A Árvore da Vida Multidimensional

Domingo à noite, conversando com Sergio Pacca, um dos maiores estudiosos de Thelema, Kabbalah hermética e ocultismo que conheço, chegamos a uma discussão interessante sobre o formato da Árvore da Vida, principalmente após as descobertas e pesquisas que fiz para o livro de Kabbalah que estou finalizando. A figura tradicional que conhecemos, tem o formato que tem por conta principal de dois fatores: A descoberta da Verdadeira Vontade e a realização da Grande Obra, nessa ordem. Os 22 Caminhos se relacionam diretamente com as 22 letras, mas sabemos que existem Caminhos conectando TODAS as Sephiroth em TODAS as sephiroths, a Umbanda nos demonstra isso claramente e historicamente temos arquétipos como Poseidon (Yesod dentro de Chesed) ou Hefesto (Malkuth dentro de Geburah) que são deixados de lado nessas configurações, mas que estão ai.

Quando observamos os Sete Raios da Fraternidade Branca, vemos claramente que o 4o raio é Netzach (Artes) e, ao acompanharmos os outros raios percebemos que estamos diante de uma nova árvore da Vida, cujo centro é Netzach, ao invés de Tiferet, e todas as Esferas se deslocam ao redor dela. Nos esboços de Matta e Silva podemos ver a correspondência de orixás e linhas de trabalho que configuram outras Árvores da Vida, com Geburah (Falange de Ogum) como centro e linhas de trabalho com Yesod como Principal Esfera.

Diante disso, propusemos a idéia da Árvore da Vida Multidimensional, como um Cubo de Rubik, que pode ser observado e orientado de infinitas maneiras, cada uma formando seus próprios Caminhos e designs. Fiz esta ilustração para brincar com o conceito e estou postando apenas para aguçar a imaginação de vocês. Espero que gostem.

Este post tem 4 comentários

  1. Debora Espasiani

    Cada vez mais aprendo com você Marcelo. Grande abraço fraternal.

  2. Colorado Teus

    Estou para continuar os posts sobre a Umbanda e a Árvore da Vida; é exatamente por isso (o sistema pode posicionar o mito que quiser na posição que quiser) que dentro da Umbanda Sagrada, Hod é o trono da evolução, que é regido por Obaluayê e não pelo Orixá Exu (que é muito diferente, dentro desse sistema, em relação ao Candomblé).

    Obaluayê é Binah que existe dentro de Hod, é a evolução através da dor/sofrimento/karma. Rubens chama isso de transmutação, que é um processo de Mercúrio. Dentro da U.S. a evolução acontece com os testes e provações (que são mandados pelo trono da Justiça e executados pelo trono da Lei, fechando todo o lado esquerdo da árvore).

  3. Douglas

    Nossa, estes dias estou meio que “sismado” em tentar entender o Multiverso através de diversas visões, Hermetismo Religiões ciências e filosofias, e até na arte (HQs, RPGs Videogames) e Matemática (teorias de conjuntos, gravitais etc) porém o que mais me fascina é a Árvore da vida, eu sei que as Sephiroth não são dimensões mas eu tento ver como formas de manifestação multidimensional sendo que isto às vezes me dá nós no cérebro principalmente quando o assunto é a origem de Kether através dos véus da existência negativa, tem representações em que Ain é o princípio de tudo e outras que Ain Soph Aur é o princípio de tudo. Eu não sei como posso visualizar isto de uma forma elegante, algo como um mapa fractal, talvez eu esteja exigindo de mais mas será que existe uma “Kabbalah ore-Kether”? estranhas divagações

  4. Cassiano Cordeiro Alves

    Interessante. Alguma relação, mesmo que distante, com o cubo mágico de Multiversity, do Grant Morrison ou é apenas coincidência?

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