A Ordem dos Assassinos


Entre os finais do século XI e a metade do XIII, a terrível seita dos ismaelitas, minúscula no universo do Islã, trouxe temor e, por vezes, pânico à região do Oriente Médio.
Tratava-se da Ordem dos Assassinos, assim chamada porque os seus integrantes, antes de praticar os atentados, inalavam um estupefaciente, o Hashishiyun, o haxixe. Seus seguidores caracterizavam-se pela entregada total à missão que lhes era atribuída por seus superiores e por não demonstrarem medo nenhum frente à morte que fatalmente os aguardava após terem praticado suas ações terroristas.

O anúncio da ressurreição“Nada é verdade, tudo é permitido!” Hassan Sabbah.
No ano de 1166, na praça central da fortaleza de Alamut, no alto dos Montes Elburz, no norte do Irã, o Grão-Mestre dos nizarins (como a Ordem dos Assassinos chamava-se oficialmente), Hassan II, uma seita dissidente do Islã, exultava frente aos companheiros e seguidores que ocupavam todo o espaço à sua frente. Ele os convocara para um importante anúncio.
O profeta dos assassinos
Queria dizer-lhes que, enfim, aproximava-se o dia da Qiyamat al Qiyamat, a Ressurreição da Ressurreição, estando muito perto do momento em que, pondo fim àquela época, iniciada há muito tempo por Adão, o Imam oculto finalmente viria liderá-los na renovação de tudo. Dali em diante, assegurou, não haveria mais liturgia, pois a religião tornara-se puramente espiritual, sem templos ou culto. Que se preparassem, portanto, para os novos tempos, concentrando-se todos eles dentro da fortaleza de Alamut, um lugar inexpugnável para os seus inimigos, de onde só sairiam para realizar suas operações de assassinatos seletivos.
A seita, obediente aos extremos rigores do militarismo, havia sido fundada no ano de 1090 d.C., quando o missionário ismaelita Hassan Sabbah (1034-1124 d.C.), encarnação de Deus na Terra, retornara do Egito para a sua Pérsia nativa (ele nascera em Qom). Envolvido nas lutas pelo poder entre a casa real egípcia e de Bagdá, ele decidira fundar uma ordem secreta para enfrentar os seus adversários. Para tanto, se inspirou nos antigos rituais de iniciação adotados pelos gnósticos, com seu gosto pela ciência esotérica – a batanya – e pelo culto aos sinais secretos, só alcançados depois de muita disciplina e dedicação ao estudo. Em pouco tempo verificou-se que Hassan Sabbah, o xeque (título dos soberanos árabes) das montanhas, criou uma teologia totalitária, onde um só deus (Alá) se fazia representar por um só Imam (um líder espiritual), e por um só representante (o próprio Hassan), com autoridade de vida e morte sobre os seus seguidores. Tendo uma visão trágica do mundo, considerando-o perdidamente maculado pela heresia e pelo desacerto dos governantes, ele declarou guerra à religião oficial, o Islamismo sunita, e também às dinastias que reinavam na região, fossem as de raiz árabe ou turca seldjúcida. Líder de uma seita absolutamente minoritária, Hassan Sabbah percebeu que somente poderia impor-se naquelas circunstâncias por meio do terror. Em colocar seus inimigos em permanente pavor de virem a serem assassinados. Ao apoiar um dos governantes chamado Nizan, sua ordem denominou-se dos nizarins.
A estrutura da ordem
Consta que Hassan Sabbah além de um rigoroso exame de admissão dos iniciados, recolhia crianças abandonadas ou as comprava de casais miseráveis para fazer delas o seu exército de fiéis. Carentes de tudo, os jovens aspirantes nizarins viam-no com um deus-pai, dedicando-se integralmente à sua vontade, jamais ousando criticar uma ordem recebida sequer. Tratou também de cultivar uma soberba biblioteca, considerada uma das mais completas daquele tempo, não vendo nenhuma contradição entre harmonizar a alta cultura islâmica com a prática de assombrosos atentados terroristas. Ele gabava-se de ter à sua disposição 70 mil homens e mulheres espalhados por boa parte do Oriente Médio, capazes de executar qualquer missão por ele ordenada, mesmo que isso lhes custasse a vida. Sim porque seus alvos não eram gente comum, mas vizires, sultões, xeques, mulás, ulemás, cavaleiros cruzados, fosse quem fosse importante que, aos olhos do Grão-Mestre dos assassinos, criava impedimentos à sua política.
