A informática e a espiritualidade

“Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas.” Voltaire

Olá,

Na coluna anterior, tratamos sobre a dualidade do ser humano, sobre nosso yin/yang e da batalha que enfrentamos em nossa psique em busca do equilíbrio entre nosso lado positivo e negativo.  Lembra do exercício que deixei? Conseguiram pratica-lo? Medir o impacto das ações que tomamos dia após dia é um dos requisitos básicos para a transformação de consciência. Tomar as rédeas de nossas ações é muito mais complexo do que parece, e requer um foco absurdo, mas os resultados são muito gratificantes.

Deixemos um pouco o comportamento de lado e vamos refletir sobre como entendemos a nós mesmos. Como você enxerga sua existência? Você se acha um ser individual e único ou parte de um grande coletivo? É composto apenas de carne, emoções e pensamentos ou existe algo a mais?

Aonde você quer chegar com essas perguntas? Vai dizer que eu sou “filho” de uma entidade superior, que preciso obedece-la e que, caso não o faça, vou para um lugar de sofrimento depois da morte?

Isso vai depender do que você acredita. Cada uma das diversas crenças religiosas existentes possui um “céu” e um “inferno”, e muitas, um “Ser onipotente” que às rege. O cardápio de doutrinas com estas respostas prontas é extenso. Meu papel aqui não é dar nenhuma resposta, e sim, tentar mostra-los que existem milhões de perguntas a serem feitas.

O foco não é esse. A ideia não é questionar se o que você está fazendo ou acredita é certo ou errado (conceito humano e alicerçado em uma moral transitória, lembra?), mas sim, procurarmos, antes de tudo, entender como nos encaixamos nessa sincronia de ações que é o Universo.

Hmmm… Interessante. Se você não quer saber minha religião e se ela condiz com meus atos, o que você quer saber afinal?

Você se entende como um ser feito de carne (ou melhor, carbono, água e outros compostos químicos), com um cérebro pensante, capaz de tomar decisões, raciocinar, com sentidos (tato, olfato…) e sentimentos, correto? Fazendo uma comparação bem singela com um computador, nosso corpo seria um conjunto de hardwares, correto?

Sim, meu corpo seria o hardware e minhas ideias, o sistema operacional!

Será? Se nosso corpo de carne (diga-se, estrutura corporal completa, incluindo cérebro e demais órgãos) é o hardware, e nosso cérebro é quem processa, além das ideias, todos os nossos sentidos, reações e etc. (fazendo aqui, o papel de um processador), como podem só as ideias serem o sistema operacional? Elas estão mais para softwares (ou seja, partes atuantes em um sistema operacional) do que o próprio sistema em si.

Xiiii… já começou a complicar! O que seria o sistema operacional então?

Na informática, os sistemas operacionais são compostos por uma estrutura básica que é responsável por gerenciar todos os demais softwares existentes. Trazendo para o nosso tema, o sistema operacional do nosso corpo pode ser traduzido como uma essência divina presente em cada um de nós, conhecido em muitas vertentes como espírito.

Agora extrapolou de vez! Você vai me dizer agora que existem fantasmas então!

Não foi isso que eu quis dizer. O que eu quero que você pense é que existe algo além dos nossos sentidos, que nossa engrenagem toda possui de um sistema que a gerencia, que nossas ações, reações, sentimentos, pensamentos, todos são geridos por algo que está além do que podemos delimitar, e que pode ser simplista demais pensar que tudo isso são “apenas” reações a estímulos elétricos e hormônios.

Sei que este assunto é um tanto complexo para muitos de nós. Acreditar que existe algo além do nosso corpo físico, que não pode ser provado matematicamente e muito menos medido é muito abstrato. Mas pense por um minuto: todas as estruturas que narramos como características nossas são comuns a muitos seres no Universo, não? Sentimentos, sentidos, raciocínio, inteligência… Quantos animais também possuem essas características? O que nos diferencia destes outros seres pensantes?

Provoque-se o raciocínio por um instante. Não lhe é perceptível a sincronia entre os elementos presentes na natureza? Entre as reações em cadeia que acontecem no Universo? Onde você se encaixa nestas reações? Você acredita que todas essas reações são aleatórias? Caóticas? Que no meio de tantas sincronias possam existir acontecimentos ao acaso?

