essas modificações no comportamento de grupos.

    Não conheço nada de ordens iniciaticas, e sou agnostico ateu adepto da filosofia pragmatista (James, Skinner, Rorty). Não duvido do fenomeno, mas tenho razões epistemologicas para duvidar das interpretações misticas.

    @MDD – Nao tem causa/efeito. O que é complicado de explicar em termos ortodoxos é que a CAUSA é a mesma tanto para que o Planeta esteja naquela posição naquele momento quanto para que a pessoa se manifeste no Plano Material (nascimento) naquele momento. Mas para aceitar isso é preciso entender a existencia de mais do que 3 dimensoes materiais e 1 temporal. Eu andei fazendo testes empíricos e o resultado tem sido bacana, apesar da pouca amostragem: fiz a tabela de planetas/signos de pilotos de formula 1 que venceram corrida… foram 102 pilotos. Os mapas deles indicam signos como aries, Capricornio e Escorpiao com 18-22% (quando o esperado seria 8%), fiz testes com vencedores de premio pulitzer (86) e encontrei gemeos, libra e sagitario em 15-20% e finalmente, teste com soldados (208, o mais bacana até agora) e encontrei capricornio, escorpiao e touro, e quanto maior a patente, mais estas caracteristicas se acentuavam (nos recrutas, a divisao dos signos beirava 7-9% cada (mostrando que a amostra era realmente aleatoria na população, o que refletia a teoria, já que voce nao escolhe servir o exercito) mas conforme a patente ia subindo (ou seja, quem ESCOLHE a carreira) vemos que as energias dos signos cuja teoria diz que coordenam estes aspectos mentais vao prevalecendo.
    Claro que 3 testes nao provam nada… eu tenho feito mapas astrais de pessoas famosas (ou seja, pessoas que efetivamente realizaram aquilo que vieram fazer no Planeta, o que limita de certa maneira o “livre arbitrio” daquelas pessoas de direcionar aquelas energias para A ou B) tentando mostrar que pessoas que tem as mesmas caracteristicas (atraves das obras) possuem as mesmas aspectações… mas ainda assim nao prova nada…
    A verdade é que sempre vai se poder alegar que é coincidencia/sorte/leitura fria quando se acerta. As certezas que temos de estar no caminho certo também nos são passadas por entidades incorporadas (outra coisa que a ciencia ortodoxa nao aceita de jeito nenhum). Os mais de 600 mapas que já fizemos pela hospitalaria sempre vem com comentários das pessoas que os recebem e percebemos que quanto mais realizadas na vida e proximas do que chamamos de ‘verdadeira vontade”, mais os mapas se assemelham com elas (e a alegacao de leitura fria nao procede, pois nao conhecemos quem pediu os mapas e como voce mesmo pode ver na http://www.daemon.com.br/wiki na area de astrologia, as descricoes de, por exemplo, lua em cancer e Lua em Capricornio sao MUITO diferentes e definitivamente nao servem pra “qualquer pessoa” como aqueles testes fajutos que os ceticos fazem.
    O proprio kentaro me mandou 3 mapas em um teste cego para eu adivinhar quem fazia o que neles e eu acertei, mas, claro, isso tb nao prova nada… entao, no final das contas, vai lendo os posts e comparando, a wiki, faz uma doaçao pra alguma entidade assistencial e pega o seu mapa, etc… Se morar em SP, é meu convidado pra ir um sabado em um terreiro conhecer o que a gente chama de incorporaçao e tirar suas proprias conclusoes 🙂

    1. Livio

      Não moro em SP, mas posso ir algum sábado, então, caso o convite esteja de pé, considere como aceito, embora nem tenha conseguido assistir a algum curso seu, é uma direção que apreciaria ter no horizonte.

    2. Marcos

      Obrigado pela atenção Marcelo, gosto de sua atitude científica, não acredito que você nunca provará o que quer, pois se é real é científico, o que não temos talvez sejam instrumentos e paradigmas adequados para procurar as causas dos fenômenos.