A mística
Hassan Sabbah apresentava-se com o Hojjat do Imam, aquele que falava e agia em lugar do Imam oculto, que assim se encontrava apenas aguardando o momento apropriado para aparecer. Era inerente à doutrina ismaelita, a crença messiânica segundo a qual, fatalmente, dar-se-ia a Grande Revelação. O salvador, que pairava sobre a sociedade sem mostrar-se, num determinado dia deixaria o mundo das sombras. Os seus seguidores, enquanto esse momento sagrado da Parusia não se dava, usariam os punhais para purificar o ambiente, afastando da paisagem as ervas daninhas e os frutos estragados que poderiam vir a ferir ou envenenar o ar do Imam revelado. Nada mais perfeito para ele do que a sua morada naquela fortaleza isolada do mundo, o Alamut, o ninho de águia, que logo seus inimigos deram a indicar como “o ninho da serpente”, dado o bote traiçoeiro das operações que ele ordenava (*).
(*) A fortaleza de Alamut ficava nos Montes Elburz, pertencente a uma cadeia de montanhas situadas ao Norte do Irã, na margem sul do Mar Cáspio. Área com escasso povoamento por causa da aridez geral.
O método dos assassinos
Apesar de andarem uniformizados na fortaleza de Alamut – trajes brancos com um cordão vermelho enlaçando-lhes a cintura (cores que os cavaleiros templários irão adotar) -, os fadavis, os devotos, quando recebiam uma missão, camuflavam-se. Preferiam misturar-se aos mendigos das cidades da Síria, da Mesopotâmia, do Egito e da Palestina para não despertarem a atenção. Em meio à multidão urbana, eles eram “adormecidos”, levando uma vida comum sem atrair suspeitas, até que um emissário lhes trazia a ordem para “despertar” e atacar. Geralmente eles aproximavam-se da sua vítima em número de três. Se por acaso dois punhais fracassem, haveria ainda um terceiro a completar o serviço. Atuavam esses “anjos da destruição” do Velho da Montanha, como muitos chamavam Hassn Sabbah, em qualquer lugar – nos mercados, nas ruas estreitas, dentro dos palácios e até mesmo no silêncio das mesquitas, lugar por eles escolhido em razão das vítimas estarem ali entregues à oração e com a guarda relaxada. Até o grande sultão Saladino, inimigo de morte deles, eles chegaram a assustar, deixando um punhal com um bilhete ameaçador em cima da sua alcova.
O uso da droga
Capturados, eles nada diziam. Viviam, como se dizia, num estado alheio as coisa do mundo, numa esfera especial amparada pela Lei Divina, mostrando absoluta indiferença pelo seu destino da terra. Seguiam para o cadafalso sem pestanejar, deixando aos executores a terrível sensação de impotência perante aquele fanatismo.
Esse comportamento autista é que contribuía para que acreditassem que eles inalavam haxixe antes de aplicarem as sentenças de morte, advindo daí, por corruptela, a palavra assassino. Alguns historiadores ponderam que a utilização de um estupefaciente tão poderoso como o haxixe não poderia excitar a violência nem a agressividade necessária para praticar um crime a sangue frio.
A droga teria ainda uma outra função. Acreditam, isso sim, que ela fosse usada por Hassan Sabbah nos rituais de iniciação da ordem como uma introdução à ideia do Paraíso, para que os aspirantes tivessem, experimentando a erva que lhes era oferecida num jardim das delícias, uma primeira prova das volúpias imateriais que guarda-los-iam no futuro, quando da sua morte em função da causa. Foi esse o sentido que o poeta Baudelaire captou com o seu Poème du Haschisch (Paraísos artificiais, 1858-60).
Aproximação com os cruzados
Hassan Sabbah e seus sucessores trataram de ocupar a maior parte dos fortes e fortins, numa linha que se estendia do Irã até a Palestina, passando pela Síria, para fazer com que a influência da ordem fosse sentida em todas as paragens e para que os punhais dos devotos provocassem medo em toda a parte. Odiados por turcos e árabes, por sunitas e xiitas, dos quais eram um ramo dissidente, foi inevitável que a Ordem dos Assassinos, num primeiro momento, se aproximasse dos cavaleiros cruzados, tão estranhos na região da terra Santa como eles mesmos se sentiam.