Na informática, os sistemas operacionais são gerados a partir de um código fonte, desenvolvido por um programador ou Arquiteto. Este código geralmente possui partes em comum com outros sistemas e softwares, e também traz em si rotinas,  baseadas em experiências anteriores, para a resolução de problemas ou habilidades para lidar com outros sistemas ou hardwares específicos. Isso explica um pouco de onde vêm aquelas sensações como “eu já passei por este lugar antes” ou “parece que conheço essa pessoal a anos!”?

Outro detalhes, sempre que são encontrados erros nestes sistemas, são efetuadas correções no código fonte para que os mesmos não tornem a se repetir. A cada nova versão deste sistema, geralmente são inseridas também diversas funcionalidades novas a esses sistemas, inclusive novas ferramentas e capacidades descobertas durante o processo de desenvolvimento.

Onde você se encaixa em todo esse sistema de reações em cadeia? Será que existe mesmo algum Arquiteto que desenvolva todo esse sistema, inclusive o seu?

Consegue ver as semelhanças entre nós e os computadores? Não? Reflita sobre isso então. Sobre o seu sistema operacional, e como ele se integra em toda essa cadeia que chamamos de Universo!

Até a próxima!

“Acreditar em milagres é um absurdo, equivale de certo modo a desonrar a Divindade.” Voltaire

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O blog Autoconhecimento e Liberdade busca auxiliar seus visitantes a encontrarem o caminho da espiritualidade dentro de seu próprio cotidiano, através de transformações em nosso comportamento e na maneira como encaramos nossos desafios.


Este post tem 19 comentários

  1. Nowilt

    Qualquer semelhança com Matrix não é mera coincidência…

    @PetersonDanda com certeza não. Inclusive, por sincronicidade, assisti o filme novamente no final de semana.

  2. raph

    O it que vem do bit
    por John Wheeler (em “At home in the universe”)

    Cada it – cada partícula, cada campo de força e até mesmo o próprio continuum espaço-tempo – deriva inteiramente sua função, seu significado, sua própria existência – mesmo que em alguns contextos indiretamente – de respostas induzidas por equipamento a perguntas sim ou não, escolhas binárias, bits. O it que vem do bit simboliza a idéia de que cada item do mundo físico tem no fundo – bem no fundo, na maioria dos casos – uma fonte e uma explicação imateriais; que aquilo que chamamos de realidade vem em última análise da colocação de perguntas sim-não, e do registro de respostas evocadas por equipamento; em resumo, que todas as coisas físicas são informacional-teóricas na origem.

  3. Felipe

    Cara belo texto, por estudar Computação já fiz analogias parecidas as suas…
    e a que acho mais profunda é a do sistema operacional,ele cuida do gerenciamento de memória ,de atividades,emfim é um gerenciador de recursos como está falando no texto que vc mesmo colocou da wiki,sendo assim ele lidaria com os recursos do hardware(corpo) para melhor uso dele e faria um meio termo entre o hardware e software (emoções,pensamentos e a criatividade), seria algo como o incosciente,onde nossos softwares rodam.Então melhorar nosso sistema operacional seria o objetivo final,a grande obra!
    Abraços

  4. Pseudo-Cético

    Ao elaborar um programa, um programador de software passa instruções ao computador mediante o uso de uma linguagem de programação, que do ponto de vista do PROGRAMADOR constitui-se de PALAVRAS, que para serem inteligíveis ao hardware do computador são previamente compiladas ou interpretadas para a “linguagem” de máquina, que em última instância não é mais do que impulsos elétricos que trafegam dentro dos circuitos do computador.

    As palavras, nesse sentido, nada mais são que símbolos utilizados para a comunicação entre a necessidade do programador, e a máquina a ser programada.

    Uma leve digressão, só pra aguçar a discussão:

    Alguém se lembra do versículo “E no princípio era o VERBO e o VERBO era Deus”?