      Quando eu tiver mais condições $$$ eu irei com certeza ao seu terreiro assistir a esses eventos que chama de incorporações e terei um prazer enorme de estudá-los sob o prisma da psicologia científica.

      Abraço!

    3. Marcelo Del Débbio, após ler textos seus fiquei com a pulga atrás da orelha e fui fazer meu mapa astrológico, nunca tive contato algum com essas entidades sobrenaturais das quais você fala: Exus, Anjos, Espiritos, etc…

      O mapa tem muito a ver comigo, assim como os mapas que fiz de alguns amigos e de minha esposa, eu e um amigo, a algum tempo formulamos uma teoria de que o que poderia estar acontecendo é de que a posição dos astros funciona como uma calculadora, e não como uma influencia causa/efeito… podemos estar mais ligados ao funcionamento do universo do que imaginamos…

      Sou cético ainda quanto a essas entidades até ver uma e colocar a sua possibilidade vencendo qualquer refutabilidade do tipo: imaginação, alucinação, delírio, naturais que ainda não foram plenamente estudados fora da esfera dita patológica encontrada em Esquizofrênicos.

      Eu hoje aceito a existência desses fenomenos que você diz serem mediunicos, mas é mais confortavel e coerente para meu paradigma atual pensar nos espiritos como representações de você mesmo imbuidas de todo o seu histórico de relação com mitologias e religiões.

      Sou monista e até o momento fisicalista, e acredito que esses fenomenos aqui relatados no seu blog podem se encaixar na ciência segundo esses pressupostos…

      Não sou um Lobbista do Materialismo, mas como livre pensador, honesto e teimoso só mudarei de idéia após todo esse trabalho que te descrevi.

  12. Tiago Aragão

    Marcelo,

    Aqueles testes q vc citou na resposta do Marcos Adilson, vc pretende divulgar, colocar em algum projeto ou é apenas algo pessoal?

    @MDD – Eu pretendo divulgar no sedentário, só pra causar polêmicas e levantar discussões. Publicações acadêmicas envolvem uma encheção de saco e uma burocracia que eu realmente não tenho mais paciência. Os testes que fiz possuem números públicos (datas de nascimento de pilotos de F1), os mapas podem ser feitos no astro.com e o resultado tabulado em qualquer excel, ou seja, qualquer pessoa pode reproduzir o teste pra ver se funciona mesmo.

    1. Douglas Penna

      Fala Marcelo,

      Se quiser eu faço a diagramação pra artigo científico.

  13. Marcos Adilson Rodrigues Junior

    Não moro em São Paulo, mas assim que puder irei.
    Tenho muitas duvidas e curiosidades sobre o assunto, mas prefiro restringir minha crença, prefiro o Saber.
    Gosto daquela fraze de Hipatia de Alexandria no filme Àgora: – Não posso acreditar em algo que não possa duvidar.

    Interessante essa teoria de mais de 3 dimensões, não conheço nada de física mas me facino por esse assunto.

    Obrigado pela atenção.

    1. Gabriel (HiroNakamura)

      Marcos,

      Ou eu não entendi o que você quis dizer, ou você não entendeu o Post, ou eu que não entendi a postagem.

      O que eu compreendi do que foi exposto, é justamente que a astrologia não é questão de fé, é uma pseudociência do ponto de vista da ciência tradicional, e uma ciência na visão espiritualista. Esse estudo mostra justamente que a astrologia é passível de duvida, de questionamento, se não o próprio estudo cientifico não teria como ser realizado.

  14. Emmanuel

    Bom dia! Você poderia disponibilizar a referência do estudo?
    Obrigado

  15. brunoruchig

    Ok, mas uma coisa eu tenho certeza: os astros não influenciam a vida das pessoas. A posição deles no céu não muda de jeito nenhum a vida das pessoas.