Não só isso. Seguramente foi aquela simbiose entre fé fanática e disciplina militar extremada que fascinou os primeiros nove cavaleiros cristãos, liderados por Hugo de Payens, decidiram-se por fundar a Ordem dos Cavaleiros do Templo, no ano de 1118. A dedicação integral e absoluta dos devotos, a abjuração de tudo, inclusive da vida, a cega obediência e o espírito de ordem monástico-guerreira que os tornavam membros de uma cavalaria espiritual, logo estreitou ainda mais o ideário dos cavaleiros cristãos com dos assassinos.
Assassinos e zelotes
Guardadas as devidas distâncias e motivações, há muita similitude no modus operandi dos assassinos a mando do Velho da Montanha, com as ações e atentados realizados pelos zelotes, militantes da causa judaica anti-romana. Aparecidos no século I a.C. eles reagiram à presença das águias imperiais na Palestina e na Judeia, praticando atentados seletivos, matando não só representantes da autoridade romana, mas fundamentalmente judeus que se mostravam dispostos a colaborar com eles.
Os zelotes tiveram um notável papel no levante antirromano e, seguramente, formavam a maioria dos fanáticos que se refugiaram na fortaleza de Massada, para lá resistirem até o fim, uns mil deles, sem se renderem às legiões do general Silva, que a ocupou no ano de 73 a. C. Por eles portarem ostensivamente suas adagas e facas em público, ameaçando meio mundo, os gregos os chamavam de Sicarii (do grego Sikarion = homem do punhal).
O historiador Arnold Toynbee determinou o comportamento dos povos invadidos daquela região em dois tipos. Chamou de herodianos (do rei Herodes, um monarca judeu colaboracionista), aqueles que não só aceitam o domínio estrangeiro como abertamente colaboram com o ocupante, enquanto que os zelotes eram justamente o contrário. Seriam os que rejeitavam qualquer aproximação ou acordo com os estrangeiros invasores. Os assassinos ismaelitas não se enquadram nessa classificação porque não estavam a serviço de uma causa nacionalista, mas sim de uma ordem religiosa sectária, que repudiara tanto a dinastia Fatímida do Egito quanto a Abássida de Bagdá.
Cavaleiros e poetas
Os templários não só adotaram uma série de preceitos e regulamentos tomados emprestados da Ordem dos Assassinos, como também fizeram suas as cores deles: o branco e o vermelho. Tão próximas foram estas relações que até Luís IX, rei da França, certa vez enviou uma missão diplomática a visitar o castelo de Jebel Nosairi, ocupado por um chefe local da Ordem dos Assassinos.
Frederico II, o Barbarossa, o imperador alemão que participou das cruzadas convidou vários ismaelitas para que o acompanhassem de volta à Europa, dando-lhes copa franca na sua corte.
A atração por sociedades secretas seduziu também aos poetas italianos do Dolce stil nuovo, como Guido Cavalcanti e Dante Alighieri, que, inspirando-se num livro da mística xiita intitulado “Jardim dos Fiéis do Amor” criaram a sua própria irmandade secreta, a dos Fedeli d´Amore.
Portanto, o gosto de muitos europeus por congregarem-se ao redor de lojas esotéricas, com rígidos rituais de iniciação e um ar secretíssimo, hábito tomado na época das cruzadas, provavelmente lhes foi instilado pelos feitos da Ordem dos Assassinos.
O fim da ordem
Protegidos por uma fortaleza tida como inexpugnável, que nenhuma força local poderia tomar de assalto, foi preciso esperar a invasão dos mongóis, no século XIII, para que finalmente o ninho da águia fosse destruído pelos poderosos invasores no ano de 1260, pondo fim a ameaça que a seita dos assassinos representava em todo o Oriente Médio. A legenda que deixaram foi difundida no Ocidente pelos cavaleiros cristãos e pelos monges escribas que os acompanharam, impressionados com a história terríveis a que os devotos estavam associados, símbolos vivos do que era possível fazer com um ser humano, tornado simples objeto maligno ao serviço do fanatismo.