    Hehehehe

  5. End Fernandes

    Salve,

    Que texto excelente heim mano
    e será que o Transcedente avalia o SEO dessa programação toda? rs
    na verdade a informatica nos traz um novo contato
    com todas essas metaforas que eu gosto e acho incriveis
    mas nao podemos deixar de ressaltar que estamos comparando com
    algo que nós mesmo criamos. rs

    Parabens mesmo!

    curti demais.

    Abrç

    End Fernandes

    @PetersonDanda: Criamos a partir de um modelo, certo? E é deste modelo que estamos falando. Ou você acha que é “uma tremenda coincidência” isso tudo ser tão semelhante?

  6. Emerson

    Pensando dessa maneira, a reencarnação seria o processo de atualização e desenvolvimento do sistema não é? Podendo à partir desse desenvolvimento executar e criar novos “softwares” (idéias) que antes não poderiam ser executados ou criados, seja por incompatibilidade, seja por falta de recursos ou capacidade…
    Não é? (Muito legal essa ideia de fazer uma analogia entre o ser humano e os computadores…”O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima”)

    @PetersonDanda: Exatamente! A cada “upgrade de versão”, corrigimos bugs e implementamos novas funcionalidades. A cada reencarnação, corrigimos (ou não) erros cometidos, e as experiências vividas na última passagem nos tornaria aptos a enxergar coisas que antes não percebiamos.
    Captou a mensagem! 😉

  7. Shlomo

    Acho a comparação entre mente e software meio “post hoc”, afinal o computador como conhecemos foi criado no início do século 20 a partir do que se imaginava ser o funcionamento da mente e do cérebro (software separado de hardware).

    O modelo de “memória” de Von Neumann (software é guardado na memória) viria a ser substituído por um modelo de autômatos celulares autorreplicativos (!). Infelizmente, Von Neumann morreu sem concluir a pesquisa, e a computação ainda não conseguiu sair do modelo de software separado de hardware.

    @PetersonDanda: “Assim na terra como no céu.”

    1. Pseudo-Cético

      “Infelizmente, Von Neumann morreu sem concluir a pesquisa, e a computação ainda não conseguiu sair do modelo de software separado de hardware.”

      @Shlomo:

      Me permita discordar amigo, mas como não? Existem circuitos eletrônicos cuja finalidade/utilidade é definida dentro dos mesmos, sem a necessidade de se utilizar qualquer programação oriunda de softwares a parte do circuito. O circuito realiza uma ou algumas atividades, sendo o conjunto de tarefas a serem realizadas pré-conhecido, podendo, assim, ser também pré-determinado, algo como um Firmware.

      Em plataforma PC, a BIOS de um computador é a prova disso. O software é integrado ao hardware com o intuito de possibilitar a realização de operações básicas. Ok, continua sendo um programa desenvolvido separadamente e depois acoplado ao todo, mas ele é sim parte integrante do hardware. Sem ele, o processo de configuração de dispositivos seria impossível.

      As memórias de computador atuais são compatíveis com o conceito que você citou, pois possuem a capacidade de armazenar QUALQUER TIPO de informação. Como gerenciar a informação, isto sim ainda é um paradigma a ser superado.

      O que discute-se ser passível de evolução é a ARQUITETURA utilizada para a alocação e uso da memória. Ou seja, não o HARDWARE exclusivamente, mas também a forma como fazemos SOFTWARE.

      Existe um conceito embrionário de programação chamado AOP (Aspected-Oriented Programming). Esse promete ser de fato revolucionário para a engenharia de software. Não vou me extender aqui porque o assunto é pesado para quem não está envolvido com engenharia de software, mas acho que a discussão é mais ou menos por aí.

      1. Shlomo

        Até vou procurar saber um pouco mais sobre aspect-oriented programming, mas falar em software integrado ao hardware na BIOS me lembra muito a anedota da criança que viu uma máquina de escrever pela primeira vez:

        – Poxa, dá pra digitar e imprimir ao mesmo tempo!

        1. Fernando (P.C.)

          “- Poxa, dá pra digitar e imprimir ao mesmo tempo!”

          Rs… Boa.

          Essas discussões em espiral são uma coisa realmente impressionante!

          Abç.

