A Kabbalah

Pouco a pouco iremos desenvolvendo diferentes métodos Herméticos, entre eles o da Cabala judaica, utilizada também pelos cristãos a partir do Renascimento. “Kabbalah” significa literalmente “Tradição”, e se refere tanto ao legado da doutrina que foi revelada aos antigos patriarcas e profetas do povo judeu, como à recepção e vivificação dessa doutrina que provém –como todo Ensino verdadeiro– da Grande Tradição Unânime.

Baste-nos por agora dizer que trabalharemos especialmente com o símbolo da Árvore da Vida Sefirótica. Este diagrama é um mapa do Cosmo, um modelo do universo, e é válido tanto para o homem como para a criação inteira.

Os centros e correntes de energia que conformam este diagrama estão em relação com os números e as letras sagradas, a Astrologia, a Alquimia (ou Arte das transmutações), as lâminas do jogo do Tarô, a simbólica da música e da geometria, manifestações todas da construção harmônica da mansão interna. Este modelo é, pois, um mandala, um jogo de símbolos, um intermediário sintético entre nós e o desconhecido, através de uma série de espíritos, ou deidades, que se articulam balizando um caminho mágico evolutivo, que todos os povos do mundo conheceram, que constituía o fundamento de sua cultura, e ao que guardavam como seu mais apreciado segredo. Estamos nos referindo aos Mistérios da Iniciação.

Este post tem 13 comentários

  1. Namasté!

    Fala Marcelo, legal essa idéia de “microposts” sobre o hermetismo. Vou compilar em uma apostilinha de consulta rápida, hehe.

  2. edujanu

    “é válido tanto para o homem como para a criação inteira.”

    No geral, onde nossa sociedade se encontra na árvore da vida?

  3. otavio"

    eu prefiro os grandes =D

  4. Chico Marques

    Qual seria uma boa bibliografia para se iniciar na cabala?

    @MDD – Eu preciso organizar minha biblioteca e já prometi um post sobre isso. Me dá mais um tempinho pra finalizar o apto novo.

  5. Vinicius Lira

    Marcelo, um amigo que foi num centro de estudos da kabbalah aqui na minha cidade disse que não tinha Chesed, mas sim Hesed.. você ja ouviu falar disso?

    @MDD – É a mesma coisa. Seu amigo esqueceu que também não existe “hesed”, as esferas são escritas em HEBRAICO e fazemos a transliteração para o português. Todo o material que você for procurar de Kabbalah em inglês usa “Chesed” ao invés de Hesed…

  6. alessandro

    Tio!
    Com as meditações diárias, dá pra perceber que os caminhos que percorremos de sefira em sefira, todos os dias na contagem do ômer e suas combinações, elevam o homem a um patamar mais elevado em relação à sua condição humana, onde estamos sujeito à todo o tipo de influencia ruim. Quem percorre os caminhos e consegue extrair a essência trilha o caminho da retidão.
    A pergunta é a seguinte: O caminho que o verdadeiro magista percorre dentro da Kabbalah é a partir de Malkut, ou seja, o que representa da 10ª sefira, seria a 1ª para o Magista, que representa também a 1ª Carta do Tarot?

  7. Vinicius Lira

    Fui visitar essa escola de estudos da Kabbalah da qual meu amigo tinha falado e lá eles nunca ouviram falar de Sefirat Ha Omer.. estranho.

    @MDD – ME-DO… basta uma visita de 5 minutos no google e você verá que este é “apenas” o evento mais importante entre os cabalistas e na comunidade judaica do mundo inteiro. Se eles nem sabem o que é isso, é uma boa se preocupar…

  8. Vinicius Lira

    Em contrapartida, eu assisti uma das primeiras aulas de um curso de Tarot da mestre de lá e ela falou umas coisas bem legais e que envolviam vários assuntos.. vai saber ._.