Este post tem 45 comentários

  1. Rodrigo

    é possível traçar alguma ligação com os grupos islamicos terroristas atuais e a ordem dos assassinos?
    @MDD – Só na metodologia.

    1. lukas

      não pelo amor de deus
      Os terroristas atuais se confundem com algumas coisas do Corão e fazem os atentados.Os assassinos não eram religiosos e nem terrorristas.

  2. TheV3n0m

    Os Assamitas vivem….

  3. Guilherme Sebold

    “…para lá resistirem até o fim, uns mil deles, sem se renderem às legiões do general Silva, que a ocupou no ano de 73 a. C. …”
    Peraí, General SILVA?
    @MDD – Sim. Ele era hispânico… todo general tem de ter nome pomposo? kkkk

    1. Rodrigo

      silva pode ser super comum e banal pra gente…. mas pode ser hiper duper pomposo para qlqr não lusofalante

  4. Bruno

    A ordem não continuou e entrou em conflito no Ocidente com a Igreja Católica?

    1. Yuri

      bom, entrou em conflito sim, mais eles eram aliados, a registros que dizem que Hugo de payens criador da ordem templaria, criou a ordem totalmente inspirada na ordem dos assassinos com as mesmas cores, vermelho e branco e o mesmo fanatismo

      1. Helloween

        isso é verdade.
        o chato é que as pessoas procuram saber mais sobre a história devido a terem jogado assassin’s creed,jogo com uma história até aceitavel,se não fosse o fato
        dos cavaleiros templários terem sido inspirados na ordem dos assassinos.
        lá os cavaleiros templários mais parecem os iluminatis de hoje em dia,coisa que naum eram.
        A ordem dos templários eram a principio,compostos de monges.

    2. lukas

      sim ela continuou atuando em Istanbul mas de forma discreta.O que eles queriam lá era expulsar o templarios de Instanbul,porque na quarta cruzada os templarios e cruzados dominaram Instanbul ,que era o mais importante cebbtro de comercio.

  5. tom

    Mas, sinceramente, acho que só o haxixe não ia afetar a mente de uma pessoa a esse ponto. Com uma série de lavagens cerebrais arteladas a droga, talvez.
    O haxixe tem efeitos similares a maconha. Te deixa relaxado, despreocupado. Acho dificil alguem pensar em assassinato sob seu efeito. Ou, ate se pensar, acho dificil ter a destreza necessaria para concretizar o ato.
    Abs!

    1. Agricultor

      Tava refletindo sobre isso também. E a conclusão que eu cheguei foi a de que não é a droga em si que os impeli a cometer os atos, mas sim, entidades que se ligam aos assassinos por meio da porta aberta pelo haxixe. Vendo ainda por este parágrafo:
      “Em meio à multidão urbana, eles eram “adormecidos”, levando uma vida comum sem atrair suspeitas, até que um emissário lhes trazia a ordem para “despertar” e atacar.”
      Se concluí que esse tal “emissário” talvez agisse como uma espécie de “sacerdote do mal” que além de oferecer a droga ao “adormecido”, realizava também toda a ritualística astral necessária para que as entidades específicas, juntamente talvez com a força de uma egrégora, se ligassem ao assassino e por intermédio do corpo físico do mesmo, realizassem os crimes necessários.
      Enfim, é só uma idéia… tem tanta gente hoje que usa haxixe e não tá aí, matando gente na rua… esse tipo de gente fica mais servindo de palhaço pra eguns do que tendo vontade de esfaquear alguém…
      Pra mim, ta parecendo que havia “algo mais” envolvido no processo…

  6. Vinícius

    tai mais um ponto de vista, na verdade os sicarios não seriam uma seita judaica com ligação com os zelotes, mas sim uma alcunha que gregos deram aos próprios zelotes.