  8. Hermano

    Eu sou estudante de ciência da computação. E é engraçado, pq na aula de psicologia da semana passada (sim, nós seres estudantes de exatas temos formação humanística também) a gente fez a mesma analógia que o post. A professora perguntou onde a nossa consciência era localizada, e nós fizemos essa comparação para tentar entender.

    Um software é um conjunto de instruções. Um sistema operacional é um software muito complexo responsável por gerenciar o hardware. Um hardware precisa do software, senão é como se ele fosse oco. É como se não tivesse alma.

    O mais engraçado é que outro professor também usou mesma analógia do post também em outra aula. Isso tudo na mesma semana. :]

    @PetersonDanda: “Engraçado” é como tantas destas “coincidências” acontecem todos os dias e a maioria das pessoas nem se dá conta, ou acha que é “força do acaso”. Mais engraçado ainda são aqueles que acreditam em Deus e no acaso, mesmo uma sendo antagônica da outra.

  9. Pedro

    Apesar de eu trabalhar em TI (e achei ótimo o texto e a analogia), posto abaixo um texto que achei agora a pouco que fala da mesmíssima coisa e tb faz uma analogia, porém não ligado a informática:

    Adaptado do fabuloso Bhagavad Gita (Capitulo II, 16-26):

    “O homem não nasce, e também nunca morre. Tendo vindo a existir, jamais deixará de fazê-lo, porque é eterno e permanente”.
    “Assim como um homem descarta as roupas usadas e passa a usar roupas novas, a alma descarta o corpo velho e assume o corpo novo”.
    “Mas a alma é indestrutível; espadas não podem cortá-la, o fogo não a queima, a água não a molha, o vento jamais a resseca. Ela está além do poder de todas estas coisas”.
    “ Como a alma do homem é indestrutível, ela é sempre vitoriosa, e por isso não deve lamentar-se jamais.
    “Que o teu objetivo seja tua ação, e nunca a recompensa dela”.
    ____________________________________________________

    Cara é incrível como podemos ir puxando exemplos e fazendo mais analogias dentro da mesma área.

    A internet por exemplo: existem os sites que seriam como nós (personalidades individuais) que ao longo do tempo se aperfeiçoam (igual a analogia do computador) e que além disso estão todos ligados uns aos outros, formando uma teia de conexões e troca de informações, até que vc olha de longe (a visão macro da coisa) e enxerga todas aquelas individualidades (sites) como um TODO (internet), no final tudo é uma coisa só.

    Coloque no google “mapa da internet” e pesquise nas imagens e veja, a analogia fica ainda mais clara, é impressionante como se parece visualmente com a galáxia (que da outra analogia) ou com as redes neurais do cérebro (que da outra analogia)

    Ótimo texto, abraço!

    @PetersonDanda: Pedro, obrigado pelo texto, vou copia-lo e postar no meu blog, se você me permitir.
    Não gosto de “escancarar” muito as coisas nas colunas aqui do TdC. Gosto de deixar muita coisa nas entrelinhas, para que, aqueles que realmente estão conectados com a ideia, as percebam. E para quem tem aversão a “teorias espiritualistas”, o que está nas entrelinhas acaba pegando no subconsciente (pelo menos eu espero).

    Interessante essa comparação com a internet. Vou refletir um pouco mais sobre ela!

    Paz & Luz!

    1. Pedro

      Fique a vontade quanto ao texto, eu tb copiei da net quando o encontrei “por acaso” hehehe

      Eu percebi o “approach” do seu texto, alias “deixar nas entrelinhas” é uma das maneiras mais inteligentes de escrita, não é invasiva ao leitor, gera curiosidade e apela ao subconsciente como tu bem disse, não é a toa que ao longo da história esse “recurso” é recorrente nos textos de mestres e iniciados 😉

      Ah, to acrescentando o teu blog na minha lista diária hehe confesso que li o texto e tinha passado batido por esse detalhe

      Valew brother!