  9. Chrono

    Ei tio! preciso de uma luz…
    Você falou que através da cabbala é possível prever aonde determinada pessoa vai estar ou algo assim, e citou o exemplo de um mestre de uma fraternidade que você procurava muito e acabou encontrando o cara sentado do teu lado em um vôo. Certo, se pode prever isso, existe algum jeito de isso acontecer sem a cabbala certo. “Conhecidencias” de você pensar em uma pessoa e encontrar ela ou algo do gênero. Agora o problema. Tem um garota que eu encontrei uma ou outra vez no ônibus indo pra facul, só que ultimamente eu tenho encontrado ela em todo lugar que eu vo! Nunca no ônibus pq eu sempre to atrasado, mas nos horários mais estranhos , nos lugares que é dificil encontrar pessoas por ta muito cheio ou algo do gênero e quando eu vejo ela ta do meu lado. Resultado é que tem algo me dizendo pra ir falar com ela, martelando o tempo todo na cabeça, ao mesmo tempo que tem outra “coisa” me dizendo que vai dar problema se isso acontecer.. Eu tenho namorada, ela também pois tem aliança. Eu penso nela não em um jeito “carnal” ou querendo “pegar” ela saca.. mas tenho medo que isso vá me fazer perder a minha namorada. To ficando meio maluco pq não consigo interpretar o que ta acontecendo e enquanto isso continuo encontrando ela em todo santo lugar que eu vo..
    Ta meio off-topic mas eu não sabia aonde perguntar. Se você puder me dar uma luz eu agradeço muito.
    Abraço Marcelo e muito obrigado…

  10. Marie

    A escola de Kabbalah é séria, sim. Posso afirmar isso pois eu estudo lá há três anos. Agora, um evento é uma coisa, uma sefira é outra.
    Talvez, é porque não houve perenização no estudo da cabala cristã como houve com a cabala judaica.
    shalom
    Marie

  11. Leikun Dantas

    Tio, sei que não tem muito a ver (post antiiiiiiiigo mas estou lendo todos, e agora estou neste) mas reparei uma coisa engraçada, que ri sozinho.

    Já reparou que a brincadeira da Amarelinha (a infantil mesmo) tem o formato que lembra a arvore em si? Achei coincidência apenas, mas… tem algo relacionado? (a numeração em si é parecida)

  12. FC

    Marcelo, me veio um texto por inspiração hoje pela manhã, gostaria de compartilhar aqui e se você achar interessante, publica-lo, nem precisa ser em meu nome, só achei que é uma mensagem bem forte. Segue:

    Eu era um índio e vivia muito bem.
    Eu não era civilizado, pois eu não precisava. Um ser civilizado é aquele que é civil, urbano, eu nunca desejei ser assim.
    Mas vieram dos mares, aqueles ditos civilizados para retirar de mim a essência selvagem, para retirar de mim o que eu era.
    Eu era selva, natureza, eu era tudo e tudo me era. O passaro e a cobra eram meus irmãos, assim como a planta e a arvore, mas o civilizado disse que não
    Eu via Deus em tudo, no raio, no vento, na mata, na cachoeira e na flor, e também no espinho, eu dançava com ele e para ele, mas o civilizado disse que não
    Ele disse que Deus tinha escrito um livro e essa era a verdade, mas esse livro ao mesmo tempo dizia “não matarás” e “vá a Canaã e mate todos”
    O civilizado disse tambem que Deus precisava de uma casa chamada igreja para ser louvado. Eu não entendi.
    Quando ele cortou a arvore e tirou a madeira para levantar a casa, eu vi na madeira Deus; quando ele fincou a estaca na terra eu vi ali também a Deus
    E depois de pronta a tal igreja, eu não via Deus mais dentro do que fora dela.
    Era confuso o que o civilizado dizia e fazia, e eu tentei explicar, mas eu era um selvagem e selvagem não sabe de nada.
    Eles me obrigaram a trabalhar cortando árvores e eu não via sentido naquilo, pra que tanto? Tira o que precisa e vai embora eu disse, mas o civilizado disse que aquilo tudo era dele, a arvore, a terra e o ouro, e eu burro achando que aquilo tudo era de Deus…
    Quando eu deixei de obedecer o civilizado, ele se irritou e virou fera, e contra fera eu me defendo com a minha flecha, mas só se precisar.
    Só que antes que eu pudesse me armar fui surpreendido com um estouro e cai sangrando no chão. Só deu tempo de olhar ao meu redor, Deus me olhando através de tudo que havia ali, e aproveitando que ele me observava como nunca antes eu tinha o visto tão próximo, eu pedi:
    – Meu pai, jamais permita que eu me torne um civilizado…

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