  7. Takeru Nid

    Nada disso V3n0m
    Os Eutanatos Vivem

  8. Carlos

    Bom, vou fazer uns comentários. Com todo respeito, mas eu vi uma frase sua que me deu vontade de rir: ” É uma (Maçonaria) ordem magistica e que contem chaves ritualísticas extremamente poderosas para o sexo masculino”. Engraçado, tenho vários amigos maçons (Antes que vc dê chilique, são todos do GOB) e são pessoas NORMAIS como quaisquer outras. Sentem medo, alegria, têm dúvidas existenciais, são bons, maus, ficam doentes etc. Onde quero chegar? essas magias/energias ou seja lá o que for, devem funcionar só dentro das lojas, porque fora não vejo nenhum resultado em seus participantes. Estou falando isso porque conheço profundamente certos maçons, são amigos de infância etc.
    @MDD – E tem gente que chega no grau 33 e nao aprendeu a usá-las… as chaves estão lá, mas não são dadas; a pessoa tem de ir buscar. E hoje em dia, nem 10% de quem está lá dentro sabe sequer o que está fazendo ali.

    1. Roberto .'.

      Mas todo magista é um ser humano que tem medos, alegrias, dúvidas existênciais (álias, se não tivessem certas dúvidas, não seriam magistas), são bons e/ou maus (e depende do ponto de vista de bom ou mau…) são seres humanos…
      E outra, o resultado não é visível para você mesmo, o resultado é visível apenas para cada um, em seu íntimo… já ouviu aquela frase que o verdadeiro segredo da maçonaria não tem como ser compartilhado, pois ele é único e individual??? Então…

    2. Douglas

      E mesmo que conheça as chaves e trabalhe bem com elas, isso não o faz um super humano, no máximo um humano melhor esclarecido com relação a ele mesmo e ao mundo. Estamos todos sob a influência do meio que vivemos e do corpo que nos foi dado… É cada uma…

  9. Carlos

    Outra coisa que não posso deixar de falar. Estava gostando do conteúdo do seu site até me deparar com…..ESPIRITISMO? Hehehe….amigo, eu lhe aconselho um estudo completo de VERDADE no site “Criticando Kardec”. Se não conhece, procure no Google. A quantidade de besteiras que existem nos livros de Kardec é infinita. Abraço e apesar do espiritismo, gostei do seu site.
    @MDD – O Espiritismo é a transição mais suave do catolicismo para o hermetismo. Não dá pra pegar uma ex-católica dona de casa e ter a ilusão que ela vai entender budismo tibetano.

    1. Rogui

      Eu que fui ler uma parte do Bhagava Gitã pra minha e explicar pra ela algumas coisas, uma delas foi a respeito do desejo/sofrimento e enquanto não realizar todos os desejos ela ficaria na sansara
      Pronto ela pediu pra não abrir mais o livro pois ele falava assuntos mt complicados e ela não queria mais encarnar pra não sofrer mais, mas como ela deseja mt coisa ficou puta pra caramba quando souber que esses desejos serão causa de encarnações e consequentemente de sofrimentos.
      Depois disso ela não quer saber de mais nada a respeito de karma.
      kk
      foda

  10. Original Bat

    Ra’s Al Ghul, inimigo de Batman, foi muito baseado no líder Hassan Sabbah.
    Inclusive além de ser imortal como o próprio líder era tido, ele é líder da seita dos assassinos na HQ.
    O nome é baseado na estrela, que simbolicamente possui conotações interessantes. E a parte oriental dele, como o relacionamento dele com a filha e Batman, é totalmente retirado do Dr.Fu Manchu que tinha uma filha chamada Syn e que se envolvia romanticamente com um detetive.
    O inimigo do Flash Gordon, Ming o Impiedoso, usa as mesmas influencias.
    Mas Ras é o mais fiel em caracterização a Hassan Sabbah.
    A Arte imita a Vida.