  10. Sandro

    Muito legal. Quem sabe daqui a alguns anos tenhamos um modelo de “filosofia espiritual” com conceitos plenamente adaptados à computação, como o modelo espiritual/filosófico dos alquimistas, que interligaram sua espiritualidade aos conceitos químicos, ou como os maçons, que o fizeram usando o modelo conceitual da construção civil… é realmente maravilhoso ver como o ser humano é capaz de transmitir os mesmos conhecimentos com “abstrações” ou analogias tão diversificadas… e viva a simbologia e a capacidade da luz de se manifestar em infinitas cores… abraços

  11. Otávio Caetano

    Como um jogo de computador que nós mesmos criamos e testamos, nunca nele há um ‘restart’, só a opção de ‘novo jogo’ que só aparece quando ‘morremos’,

    E a partir da nossa primeira aventura, reprogramamos, corrigimos alguns bugs e voltamos a jogar… Sempre explorando esse jogo “open world” chamado Vida.

  12. Francisco

    Entendi a metáfora, mas acho que ela não faz muito sentido não, na parte que se relaciona à computação.

    Um sistema operacional, num computador, não faz basicamente nada significativo. Com isso quero dizer, coisas com significado. O sistema operacional não te deixa escrever, desenhar, conseguir novas informações em alto nível. Ele pode claro evoluir ao longo do tempo, arrumar bugs, colocar mais funções, mas sempre relacionadas a melhorias no como fazer as coisas: memória mais rápida, mais programas ao mesmo tempo, menos crashs, por exemplo.

    O sistema operacional, em nós, é a parte mais arcaica do nosso cérebro, que cuida e abstrai do usuário final o controle fino do nosso corpo. Por exemplo, não temos que pensar em musculos individuais para nos movermos, nem dedicar esforço para regular o pH do nosso sangue, coisas que são feitas por essa parte do cérebro. Atribuir valor às memórias, através das emoções, também faz parte disso. Não tendo que lidar com essas coisas, temos o potencial de fazermos muito mais, com as partes mais recentes (evolutivamente) do cérebro, os diversos cortex, principalmente o pré-frontal. Aí que temos consciência (que pra mim é mais ou menos análogo ao que é mostrado na tela do PC), e podemos usá-la pra fazer o que quisermos.

    Se a metáfora fosse exata, nenhuma melhoria no nosso espirito implicaria numa melhoria moral que fosse para a próxima versão, pq isso não é papel do SO, é papel do software.
    E se aprendemos coisas novas, e melhoramos, e isso é transmitido pelo software, os programas e rotinas que desenvolvemos em vida, então a nossa melhora é consequência do progresso feito por outros no nosso passado, sem dúvida, mas não por uma transmissão direta de uma parte da consciência.

  13. Eduardo Nunes Pereira

    Muito boa sua analogia, vc publicou algo que eu já havia pensado desde a primeira vez q assiti Matrix, trabalho na área de T.I. e tb e por hobby desenvolvo jogos eletrônicos que mexem com física e inteligência artificial, e é realmente muito divertido ver um mundo dentro do jogo funcionando conforme as suas regras, será que seria essa a resposta para brincar de deus ? estranho mesmo pensar que o acaso fez tudo isso q temos hoje, tento não refletir tão a fundo, pois o negócio é realmente de deixar o cara atormentado.

    No entanto brincar no mundo que fazemos o que queremos é realmente muito divertido.

    Imaginando tudo como dentro um jogo ? será q estamos presos nas nossas próprias regras ou limitações, pq digamos “livre arbítrio” é algo sem regras, fizemos as regras que nos prendem, a limitação é hardware ou software ? esse software funciona sem hardware ? hoje em dia nosso software (informatica) está preso ao silício (matéria prima do processador), que seria digamos “cadeia de carbono” da vida no hardware. Ghost in the shell ou Ghost outside the shell (possível).

    Lembra-se da conversa da oráculo no Matrix II ? sobre fantasmas e aliens ?

  14. Mauricio

    Esse post não só me lembra MATRIX , como também um filme que assiti a pouco tempo : Source Code ! … ridiculamente traduzido para *Contra o Tempo*
    aborda esse *code fonte*, física quântica, universos paralelos,neurologia etc…
    é aquele filme que deixa um carapato de 1 kg atrás da orelha. rs

    @Peterson Danda: Obrigado pela dica. Vou procurar o filme e assisti-lo.

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