    @MDD – Novamente, esse argumento é uma falácia do espantalho. Não existe isso de “astros influenciam a sua vida”. Voce lê muito horóscopo de jornal ou assiste muito programa de dona de casa.

    Se a Astrologia funciona, então o que eu posso dizer é que A MESMA COISA QUE FAZ COM QUE OS ASTROS TOMEM TAL POSIÇÃO NO CÉU FAZ COM QUE A VIDA DAS PESSOAS SEJA DE DETERMINADA FORMA. Essa coisa pode ser uma “força” ou uma “energia”. Se você quiser pode chamá de “deus” também.

    @MDD – Em parte. a mesma força que faz você nascer com estas características é a que coloca o planeta tla na posição tal no instante do seu nascimento. Não é uma relação entre o Planeta e a característica, mas sim uma fonte ANTES disso. Pode chamar de “deus” se quiser, mas eu prefiro o termo “Natureza”.

    1. brunoruchig

      Ah, sim, eu também acho que “natureza” é muito melhor.

      É realmente um problema essa astrologia de jornal, que é tão popular e fica aí só confundindo a cabeça das pessoas.

  16. Maristela

    Marcelo,cai no seu nome nem sei como,só sei que tudo na minha vida vem…
    Conheci a astrologia num curso de florais de bach e desde então fiquei fascinada por esta ciência tão pouco ainda conhecida . Fiz meu mapa tem uns 15 anos e ainda estou aprendendo sobre mim…E’ auto conhecimento puro
    tenho alguns livros do dane rudyar e alguns de astrologia psicologica
    Adoro astrologia e quando tenho tempo e’ isso que eu estudo
    fiz muitos mapas pelo astro. com e acredito piamente em astrologia
    So’ quem já estudou seu próprio mapa e de amigos e parentes próximos e’ que sabe o quanto ela e’ real e fascinante .
    Tenho fascinação por tudo oque esta oculto, por tudo que ainda não sei…
    Nada mais pode ficar oculto , estamos em e’poca de Lucidez
    Você por exemplo e’ luz, vai ser luz pra muita gente
    que deus Tê abençoe
    sarava’, como dizia nosso poetinha Vinicius de morais

  17. Angus

    Dane Rudhyar é realmente bom, já li algumas de suas obras e indico pa qualquer um que deseja ter uma compreenssão maior da astrologia

  18. André

    Poxa, não sabia que Dhane era teósofo….bacana….

  19. Kauê Rodrigues

    O A.’.A.’. tem interesse em fazer pesquisas no estilo das do Gauquelin e Sachs? Estou escrevendo um software para realizar computações em grandes quantidades de mapas astrais e me ofereço para cuidar da parte estatística e computacional de um eventual projeto destes.

    @MDD – temos, mas falta gente pra isso. No momento, estamos envolvidos com vários projetos e compilar os mapas ficou para o ano que vem.

  20. Ian Gil

    “Ao invés disso, o objetivo da pesquisa era estabelecer se havia uma correlação entre signos/planetas e o comportamento e predisposição humanos.

    Provamos isto. Há uma correlação!”

    E essa é a ideia. Teve um pessoal aí, nos comentários, que falou de que a Astrologia pra funcionar e existir deveria ter uma relação de causa e efeito, planetas “influenciarem” pessoas. Porém, na realidade, o Gunther Sachs colocou bem o que é a Astrologia: uma relação de correspondência analógica entre os dois mundos (o celeste e o terrestre), ou como Hermes Trimegistus disse: “Assim é em cima como o que está embaixo”.

    Abraços!