  11. Yoram

    Tio marcelo. Desde que eu me conheço por gente eu sonho com cenas bobas, andando de carro, falando com pessoas. Passado algum tempo, anos em alguns casos, essas cenas acontecem exatamente como sonhei. Nunca dei atenção a isso e sempre achei sem importancia pq nunca vi algo importante mesmo. A uns meses atraz eu comecei a ter sonhos esquisitos (eu creio que nunca tive um pesadelo) que me lembram a “immateria” dos quadrinhos “promethea” do alan moore. Esses sonhos tem personagens que eu sei q deveria conhecer fazendo coisas que eu sei q deveria entender, mas não sei quem são e nem entendo uq esta acontecendo. Sempre que eu sonho isso vem uma leve sensação de desconforto na boca do estomago. No ultimo dia 4 as duas coisas se juntaram. As cenas desses sonhos estranhos começaram a se encaixar no meu dia acompanhadas de uma FORTE sensação de desconforto na boca do estomago. Isso deve ter acontecido umas 4 vezes e eu naum consigo lembrar direito como foi. Tio voce sabe uq é isso ? ou sabe aonde eu tenho q pesquisar pra descobrir uq eh isso ? Grato desde já!

  12. D

    Então é nessa ordem que o jogo “Assassins Creed” é baseado ?
    Que interessante, o artigo foi postado justamente agora, que estou quase finalizando o primeiro jogo da série xD
    Pena que lá o personagem principal não se camufla, andando por aí com sua vestimenta branca e faixa vermelha, assim como diversas armas, à mostra. Uma falha muito grande para não ser intencional….
    Você conhece o jogo Deldebbio ? Poderia falar um pouco dele para nós ^^

  13. dan

    é quem disse que fuma um só deixa relaxado. Pra se ver como a erva teve seus diversos usos durante os séculos. 😀

  14. Danilo Fucci

    Assassin’s Creed TOTAL!!

  15. Yogo

    Isso ai lembra a história dos ninjas também… Poderia haver um post sobre eles, é um grupo interessante.

  16. Carlos

    Mensagem para o Roberto:
    Sim….todo ser humano sente essas coisas. Mas a propaganda em torno da maçonaria é de que ela é detentora de um super poder (Sobrenatural)…prova disso é essa lenda que vc mesmo repetiu…”O segredo da maçonaria”. Só que não existe segredo nenhum. Maçonaria é uma ordem como qualquer outra, como Rosacruz ou até instituições religiosas como a Igreja Católica. Cada um encontra seu caminho lá dentro e dependendo do seu esforço pode alcançar algo maior, como disse o dono do site. O que me faz rir é esse “ar” de que maçonaria é algo superior, algo que sabe o grande segredo do universo e tal…isso é balela.
    @MDD – nenhuma ordem, seja lá do que for, tem capacidade para tornar alguém melhor… só esse alguém consegue se lapidar. Conheço vários graus 33 que sabem menos do que alguns aprendizes da Madras e que são seres que dá uma certa revolta ter de chamar de irmão. Mas será assim em qualquer lugar, cabe a vocês lapidarem a si mesmos usando as ferramentas de cada ordem.

  17. Morpheus

    Interessante, muita informação bate com o famoso jogo Assassin’s Creed…
    Mdd, vc falou um tempo atrás que ia dar uma olhada no jogo, já conseguiu dar uma olhada ?
    Na iniciação para se tornar um assassino, uma das frases me chamou atenção, além do clássico “Nothing is true, Everything is permitted.”:
    “Laa shay’a waqui’n moutlaq bale kouloun moumkine.”
    Ouvi falar que é a tradução para o árabe…procede? tem alguma informação adicional ?
    @MDD – Eu tenho um PS2 e mal tenho tempo pra jogar o God of War2, que está pela metade…

    1. Thiago

      Inspiração para Assassins Creed (jogo muito bom por sinal).
      Excelente post Tio!!

  18. Bernardo

    marcelo, seria essa a inspiração de Assassin’s Creed? Comparando com o Assassin’s Creed I é exatamente igual.
    O uniforme dos assassinos era branco com a faixa vermelha, e a fortaleza em que eles mantinham sua capital era considerada inexpugnável. Só não lembro o nome dela, mas deve ter algo a ver…
    E o Leap Of Faith, em que os caras pulavam em montes de feno mostra como eles se preocupam com a vida, né (claro, é impossível, mas deve ser uma metáfora para como eles não se preocupavam com a vida).
    Será que é viagem minha, ou é por aí mesmo?

    1. lukas

      a fortaleza se chama(sim ainda e existe mas esta em ruinas)Masyaf

  19. Juliano.'.

    O Post Acima tem Total ligação com o jogo Assassin’s Creed…
    Quanto ao personagem Altaïr Ibn-La’Ahad andar com armas À mostra, era normal em Jerusalém na época da 3° Cruzada andar daquela forma pelas ruas, inclusive com a aquela vestimenta…
    Bom, deixo para o MDD fazer as Considerações Finais e dizer o que achou do jogo e se já o jogou, que por sinal é a melhor serie da Ubisoft na Atualidade.
    Abraços

  20. Rev.Breno

    Não sabia que eram Shi’ah… que interessante, algo sobre os tugs?

  21. reginaldo

    nizarins lembra nazistas, que também não deixam de ser terroristas, assassinos e fundamentados religiosamente….

  22. Regis Augusto

    “Assassins Creed” – o jogo – teve intensa pesquisa histórica. Para se ter uma parca idéia, chegou-se ao ponto do pessoal da Ubisoft pesquisar registros históricos dos “famosos” da época que morreram de causas indefinidas para atribui-las, no game, aos “assassins”. Além disso, o processo de pesquisa sobre vestuário e hábitos, cidades e ruas, foi muuuuuito profundo.
    Mas cuidado galera, tomar o game pela realidade é um absurdo; o pano de fundo histórico serviu apenas para cristalizar o enredo e envolver quem joga. Senão daqui a uns dias corre-se o riso de aparecer alguém dizendo que a Ubisoft é de propriedade dos “malvados” Illuminatti…..
    Sobre os Nizari Ismaili, parece-me (ênfase no parece-me…) uma interessante leitura o livro”The Isma’ilis: Their History and Doctrines”, de Farhad Daftary. Por enquanto só folheei no google livros, mas o Farhad é tido (pelo menos na internet…..) como uma das maiores autoridades sobre os hashshashins….
    Curiosidade: esse uso do haxixe por parte da seita é realmente controverso historicamente. Atualmente, a hipótese de que teria sido um “hoax” da época, espalhado apenas para aumentar a má-fama deles, é bastante considerada!!!

  23. Hector

    ainda bem que voce postou sobre a ordem dos assassinos, tou jogando o terceiros jogo do assassins creed, e tem varias coisas ocultas no jogo, pode ser algumas bobagems mais vale a pena dar uma conferida. Eu achei fantastico o jogo e muito rico em detalhes.