  21. Alex Frater

    Parabéns, MDD, pela ELUCIDAÇÃO que muitos e muitos LEIGOS TOTAIS, ou como você bem disse, LEITORES DE HORÓSCOPO DE REVISTA CONTIGO E JORNAIS, “acham” que entenderam o que é a REAL Astrologia…se muitos leigos ESTIVESSEM REALMENTE prontos, seus OUVIDOS prontos para ENTENDER, veriam que a Astrologia ESTÁ INTRINSECAMENTE LIGADA às questões espirituais e ao REENCARNACIONISMO. É jogar PÉROLAS aos porcos tentar explicar isso a quem encarnou nesse vida e não está pronto para entender. Só que chega a me DOER ver alguns imbecis ACHANDO QUE ASTROLOGIA É ESSA QUE É MOSTRADA EM HORÓSCOPOS…é ver o cara falar que algumas coisas “BATEM” e outras não…bom, a hora desses espíritos vai chegar…se não for nessa encarnação será em outra…abraço a todos…

  22. Leonardo

    Marcelo,

    O que é exatamente Astrologia Hermética? Ao pesquisar sobre o termo no “pai dos burros” moderno (Google) quase todos resultados que aparecem se referem ao Samael Aun Weor e a astrologia que ele prega não parece ser muito similar a que você trata por aqui…

    Particularmente, estou buscando aprender Astrologia mas não sei exatamente para onde ir com tantas formas diferentes de abordar a matéria. Tem astrologia babilônica, esotérica, medieval, védica, etc.

    Depois de ler um pouco na net, comecei a estudar astrologia medieval (Robert Zoller), mas vi que suas regras a diferem um pouco da astrologia convencional. Pex, vi que nos seus mapas vc faz menção a Urano, Netuno e Plutão, que não são considerados na astrologia medieval. Além disso, me parece que tem regra demais nessa astrologia medieval, o que acaba por complicar um tanto…

    Afinal de contas, qual é a melhor astrologia?

    Imagino que cometi um sacrilégio com a pergunta acima e que responderá que não existe isso de melhor astrologia, mas sim métodos diferentes. Enfim, estou em busca de um método eficaz e eficiente para me conhecer melhor e analisar melhor os trânsitos (melhor hora para fazer determinadas coisas, a exemplo do que você posta aqui), e, claro, saber das oportunidades que hão de vir.

    Reparei que você gosta do Dane Rudhyar, e até já li alguma coisa dele, mas desconheço algum “abc da Astrologia” ou “Astrology for begginers by Dane Rudhyar” e sinto que ainda não tenho conhecimento o suficiente para acompanhá-lo.

    Enfim, estou querendo aprender mas não sei exatamente como e por onde e pra não perder mais tanto tempo, apelo para você.

    Portanto, meu caro: qual é a melhor forma para aprender a ciência da astrologia? Por onde começar? Você conhece algum curso que possa recomendar? Livros? Autores?

    Abraços!

  23. João

    O que acha dessa crítica ao estudo do Sachs, MDD?

    @MDD – “A large number of non-astrological factors are known to affect the distribution of births, including climate and culture (Huntington 1938, for a summary see Dean and Mather 1977, pp.90-91), and social class (Smithers 1984). As a result the distribution of births can vary a great deal from country to country, from year to year, from place to place within the same country, and from one class of person to another. We cannot assume (as Sachs did) that the distribution expected for any particular occupation is the same as the distribution in the general population. So we are not entitled to claim that any differences are necessarily due to the effect of zodiac signs. To put it another way, there are many possible hypotheses to explain such differences, all of them more plausible than astrology.”

    Qualquer coisa para um pseudo-cético é mais “plausível” que a Astrologia, então não dá pra levar realmente a sério a crítica. “Existem muitas hipóteses mais plausíveis”… basicamente a contestação é que existem tantas possibilidades para que as pessoas tenham escolhido aquela profissão X ou Y que fica impossível medir realmente se foi ou não a astrologia que influenciou. Sachs contestou a crítica, mas voltamos de novo ao “existem zilhões de motivos possíveis pelas quais individuos nascidos no mes X preferiram ter a profissão Y”. Existem, da mesma maneira que um genótipo não é o fenótipo. Astrologia é UMA das causas, o mapa básico da vida das pessoas, mas é impossivel (e irresponsável) afirmar que será o único padrão de verdades que a pessoa irá seguir.

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