  24. Faltou falar de Omar Khayyam…
    Sempre que falam dos Assassinos da Pérsia me lembro da história do Omar, poeta e astrônomo, destruindo as paredes dos Assassinos com “ciência”…

  25. Bruno

    Marcelo, voce respondeu ao Carlos dizendo que espiritismo é a transição, e não criticou ele quando disse que os livros de Kardec contém várias besteiras.
    Porém na bibliografia voce recomenda livros de Kardec.
    @MDD – quem começa do zero deve ler a série toda. Mesmo para quem tem conhecimentos as perguntas ajudam a responder 80% das questões mais comuns. O que ele chama de besteiras são, na verdade, limitações da ciencia da época que kardec escreveu, que já foram pesquisadas e resolvidas mas, por razoes de tradição e do problema dos ex-catolicos que nao querem mexer nos “livros sagrados”, nao foram alteradas…

    1. Bruno

      Entendi Marcelo! Vou providenciar a leitura na ordem que voce publicou.
      Voce tem algo a dizer da série de livros do Robson Pinheiro?
      Obrigado e um abraço!

  26. Evandro

    Artigo muito bom! Gostaria de ajudar sugerindo uma pequena correção no texto.
    No item “Assassinos e zelotes”, no parágrafo “Os zelotes… formavam a maioria dos fanáticos que se refugiaram na fortaleza de Massada, para lá resistirem até o fim, uns mil deles, sem se renderem às legiões do general Silva, que a ocupou no ano de 73 a. C.”, a data correta seria 73 d.C. (depois de Cristo) ou A.D. (Anno Dommini), e não antes de Cristo.

  27. Pedro

    Eu percebi que no assassin’s creed 3 o assassino estava na guerra entre EUA e Inglaterra…poderiam ser um resquício de descendentes do grupo dos assassinos o mesmo grupo de mercenários que começaram a guerra? E ainda nele é citado a ordem dos templários…mesmo muito tempo depois, na minha opinião ainda deve haver alguns membros ocultos por ai haja vista que seus inimigos diziam que são muito bons em se misturar ao povo comum. Porem não evidencias como escrituras…mas o punhal escondido sempre foi citado como principal arma do grupo e suas vítimas eram sempre assassinadas da mesma forma. É um grupo notávelmente “imortal”

  28. Eduardo Lima

    Há uma diferença fundamental entre os Assassinos e os templários. Os assassinos iam para a luta desejando receber uma recompensa de mulheres e orgias, e os templarios iam sem nenhum interesse de ordem material. Parecem-se apenas no exterior, porque interiormente são os extremos opostos.

  29. Pedro está certo
    Realmente ela existiu por um bom tempo ou ainda existe
    Mas os templários nunca vão ser destruídos!isso foi inventado pelos templários a ordem não era desse jeito e os templários tinham ideais muito diferentes do que vocês pensam….

    1. Damian Karter

      A verdade da Seita é bem mais facil de entender do que qualquer coisa posta na internet.
      A humanidade sempre teve a necessedade de ser controlada, até os dias de hoje, a “coragem” dos soldados pode ser muito bem montatada atravez do medo e da persuasão, é simples:
      “Você prefere matar ou morrer?”
      “Você prefere morrer lutando, ou viver cada dia da sua vida sendo torturado todos os dias?”
      Entre o século 7, até o século 16, era constante a tortura e outros meios de persuasão, e claro, que oque se mais nota e a religiosidade, que vemos até os dias de hoje, principalmente no oriente médio, pode aparecer outro Bin Ladem e se proclamar libertador e eles o adoraram.
      A verdadeira arma de um homem não é uma espada ou um fuzil e sim sua devoção ao que ele acha certo, mostre a um cão que morder traz recompensas e ele mordera.
      Templarios, o Priorado, qualquer entitade, assim como religiosos, católicos, semitas, israelitas, todos eles são devotos ao que acreditam.
      Implante uma idéia em um grupo de pessoas e você se torna algo “diferente” na vida delas.

  30. Jony

    O vosso site é muito bom.
    Eu e a minha namorada adoramos o vosso trabalho.
    Continuem por muitos mais anos.

  31. Rodrigo

    Sobre o tal ritual voluptuoso no jardim das delícias, não sei onde eu li uma vez sobre um mestre de uma ordem que passou por um ritual secreto na tradição sakya onde ele foi justamente parar em um paraíso astral cheio de belas mulheres ao qual ele chamou de reino das dakinis, não será esse ritual algo semelhante, senão o mesmo

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